Sejam Bem-Vindos!

"É uma grandiosíssima calúnia dizer que tenho revoltas contra a Igreja. Eu nunca tive dúvidas sobre a Fé Católica, nunca disse nem escrevi, nem em cartas particulares, nem em jornais, nem em quaisquer outros escritos nenhuma proposição falsa, nem herética, nem duvidosa, nem coisa alguma contra o ensino da Igreja. Eu condeno tudo o que a Santa Igreja condena. Sigo tudo o que ela manda como Deus mesmo. Quem não ouvir e obedecer a Igreja deve ser tido como pagão e publicano. Fora da Igreja não há salvação."
Padre Cícero Romão Batista

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Solenidade de São Pedro e São Paulo


“Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” (Mt 16,13). Pedro, Paulo e cada pessoa responderá esta pergunta de um modo singular.

Muitas são as visões distorcidas sobre Jesus Cristo. Alguns querem um Jesus político, revolucionário. Outros preferem um Cristo da fé, sem relação com a sua história: um Cristo para adorar e fazer pedidos, para satisfazer desejos materiais. Há um Jesus do “tipo Dan Brawn”, que teria sido um ser humano quase comum. Há também aquele Jesus sofredor, que parece nos salvar pela quantidade de sangue derramado na cruz. Estas imagens não se aproximam daquela revelada nos evangelhos.

Pedro segue o Jesus da história. Mas inicialmente, não compreendeu o messianismo de Jesus. Repreendeu o Senhor, não desejou que sua vida se destinasse a Jerusalém. Queria o messias da glória, da vitória política, da revolução que o fez cortar a orelha de Malco de modo covarde. Só com a Ressurreição, compreenderia a totalidade da missão de Jesus, e de sua própria missão. Com Pedro, aprendemos a crescer na caminhada de fé, a rumar para um Deus que não apenas satisfaz nossos interesses, mas que nos convida a uma missão. Pedro apascentou o rebanho a ele confiado, movido pela imagem de um Deus que o amou mesmo depois de sua traição, que confiou nele, mas lhe deixou as exigências próprias do seguimento. Seguir a Cristo é abraçar as consequências inerentes à opção por Ele.

Paulo seguiu o Cristo da fé.  Ele viu o senhor ressuscitado e passou a viver não mais só, mas a partir da vida de Cristo Senhor em sua própria existência: “Não sou eu que vivo, Cristo vive em mim” (Gl 2,20). Na estrada de Damasco, inaugurou-se uma nova etapa na vida de Paulo, pelo seu encontro com o Senhor ressuscitado. Gradativamente ele teria uma nova visão do mundo e de Deus. Paulo passaria a entender que Deus ama antes de nossa observância legalista. Compreende que Deus não espera que sejamos bons para mostrar o seu amor, mas que ama a todos, ama até os pecadores (Rm 5,8). Por isso, pronunciou: “Jesus Cristo me amou e se entregou por mim” (Gl 2,12). Paulo substituiu o deus do legalismo pelo Deus da gratuidade. Paulo entendeu que o mais importante não é sua fidelidade, mas a fidelidade de Deus. Entendeu que apesar de sua fraqueza, o Deus de amor o amou primeiro. Sentiu a presença de um Deus de misericórdia. Portanto, aprendemos com Paulo que Cristo nos ama gratuitamente, não nos ama pelos nossos méritos. Aprendemos também que nossa vida tem sentido a partir da experiência pessoal do encontro com o Senhor.

Pedro e Paulo estão muito distantes daquela imagem romântica e estereotipada de santidade. Não são homens serenos, passivos e de rostinhos meigos. Pedro e Paulo revelam personalidades fortes. Pedro foi um homem controverso que sempre se mostrou pronto a responder e a questionar o Senhor. Paulo foi um lutador que desafiou os judaizantes e travou lutas apaixonantes com suas comunidades. Deste modo, aprendemos destas duas colunas que a paixão move a vida para o bem. Aprendemos que a santidade não é a passividade diante das coisas e que mesmo diante dos erros, o que mais importa é a coragem de realizar. As duas colunas da Igreja nos conduzem à coragem de mudar, à liderança, à ousadia de se expressar, à paixão pelas convicções. Aprendemos a amar a vida, a amar com paixão a Jesus e o seu Reino. “Ai de mim se não evangelizar!” 

Pe Roberto Nentwig


Congresso marca celebração do Ano da Fé e 20 anos do Catecismo



Arquivo
Além da ocasião dos 50 anos do Concílio Vaticano II, no Ano da Fé também se comemoram os 20 anos do Catecismo da Igreja Católica
Três comissões episcopais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) estão unidas na organização do Congresso Teológico sobre os 20 anos do Catecismo da Igreja Católica e o Ano da Fé. O evento está marcado para os dias 7 a 9 de setembro de 2012 na Pontifícia Universidade Católica do Paraná, em Curitiba (PR).

Em mensagem dirigida aos bispos, presbíteros, diáconos, agentes de pastoral, formadores de seminários, professores e estudantes, os organizadores do Congresso apresentam a proposta do evento, que terá a participação do arcebispo secretário da Congregação para a Doutrina da Fé, dom Luis Francisco Ladaria.

As inscrições podem ser feitas no site da CNBB até o dia 19 de agosto e o valor a ser pago é de R$ 100 (cem reais - não incluídos alimentação nem hospedagem). Aos que desejarem um certificado de extensão universitária, deverão selecionar a opção no ato da inscrição, ao custo de R$ 10 (dez reais).

Veja abaixo a programação completa do Congresso. 

Programa do congresso sobre os 20 anos do Catecismo da Igreja Católica e o Ano da Fé
07 a 09 de setembro de 2012 – PUC Curitiba/PR
Cronograma

Dia 07 – sexta-feira

08h00 Recepção e Acolhida

08h30 Celebração das Laudes

08h50  Abertura

09h30 1ª  conferência geral: Dom L.F. Ladaria: O Catecismo da Igreja Católica: história, atualidade e perspectivas

10h40  Intervalo

11h00 2ª conferência geral: Pe. Fr. Dr. Carlos Josaphat, OP - A Estrutura do Catecismo da Igreja Católica e a vida cristã

12h00  Almoço

14h00  1ª conferência nos grupos temáticos

Grupo I: Os Padres da Igreja no Catecismo da Igreja Católica – Pe. Ms. Ulysses Roberto Lio Tropia – PUC-MG

Grupo II: A Revelação no Catecismo da Igreja Católica –  Dr.a Maria Clara Bingemer – PUC-Rio

Grupo III: A tradução brasileira do Catecismo da Igreja Católica: memórias  –  S.E.R. Dom Albano B. Cavalin – Arcebispo Emérito de Londirna

Grupo IV: A noção de fé no Catecismo da Igreja Católica – Pe. Dr Geraldo Luiz B. Hackman – PUCRS e Comissão Teológica Internacional

15h00  Intervalo

15h30  2ª conferência nos grupos temáticos

Grupo I: A liturgia no Catecismo da Igreja Católica – Pe. Dr. Gregório Lutz – PUCSP

Grupo II: A eclesiologia no Catecismo da Igreja Católica –  Pe. Dr. Antonio J. Almeida – PUCPR

Grupo III: A recepção do Catecismo da Igreja Católica na América Latina – especialmente no Brasil – Pe. Dr. Luiz Alves de Lima, SDB – UNISAL - SP

Grupo IV: A fé como fundamento da espiritualidade Cristã – Dr. D. Bernardo Bonowitz, OCSO – Abade Trapista

16h30  Interação com os participantes

18h00  Celebração da Eucaristia com Vésperas: S.E.R. Dom Moacyr José Vitti

Dia 08 – sábado

08h30 Celebração da Eucaristia com Laudes: S.E.R. Dom Jacinto Bergmann

09h30 3ª conferência geral: Dom L.F. Ladaria: Ano da Fé: motivações, proposta e perspectiva

10h40  Intervalo

11h00 4ª. Conferência geral: Pe. Dr. Mário de França Miranda, SJ -  A Fé Cristã: dimensões pessoal e eclesial

12h00  Almoço

14h00  3ª conferência nos grupos temáticos

Grupo I: A Sagrada Escritura no Catecismo da Igreja Católica –  Pe. Fr. Dr. Vicente  – PUCPR

Grupo II: A Cristologia no Catecismo da Igreja Católica – Pe. Dr. Domingos Barbosa Filho – ICESPI

Grupo III: A concepção de catequese subjacente ao Catecismo da Igreja Católica – Prof.a Dr.a Elza Helena Soares – UNISAL-SP

Grupo IV: A Celebração do Mistério Cristão: ambiente natural da fé cristã - D. Edmar Peron – Bispo Auxiliar de São Paulo

15h00  Intervalo

15h30  4ª conferência nos grupos temáticos

Grupo I: O Magistério e o Catecismo da Igreja Católica –  Pe. Dr. Antonio Luiz Catelan Ferreira

Grupo II: A Moral Cristã no Catecismo da Igreja Católica – S.E.R. D. Sérgio da Rocha

Grupo III: A Iniciação cristã no Catecismo da Igreja Católica – Pe. Dr. Janison de Sá

Grupo IV: A Eucaristia no Catecismo da Igreja Católica: “pelas palavras de Cristo e pela invocação do Espírito Santo” – Pe. Dr. Francisco Taborda, SJ

16h30  Interação com os participantes

18h00 Vésperas

Dia 09 – Domingo

08h30 Celebração da Eucaristia com Laudes: S.E.R. Dom L.F. Ladaria

09h30 Apresentação de tópicos dos Grupos Temáticos

10h15 Intervalo

10h40  Conferência final: Dom Ladária: considerações finais

11h40  Celebração conclusiva e encerramento

Portal de notícias do Vaticano inaugura página em português



Arquivo
A partir de hoje, 28, as informações do news.va podem ser acessadas também em português
Nesta quinta-feira, 28, o portal web de notícias dos meios de comunicação da Santa Sé, news.va, comemora um ano no ar. Completando esses doze meses de atividades, o site inaugurou uma página em português.

"Foi um ano rico porque após a língua italiana criamos a página também em espanhol, inglês e francês. Agora tenho a alegria de anunciar que nesta quinta-feira abrimos também em português”, disse o presidente do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais, Dom Cláudio Maria Celli.

O portal news.va foi criado em 2011 e inaugurado pelo Papa Bento XVI que, com um "tweet", anunciou a iniciativa do referido Pontifício Conselho. 

Papa autoriza decretos da Congregação da Causa dos Santos

O Papa Bento XVI recebeu em audiência privada, nesta quinta-feira, 28, o prefeito da Congregação das Causa dos Santos, Cardeal Angelo Amato. Durante o encontro, Bento XVI autorizou a Congregação a promulgar 18 decretos.

Além do reconhecimento do milagre de Nhá Chica, também foi reconhecido o milagre do venerável Luca Passi, Fundador da Congregação das Irmãs Mestres de Santa Doroteia. Em breve, as datas das beatificações de ambos devem ser divulgadas.

Martírios

O Papa reconheceu os seguintes martírios:

- Dos Servos de Deus Emanuele Borras Ferre, bispo auxiliar de Tarragona e Agapito Modesto, do Instituto dos Irmãos das Escolas Cristãs e 145 companheiros mortos por motivo de ódio à Fé, na Espanha, entre 1936 e 1939.

- Do Servo de Deus Giuseppe Puglisi, sacerdote diocesano, nascido em Palermo (Itália) e morto, por motivo de ódio à Fé, em 1993.

- Do Servo de Deus Ermenegildo da Assunção e cinco companheiros da Ordem da Santíssima Trindade mortos por motivo de ódio à Fé, em 1936 na Espanha.

- Da Serva de Deus Vitória de Jesus, Religiosa do Instituto Pio Calasanziano da Divina Pastora, morta em 1937, na Espanha, por motivo de ódio à Fé.

- Do Servo de Deus Devasahayam Pillai, leigo indiano morto por motivo de ódio à Fé em 1752.

Virtudes Heróicas

O Papa reconheceu ainda as seguintes virtudes heróicas:

- Do Servo de Deus Sisto Riario Sforza, arcebispo de Nápoles, Cardeal da Santa Romana Igreja, morto em 29 de setembro de 1877.

- Do Servo de Deus Fulton Sheen, arcebispo de Newport (EUA) morto em Nova Iorque em 1979.

- Do Servo de Deus Álvaro del Portillo y Diez de Sollano, bispo de Vita e Prelado da Prelatura Pessoal da Santa Cruz e da Opus Dei, nascido em Madri e morto em Roma em 1994.

- Do Servo de Deus Ludovico Tijssen, Sacerdote Diocesano, holândes, morto em Sittard (Holanda) em 1929.

- Do Venerável Servo de Deus Cristóvão de Santa Catarina, sacerdote, fundador da Congregação e o Hospital Jesus de Nazaré de Córdoba, morto na mesma cidade em 1690.

- Da Serva de Deus Maria do Sagrado Coração (Maria Giuseppa Fitzbach), viúva, fundadora das Servas do Coração Imaculado de Maria, chamadas Irmãs do Bom Pastor de Québec, morta no Canadá em 1885.

- Da Serva de Deus Maria Agelina Teresa, Fundadora da Congregação das Irmãs Carmelitanas para os idosos e enfermos, nascida na Irlanda do Norte e morta nos EUA em 1984.

- Da Serva de Deus Maria Margherita (Adelaide Bogner). Monja professa da Ordem das Visitações, nascida e morta na Hungria em 1933.

- Da Serva de Deus Ferdinanda Riva, Irmã professa do Instituto das Filhas da Caridade, nascida na Itália e morta na Índia em 1956.

Em 10 de maio, Bento XVI havia autorizado a Congregação das Causas dos Santos a promulgar o Decreto sobre o martírio do Servo de Deus Giovanni Huguet y Cardona, sacerdote diocesano, nascido na Espanha e morto, por motivo de ódio à Fé, na Espanha em 1936.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

PROCESSO DE FREI DAMIÃO FOI ENTREGUE HOJE, PELA MANHÃ, NO VATICANO


Hoje, pela manhã, o vice-postulador Frei Jociel Gomes, acompanhado pelo postulador geral Frei Florio Tessari e outros confrades, entregou a documentação referente ao processo diocesano para a beatificação e canonização de Frei Damião na Chancelaria da Congregação da Causa dos Santos, no Vaticano.
Momento em que o Chanceler e Frei Jociel abram as caixas,
depois de terem a autorização por escrito do Cardeal Ângelo Amato
Freis Cláudio, Jociel e Bosco com o postulador geral Frei Florio
na porta da Congregação

Fonte: PRONEB - PROVÍNCIA NOSSA SENHORA DA PENHA DO NORDESTE DO BRASIL - FRADES CAPUCHINHOS.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Escolhida a música do Hino da Campanha da Fraternidade de 2013


cflogoDesde 2006, por decisão dos bispos do Conselho Episcopal Pastoral, o Consep, o CD da Campanha da Fraternidade traz o Hino da CF e o repertório quaresmal correspondente a cada ano. O hino poder ser executado em algum momento (mais adequado) da celebração, a critério da equipe de celebração e de quem preside. “Por exemplo, em algum momento da homilia – o que facilitará a vinculação da liturgia da palavra com a vida (tema da CF) – ou nos ritos finais, no momento do envio. Prioritariamente, o hino deve ser usado nos momentos de estudo e encontros de formação sobre a CF”, afirma o assessor de Música Litúrgica da CNBB, padre José Carlos Sala.
O hino da Campanha da Fraternidade de 2013 já foi escolhido. A CF 2013 terá como tema: “Fraternidade e Juventude”, e tem como lema: “Eis-me aqui, envia-me!” (Is 6,8). O processo de escolha do hino passou por dois momentos: concurso para a letra e concurso para a música.
Na segunda quinzena de dezembro de 2011, representantes das Comissões Episcopais Pastorais para a Liturgia, Juventude e Campanha da Fraternidade, juntamente com o secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, escolheram a letra. Dentre as mais de 40 letras enviadas foi escolhida a do compositor Gerson Cezar Souza.
No final de maio deste ano, representantes das Comissões de Liturgia e Juventude, maestros convidados e o secretário geral da CNBB, escolheram a música.
“A CNBB recebeu mais de 100 contribuições e a equipe analisou cuidadosamente cada uma das composições levando em conta os critérios do concurso e as avaliações da CF deste ano”, disse o padre José Carlos Sala, ressaltando ainda a grande riqueza melódica, harmônica e rítmica em estilos, os mais variados, próprios da diversidade cultural do nosso país.
A música escolhida foi a dos compositores Gil Ferreira e Daniel Victor Santos.
Os bispos do Consep, reunidos em Brasília nos dias 19 e 20 de junho analisaram a composição e a aprovaram.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

O Orgulho de ser CATÓLICO


Este texto, baseia-se em um discurso proferido no City Club de Cleveland, Ohio, por Samuel H. Miller, grande empresário dessa localidade, dono da Co-Chairman of the Board de Forest City, uma das maiores companhias do setor imobiliario dos Estados Unidos. O discurso foi publicado pelo Buckeye Bulletin.
MILLER NÃO É CATÓLICO, É JUDEU.
“Talvez seja mais fácil para mim dizê-lo, porque não sou católico: já sofri perseguição o suficiente, mais que o suficiente, como Judeu; já basta!
No decurso da minha vida, jamais vi um ataque mais revanchista, mais insidioso, mais preconceituoso, que o que observei nos últimos anos contra a Igreja Católica; e o que é mais estranho, é o fato de acontecer nos Estados Unidos e na América toda, onde se supõe que existe um absoluto respeito por todas as confissões religiosas.
Sabia que em 2007 havia no mundo 1.115 milhões de católicos batizados?
Pois, desse total, a América tem a maior quantidade, 51%, que soma uns 547 milhões; a Europa, 26%, uns 282 milhões; a África, 16%, uns 147 milhões; a Ásia, 13%, o que equivale a uns 116 milhões; e na Oceania, está uns 0,8%, ou seja, uns 9 milhões.
Fico pensando, qual é a verdadeira razão para que alguns meios e grupos se unam numa permanente e feroz perseguição contra uma das mais importantes instituições da Humanidade, como o é a Igreja Católica?
Após a Guerra Civil (Americana) em 1864, os fundamentalistas, os conservadores, os Anglo-Saxonicos, iniciaram a trágica moda de queimar Cruzes de um lado ao outro do país, especialmente no Sul.
Pois bem, no que a mim me diz respeito, muito pouco mudou desde então.
Poucos conhecem e menos ainda se divulga, que só nos Estados Unidos, a Igreja Católica educa a 2.6 milhões de estudantes, o que lhe custa mais de 10.000 milhões de dólares por ano.
Na Espanha, por sua vez, 5.141 centros católicos de ensino formam cerca de um milhão de alunos, isentando o Estado de 3 milhões de euros por centro e por ano!
Os estudantes dos centros católicos de ensino em todo o mundo, terminam os seus estudos universitários em 92%; com dinheiro exclusivo dos fiéis católicos; enquanto a educação laica estatal é paga com os impostos de toda a população, incluindo a dos católicos.
A lista dos 100 hospitais mais cotados dos Estados Unidos, não só é encabeçada pelo Saint Joseph’s Hospital and Medical Center de Phoenix, Arizona, entidade que presta os seus serviços por mais de 115 anos contínuos, como 28 dos outros hospitais são também dirigidos e mantidos pela Igreja Católica.
Um de cada cinco americano, vai a um hospital católico.
Pois bem, se nos Estados Unidos há mais de 260 centros médicos católicos, na Espanha 107 hospitais católicos isentam ao Estado e aos contribuintes de 50 milhões de euros silos, centros de inválidos, centro de doentes terminales de AIDS e outras doenças e albergues, com mais de 51.300 camas, isentam o estado de gastar outros 4 milhões de euros por centro ao ano.
No total, a Igreja Católica administra 26 por cento dos centros hospitalares e de ajuda sanitária e humanitária que existem em todo o mundo!
Também na Espanha, o gasto da Cáritas ao ano é de 155 milhões de euros, proveniente do bolso dos católicos espanhóis; o gasto da entidade, de Mãos Unidas soma outros 43 milhões de euros do mesmo bolso; o gasto das Pontifícias Obras Missionárias chega a 21 milhões de euros, imaginam de onde sai esse dinheiro? E, além disso, há 365 centros de reeducação para marginais sociais, prostitutas, ex-presidiários e drogados, umas 53.100 pessoas permanentemente, que libera o Estado e aos não católicos do país de gastar mais de meio milhão de euros por centro em cada anualidade.
Isso, sem falar dos 937 orfanatos espanhóis que cuidam de 10.835 crianças abandonadas, isentando o Estado, de cerca de uns 100.000 euros anuais por centro.
Ah! E 80% do gasto de conservação e manutenção do Património Histórico-Artístico espanhol é feito pela Igreja Católica com as doações dos seus fiéis, tendo-se calculado um valor aproximado de não investimento por parte do Estado de cerca 32.000 a 36.000 milhões de euros ao ano!
Quanto custa manter para a Humanidade tantas e tão monumentais obras históricas da cristandade? Pode alguém sequer imaginar o trabalho que isso implica não só do ponto de vista logístico, como financeiro?
Com que dinheiro se conservam as grandes obras do mundo católico? Desde já, digo que não é com o dinheiro de quem ataca a Igreja.
Mas há por acaso algum impedimento para que toda a Humanidade possa deleitar-se, visitando essas formosas obras? Nenhum!
Somemos a isso, a totalidade de pessoas que trabalham ou colaboram com as obras de caridade católicas; trabalham pelos outros sem pedir em troca um salário, realizando-o para ajudar o próximo. Em quanto crêem que poderíamos quantificar esse trabalho?
Ou, em quanto poderíamos taxar as vidas de tantas Religiosas católicas, que trabalham só por amor ao próximo nos lugares mais hostis, pobres e perigosos do mundo?
Atacam sem saber da estatística. Somente 1,7 % do clero católico (Lembrando que não são padres que se tornaram pedófilos, mas pedófilos que conseguiram chegar ao Sacerdócio sem serem descobertos) foi declarado culpado pelo crime de pedofilia, destes, 80% já foram afastados e os outros irão em seguida.
Um estudo recente sobre os sacerdotes, mostrou que a maioria é feliz desempenhando o seu sacerdócio e que estão melhor do que supunham; além disso, a maioria, Diante da opção, voltaria a escolher o sacerdócio apesar de todos os ataques que a Igreja Católica vem recebendo e das dificuldades que encontram no exercício da missão.
A vossa religião ofereceu consolo e fortaleza a milhares de seres em todo o planeta, mesmo no meio das mais difíceis circunstancias em todas as épocas, dando-lhes uma razão para seguir em frente quando tudo já parecia perdido.
O valor dessa única circunstancia, é inestimável em termos do progresso da Humanidade, já que ajuda a formar nos valores, homens e mulheres.
A oração, não só leva os católicos a identificar as suas próprias aspirações e dificuldades com Jesus, mas, também lhes permite reconhecer as necessidades dos outros e manifestar a sua aspiração em combater as injustiças, permitindo-lhes assim exprimir a sua solidaridade.
Hoje, a Igreja Católica encontra-se sangrando. A agonia que os católicos sentem e sofrem não é necessariamente culpa da Igreja. A Igreja está sendo atingida por um pequeno número de sacerdotes desviados, sendo que a maioria já foram suspensos e outros, sê-lo-ão a seguir.
Caminhem com os ombros e a cabeça levantados. Sintam-se orgulhosos de ser membros da instituição não governamental mais importante do mundo.
Assim diz o profeta Jeremias (6, 16): ‘Permaneçam nos Caminhos de Deus, busquem as estradas do Bem, e caminhem por elas para o descanso para as vossas almas’.
Defendam a vossa FÉ com orgulho e reverência, e avaliem o muito que a vossa religião fez e continua a fazer por todas as outras religiões e pessoas do mundo! Tenham orgulho de ser católicos.
PALAVRAS DE SAMUEL H. MILLER, EMPRESÁRIO AMERICANO, JUDEU.

Enviado por Ir. M. Helena Teixeira

domingo, 24 de junho de 2012

Cônego do Rio faz reflexões sobre a Rio+20



Arquidiocese do Rio
A Igreja permanece atenta a tudo que diz respeito à vida nas suas várias conotações, destacou o cônego Manuel Manangão
Vinte anos depois da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92), a cidade do Rio de Janeiro é novamente sede da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. O encontro visa renovar o engajamento dos líderes mundiais com o desenvolvimento sustentável do Planeta e tem por objetivo debater a contribuição da "economia verde" para o desenvolvimento sustentável e a eliminação da pobreza.

Iluminada pela presença do Senhor Ressuscitado, a Igreja permanece atenta a tudo que diz respeito à vida nas suas várias conotações. O Santo Padre Bento XVI, em sua mensagem para o Dia Mundial da Paz, tratou do tema da preservação do meio ambiente afirmando que “A natureza, afinal, é o nosso grande e comum lar neste mundo e, como tal, merece nosso cuidado. A nossa paz, e, sobretudo, a das gerações futuras, depende do nosso bom relacionamento com a obra da criação de Deus. Mas nossos clamores e ações em favor da preservação da natureza só serão eficazes se, de fato, houver uma mudança de mentalidade. É urgente reavaliar nossa concepção de desenvolvimento. Não menos urgente é refletir sobre uma visão adequada do ser humano”.

Nós cristãos, povo de Deus, sabemos da insustentabilidade dos modelos econômicos atuais e de sua incapacidade de existir em harmonia com a natureza. O que esperamos desta conferência é que as ações acordadas realizem aquilo que a nossa fé nos diz: concretizar o ‘paraíso’ que Deus entregou aos nossos cuidados. A terra pertence a Deus (Lev 25. 23), e Ele no-la confiou, para dela cuidarmos (Gên 2, 15). Assim, temos a consciência da urgente necessidade de que os fiéis leigos participem ativamente da vida e da missão da Igreja no ser um sinal, diante de todas as nações, do cuidado com a vida em sua plenitude. Somos defensores da dignidade humana e não devemos admitir propostas que poderão levar o mundo a um colapso.

Por isso, estamos juntos em busca de uma voz comum que faça ecoar nos corações do mundo, nas consciências dos governantes e de todos os responsáveis pela situação em que vivemos, a necessidade de “procurar um modelo de desenvolvimento, integral e solidário, baseado em um agir ético que inclua a responsabilidade por uma autêntica ecologia natural e humana, que se fundamente na justiça, na solidariedade e no destino universal dos bens, e que supere a lógica utilitarista, consumista e individualista”, que seja fruto de uma escuta atenta da proposta do Evangelho (cf. Documento de Aparecida, 474).

Já a Campanha da Fraternidade de 2011, sob o tema “Fraternidade e a vida no planeta”, sinalizava: “É absolutamente necessário desejar que o resgate da responsabilidade ética motive e faça convergir ações de cunho social até de alcance planetário, visando o cuidado deste imenso ‘ser vivo’ chamado planeta Terra. A opção pela vida é o grande referencial. Assim, esta opção precisa ser reafirmada, recolocando no centro da pauta da humanidade o cuidado com o mundo vital”.

Somos convidados, permanentemente, a depositar toda confiança em Jesus, que lançou a semente do Reino de Deus. E volver todos os nossos esforços para que os governantes tomem, sempre, decisões para construir sustentabilidade e justiça, garantindo a vitalidade e a integridade da Terra e da vida que nela reside.

Papa dedica Angelus a João Batista


Reuters
Como de costume, Bento XVI fez a proclamação do Angelus Domini da janela de seu escritório aos fiéis reunidos na Praça São Pedro
Neste domingo, 24, a Igreja Católica celebra a solenidade do Nascimento de São João Batista. Com exceção da Virgem Maria, João Batista é o único santo a quem a liturgia celebra o nascimento e isso acontece, como explica o Papa Bento XVI, porque ele está intimamente ligado ao mistério da Encarnação do Filho de Deus.

O Santo Padre dedicou então, o Angelus deste domingo a João Batista, que foi o percursor de Jesus.

“Os quatro Evangelhos dão grande destaque à figura de João Batista, aquele profeta que conclui o Antigo Testamento e inaugura o Novo, indicando em Jesus de Nazaré o Messias, o Consagrado do Senhor”, ressalta Bento XVI.

Acesse
.: NA ÍNTEGRA: Angelus de Bento XVI – 24/06/2012


O próprio Jesus fala de João Batista dizendo: “É dele que está escrito: ‘Eis que eu envio meu mensageiro diante de ti para te preparar o caminho’. Em verdade vos digo: entre os filhos das mulheres, não surgiu outro maior que João Batista. No entanto, o menor no Reino dos céus é maior que ele” (Mt 11,10-11).

E animado pelo Espírito Santo, Zacarias assim falou sobre a missão do filho: “E tu, menino, serás profeta do Altíssimo, porque precederás o Senhor e lhe prepararás o caminho, para dar ao seu povo conhecer a salvação, pelo perdão dos pecados” (Lc 1,76-77).

“Tudo isso se manifestou trinta anos depois, quando João começou a batizar no rio Jordão, chamando as pessoas para se preparar, com aquele gesto de penitência, à eminente vinda do Messias”, explicou o Pontífice.

Por isso, João é chamado de “Batista”, isto é “Batizador” (cfr Mt 3,1-6). E um dia, o próprio Jesus vai até João para se deixar ser batizado. João primeiramente se negou, mas depois concorda, e vê o Espírito Santo posar sobre Jesus e ouve a voz do Pai celeste que o proclama Seu Filho (cfr Mt 3,13-17).

“Mas a sua missão não estava ainda cumprida: pouco tempo depois, ele foi convidado a preceder Jesus também na morte violenta: João foi decapitado na prisão do rei Erodes e, assim deu pleno testemunho do Cordeiro de Deus, que primeiro reconheceu e anunciou publicamente”, destaca Bento XVI. 

sábado, 23 de junho de 2012

Ano da Fé é apresentado no Vaticano: um percurso para a Nova Evangelização


Foi apresentado na manhã desta quinta-feira, na Sala de Imprensa da Santa Sé, o Ano da Fé convocado por Bento XVI a ser celebrado no período de 11 de outubro de 2012 a 24 de novembro de 2013. O Ano da Fé, através de um calendário repleto de grandes eventos, tem a finalidade de favorecer a fé de tantos fiéis que na fadiga cotidiana não cessam de confiar a sua existência ao Senhor – disse o presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, Dom Rino Fisichella. "Somente crendo a fé cresce e se reforça" (Porta fidei, 7). À luz das reflexões contidas na Carta Apostólica Porta fidei, Bento XVI convocou um Ano da Fé que terá início em concomitância com o 50º aniversário do Concílio Vaticano II (1962). O objetivo principal do Ano da Fé é favorecer a fé de tantos fiéis que na fadiga cotidiana não cessam de confiar com convicção e coragem a sua existência ao Senhor Jesus – explicou o Arcebispo Fisichella. "O último Ano da Fé foi celebrado em 1968. Para agora foi pensado se poder fazer um momento, justamente, de reflexão, sobretudo, num contexto de crise generalizada. Não escondemos que existe uma crise de fé." No atual contexto caracterizado por um secularismo que impele a "viver no mundo como se Deus não existisse" – frisou Dom Fisichella –, o Ano da Fé se propõe como um percurso que a comunidade cristã oferece a tantas pessoas que vivem com saudade de Deus e o desejo de encontrá-lo novamente. Os objetivos indicados pelo Papa para o Ano da Fé – contidos na Carta Apostólica Porta fidei – são repercorridos com um programa que envolve a vida ordinária de todo fiel e a pastoral ordinária voltados a dar vida à nova evangelização. Para isso, a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos aprovou o formulário de uma santa missa especial "Pela Nova Evangelização". Todos os movimentos, antigos e novos, terão na vigília de Pentecostes um papel fundamental na transmissão da fé e na renovação do espírito missionário... O primeiro evento do Ano da Fé terá lugar no domingo, 21 de outubro próximo, com a canonização de seis mártires e confessores da fé. Teremos, em seguida, muitas iniciativas voltadas para os jovens, em vista da Jornada Mundial da Juventude no Brasil, e voltadas também para os leigos em geral mediante a experiência das Confrarias e da piedade popular, precisou o Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização...

Fonte: Radio vaticano

Dom Leonardo acredita na educação para preservação ambiental



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'Nós poderíamos dizer educar para ter uma verdadeira ética de relação com a natureza', enfatizou Dom Leonardo
Educar para preservar. Na opinião do secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Leonardo Steiner, este tema deveria ser o grande debate durante a Rio+20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável que foi realizada no Rio de Janeiro de 13 a 22 de junho. O bispo acredita que a educação seria uma alternativa que traria muitos benefícios à sociedade.

“Nós poderíamos dizer educar para ter uma verdadeira ética de relação com a natureza. Nós ganharíamos muito com isso. Se nós tivermos um olhar apenas de cifrão sobre a natureza, no futuro deixaremos de ter um olhar de admiração, de encantamento que é tão próprio da pessoa humana”, afirmou.

Neste sentido, a CNBB vê com preocupação os resultados da conferência que reuniu líderes de vários países do mundo. Segundo Dom Leonardo, foi muito positiva a participação de movimentos sociais durante o evento paralelo, a Cúpula dos Povos. Para ele, um debate de grupos diferentes dispostos a dialogar sobre o meio ambiente.

Por outro lado, Dom Leonardo, questiona resultados práticos nas discussões entre líderes mundiais. “Existe uma apreensão porque a Rio 92 foi muito significativa. Nós temos receio de que não apareçam metas a serem atingidas e a criação de um fundo necessário”.

O tema economia verde também preocupa. O assunto chegou a ser retirado do texto final, mas retornou depois de muito debate. “Mas nós precisamos pensar que tipo de economia é essa. Porque pensar em nossas matas, em nossos rios, para o nosso lucro não seria uma economia verde. Seria sobrepor a economia ao meio ambiente. Isso nos preocupa”, ponderou o secretário-geral.

Dom Leonardo também comentou as discussões sobre direitos reprodutivos das mulheres. Disse que a decisão de retirar o tema do texto final foi acertada. “Forçou-se a entrada de alguns desses assuntos, quase esquecendo elementos fundamentais que são elementos da nossa cultura”, disse. Um debate que, para ele, impõe direitos sobre a vida. “A vida vem em primeiro lugar, o direito vem depois. Nós queremos impor direitos àqueles que ainda não tiveram a oportunidade de vir à luz”.

O secretário-geral destacou ainda que cada pessoa não vive isoladamente. A relação em sociedade também é uma relação com o meio ambiente e na medida em que destruímos a natureza, estamos desestruturando as pessoas. “Esse cuidado próprio é da nossa responsabilidade. E para despertarmos para isso entra de novo uma tarefa fundamental: a educação”.

Papa nomeia cardeais para estudo de questões referentes à Santa Sé

Na manhã deste sábado, 23, por volta das 10h, Bento XVI teve audiência com os chefes dos Dicastérios, na Sala Bologna. Neste mesmo dia, o Pontífice nomeou novos membros do Conselho dos Cardeais para o estudo dos problemas organizacionais e econômicos da Santa Sé.  

“Em razão da força da grande e variada experiência dos senhores cardeais a serviço da Igreja, não somente no âmbito romano, mas também internacional, o Papa resolveu encontrá-los ainda neste sábado, para uma troca de considerações e sugestões para contribuir a restabelecer o tão desejado clima de serenidade e de confiança no que tange os trabalhos da Cúria Romana”, destacou o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, padre Federico Lombardi.

Diante da questão do vazamento dos documentos reservados da Santa Sé, padre Lombardi enfatizou que Bento XVI procura dialogar com aqueles que o ajudam a governar a Igreja. “No contexto da situação criada após a difusão de documentos reservados da Santa Sé, o Santo Padre aprofunda suas reflexões em diálogo contínuo com as pessoas que dividem com ele a responsabilidade de governar a Igreja”, disse.

Os cardeais nomeados para o Conselho foram o Cardeal Polycarp Pengo, arcebispo de Dar-es-Salaam, na Tanzânia, Cardeal Telesphore Placidus Toppo, arcebispo de Ranchi, na Índia, e John Tong Hon, Bispo de Hong Kong.

Outra novidade é a nomeação do novo Núncio Apostólico junto à União Europeia, o Arcebispo Alain Paul Lebeaupin, que até então era Núncio Apostólico no Quênia e Observador Permanente junto ao Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

Ainda neste sábado, o Papa recebe o arcebispo de Sidney, Dom George Pell; o prefeito da Congregação para os Bispos, Cardeal Marc Ouellet; o Cardeal Jean-Louis Tauran, presidente do Pontíficio Conselho para o Diálogo Interreligioso; o vigário geral emérito para a Diocese de Roma, Cardeal Camillo Ruini e o Cardeal Jozef Tomko, prefeito emérito da Congregação para a Evangelização dos Povos.

Vaticano pede maior cuidado com as mães soropositivas


O secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Tarcísio Bertone, esteve na 8ª Conferência Internacional sobre a Aids, em Roma
O secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Tarcísio Bertone, discursou nesta sexta-feira, 22, na abertura da 8ª Conferência Internacional sobre a Aids, realizada no Instituto  San Gallicano, em Roma .

Em seu discurso, o secretário de Estado afirmou que a mortalidade materna na África está, em grande percentual, ligada à Aids. Para ele, não é possível tolerar a morte de tantas mães e pensar que milhares de crianças formarão uma geração perdida.

“A Igreja, presente nos países onde se manifesta tal pandemia, está muito preocupada com este verdadeiro drama do nosso tempo. É um drama que estraga tantas vidas humanas, debilita toda a sociedade e queima o futuro. É preciso fazer mais! Quanto mais infecções prosseguirem entre as mulheres, que são o pilar das famílias e das comunidades, maior será o risco de um colapso social de muitos países. A doença das mulheres, das crianças, dos homens torna-se doença de toda a sociedade”, salientou.

O cardeal recordou que atualmente cerca de 30% dos centros de tratamento de HIV/AIDS no mundo são católicos e destacou as principais ações da Igreja neste âmbito: a promoção de campanhas de sensibilização, programas de prevenção e educação sanitária, cuidado com os órfãos, distribuição de medicamentos e alimentos, assistência domiciliar, hospitais, centros, comunidades terapêuticas e de assistência ao doente, colaboração com os governos, cuidado com os carcerários, cursos de catequese, elaboração de sistemas de ajuda pela internet e instituição de grupos de apoio ao doente.

“Gostaria, na presença de tantos ministros influentes e responsáveis da saúde, de fazer um apelo à comunidade internacional, aos Estados e aos doadores: forneçamos logo, aos doentes de AIDS, um tratamento gratuito e eficaz! Que seja concentido o acesso universal à saúde! Façamos a partir das mães e das crianças”, enfatizou.

Em nome do Papa Bento XVI, Dom Bertone pediu pelos tantos sofredores e doentes que não têm voz pedindo mais empenho para responder às necessidades.

O secretário de Estado salientou que estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmam que o acesso universal ao tratamento é possível de ser alcançado, cientificamente e economicamente.

“Não é uma utopia: é possível Na África como na Europa, temos o dever de chegar a todas as mulheres grávidas soropositivas, administrar a terapia anti-retroviral, que possa dar à luz uma criança livre de AIDS e fazê-la crescer com acompanhamento materno”, reforçou.

Por fim,  Dom Bertone afirmou que não é possível conceber um acesso ao tratamento para todos sem considerar a fraqueza - inclusive econômica - da maioria dos povos africanos e mulheres. Há necessidade de acesso gratuito aos cuidados.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Conheça os desafios e contribuições da juventude carismática



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A RCC tem vivido bem sua missão. Onde existe vivência do Evangelho, nasce a prática da caridade e do serviço sincero aos irmãos, destacou Dom Alberto
Um encontro para celebrar, partilhar e mostrar ao mundo a cara da juventude carismática católica. A Renovação Carismática Católica (RCC) está organizando o primeiro Encontro Mundial de Jovens, que será realizado de 10 a 15 de julho em Foz do Iguaçu (PR). O evento traz como tema “Em Jesus, as nações porão sua esperança” (cf. Mt 12,21), e constitui uma preparação para o Jubileu de Ouro da RCC no mundo, data que será comemorada em 2017.

O assessor nacional para a Renovação Carismática, Dom Alberto Taveira Corrêa, arcebispo de Belém (Pará), disse que a RCC é relativamente nova e que estes primeiros anos ajudaram-na a se tornar uma presença significativa na Igreja.

“Isso com muita humildade, sabendo que tem um lugar próprio, sem pretender ser melhor do que os outros, mas assumindo sempre a tarefa de formar apóstolos da Efusão do Espírito Santo”, disse.

Mesmo sendo relativamente jovem, a Renovação vem alcançando resultados ao longo desses quase 50 anos de atuação. De acordo com Dom Alberto, o fruto mais importante que se espera de um movimento de Igreja é a contribuição para o crescimento espiritual de seus membros, edificação de Comunidades Vivas e também para o crescimento do Reino de Deus.

“A RCC tem vivido bem sua missão. Além disso, onde existe vivência do Evangelho, nasce a prática da caridade e do serviço sincero aos irmãos, sobretudo os mais pobres, o que a RCC tem feito e deve continuar a fazer”.

Juventude

Além de iniciar as comemorações para os 50 anos da Renovação Carismática, o evento também coloca em evidência a juventude carismática. O coordenador do Ministério Jovem da RCC, Márcio Zolin, explicou que os jovens carismáticos são pessoas maduras na fé, jovens corajosos, missionários, que deram uma resposta ao chamado que lhes foi feito.

“É uma juventude que está dando uma resposta ao “ide”: Ide e anunciai o Evangelho. Então, é um perfil de uma juventude comprometida, que diz, verdadeiramente, o seu sim para Jesus e é livre para viver o chamado de Deus na sua vida. Não é mais uma juventude que assiste, mas que é protagonista”.

O coordenador acredita que este vai ser um encontro profético para o Brasil e para o mundo todo. Ele informou que o número de participantes já é grande, faltando ainda um mês para o evento, o que mostra uma resposta não só de um compromisso da juventude, mas de esperança.

“Jesus é a esperança para todas as nações e a juventude está dando uma esperança de que virão tempos novos em que Jesus vai ser honrado, quando Sua cruz se levantará para as nações e, com certeza, um novo tempo de evangelização vai começar”, enfatizou.

Desafios

Márcio Zolin acredita que o engajamento desses jovens, hoje, na Igreja, pode ser considerado satisfatório, tendo em vista que tem mudado realidades na sociedade. Ainda assim, ele vê que o Cristianismo, hoje, está muito descaracterizado e se vive num mundo em que é difícil ser cristão, o que constitui uma dificuldade para atrair mais jovens para essa participação ativa na Igreja.

“Hoje, o 'ser cristão' é moldado, pintado como algo medíocre que descaracteriza o Cristianismo. Os nossos jovens são formados assim, cheios de preconceito quanto ao ser cristão, a viver o Cristianismo. O grande desafio é que estamos contra a maré, então, temos de ser fiéis”.

Diante de dificuldades como essa, Dom Alberto ressaltou que a Renovação Carismática tem como grande desafio a consolidação de sua presença, trabalhando mais e melhor na formação de seus membros.

Em relação ao apelo para que os jovens manifestem sua força na Igreja, principalmente tendo em vista a Jornada Mundial da Juventude 2013, o arcebispo enfatizou que a juventude carismática tem de oferecer aquilo que lhe é próprio: “a experiência dos carismas, a formação no espírito de oração e participação em todas as iniciativas das dioceses”.

Instrumento de trabalho para o Sínodo dos Bispos é apresentado


Foi apresentado na manhã desta terça-feira, 19, na Sala de Imprensa da Santa Sé o chamado “Instrumentum Laboris”, Instrumento de Trabalho da 13ª assembleia geral ordinária do Sínodo dos Bispos, que acontecerá no Vaticano de 7 a 28 de outubro próximo sobre o tema “A nova Evangelização para a Transmissão da Fé Cristã”.

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Íntegra do documento

A coletiva de imprensa foi conduzida por D. Nicola Eterovic, Secretário Geral do Sínodo e por D. Fortunato Frezza, sub-secretário. Eles apresentaram o conteúdo deste Instrumento de Trabalho que é praticamente a ordem do dia do Sínodo.
O documento articula-se em duas partes: uma introdução em que é explicada as razões da escolha do tema deste Sínodo, e uma segunda parte em que se ilustra o esquema do Instrumento de Trabalho, parte esta composta por quatro capítulos.
Dom Nicola Eterovic explicou que na base da escolha deste tema está a urgente tarefa de transmitir às novas gerações o Evangelho de Cristo, sem interrupção do processo de transmissão da fé, e isto o no âmbito da nova evangelização. Com efeito a reflexão sinodal será enriquecida pela ligação deste tema com o Ano da fé, desejado pelo Papa Bento XVI e que terá início a 11 de outubro, durante o Sínodo. Isto em comemoração do 50º aniversário do início do Concilio Vaticano II e do 20º aniversário da publicação do Catecismo da Igreja Católica."
O Secretário Geral do Sínodo explicou depois que o Instrumentum Laboris resulta das respostas das 114 Conferências Episcopais do mundo inteiro, dos 13 sínodos dos Bispos das Igrejas Orientais e dos 26 Dicastérios da Cúria Romana ao chamado Lineamenta que lhe tinha sido enviado em fevereiro de 2011.
De forma geral a expectativa em relação a este Sínodo expressa nessas respostas é que infunda uma nova energia nas comunidades cristãs e dê respostas concretas aos quesitos sobre a evangelização no mundo atual, pois se sente a necessidade de novos instrumentos e novas expressões para tornar compreensível a palavra de Deus nos ambientes da vida do homem contemporâneo.
Os quatro capítulos do Instrumento de trabalho são dedicados respectivamente a: Jesus Cristo, Evangelho de Deus para o homem; Tempo de nova evangelização; transmissão da fé; e reavivar a ação pastoral.
No primeiro capítulo “Jesus Cristo, Evangelho de Deus para o homem” põe-se em relevo o núcleo central da fé cristã, que muitos ignoram no mundo de hoje. Procura-se, por isso, propor o Evangelho de Cristo como Boa Nova também para o homem contemporâneo. Aqui sublinha-se mais uma vez a vocação fundamental da Igreja de anunciar o Evangelho.
Já o segundo capítulo é dedicado essencialmente aos desafios atuais da evangelização e à descrição da nova evangelização.

Passa-se depois, no terceiro capítulo, à finalidade da nova evangelização e à transmissão da fé. A Igreja transmite a fé que ela própria vive. Todos os cristãos são chamados a dar o seu contributo. Por fim, o quarto capítulo, intitulado “Reavivar a ação pastoral” sublinha que a transmissão da fé no contexto da nova evangelização repropõe os instrumentos amadurecidos ao longo da Tradição da Igreja e, de modo particular, o primeiro anuncio, a iniciação cristã e a educação, procurando adaptá-los às actuais condições culturais e sociais. 

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Festas juninas relembram vidas dos santos



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O Arcebispo de Aracaju, Dom José Palmeira Lessa, ressalta as raízes cristãs das festas juninas
Músicas, quadrilhas, bandeirinhas, balões, fogueira e muita comida boa! Em todo Brasil, a Festa Junina se tornou uma das maiores e mais tradicionais festas populares.

Nos festejos são homenageados quatro santos: Santo Antônio (no dia 13), São João (no dia 24), São Pedro e São Paulo (no dia 29).

“Os santos que são lembrados nas festas juninas são homens de Deus que pautaram suas vidas no ensinamento da Igreja como membros vivos dela e pautaram suas vidas no Evangelho colando essa vida numa consagração a serviço de Jesus e do Reino de Deus”, salienta o Arcebispo de Aracaju (SE), Dom José Palmeira Lessa.

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.: Ouça entrevista com Dom Lessa 
 
A tradição dessas festividades foi trazida pelos portugueses. As festas juninas são celebradas de maneiras diversas especialmente no norte da Europa — Dinamarca, Estónia, Finlândia, Letônia, Lituânia, Noruega e Suécia —, mas são encontrados também na Irlanda, na Galiza, partes do Reino Unido, França, Itália, Malta, Espanha, Ucrânia, outras partes da Europa e em outros países como Canadá, Estados Unidos, Porto Rico e Austrália.

No nordeste brasileiro, as grandes festas reúnem toda a comunidade e muitos turistas com fartura de comida, quadrilhas e muito forró. Campina Grande (PB) e Caruaru (PE) todos os anos disputam para ver quem tem a maior festa de São João do mundo.

No interior de São Paulo, ainda se mantém a tradição da realização de quermesses e danças de quadrilha em torno de fogueiras.

“Todas essas tradições bonitas estão ligadas ao espírito cristão, mas o mundo moderno caminha tentando de alguma maneira que a festa seja desvinculada do aspecto cristão”, ressalva Dom Lessa.

Para o Arcebispo de Aracaju, é importante que os cristãos se alegrem, dancem e façam festa, alimentando cada vez mais a fé no que está subjacente a toda essa alegria, sem cair num mundanismo, num tipo de festa pagã onde Deus não tem seu lugar e sem perder o sentido da vida dos santos.

“Que Deus renove em todos nós a lembrança da Palavra de Deus, a lembrança da vida de cada santo, para que possamos festejar como cristãos: dançando, brincando, se alegrando, soltando foguete, comendo comidas típicas, agradecendo e dando glória a Deus e, ao mesmo tempo, celebrando aquela cultura que eleva o coração do homem, que dá a verdadeira alegria ao homem, não deixando a marca do pecado”, conclui.

domingo, 17 de junho de 2012

Carisma Franciscano Capuchinho

Carisma Franciscano Capuchinho

O Início

Os Frades Menores Capuchinhos tem sua origem nos meados do século XVI.

Para entendermos o seu surgimento vamos aos primórdios da história franciscana. O movimento franciscano teve como protagonista S. Francisco de Assisque nasceu no ano 1182 e era filho do comerciante Pedro Bernadone, que lhe trocou o nome de batismo, João por Francisco.

Depois de uma juventude alegre e mais ou menos descompromissada, com a idade de 25 anos, sente-se tocado pela profunda experiência de Deus. Um dia enquanto rezava diante da imagem do Crucificado, na igrejinha, em ruínas, de S. Damião, sentiu dentro de si um forte chamado: "Francisco: reconstrói a Minha Igreja; que como vês, está em ruínas.". Logo em seguida rompe com o seu pai e renuncia tudo o que tinha diante da presença do Bispo.

Durante três anos, mendigando o sustento e tido como louco, dedicou-se a reconstruir igrejas nas mediações de Assis, até que um dia, em 1209, ao escutar a leitura evangélica da missão dos discípulos, descobriu sua vocação definitiva: "viver segundo a forma do santo Evangelho".

Abandonou o traje de peregrino, que até então havia usado, e apresentou-se vestido de uma túnica simples, cingido com uma corda, e com os pés descalços, anunciando o Reino de Deus e convidando à conversão. Foi nessa ocasião que se juntaram a ele os primeiros "companheiros", dispostos a compartilhar a mesma vida: Bernardo de Quintavalle, Pedro Cattani, Gil de Assis... O primeiro grupo que se uniu a Francisco tomou consciência de si mesmo e do compromisso evangélico, alojado no rústico abrigo de Rivo Torto; logo organizou a primeira saída apostólica.

Rapidamente a fraternidade dos pobres voluntários foi aumentando com novos companheiros. Quando Francisco achou que o grupo havia entendido suficientemente o sentido da aventura evangélica, mediante a experiência da oração e das privações da pobreza, organizou a primeira missão formal. Dois a dois, marcharam por várias regiões da Itália, pregando e mendigando o sustento. Os sofrimentos que tiveram de suportar, nesta primeira saída, foram a primeira grande prova dos novos arautos da penitência. Francisco os consolava freqüentemente, durante esta penosa etapa inicial, com a visão otimista de que, com o passar do tempo, um grande número de homens de toda classe social e de toda nação se uniriam a eles.

A Ordem, já com muitos frades, aos poucos vai criando divisões de grupos entre eles os mais conhecidos, conventuais e observantes, mas num grande leque de observâncias. Entre as grandes reformas nascidas no interior da Observância, consta a capuchinha, embora se apresente com características diversas e singularmente próprias.

Reforma Capuchinha

Seu iniciador e precursor involuntário foi frei Mateus de Bascio, um observante das Marcas que, desejoso de seguir S. Francisco na vida de pobreza, na pregação itinerante e na própria maneira de vestir, fugiu do convento de Montefalcone para ir pedir ao papa essa autorização. Tudo deixa entender que a conseguiu, mas apenas oralmente, sem um documento que desse fé, e isto o deixou em maus lençóis.

Voltando às Marcas, seu provincial, João de Fano, o encarcerou como apóstata no convento de Forano. Tudo isto acontecia nos primeiros meses de 1525. Foi libertado do cárcere por intervenção da duquesa de Camerino, Catarina Cybo, que tivera ocasião de admirar a sua caridade no serviço aos doentes durante a peste de 1523. A ele se apresentou, no verão de 1525, o frei Ludovico de Fossombrone que, junto com seu irmão de sangue, frei Rafael, queria associar-se a ele no estilo de vida empreendido. Mas Mateus não os acolhe, porque não tinha faculdade para isso e, quem sabe, também porque os dois Fossombrone pensavam em levar uma vida eremítica morando num lugar solitário, e não em viver sem morada fixa, como era intenção de frei Mateus.

Os dois primeiros documentos da Santa Sé referentes aos iniciadores da reforma capuchinha são da primeira metade de 1526; com o primeiro, de 8 de março, o papa ordena a captura dos apóstatas Ludovico, Rafael e Mateus; com o segundo, de 18 de maio, o cardeal Lourenço Pucci autoriza os mesmo frades a viverem independentes dos superiores da Observância, sob a proteção do bispo de Camerino. Foi o que fizeram Ludovico e Rafael, finalmente livres para viver num eremitério "pobrezinho" , o de são Cristóvão de Arcofiato, a cerca de três quilômetros de Camerino. Aí Ludovico amadureceu o projeto de dar vida a uma nova reforma franciscana, enquanto estava todo entregue ao serviço de Deus, e também dos homens, ao menos durante o flagelo da peste que se abateu sobre Camerino pela metade de 1527. Catarina Cybo e Ludovico encontraram-se com o Papa Ludovico, em seu nome e no de seu irmão natural frei Rafael, apresentou ao papa uma humilde súplica em que pedia para:

· usarem a barba e o hábito que vestiam;

· poderem viver em lugares solitários sob a proteção dos conventuais, cujo ministro os pudesse visitar uma vez por ano e ao qual eles também deveriam cada ano apresentar-se;

· poderem eleger um custódio;

· poderem receber quem quer que fosse, clérigos ou religiosos de qualquer Ordem. Inicialmente os novos reformadores foram chamados de "frades menores de vida eremítica".

Mas por breve tempo, pois a partir de 1531, o mais tardar, vai ganhando campo a denominação de "capuchinhos" primeiro como "fratres a scapucino" (frades de capuz relativamente pequeno, que os distinguia dos observantes e dos conventuais) , passando depois à forma mais simplificada de "frati cappuccini".

A tradição demonstra que os frades sempre tiveram grande proximidade com o povo. São Frades do Povo. Por causa disto, e principalmente das crianças, conhecemos a tradição que descreve os primeiros frades aproximando-se das vilas, sempre rodeados por crianças, que puxando seu capuz diziam capuccini, capuccini, capuccini... e assim foram chamados estes arautos da paz e do bem.

Fonte: http://www.capuchinhosrj.org.br

sábado, 16 de junho de 2012

Devotos comemoram 10 anos da canonização de Padre Pio



Rádio Vaticano
Padre Pio é um dos santos mais queridos na Itália e conquistou devotos em várias partes do mundo
Devotos da Itália e de várias partes do mundo comemoram neste sábado, 16, os 10 anos de canonização de São Pio de Pietrelcina, mais conhecido simplesmente como Padre Pio. Para recordar a data, o Secretário de Estado, Cardeal Tarcísio Bertone presidiu a Eucaristia na Igreja de São Pio de Pietrelcina, na Itália. Além de ser um dos santos mais queridos na Itália, Padre Pio conquistou muitos devotos também no Brasil.

Em sua homilia, o Cardeal Bertone recordou as palavras proferidas 10 anos atrás pelo Beato João Paulo II, que naquela ocasião declarou que a “vida e a missão do Padre Pio testemunham que as dificuldades e os sofrimentos, se forem aceites por amor, transformam-se num caminho privilegiado de santidade, que abre perspectivas de um bem maior, que só Deus conhece”.

“Padre Pio percebeu o amor de Deus sobre si e se deixou tomar por ele, se deixou habitar por Cristo. Por isso, pôde entrar num diálogo íntimo e fecundo com Ele, e se abrir àqueles que recorriam à sua paterna guia espiritual, promovendo neles frutos de vida boa” lembrou o Cardeal Bertone.

O Secretário de Estado recordou que pessoas de várias culturas, idades e condições sociais recorriam a Padre Pio. Para todas elas, ele se revelou um verdadeiro e santo artista como guia espiritual. “Basta pensar na enorme quantidade de cartas que chegavam de todas as partes do mundo com todo tipo de problema para resolver. Para cada um, o Padre não propunha teorias, mas oferecia uma adequada indicação espiritual, que se tornava acompanhando rumo a uma vida boa, a do Evangelho, a da experiência de Cristo e do seu amor.”

O Cardeal Bertone concluiu sua homilia pedindo que confiemos nossas orações e intenções ao Senhor, através da celeste intercessão de Nossa Senhora das Graças e de São Pio de Pietrelcina.

Coletiva de imprensa na Santa Sé apresenta Ano da Fé



CNBB
'Queremos celebrar este Ano de forma digna e fecunda', afirma Bento XVI na Porta Fidei
Na próxima quinta-feira, 21, na Sala de Imprensa da Santa Sé, haverá a apresentação do Ano da Fé, convocado pelo Papa Bento XVI. O Ano se estenderá de 11 de outubro de 2012 a 24 de novembro de 2013.

Na coletiva de imprensa, será apresentado o calendário dos grandes eventos que se realizarão em Roma no âmbito do Ano da Fé, além da apresentação do site e da logo da iniciativa.

Participam da coletiva o Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, Dom Rino Fisichella, e o Subsecretário do mesmo Pontifício Conselho, monsenhor Graham Bell.

O Ano da Fé foi convocado pelo Papa Bento XVI com a Carta Apostólica Porta Fidei (Porta da Fé), em outubro de 2011. O início deste Ano coincide com a recordação de dois grandes eventos que marcaram a Igreja nos últimos tempos: os 50 anos da abertura do Concílio Vaticano II, e os 20 anos da promulgação do Catecismo da Igreja Católica.

“O Ano da Fé é convite para uma autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do mundo. Não podemos aceitar que o sal se torne insípido e a luz fique escondida (cf. Mt 5, 13-16). Devemos readquirir o gosto de nos alimentarmos da Palavra de Deus, transmitida fielmente pela Igreja, e do Pão da Vida, oferecidos como sustento de quantos são seus discípulos (cf. Jo 6, 51)”, escreve Bento XVI na Carta Apostólica.

“Só acreditando é que a fé cresce e se revigora; não há outra possibilidade de adquirir certeza sobre a própria vida, senão abandonar-se progressivamente nas mãos de um amor que se experimenta cada vez maior porque tem a sua origem em Deus. Queremos celebrar este Ano de forma digna e fecunda", diz o Papa na Carta Apostólica Porta Fidei. (BF)

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Bispo da Diocese de Caruaru, Dom Dino, está internado no Recife


Da redação do jornalextra.com.br

O Bispo da Diocese de Caruaru, Dom Dino, encontra-se internado no Hospital Santa Joana, no Recife. O motivo, segundo o Padre Bianchi, é uma crise renal.
Ele estava internado no Hospital da Unimed em Caruaru desde o último domingo, quando foi transferido para o Recife, onde passará por avaliações e exames médicos. O estado de saúde dele é estável.
Segundo Biachi, a previsão é de que ele permaneça internado por mais alguns dias.

A Teologia da Libertação -Por: Bento XVI

«Encontramo-nos, em resumidas contas, em uma situação singular: a teologia da libertação tentou dar ao cristianismo, cansado dos dogmas, uma nova praxe mediante a qual finalmente teria lugar a redenção. Mas essa praxe deixou, para trás de si, ruínas em lugar de liberdade. Fica o relativismo e a tentativa de nos conformar com ele. Mas o que assim nos oferece é tão vazio que as teorias relativistas procuram ajuda na teologia da libertação, para, a partir dela, poder ser levadas a prática». (Conferência em Guadalajara (México). Novembro de 1996.) «Não se pode tampouco localizar o mal principal e unicamente nas ‘estruturas’ econômicas, sociais ou políticas más, como se todos os outros males se derivassem, como de sua causa, destas estruturas, de sorte que a criação de um 'homem novo' dependesse da instauração de estrutura econômicas e sócias-políticas diferentes. Certamente há estruturas iníquas e geradoras de iniqüidades, que é preciso ter a valentia de mudar. Frutos da ação do homem, as estruturas, boas ou más, são conseqüências antes de ser causas. A raiz do mal reside, pois, nas pessoas livres e responsáveis, que devem ser convertidas pela graça de Jesus Cristo, para viver e atuar como criaturas novas, no amor ao próximo, a busca eficaz da justiça, do domínio de sim e do exercício das virtudes». «Quando fica como primeiro imperativo a revolução radical das relações sociais e se questiona, a partir daqui, a busca da perfeição pessoal, entra-se no caminho da negação do sentido da pessoa e de sua transcendência, e se arruína a ética e seu fundamento que é o caráter absoluto da distinção entre o bem e o mal. Por outra parte, sendo a caridade o princípio da autêntica perfeição, esta última não pode conceber-se sem abertura aos outros e sem espírito de serviço». «Recordemos que o ateísmo e a negação da pessoa humana, de sua liberdade e de seus direitos, estão no centro da concepção marxista. Esta contém pois enganos que ameaçam diretamente as verdades da fé sobre o destino eterno das pessoas. Ainda mais, querer integrar na teologia uma 'análise' cujos critérios de interpretação dependem desta concepção atéia é encerrar-se em ruinosas contradições. O desconhecimento da natureza espiritual da pessoa conduz a subordiná-la totalmente à coletividade e, portanto, a negar os princípios de uma vida social e política de acordo com a dignidade humana». «Esta concepção totalizante impõe sua lógica e arrasta as 'teologias da libertação' a aceitar um conjunto de posições incompatíveis com a visão cristã do homem. Em efeito, o núcleo ideológico, tirado do marxismo, ao qual faz referência, exerce a função de um princípio determinante. Esta função lhe deu em virtude da qualificação de científico, quer dizer, de necessariamente verdadeiro, que lhe atribuiu». «As «teologias da libertação», que têm o mérito de ter valorizado os grandes textos dos Profetas e do Evangelho sobre a defesa dos pobres, conduzem a um amalgama ruinosa entre o pobre da Escritura e o proletariado de Marx . Por isso o sentido cristão do pobre se perverte e o combate pelos direitos dos pobres se transforma em combate de classe na perspectiva ideológica da luta de classes. A Igreja dos pobres significa assim uma Igreja de classe, que tomou consciência das necessidades da luta revolucionária como etapa para a libertação e que celebra esta libertação em sua liturgia». (Instrução sobre alguns aspectos da Teologia da Libertação LIBERTATIS NUNTIUS. Agosto de 1984.) Papa Bento XVI Se deseja ser um verdadeiro cristão, caminhe em conformidade com o Santo Padre.

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