Sejam Bem-Vindos!

"É uma grandiosíssima calúnia dizer que tenho revoltas contra a Igreja. Eu nunca tive dúvidas sobre a Fé Católica, nunca disse nem escrevi, nem em cartas particulares, nem em jornais, nem em quaisquer outros escritos nenhuma proposição falsa, nem herética, nem duvidosa, nem coisa alguma contra o ensino da Igreja. Eu condeno tudo o que a Santa Igreja condena. Sigo tudo o que ela manda como Deus mesmo. Quem não ouvir e obedecer a Igreja deve ser tido como pagão e publicano. Fora da Igreja não há salvação."
Padre Cícero Romão Batista

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

A infalibilidade papal: o Papa é infalível? Quando? Como?



A doutrina da infalibilidade do Papa foi definida no 4º capítulo da 4ª sessão do Concílio Vaticano I (1869 - 1870), durante o pontificado de Pio IX. Ouvimos, porém, muitos questionamentos a respeito de o Papa ser isento de erro, se ele é também um homem falho e imperfeito, portanto sujeito ao erro e ao pecado. Alguns polemizam a respeito dessa questão por puro desconhecimento da doutrina (talvez alguma preguiça de aprender?), mas me parece que a maioria o faz por má fé. Por isso é muito importante e necessário que os católicos aprendam definitivamente a esse respeito, para que possam também elucidar a outros quando surge essa questão.

Em primeiro lugar, infalibilidade é diferente de "impecabilidade". A doutrina da infalibilidade do Papa não diz que o Sumo Pontífice é um homem perfeito, que nunca erra, não peca, que não se equivoca, ou que ele está para sempre livre de cometer falhas , enquanto for Papa. O que a doutrina da infalibilidade do Papa afirma é: o Papa é infalível quando fala nas condições "ex-cathedra". O que significa isto?

1) Quando o Soberano Pontífice se pronuncie como sucessor de Pedro, usando os poderes das Chaves concedidas ao Apóstolo pelo próprio Cristo (Mt 16, 19);

2) Quando o objeto de seu ensinamento é a moral, fé ou os costumes;

3) Que queira ensinar à Igreja inteira;

4) Quando é manifesta a intenção de dar decisão dogmática e não simples advertência, e declarando anátema que se ensine tese oposta.

Em resumo, o Papa é infalível quando se dirige, como Papa e sucessor do Apóstolo Pedro, que ele é, a toda a Igreja; quando o objeto de seu pronunciamento é a moral, a fé e/ou os costumes, e quando define que dará uma decisão dogmática.

Em outras palavras, o Papa é passível de falhas fora das três condições descritas acima. Mas será algum absurdo pensar que o Papa é infalível quando instrui a Igreja a respeito de doutrina? O que você acha disso?

A resposta é não, isso não é nenhum absurdo, pelo contrário. Ao menos para quem tem fé, o absurdo seria pensar que o Papa, sucessor de Pedro e pastor maior da Igreja, aquele que comanda toda uma imensa nação de fiéis que constituem o Corpo Místico de Cristo no mundo, fosse falho enquanto líder, pois nesse caso seria totalmente incapaz de assumir a missão de orientar e conduzir a Igreja! Se o líder máximo da cristandade não fosse infalível enquanto condutor da Igreja, não poderíamos crer em Igreja, nem nos Evangelhos, nem em Jesus Cristo, que prometeu que estaria com a sua Igreja até o fim do mundo. A infalibilidade é lógica, óbvia e consta explicitamente nas Sagradas Escrituras:

"Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo." (Jesus Cristo à sua Igreja, no Evangelho segundo Mateus, 23, 19-20)

Nosso Senhor afirma aos Apóstolos que estará com eles e com a Igreja até o fim do mundo. Isto demonstra que os Apóstolos, não só os primeiros, mas também os seus sucessores, escolhidos pelos próprios Apóstolos (como vemos no livro de Atos), estão hoje conduzindo a humanidade sob a assistência de Nosso Senhor Jesus Cristo, que garantiu a infalibilidade da doutrina dos Apóstolos, conforme Jesus diz a seus apóstolos:

"Eu vos mandarei o Prometido de meu Pai; permanecei até que sejais revestidos da Força do Alto." (Evangelho segundo Lucas 24, 49)

"O Espírito da Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece, mas vós o conheceis, porque permanecerá convosco e estará em vós." - "O Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ensinar-vos-á todas as coisas e vos recordará tudo que vos tenho dito." (João 14, 17.26)

Note a afirmação: "O Espírito da Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece..." - Isto é, cabe aos Apóstolos ensinar a doutrina verdadeira e autenticamente, inspirada por Deus.

Jesus Cristo enviou seus Apóstolos a propagar à toda a humanidade o Caminho até o Pai. Portanto, se cremos em Jesus Cristo e nos Evangelhos, temos que crer também que os Apóstolos são infalíveis em seus ensinamentos, pois Cristo mesmo afirmou categoricamente que estaria com eles até o fim do mundo, para que cumprissem a missão de levar o Evangelho "até os confins do mundo": "Descerá sobre vós o Espírito Santo, e vos dará o poder; e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia, Samaria e até os confins do mundo".

A própria entrega das Chaves do Reino dos Céus a Pedro, com a promessa de que o Inferno não prevaleceria sobre a Igreja, juntamente com o poder dado a ele, Pedro, diretamente por Jesus Cristo: "O que ligares na Terra será ligado nos Céus, e o que desligares na Terra será desligado nos Céus" (Mateus 16, 18-19), é a afirmação clara, direta e inquestionável da infalibilidade daquele que comanda a Igreja, pois, se Nosso Senhor disse aos apóstolos que eles deveriam ensinar o Evangelho à humanidade e que estaria com a sua Igreja até o fim do mundo, então, pela Providência Divina, esta Igreja não poderia ensinar senão a verdadeira doutrina de Jesus Cristo, o Caminho certo até o Pai. A confirmação definitiva consta em Lucas 22, 31, quando o Senhor Jesus Cristo fala a Simão Pedro:

"Simão, Simão, eis que Satanás vos reclamou para vos peneirar como o trigo; mas eu roguei por ti, para que a tua confiança não desfaleça; e tu, por sua vez, confirma os teus irmãos."



Até aqui não há nenhuma sombra de dúvida a respeito da autoridade e infalibilidade do Papa e da Igreja na Terra. - E aqui insistimos que não estamos nos referindo aos filhos da Igreja, pois sabemos que padres, bispos e papas estão sujeitos ao pecado, como qualquer ser humano. A infalibilidade se refere à Igreja enquanto Corpo Místico de Cristo e condutora da humanidade ao Caminho da Salvação e da Verdade. - Sem dúvida o Papa, como condutor máximo da Igreja, precisa ser infalível no que se refere à disseminação da verdadeira doutrina cristã para os povos.

Porém, como a criatividade humana não tem limites, os inimigos da Igreja nunca deixam de tentar contestar até mesmo as verdades mais simples a respeito de tudo que a confirme. Para negar o óbvio, desesperados apelam para todo tipo de insanidade: já ouvimos dizer até que Pedro teria perdido a sua autoridade por ter negado Nosso Senhor por três vezes(!). O mais curioso é que as pessoas que inventam desvarios como esses são aquelas que se colocam como conhecedoras das Sagradas Escrituras! Incrível que nunca tenham lido aquilo que Jesus Cristo mesmo diz a Pedro no Evangelho segundo João:

"Após a ceia, Jesus perguntou a Simão Pedro: 'Simão, filho de João, amas-me mais do que estes?' Respondeu ele: 'Sim, Senhor, tu sabes que te amo.' Disse-lhe Jesus: 'Apascenta os meus cordeiros.' Perguntou-lhe outra vez: 'Simão, filho de João, amas-me?' Respondeu-lhe Pedro: 'Sim, Senhor, tu sabes que te amo.' Disse-lhe Jesus: 'Apascenta os meus cordeiros.' Perguntou-lhe pela terceira pela vez: 'Simão, filho de João, amas-me?' Pedro entristeceu-se por que o Senhor perguntou pela terceira vez: 'Amas-me?', e respondeu-lhe: 'Senhor, sabes tudo, e sabes que te amo.' Disse-lhe Jesus: 'Apascenta as minhas ovelhas.'" (João 21, 15-17)

Jesus Cristo, Deus, sabe tudo. Por certo sabia das contestações que surgiriam, no correr da história, a respeito da autoridade e da infalibilidade do Papa. Por isso, fez questão de repetir por três vezes que estava entregando a Ele, Pedro, a missão de cuidar do seu rebanho, a Igreja, neste mundo.

Não. O Papa não é infalível enquanto homem. Como pessoa, ele é apenas um ser humano que dedicou e consagrou toda a sua vida, - literalmente toda a sua vida, - ao serviço de Deus e da Igreja. Mesmo assim, isso não significa necessariamente ser santo, pois, como foi visto, até mesmo São Pedro, que conviveu diretamente com o Senhor e foi o primeiro Papa da Igreja fundada por Jesus Cristo (embora não fosse chamado assim naquela época), era falho e pecou ao negá-lo. Até mesmo após a Ascensão do Senhor ao Céu, Pedro, que sempre manteve o seu livre arbítrio, parece ter se equivocado em questões teológicas, sendo que foi repreendido por Paulo, outro Pilar da Igreja e grande Apóstolo.

Sim, o Papa é infalível em suas funções como autoridade instituída diretamente por Nosso Senhor Jesus Cristo. A ele foi concedida a autoridade para instruir o Povo de Deus neste mundo, a frente da santa Igreja. Ele foi canonizado e morreu martirizado pelo Imperador Romano. A única ocasião em que Deus interfere no livre-arbítrio dos Apóstolos é quando estes cumprem a missão de doutrinar as "ovelhas" de Deus, pois os seres humanos não têm condições de comunicar Deus através da sua própria ciência ou por seus próprios méritos. Assim, o fiel comum não é capaz, através de elucubrações, estudos e debates com outras pessoas, de definir um ensinamento isento de erro; mesmo os grandes teólogos não possuem essa capacidade: suas conclusões somente são aceitas quando colocadas sob apreciação do Magistério da santa Igreja, centrada na figura do Papa.

Fonte: Voz da Igreja.

Ex-jogador do Manchester entra para seminário católico


O ex-jogador de futebol, Phil Mulryne, de 34 anos, integrará o Pontifício Colégio Irlandês de Roma, na Itália
O Pontifício Colégio Irlandês de Roma, na  Itália, é agora o lar de Phil Mulryne, de 34 anos, ex-jogador do Manchester United e do Norwich, que descobriu no trabalho social sua vocação ao sacerdócio.

Conforme informou o site espanhol Religión en Libertad, "Mulryne tinha fama de ser divertido, amigável e um pouco indisciplinado". Formou-se nas divisões juvenis do Manchester United junto de David Beckham até que foi transferido ao Norwich em 1999. Ele chegou a integrar a seleção da Irlanda do Norte, de cuja concentração foi retirado em 2005 por falta disciplinar.

Devido às constantes lesões, ele deixou definitivamente o futebol em 2008. Religión en Libertad assinalou que sua participação em atividades solidárias e caritativas teria chamado a atenção do Bispo de Down and Connor (Irlanda), Dom Noel Treanor, quem lhe expôs sua possível vocação sacerdotal.

Seu ex-companheiro no Norwich, Paul McVeigh, disse à imprensa inglesa que mantinha contato com o Mulryne "e sabia que tinha dado uma reviravolta em sua vida, que fazia muito trabalho social e ajudava os sem teto semanalmente. Ainda assim, impactou-me que ele sentisse este chamado".

"O que está claro é que não é algo a ser tomado às pressas, porque para ser ordenado sacerdote católico ele terá que estudar dois anos de filosofia e quatro de teologia", afirmou o amigo.

Tu és Dom Bosco


segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Em breve a Diocese de Caruaru irá lançar um site


DIOCESE DE CARUARU


Tendo a COMUNICAÇÃO como prioridade a Diocese de Caruaru irá em Breve ter um portal na internet. Em breve você poderá acessar o site: www.diocesedecaruaru.com.br 

Vaticano apela à protecção e defesa das famílias



Angop
Superior provincial da congregação dos padres do verbo divino, Zeferino Zeca
Superior provincial da congregação dos padres do verbo divino, Zeferino Zeca

Luanda - O Papa Bento XVI invocou uma especial defesa e protecção à família, para que perante as ameaças como a distorção da noção de matrimónio, a desvalorização da maternidade, banalização do aborto, a facilitação do divórcio e o relativismo de uma “nova ética”, se torne "Igreja doméstica".

 
O apelo vem expresso numa nota intitulada Apresentação da exortação apostólica pos–sinodal «Africae Munus» enviada pelo papa Bento XVI ao continente africano e lida pelo superior provincial da congregação dos padres do verbo divino, Zeferino Zeca, durante uma conferência de imprensa hoje, no Centro de Formação de Jornalistas (Cefojor), em Luanda.

 
A mensagem acrescenta que a "Igreja doméstica" faz com que seja capaz de criar paz e harmonia na sociedade e a veneração e o respeito que África reserva às pessoas idosas e pode inspirar o ocidente como exemplo de estabilidade e ordem social.

 
No documento, o sumo pontífice frisa ainda que as mulheres têm uma tarefa insubstituível na sociedade e na igreja, visto que todos os cristãos hão de combater, denunciar e condenar os actos de violência contra as mulheres.

 
A missiva ressalta que a igreja opõe-se ao aborto, à droga ao alcoolismo e esta na primeira linha no combate as pandemias da malária , tuberculose, sida, entre outras doenças, que predominam o continente.

 
Estas epidemias requer uma resposta médica, farmacêutica, mas sobretudo a ética ou seja uma prevenção eficaz baseada na abstinência sexual , na rejeição da promiscuidade sexual e na fidelidade conjugal em nome de uma antropologia assente no directo natural e na palavra de Deus.

 
O Papa Bento XVI considera fundamental debelar o analfabetismo, flagelo equivalente a morte social e eliminar a pena capital.

 
A exortação apostólica pos-sinodal Africae Munus é o documento redigido pelo Papa Bento XVI a partir das 57 Proposições finais do II Sinodo especial para África realizado em Outubro de 2009 e dedicado ao tema reconciliação, justiça e Paz. 

Jovens cariocas terão evento de carnaval em preparação para a JMJ

O maior bloco de carnaval católico do Brasil já esquenta os tambores. É o Folia com Cristo, que na sua quinta edição se consolida como uma excelente opção de diversão neste período que antecede os festejos.

O bloco, com direito a abadá e trio elétrico, irá ganhar as ruas do Rio de Janeiro no domingo, dia 5 de fevereiro. A concentração será a partir das 13h, no Campo de Santana, e, depois ganhará a Avenida Presidente Vargas, no Centro. Mais de 50 mil foliões de Cristo são esperados na festa. A entrada é gratuita.

O Folia com Cristo é um evento realizado pela Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro. Este ano, terá como tema a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Rio2013, encontro mundial de jovens com o Papa Bento XVI que será realizado no Rio de Janeiro em julho de 2013. O Folia com Cristo será um evento de aquecimento para a JMJ Rio2013, uma pequena amostra da grande festa de alegria e paz que está sendo preparada para receber as pessoas do mundo inteiro.

"A micareta de Jesus surgiu com o objetivo de mostrar uma face alegre da igreja, aproximando a fé da cultura brasileira. E sendo o carnaval a maior festa popular do país, nada melhor do que evangelizar do jeito que o brasileiro gosta. Nesse momento que a cidade do Rio de Janeiro passa por várias transformações estruturais para sediar os diversos eventos internacionais, a Arquidiocese quer despertar nos cidadãos a importância do acolhimento aos milhões de jovens que receberemos na JMJ Rio2013", declarou padre Renato Martins, coordenador do Setor Juventude da Arquidiocese do Rio de Janeiro.

Antes dos foliões levarem a alegria de ser cristão às ruas, haverá uma Missa presidida pelo arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta, com a participação da cantora Olívia Ferreira.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Dom Bernardino – Levantar os olhos para Deus


http://imgsapp.impresso.diariodepernambuco.com.br/app/da_impresso_130686904244/2011/12/14/2733/20111213234423608029i.jpg
O motivo principal era oferecido pela passagem da Cruz da Jornada Mundial da Juventude na Diocese de Caruaru – E nos ajudou a mensagem de Bento XVI para o Dia Mundial da Paz que teve como tema “Educar os Jovens para a Justiça e a Paz”. Encerrando a mensagem, o Papa nos convida a levantar os olhos para Deus – Bote Fé… Em Deus! Bote Fé… Nesta Igreja que acredita no potencial da Juventude.
Perante o árduo desafio de percorrer os caminhos da justiça e da paz, podemos ser tentados a interrogar-nos como o salmista: ‘‘Levanto os olhos para os montes, de onde me virá o auxílio?”. (Sal 121, 1).
A todos, particularmente aos jovens, quero bradar: ‘‘Não são as ideologias que salvam o mundo, mas unicamente o voltar-se para o Deus Vivo, que é o nosso criador, o garante da nossa liberdade, o garante do que é deveras bom e verdadeiro (…), o voltar-se sem reservas para Deus, que é a medida do que é justo e, ao mesmo tempo, é o amor eterno. E que mais nos poderia salvar senão o amor? O amor rejubila com a verdade, é a força que torna capaz de comprometer-se pela verdade, pela justiça, pela paz, porque tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.” (cf. 1 Cor 13, 1-13).
Queridos jovens, vós sois um dom precioso para a sociedade. Diante das dificuldades, não vos deixeis invadir pelo desânimo nem vos abandoneis a falsas soluções, que frequentemente se apresentam como o caminho mais fácil para superar os problemas. Não tenhais medo de vos empenhar, de enfrentar a fadiga e o sacrifício, de optar por caminhos que requerem fidelidade e constância, humildade e dedicação.
Vivei com confiança a vossa juventude e os anseios profundos que sentis de felicidade, verdade, beleza e amor verdadeiro. Vivei intensamente esta fase da vida, tão rica e cheia de entusiasmo.
Sabei que vós mesmos servis de exemplo e estímulo para os adultos, e tanto mais o sereis quanto mais vos esforçardes por superar as injustiças e a corrupção, quanto mais desejardes um futuro melhor e vos comprometerdes a construí-lo. Cientes das vossas potencialidades, nunca vos fecheis em vós próprios, mas trabalhai por um futuro mais luminoso para todos. Nunca vos sintais sozinhos! A Igreja confia em vós, acompanha-vos, encoraja-vos e deseja oferecer-vos o que tem de mais precioso: a possibilidade de levantar os olhos para Deus, de encontrar Jesus Cristo – Ele que é a justiça e a paz.
Oh vós todos, homens e mulheres, que tendes a peito a causa da paz! Esta não é um bem já alcançado mas uma meta, à qual todos e cada um deve aspirar. Olhemos, pois, o futuro com maior esperança, encorajemo-nos mutuamente ao longo do nosso caminho, trabalhemos para dar ao nosso mundo um rosto mais humano e fraterno e sintamo-nos unidos na responsabilidade que temos para com as jovens gerações, presentes e futuras, nomeadamente quanto à sua educação para se tornarem pacíficas e pacificadoras! Apoiado em tal certeza, envio-vos estas reflexões que se fazem apelo: Unamos as nossas forças espirituais, morais e materiais, a fim de educar os jovens para a justiça e a paz.

O Purgatório


Introdução sobre o Purgatório

"Em seguida, fez uma coleta, enviando a Jerusalém cerca de dez mil dracmas,
para que se oferecesse um sacrifício pelos pecados:
belo e santo modo de agir, decorrente de sua crença na ressurreição,
porque, se ele não julgasse que os mortos ressuscitariam,
teria sido vão e supérfluo rezar por eles.
Mas, se ele acreditava que uma bela recompensa
aguarda os que morrem piedosamente,
era esse um bom e religioso pensamento; eis por que ele pediu um sacrifício expiatório para que os mortos
fossem livres de suas faltas
" (II Mac 12,43-46)
As almas dos justos que no instante da morte estão agravadas por pecados veniais ou por penas temporais devidas pelo pecado vão ao purgatório.O purgatório é estado de purificação.O II Concílio de Leão (1274), sob Gregório X (1271-1276), afirma:

"As almas que partiram deste mundo em caridade com Deus, com verdadeiro arrependimento de seus pecados, antes de ter satisfeito com verdadeiros frutos de penitência por seus pecados de atos e omissão, são purificadas depois da morte com as penas do purgatório..." (Dz. 464).

I- Nas Sagradas Escrituras:
Ensinam indiretamente a existência do purgatório concedendo a possibilidade da purificação na vida futura.
Os judeus oraram pelos caídos, aos quais se haviam encontrado objetos consagrados aos ídolos, afim de que o Senhor perdoasse seus pecados: "Por isso mandou fazer este sacrifício expiatório em favor dos mortos para que ficassem liberados do pecado..." (2Mc 12,46).

"Todo o que falar palavra contra o Filho do homem, ser-lhe-á perdoado. Mas o que disser contra o Espírito Santo, não lhe  será perdoado neste século nem no futuro". (Mt 12,32)

Para São Gregório Magno, esta última frase indica que as culpas podem ser perdoadas neste mundo e também no futuro.A existência do Purgatório se prova especulativamente pela Santidade e Justiça de Deus.Esta exige que apenas as almas completamente purificada sejam exibidas no céu; Sua Justiça reclama que sejam pagos os restos de penas pendentes, e por outro lado, proíbe que as almas unidas em caridade com Deus, sejam atiradas ao inferno. Por isso se admite um estado intermediário que purifique e de duração limitada.

“Acomoda-te sem demora com teu adversário, enquanto estás em caminho (enquanto vives) com ele, para que não suceda que este adversário te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao ministro, e sejas posto na prisão. Pois na verdade te digo: Não sairás dali até que pagues o último ceitil”.(Mt 5, 25-26)

Note-se que: "aqui não se trata do inferno, donde não se pode sair; nem do céu, lugar de gozo, e não de expiação; mas do purgatório, único lugar onde se deve expiar “até pagar o último ceitil” das faltas leves cometidas nesta vida terrena".

“Quanto ao fundamento, ninguém pode por outro fundamento senão o que foi posto: Cristo Jesus. Agora, se alguém edifica sobre este fundamento com ouro, ou com prata, ou com pedras preciosas, com  madeira, com feno, ou com palha, manifestar-se-á a obra de cada um. O dia  (do juízo) demonstra-lo-á. Será revelado “pelo fogo” e o “fogo provará” o que vale o trabalho de cada um. Se a obra construída subsistir, o construtor receberá a recompensa. Se a obra de alguém se extinguir, sofrerá a perda. Ele mesmo, porém, “será salvo, mas passando de qualquer maneira através do fogo”.(I Cor 3, 11-15)

Nota-se: "O Apóstolo afirma, pois, que alguns, ainda que construindo sua vida sobre Cristo, entretanto a constroem com obras imperfeitas (palha, feno). Serão salvos, mas deverão passar pelo fogo. É o que ensina a Igreja Católica: muitos se salvam, mas devido às suas imperfeições deverão “passar pelo fogo” antes de entrarem no céu".

“Nela (na Jerusalém celeste) não entrará coisa alguma contaminada ou quem cometa abominação e mentira, mas somente aqueles que estão escritos no livro da vida do Cordeiro”.(Ap 21,27)

Nota-se: "Ora, por mais puro que seja o homem neste mundo, sempre ele terá máculas contraídas em sua natureza viciada, já que “o justo cai sete vezes”. Condená-lo ao inferno por ter pequenas fraquezas não o quer a bondade de Deus. Dar-lhe logo o céu, obsta-o a infinita pureza do Senhor.Logo, é necessária uma expiação ou purgação na outra vida, num estado denominado Purgatório".

II- No Catecismo

No Catecismo de São Pio X: Terceiro Catecismo da Doutrina Cristã, aparece algumas passagens que fala sobre o purgatório.Vamos a elas:

146º- Onde se encontram os membros da Igreja?
Os membros da Igreja encontram-se parte no Céu, e formam a Igreja triunfante; parte no Purgatório, e formam a Igreja padecente; parte na terra, e formam a Igreja militante.

222º- A comunhão dos Santos estende-se também ao Céu e ao Purgatório ?
Sim, a comunhão dos Santos estende-se também ao Céu e ao Purgatório, porque a caridade une as três igrejas - triunfante, padecente e militante -; e os Santos rogam a Deus por nós e pelas almas do Purgatório, e nós damos honra e glória aos Santos, e podemos aliviar as almas do Purgatório, aplicando, em sufrágio delas, Missas, esmolas, indulgências e outras boas obras.

277º- Por quem devemos orar?
Devemos orar por todos; isto é, por nós mesmos pelos nossos parentes, superiores, benfeitores, amigos e inimigos; pela conversão dos pobres pecadores, daqueles que estão fora da verdadeira Igreja, e pelas benditas almas do Purgatório.

657º- Para que fins se oferece o Santo Sacrifício da Missa?
Oferece-se a Deus o Santo Sacrifício da Missa para quatro fins: 1º para honrá-Lo como convém, e sob este ponto de vista o sacrifício é latrêutico;
2º para Lhe dar graças pelos seus benefícios, e sob este ponto de vista o sacrifício é eucarístico;
3º para aplacá-Lo, dar-Lhe a devida satisfação pelos nossos pecados, para sufragar as almas do Purgatório, e sob este ponto de vista o sacrifício é propiciatório;
4º para alcançar todas as graças que nos são necessárias, e sob este ponto de vista o sacrifício é impetratório.

778º- Porque na confissão se impõe uma penitência?
Impõe-se uma penitência porque de ordinário, depois da absolvição sacramental que perdoa a culpa e a pena eterna, resta uma pena temporal a pagar neste mundo ou no Purgatório.

787º- Vão logo para o Céu os que morrem depois de ter recebido a absolvição, mas antes de terem satisfeito plenamente à justiça de Deus?
Não; eles vão para o Purgatório, para ali satisfazerem à justiça de Deus e se purificarem inteiramente.

788º- Podem as almas que estão no Purgatório ser aliviadas por nós nas suas penas?
Sim, as almas que estão no Purgatório podem ser aliviadas com orações, com esmolas, com todas as demais obras boas e com as indulgências, mas sobretudo com o Santo Sacrifício da Missa.

798º- Que é a indulgência plenária?
A indulgência plenária é a que perdoa toda a pena temporal devida pelos nossos pecados. Por isso, se alguém morresse depois de ter recebido esta indulgência, iria logo para o céu, inteiramente isento das penas do Purgatório.

803º- Podem as indulgências aplicar-se também às almas do Purgatório?
Sim, as indulgências podem aplicar-se também às almas do Purgatório quando quem as concede declara que se lhes podem aplicar.

Ratzinger : A não-arbitrariedade da liturgia


Texto do então Cardeal Ratzinger ( Papa Bento XVI) com observações de Dom Henrique Soares em negrito:

A propósito da “reforma pós-conciliar”, Ratzinger explica: “Depois do Concílio Vaticano II generalizou-se a idéia de que o Papa poderia fazer aquilo que desejasse em matéria litúrgica, sobretudo agindo em nome de um concílio ecumênico. Desse modo, aconteceu que a idéia da liturgia como algo que nos precede e não pode ser ‘fabricada’ segundo nossa própria vontade, foi desaparecendo em larga escala na consciência difusa do Ocidente (Observação minha: Ocidente, aqui, é a Igreja latina, a nossa Igreja de rito latino, ao contrário das igrejas católicas de ritos orientais unidas a Roma ou as igrejas ortodoxas separadas de Roma).
No entanto, de fato, o Concílio Vaticano I (Observação minha: Esse Concílio definiu solenemente, como dogma de fé católica, o poder do Papa sobre toda a Igreja, bem como sua infalibilidade em assuntos de fé e moral) não quis de modo algum definir o Papa como um monarca absoluto, mas, ao contrário, como o primeiro guardião da obediência em relação à Palavra transmitida: o seu poder é ligado à Tradição da fé e isto vale também no campo da liturgia (Observação minha: o Papa não é o dono da Igreja. Ele é o primeiro que deve obedecer e ensinar seus irmãos a fazerem o mesmo. Um Papa infiel à fé e à Tradição da Igreja já não seria Papa, seria um herege).
Se se abandonam as intuições fundamentais da Igreja antiga, chegar-se-á realmente à dissolução dos fundamentos da identidade cristã. A liberdade do Papa não é ilimitada; ela está a serviço da santa Tradição. Menos ainda se pode concordar com uma genérica liberdade de fazer que, desse modo, transformar-se-ia em arbitrariedade para com a essência da fé e da liturgia. A grandeza da liturgia – deveremos ainda repetir muito frequentemente – funda-se exatamente na sua não arbitrariedade” (Observação minha: A intuição de Ratzinger é perfeita: a Liturgia não pode ser fabricada por nós nem pela comunidade que celebra. Se assim fosse, a tal comunidade somente celebraria a si própria, seus sentimentos e sua subjetividade! A comunidade - e cada cristão -, é chamada a sair de si mesma para entrar no âmbito de Deus, que é Mistério Santo que se nos dá através de Cristo na potência do Espírito. Somente assim a Liturgia será uma perene novidade, capaz de renovar efetivamente a nossa vida. Fora disso, a celebração será somente auto-celebração e não celebração do Mistério de Cristo, tornando-se um ridículo e cansativo teatrinho de mau gosto, um pobre programa de auditório).

Dom Orani presta solidariedade às vítimas do desabamento no Rio


domOraniTempesta_270x260O desabamento de três edifícios na avenida Treze de Maio, no centro da cidade do Rio de Janeiro provoca comoção em todo o país. Até a manhã desta sexta-feira, sete corpos foram localizados pelos bombeiros, que trabalham incessantemente no local. Vinte pessoas ainda estão desaparecidas. O governador do estado, Sérgio Cabral, decretou luto oficial de três dias.
O arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, divulgou nota sobre a tragédia, que reproduzimos na íntegra:
Nota do arcebispo sobre o desabamento no centro do Rio
Juntamente com toda a comunidade arquidiocesana, manifesto a minha solidariedade e o meu pesar a todas as pessoas e familiares vítimas no desabamento dos três prédios no Centro da cidade, ocorrido na noite de quarta-feira e que resultou em mortos e feridos.
Em espírito de unidade e solidariedade, conclamo a todos que rezem pelos falecidos, pelos feridos e pelas famílias atingidas por essa dor que também é de toda a cidade do Rio.

Confiantes na misericórdia de Deus, convido parentes, amigos e autoridades para a Missa de Sétimo Dia na intenção dos falecidos, a ser realizada no próximo dia 2 de fevereiro, quinta-feira, às 10 horas, na Catedral de São Sebastião, na Avenida República do Chile.
Rio de Janeiro, 26 de janeiro de 2012.
Dom Orani João Tempesta
Arcebispo do Rio de Janeiro

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Santa Sé reafirma acordo com a ONU para fim do tráfico de drogas



Arquivo
Com a reafirmação à Convenção da ONU contra o tráfico de drogas, a Santa Sé pretende dar apoio na promoção de valores de justiça e paz
A Santa Sé, agindo em nome do Estado da Cidade do Vaticano, ratificou, na quarta-feira, 25, a Convenção das Nações Unidas contra o Tráfico Ilícito de Narcóticos e Substâncias Psicotrópicas, de 20 de dezembro de 1988, a qual havia assinado nesta data. Além disso, aderiu à Convenção Internacional para a Repressão do Financiamento ao Terrorismo, de 9 de dezembro de 1999, e à Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional, de 15 de novembro de 2000.

Na quarta-feira, o Observador Permanente da Santa Sé junto às Nações Unidas, Arcebispo Francis Assisi Chullikat, depositou o instrumento de ratificação da Convenção sobre o Tráfico junto ao Secretário Geral da Organização, na sede em Nova York. Na mesma ocasião, depositou também os instrumentos de adesão às outras duas Convenções.

A Secretaria de Estado do Vaticano afirmou que a Santa Sé pretende, com esse gesto, contribuir com o suporte moral às Convenções e, ao mesmo tempo, reforçar o empenho na promoção dos valores da solidariedade, da justiça e da paz entre as pessoas e os povo, para proteger e reforçar o Estado de Direito e os Direitos Humanos.

A Santa Sé ainda reforça que os instrumentos da cooperação penal e judiciária, como os previstos pelas duas Convenções, desenvolvem um papel importante para a tutela eficaz contra as atividades criminais que violam a dignidade humana e a paz.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

25% das pessoas com AIDS são acompanhadas por instituições católicas


Informação destinada aos anti católicos

“25% dos doentes de AIDS em todo o mundo, hoje, são acompanhados por instituições católicas. [...] a Igreja é a única instituição verdadeiramente próxima das pessoas, muito concretamente: no prevenir, no educar, no auxiliar, no aconselhar, e no estar ao lado; e porque como ninguém mais, cuida de tantos doentes de AIDS e, em particular, de inúmeras crianças atingidas por esta doença.”
Igreja Católica é responsável por mais de um quarto de toda a assistência sanitária prestada aos soropositivos no mundo.
Fonte: Livro Luz do Mundo (entrevista com BentoXVI)
. E não somento isso, a Igreja Católica é maior instituição caritativa do mundo, ninguém fez ou faz tanto quando a Igreja aos mais nescessitados e faz a mais tempo que qualquer outra instituição do planeta, veja um pouco que já foi feito pela Igreja Católica:
A Igreja e as crianças:
. A Igreja Católica pregou contra e aboliu a prática do infanticídio que era considerada moralmente aceita pelos antigos gregos e romanos. Platão disse por exemplo, que um velho pobre e doente que não pode trabalhar, poderia ser abandonado a morrer; Le Goff afirma que Sêneca escreveu: “Nós afogamos as crianças que nascem doentes e anormais”.
A Igreja e as mulheres:
. A Igreja Católica promoveu a mulher e sua dignidade quando:
Ensinou que adultério não é só a traição da esposa para com o marido, mas também do marido para com a esposa.
Só pelo Catolicismo foi possível existir as comunidades religiosas de mulheres que se auto-governavam; algo que jamais houve no mundo antigo.
Onde as mulheres eram capazes de manter sas próprias escolas, conventos, colégios, hospitais e orfanatos fora da Igreja?
A Igreja lutou contra a imposição do casamento; numa época em que os pais escolhiam com quem a filha deveria se casar.
Não será por isso e por tantas outras coisas que as mulheres amam mais a Igreja que os homens? Não será por isso também que 70% do rebanho da Igreja é de mulheres? Ninguém as defendeu tanto ao longo da história.

INQUISIÇÃO:

. Muito se fala erroneamente sobre a inquisição, sobre as cruzadas e se quer analisá-las fora do contexto da época, isso é um absurdo histórico;
ninguém pode entender um fato fora do seu contexto: moral, social, psicológico, cultural, da época.
. Muitos não sabem que a inquisição era prática social dentro do contexto da época e que a Igreja entrou com o julgamento aos acusados, anos mais tarde, e deu a eles o direito de defesa, por esse motivo salvou milhares da morte.
Antes da Igreja intervir, muitos, para serem condenados, bastava uma simples acusação.
  • O único caso de pessoa alvo da Inquisição por ter defendido idéias estritamente científicas foi Galileu Galilei, por defender o heliocentrismo. Mesmo nesse caso, sua condenação envolve elementos muito mais complexos do que uma simples controvérsia entre “fé” e “ciência”. Galileu não morreu na fogueira. Ele foi colocado em prisão domiciliar, onde pôde receber visitas e continuou tendo acesso a instrumentos científicos. Foi nessa época que ele elaborou conceitos sobre o movimento dos corpos que se tornaram os fundamentos da dinâmica;
O erro está em tentar interpretar um acontecimento fora de seu contexto. E a verdade é que não se estuda de fato a história dentro de seu contexto é mais cômodo acreditar no que diz o revoltado professor da escola.

CIÊNCIA E RELIGIÃO, FÉ E RAZÃO:

Pra começar,o número de cientistas religiosos ao longo da história é infinitamente superior ao número de cientistas materialistas, e os materialistas sempre foram representados por cérebros inferiores, porque são incapazes de entender as coisas além de um certo nível, como por exemplo:Epicuro, Zenão, Demócrito,etc.
O próprio fato de crer na existência de Deus não é artigo de fé, é matéria de prova racional; a teodicéia, a metafísica deixa muito isso claro.
Não se pode admitir que a totalidade da religião é matéria de fé, de pura irracionalidade; de forma alguma; Existem sim matérias dentro da religião que são exclusivamente de fé, mas na totalidade, a religião exige racionalidade e concepções lógicas.
. Impressiona o número de padres cientistas na Idade Média; Isso mostra que nunca houve para a Igreja antagonismo entre Ciência e Religião, entre Razão e Fé, uma vez que ambas procedem do mesmo Deus.
Alguns poucos exemplos:
Pe. Nicholas Steno ( considerado o “o pai da geologia” )
Pe. Athanasios Keicher (o pai da egiptologia)
Pe. Giambattista Riccioli (a primeira pessoa a medira a taxa de aceleração de um corpo em queda livre)
Pe. Robert Boscovich (considerado o pai da teoria atômica moderna)
Os Jesuítas ( a sismologia veio a ser conhecida como a “Ciência Jesuítica”Especializaram-se em Terremotos.
Trinta e cinco crateras da lua foram nomeadas por cientistas e matemáticos Jesuítas.
Monge Franciscano Roger Bacon (foi considerado precursor do método científico moderno, defendendo como método a experiência; Fez importantes descobertas sobre a ótica com estudo sobre refração, aberração esférica e reflexão, além de ter feito invenções mecânicas como a máquina a vapor, navios mecânicos, carruagens; desenvolveu a câmera para observação de eclipses, e deixou cálculos matemáticos em relação à lentes e inventou os óculos)
Bispo Silvestre II, (seis séculos antes de Galileu, sofreu incompreensões e perseguições por causa de suas ideias científicas, e seus perseguidores não foram da Igreja;)
Bispo Robert Grosseteste (1168-1253) (Fundou a Escola Oxford , escreveu tratados de ótica, som, astronomia, geometria e aritmética.)
Pe Nicolau Steno, (estabeleceu os princípios básicos da geologia moderna e chamado de “pai da estratigrafia”, estudo das camadas da terra.)
Pe Christóforo Scheiner (1573-1650) (Descobriu as manchas solares em Janeiro de 1612, Galileu as descobriu em Março. Fabricou o primeiro telescópio; descreveu a determinação do raio da curvatura da córnea.)
Pe. Francisco de Vitória, (professor que ganhou o título de “pai da lei internacional”;)
Pe. Atanasius Kircher, (criador da geologia moderna; foi o primeiro a defender que as doenças eram causadas por microorganismos)
Pe. Rudjer Josef ( precursor da teoria atômica; esboçou algumas idéias da teoria da relatividade)
Pe Mateo Ricci e companheiros Jesuítas ( influenciou fortemente o desenvolvimento científico na China, quando a China ainda estava “anos luz” do desenvolvimento da Europeu; Escreveu mais de-20 livros de ciência para Chineses,; construiu o quadrante solar na China , relógios, esferas celestes e terrestres; elaborou o primeiro Mapa da China que o Ocidente conheceu; recebeu dos Chineses o título de Doutor Mateus ‘Li Matheus”.
Redigiu o tratado de geometria Euclidiana em Chinês; Provou ao imperador que o calendário Chinês continha erros. Etc.
A lei canônica foi o primeiro sistema legal da Europa, o que deu início ao primeiro corpo docente de leis.
A Igreja ensinou que conflitos, estatutos, casos e doutrina podem ser reconciliadas por análise e síntese.
A Igreja Católica deu mais suporte financeiro e Social ao estudo da astronomia, por mais de seis séculos, do que qualquer outra instituição.
E como eu já disse, a Igreja Católica é a maior obra caritativa do planeta. Nenhuma instituição no mundo faz mais ou tanto quanto a Igreja pelos que mais precisam.
Foram os monges copistas da Igreja que preservaram a herança literária do mundo antigo, após a queda de Roma diante dos Bárbaros em 476.
Os Monges deram à toda Europa um rede de fábricas, centros de criação de gado, centros de educação,
O monge São Bento é chamado de “O pai da Europa”
Etc,etc,etc.
A Igreja Católica berçou a Civilização Ocidental em todos os seus campos:
arte, filosofia, física, matemática, música, arquitetura, direito, economia, moral, ciência, letras, língua,etc.
. A única instituição que resistiu após a queda de Roma diante da invasão dos Bárbaros no ano de 476. A Igreja soube lidar com eles e catequiza-los à longo prazo.
O que é a França se não os Bárbaros convertidos?
Portanto,afirmar que a Igreja impediu ou impede o avanço científico ou qualquer outro avanço, seja cultural, moral, democrático,etc, é no mínimo covardia intelectual.
FONTE: Livro “uma história que não é contada” Prof Felipe Aquino.



CATÓLICOS VOLTEM PARA CASA!
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Padres de todo país se reúnem em Aparecida


Padre Deusmar Jesus Barreto, assessor da Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e Vida Consagrada
A partir da próxima quarta-feira, 1º, cerca de 500 sacerdotes de todo o Brasil estarão representando suas dioceses no 14º Encontro Nacional dos Presbíteros. O evento será realizado até o dia 7, no auditório do Santuário Nacional de Aparecida, no interior de São Paulo. A coordenação geral do encontro está a cargo da Comissão Nacional dos Presbíteros.

A expectativa para esta edição é bastante positiva de acordo com o padre Deusmar Jesus Barreto, assessor da Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e Vida Consagrada.

“É um momento forte de comunhão de todos os presbíteros do Brasil, que procura refletir temas relacionados à vida do presbítero, e assim ajudar a todos para que vivam o seu ministério com muito mais amor e assim sirvam melhor ao Reino de Deus e a Igreja”, explica o padre.

A temática do encontro deste ano é a "Identidade e a Espiritualidade do Presbítero no processo de mudança de época". De acordo com o padre Deusmar, trata-se de um assunto muito importante e atual, cuja reflexão deve ajudar cada presbítero a ter consciência da sociedade em que atua, e assim uma ação ministerial mais eficaz.

O grande número de inscritos também é uma confirmação da relevância do tema, que será aprofundado no encontro pelos assessores, padres João Batista Libânio e Jésus Benedito dos Santos.

“Nosso objetivo principal é evangelizar, mas fazer isso sabendo em que sociedade estamos atuando”, recorda Deusmar. “Neste tempo de mudança de época, é necessário ter conhecimento da realidade para que você possa atuar bem e realizar um bom trabalho como presbítero”.

Mundo espera sacerdotes santos e santificadores, reforça o Papa


Em encontro com seminaristas, Bento XVI salientou a necessidade de sacerdotes promotores da santidade
Como afirmou o Papa João XXIII, “o mundo espera santos, sobretudo isso. Antes de sacerdotes cultos, eloquentes e informados, quer sacerdotes santos e santificadores”. Nesta perspectiva, o Papa Bento XVI reforça que mais do que nunca, em toda Igreja, é necessário haver “operários do Evangelho, testemunhas com credibilidade e promotores da santidade com suas próprias vidas”.

Ao se encontrar, nesta quinta-feira, 26, na Sala Clementina do Palácio Apostólico Vaticano, com os superiores e seminaristas do Pontifício Seminário Regional Umbro Pio XI, em Assis, do Pontifício Seminário Regional São Pio X, em Catanzaro, e do Pontifício Seminário Inter-regional de Campano, em Nápoles, o Papa falou sobre as exigências atuais na formação dos futuros padres.

















Discurso
Audiência dos Seminários de Campânia, Calábria e Umbra em ocasião dos 100 anos de fundação
Sala Clemantina, Palácio Apostólico Vaticano
Quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Senhores Cardeais, venerados Irmãos, queridos seminaristas!

Estou muito contente em acolher-lhes em ocasião do centenário de fundação dos Pontifícios Seminários de Campânia, Calábria e Umbra. Saúdo os irmãos no Episcopado e no Sacerdócio, os três reitores com os colaboradores e docentes, e, sobretudo, saúdo com afeto vocês, queridos seminaristas!

O nascimento destes três seminários regionais, em 1912, ampliou ainda mais a obra de formação dos candidatos ao sacerdócio, levada pelo Papa São Pio X, em continuidade ao Papa Leão XIII. Para vir ao encontro da crescente exigência formativa, a estrada tomada foi a agregação de novos seminários diocesanos em seminários regionais, juntamente com a reforma dos estudos teológicos, o que produziu um significativo aumento no nível de qualidade, graças a aquisição de uma cultura de base comum a todos e a um período de estudo suficientemente longo e bem estruturado.

Um papel importante, neste contexto, foi desenvolvido pela Companhia de Jesus. Aos jesuítas, de fato, foi confiada a direção dos cinco seminários regionais, entre os quais aquele de Catanzaro, de 1926 a 1941, e aquele de Posillipo, desde sua fundação até hoje.

Mas não foi só a formação acadêmica um dos benefícios, mas a promoção da vida comum entre os jovens seminaristas provenientes de realidades diocesanas diversas favoreceu para um notável enriquecimento humano. Singular é o caso do Seminário Campano de Posillipo, que desde 1935 se abriu a todas as regiões meridionais, depois que se reconheceu a possibilidade de concessão de graus acadêmicos.

No atual contexto histórico e eclesial, a experiência dos seminários regionais ainda parece ser muito apropriada e válida. Graças à ligação com faculdades e Institutos teológicos, consente de haver acesso aos percursos de estudo a nível elevado, favorecendo uma preparação adequada ao complexo cenário cultura e social no qual vivemos.

Além disso, o caráter inter-diocesano se revela uma eficaz “palestra” de comunhão, que se desenvolve no encontro com sensibilidades diversas a se harmonizar num único serviço a Igreja de Cristo. Neste sentido, os seminários regionais fornecem uma incisiva e concreta contribuição ao caminho de comunhão das dioceses, favorecendo o conhecimento, a capacidade de colaboração e o enriquecimento das experiências eclesiais entre os futuros presbíteros, entre os formadores e entre os próprios Pastores das Igrejas particulares.

A dimensão regional também surge como um mediadora eficaz entre as linhas da Igreja universal e as necessidades das realidades locais, evitando o risco de particularismo. As suas regiões, queridos amigos, são ricas de grande patrimôniio espiritual e cultural, mesmo em meio a não poucas dificuldades sociais.
Pensemos, por exemplo, em Umbria, pátria de São Francisco e São Bento! Mergulhada em espiritualidade, Umbria é meta continua de peregrinação. Ao mesmo tempo, esta pequena região sofre, mais que outras, a crise econômica. Na Campânia e na Calábria, a vitalidade da Igreja local, alimentada pelo sentido religioso ainda mais vivo graças as solidas tradições e devoções, deve traduzir um novo chamado a evangelização.

Nestas terras, o testemunho das comunidades eclesiais deve ter em atenção às fortes emergências sociais e culturais, como a falta de trabalho, sobretudo para os jovens, e o fenômeno do crime organizado.

O contexto cultural de hoje exige uma sólida preparação filosófica e teológica dos futuros presbíteros. Como escrivi, na minha Carta aos seminaristas, em conclusão do Ano Sacerdotal, não se trata somente de aprender as coisas evidentemente úteis, mas de conhecer e compreender a estrutura interna da fé na sua totalidade, que não é um sumário de textos, mas um organismo, uma visão orgânica, assim, tudo isso se torna resposta aos questionamentos dos homens, que mudam do ponto de vista exterior, de geração em geração, mas, todavia, permanecem no fundo os mesmos (cfr n. 5).

Além disso, o estudo da teologia deve ter sempre uma ligação intensa com a vida de oração. É importante que o seminarista compreenda bem, que, enquanto ele se aplica neste objetivo, é na realidade um “Sujeito” que o desafia, aquele Senhor que fez sentir sua voz convidando à dar a vida a serviço de Deus e dos irmãos. Assim, poderá se realizar no seminarista de hoje, e no presbítero de amanhã, aquela unidade de vida preconizada pelo documento conciliar Presbyterorum Ordinis (n. 14), onde encontra sua expressão visível na caridade pastoral, «princípio interior, a virtude que orienta e anima a vida espiritual do presbítero, enquanto configurado a Cristo Cabeça e Pastor» (João Paulo IIolo II, Exort. ap. pós-sinodal Pastores dabo vobis, 23).

É indispensável, de fato, a harmoniosa integração entre o ministério com as suas múltiplas atividades e a vida espiritual do presbítero. «Para o sacerdote, que deverá acompanhar outros longos caminhos na vida, até a porta da morte, é importante que ele mesmo tenha colocado em justo equilíbrio o coração e o intelecto, razão e sentimento, corpo e alma, e que seja humanamente “integro” » (Carta aos Seminaristas, 6).

São estas as razões que impulsionam a prestar muita atenção às dimensões humanas da fundação dos candidatos ao sacerdócio. É, de fato, na nossa humanidade que nos apresentamos diante de Deus, para estar diante dos nossos irmãos como autênticos homens de Deus. Realmente, quem quer se tornar sacerdote deve ser, sobretudo, um “homem de Deus”, como escreve São Paulo aos seus discípulo Timótio (1 Tm 6,11). ... Por isso, a coisa mais importante, no caminho ao sacerdócio e durante toda vida sacerdotal é o relacionamento pessoal com Deus em Cristo (cfr Carta aos Seminaristas, 1).

O beato Papa João XXIII, ao receber os superiores e alunos do Seminário Campâno, em ocasião do 50° ano aniversário de fundação, pouco antes do Concílio Vaticano II, expressou esta firme convicção, dizendo: «Nisto tende a vossa educação, à espera da missão que será confiada para a glória de Deus e a salvação das almas: formar a mente, santificar a vontade. O mundo espera santos, sobretudo isso. Antes de sacerdotes cultos, eloquentes e informados, querem sacerdotes santos e santificadores».

Estas palavras ressoam ainda atuais, porque forte mais que nunca em toda Igreja, como nas suas regiões particulares de proveniências, a necessidade de operários do Evangelho, testemunhas com credibilidade e promotores da santidade com suas próprias vidas. Que cada um de vocês possa responder a este chamado! Para isso asseguro a minha oração, enquanto confia à orientação maternal da Virgem Maria, e de coração concedo uma especial Bênção Apostólica. Obrigado.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Conversão de São Paulo


Conversão de São PauloO apóstolo dos gentios e das nações nasceu em Tarso. Da tribo de Benjamim, era judeu de nação. Tarso era mais do que uma colônia de Roma, era um município. Logo, ele recebeu também o título de cidadão romano. O seu pai pertencia à seita dos fariseus. Foi neste ambiente, em meio a tantos títulos e adversidades, que ele foi crescendo e buscando a Palavra de Deus.

Combatente dos vícios, foi um homem fiel a Deus. Paulo de Tarso foi estudar na escola de Gamaliel, em Jerusalém, para aprofundar-se no conhecimento da lei, buscando colocá-la em prática. Nessa época, conheceu o Cristianismo, que era tido como um seita na época. Tornou-se, então, um grande inimigo dessa religião e dos seguidores desta. Tanto que a Palavra de Deus testemunha que, na morte de Santo Estevão, primeiro mártir da Igreja, ele fez questão de segurar as capas daqueles que o [Santo Estevão] apedrejam, como uma atitude de aprovação. Autorizado, buscava identificar cristãos, prendê-los, enfim, acabar com o Cristianismo. O intrigante é que ele pensava estar agradando a Deus. Ele fazia seu trabalho por zelo, mas de maneira violenta, sem discernimento. Era um fariseu que buscava a verdade, mas fechado à Verdade Encarnada. Mas Nosso Senhor veio para salvar todos.

Encontramos, no capítulo 9 dos Atos dos Apóstolos, o testemunho: "Enquanto isso, Saulo só respirava ameaças e morte contra os discípulos do Senhor. Apresentou-se ao príncipe dos sacerdotes e pediu-lhes cartas para as sinagogas de Damasco, com o fim de levar presos, a Jerusalém, todos os homens e mulheres que seguissem essa doutrina. Durante a viagem, estando já em Damasco, subitamente o cercou uma luz resplandecente vinda do céu. Caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: 'Saulo, Saulo, por que me persegues?'. Saulo então diz: 'Quem és, Senhor?'. Respondeu Ele: 'Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Duro te é recalcitrar contra o aguilhão'. Trêmulo e atônito, disse Saulo: 'Senhor, que queres que eu faça?' respondeu-lhe o Senhor: 'Levanta-te, entra na cidade, aí te será dito o que deves fazer'"

O interessante é que o batismo de Saulo é apresentado por Ananias, um cristão comum, mas dócil ao Espírito Santo.

Hoje estamos comemorando o testemunho de conversão de São Paulo. Sua primeira pregação foi feita em Damasco. Muitos não acreditaram em sua mudança, mas ele perseverou e se abriu à vontade de Deus, por isso se tornou um grande apóstolo da Igreja, modelo de todos os cristãos. 

São Paulo de Tarso, rogai por nós!




Celebramos hoje com toda a Igreja a conversão de São Paulo apóstolo, o grande missionário que levou o Evangelho a diversos cantos do mundo, saindo dos limites da Terra Santa, fundando, formando e orientando comunidades cristãs. É conhecida sua mudança de vida: de perseguidor do Evangelho de Cristo a grande evangelizador das nações.
A questão central abordada no Evangelho de hoje é a do papel dos discípulos no mundo, após o retorno de Jesus ao encontro do Pai. O texto consta de três cenas: Jesus Ressuscitado define a missão dos discípulos; parte ao encontro do Pai; os discípulos partem ao encontro do mundo a fim de concretizar a missão que Cristo Ressuscitado lhes havia confiado.
Na primeira cena (vers. 15-18), Jesus Ressuscitado aparece aos discípulos, acorda-os da letargia em que se tinham instalado e define a missão que, doravante, eles seriam chamados a desempenhar no mundo.
A primeira nota do envio e do mandato que Jesus dá aos discípulos é a da universalidade. A missão deles destina-se a “todo o mundo” e não se deve deter diante de barreiras raciais, geográficas ou culturais. A proposta de salvação feita pelo Senhor e que os discípulos devem testemunhar destina-se a toda a terra.
Depois, o Senhor define o conteúdo do anúncio: o Evangelho. O que é o Evangelho? No Antigo Testamento, essa palavra está ligada à “Boa Notícia [Boa Nova]” da chegada da salvação para o povo de Deus. Depois, na boca de Jesus, a palavra “Evangelho” designa o anúncio de que o “Reino de Deus” chegou à vida dos homens, trazendo-lhes a paz, a libertação, a felicidade. Para os catequistas das primeiras comunidades cristãs, o Evangelho é o anúncio de um acontecimento único, capital, fundamental: em Jesus Cristo, Deus veio ao encontro dos homens, manifestou-lhes o Seu amor, inseriu-os na Sua família, convidou-os a integrar a comunidade do Reino, ofereceu-lhes a vida definitiva. Tal é o único e exclusivo Evangelho que muda o curso da história e transforma o sentido e os horizontes da existência humana.
O anúncio do Evangelho obriga os homens a uma opção. Quem aderir à proposta que Jesus faz, chegará à vida plena e definitiva (quem acreditar e for batizado será salvo); mas quem recusar essa proposta, ficará à margem da salvação (quem não acreditar será condenado – vers. 16).
O anúncio do Evangelho que os discípulos são chamados a fazer vai atingir não só os homens, mas toda criatura. Muitas vezes, o homem, guiado por critérios de egoísmo, de cobiça e de lucro, explora a criação, destrói este mundo “bom” e harmonioso que Deus criou. Mas a proposta de salvação apresentada por Deus Pai destina-se a transformar o coração do homem, eliminando o egoísmo e a maldade. Ao transformar o coração do homem, o Evangelho, apresentado pelo Senhor e anunciado pelos discípulos, vai propor uma nova relação do homem com todas as outras criaturas – uma relação não mais marcada pelo egoísmo e pela exploração, mas pelo respeito, pela paz e pelo amor. Dessa forma, nascerá uma nova humanidade e uma nova natureza.
A presença da salvação de Deus no mundo tornar-se-á uma realidade por meio dos gestos dos discípulos de Jesus. Comprometidos com Cristo, os discípulos vencerão a injustiça e a opressão, “expulsarão os demônios em meu nome”, serão arautos da paz e do entendimento dos homens, “falarão novas línguas”,levarão a esperança e a vida nova a todos os que sofrem e que são prisioneiros da doença e do sofrimento. Quando impuserem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados; e, em todos os momentos, Jesus estará com eles, ajudando-os a vencer as contrariedades e as oposições.
Na segunda cena (vers. 19), Jesus sobe ao céu e senta-se à direita de Deus Pai. A elevação de Jesus ao céu (ascensão) é uma forma de sugerir que, após o cumprimento da Sua missão no meio dos homens, Cristo Ressuscitado foi ao encontro do Pai e reentrou-se na comunhão d’Ele.
A intronização de Jesus “à direita de Deus” mostra, por sua vez, a veracidade da proposta de Cristo. Na concepção dos povos antigos, aquele que se sentava à direita de Deus era um personagem distinto a quem o monarca queria honrar de forma especial. Jesus, porque cumpriu com total fidelidade o projeto de Deus para os homens, é honrado pelo Pai e se senta à Sua direita. A proposta que Jesus apresentou – e que os discípulos acolheram e vão ser chamados a testemunhar no mundo – não é uma aventura sem sentido e sem saída, mas é o projeto de salvação que Deus quer oferecer aos homens.
Na terceira cena (vers. 20), descreve-se, resumidamente, a ação missionária dos discípulos: eles partiram a pregar, ou seja, anunciar, com palavras e gestos concretos, essa vida nova que Deus ofereceu aos homens por intermédio de Jesus Nazareno por toda a parte, propondo a todos eles, sem exceção, a proposta salvadora de Deus Todo-poderoso.
O autor desta catequese assegura aos discípulos que eles não estão sozinhos ao longo dessa missão. Jesus, vivo e ressuscitado, está com eles, coopera com eles e manifesta-se ao mundo nas palavras e nos gestos dos discípulos.
É um tremendo desafio testemunhar, hoje, no mundo, os valores do Reino dos Ceús, visto que estes, muitas vezes, estão em contradição com aquilo que o mundo defende e considera como prioridade da vida. Com frequência, os discípulos de Jesus são objeto da zombaria e do escárnio dos homens, porque insistem em testemunhar que a felicidade está no amor, na fé, na paz e no dom da vida. Com frequência, os discípulos de Cristo são apresentados como vítimas de uma máquina de escravidão, que produz escravos, alienados, vítimas do obscurantismo, porque insistem em testemunhar que a vida plena está no perdão, no serviço, na entrega da vida.
O confronto com o mundo gera, muitas vezes, desilusão, sofrimento e frustração nos discípulos. Nos momentos de decepção e de desilusão convém recordar-se das palavras de Jesus: “Eu estarei convosco até ao fim dos tempos”. Esta certeza deve alimentar a coragem com que testemunhamos aquilo em que acreditamos.
Padre Bantu Mendonça

Planeta Brasileiro