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"É uma grandiosíssima calúnia dizer que tenho revoltas contra a Igreja. Eu nunca tive dúvidas sobre a Fé Católica, nunca disse nem escrevi, nem em cartas particulares, nem em jornais, nem em quaisquer outros escritos nenhuma proposição falsa, nem herética, nem duvidosa, nem coisa alguma contra o ensino da Igreja. Eu condeno tudo o que a Santa Igreja condena. Sigo tudo o que ela manda como Deus mesmo. Quem não ouvir e obedecer a Igreja deve ser tido como pagão e publicano. Fora da Igreja não há salvação."
Padre Cícero Romão Batista

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Padre sugere metodologias para aprofundar a fé


André Luiz
Da Redação


Montagem sobre fotos / arquivo
“A fé é um ato livre, é um ato plenamente pessoal. Por isso mesmo envolve o conhecimento dos conteúdos da fé", diz Padre Antônio
“O Ano da Fé deverá exprimir um esforço generalizado em prol da redescoberta e do estudo dos conteúdos fundamentais da fé, que têm no Catecismo da Igreja Católica a sua síntese sistemática e orgânica”, disse o Papa Bento XVI, na Carta Apostólica Porta Fidei, pela qual proclamou o Ano da Fé.
Rodeados de intenções, propostas e desafios, dois verbos se destacam no contexto do Ano da Fé: redescobrir e estudar. Estas são as duas ações que a Igreja Católica pretende desenvolver neste ano cujo o eixo central é a Fé.
“A Porta da Fé está aberta a todos”, disse o Papa, mas todos estão dispostos a entrar por ela? Esta Porta que introduz os fiéis na comunhão com Deus não é uma porta alargada, mas, estreita. Talvez seja por isso que Bento XVI denominou o processo de conhecimento da fé como um “esforço generalizado”, ou seja, não basta crer, é preciso se esforçar para conhecer e, então, crer melhor.
Os atos de “redescobrir e estudar” conclamam uma corajosa e disposta atitude para uma empreitada de trabalhos em prol de uma fé madura e fundamentada.
Mas, por que é tão importante conhecer a Fé? Não bastaria apenas crer em Deus? 
De acordo com o Padre Antônio Luiz Catelan Ferreira, Assessor da Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), conhecer a fé é a base de tudo. “A fé é um ato livre, é um ato plenamente pessoal. Por isso mesmo envolve o conhecimento dos conteúdos da fé. Faz parte da própria estrutura do ato de fé buscar a compreensão daquilo que se crê.
O padre afirma que o conhecimento da fé não se trata de uma escolha aleatória ou algo que se acrescenta à vida do cristão, antes, é algo que está nos fundamentos do ato de crer. Do contrário, segundo Padre Antônio, a fé sofreria um esvaziamento, sem chegar à sua totalidade.
O fiel que procura conhecer melhor a fé gera em si mesmo o aumento do amor por Deus, diz o padre. Quanto mais se conhece a fé, mais se conhece Deus e esse conhecimento produz o desejo de estar cada vez mais unido a Ele. O fato de não conhecer a fé pode frear a sua dinamização própria, ou seja, pode limitá-la aos conhecimentos kerigmáticos que o fiel tem de Deus. 
Metodologias de estudo
Considerando a necessidade de estudar a fé, com o mesmo ou maior empenho com que se estuda outros conteúdos nas escolas e universidades, a Igreja oferece meios para que esse trabalho se desenvolva. De acordo com padre Antônio, nas paróquias e dioceses concentram-se as principais formas e metodologias para o estudo da fé. Aqueles que querem ingressar nesta “escola da fé” precisam ficar atentos às formações que acontecem nas Igrejas locais.
Com frequência, são promovidos Círculos Bíblicos, cursos de Teologia para leigos, encontros de formação, Escolas Bíblicas dentre outros eventos. Pode-se ainda contar com leigos que, preparados pela diocese, podem trabalhar na formação dos demais fiéis.
Os meios de comunicação também são uma alternativa para potencializar o processo de formação. Há TV’s, rádios e sites na internet que disponibilizam conteúdo formativo, de cunho doutrinal, eclesial, litúrgico, bíblico e que podem somar aos esforços das Igrejas locais na formação dos fiéis.
Outra dica de padre Antônio é a elaboração de uma “escola da fé”, ou seja, encontros onde se possa estudar o Catecismo e a Bíblia de forma conjunta, mesclando o conteúdo dos dois elementos, sem criar oposição entre eles.
Mas, o padre lembra: “é preciso cuidar desses cursos para que haja sempre uma maneira eclesial de ler a Palavra de Deus. Que sejam cursos em que a palavra do Magistério seja acolhida com integridade e sem suspeitas.”Material de estudo
A Bíblia e o Catecismo Católico são os principais materiais de estudo recomendados pela Igreja para aqueles que almejam corresponder ao apelo do Papa, neste Ano da Fé. Porém, padre Antônio recomenda ainda como fonte de conhecimento da fé os documentos do Concílio Vaticano II e do Magistério, além dos conteúdos sobre a História da Igreja Católica.
Com os avanços das novas tecnologias, tornou-se acessível a todos estes materiais. No site do Vaticano (www.vatican.va) pode-se encontrar um arsenal de textos e documentos oficiais que irão auxiliar nos estudos. OCatecismo da Igreja Católica (CIC) está disponível pela internet e em muitas livrarias católicas. Além disso, o Catecismo conta com uma versão jovem do seu conteúdo: o YouCat, um presente de Bento XVI aos jovens com uma linguagem adequada a eles. Portanto, não ter acesso aos materiais não servirá de pretexto para quem quer conhecer melhor a Fé. 
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