Sejam Bem-Vindos!

"É uma grandiosíssima calúnia dizer que tenho revoltas contra a Igreja. Eu nunca tive dúvidas sobre a Fé Católica, nunca disse nem escrevi, nem em cartas particulares, nem em jornais, nem em quaisquer outros escritos nenhuma proposição falsa, nem herética, nem duvidosa, nem coisa alguma contra o ensino da Igreja. Eu condeno tudo o que a Santa Igreja condena. Sigo tudo o que ela manda como Deus mesmo. Quem não ouvir e obedecer a Igreja deve ser tido como pagão e publicano. Fora da Igreja não há salvação."
Padre Cícero Romão Batista

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

ENCERRAMENTO DO ENF 2014 TRAZ CONVITE À EVANGELIZAÇÃO NO ESPÍRITO

Presidida por Dom Bernardino Marchió, bispo da Diocese de Caruaru/PE, a Santa Missa de envio do Encontro Nacional de Formação 2014 foi celebrada pelas mais de 8.500 lideranças carismáticas do Brasil com grande alegria e muita emoção.
encerramento enfApós a proclamação do Evangelho, Dom Bernadino ressaltou que o chamado feito por Jesus aos apóstolos compara-se ao nosso chamado: "Cada um de nós tem a sua vocação, o seu chamado". E lembrando-se da Exortação Apostólica Evangelium Gaudium, escrita pelo Papa Francisco, alertou que a fraqueza humana, a busca doentia de si mesmo, a concupiscência que ameaça a todos, tudo isso sempre esteve presente na história, só que com uma roupagem nova.
“Não digamos que evangelizar hoje é mais difícil. Os santos enfrentaram as dificuldades do seu tempo e os cristãos de hoje devem enfrentar a realidade com o espírito de quem leva a cruz de Cristo nas periferias existenciais, onde Deus deve se fazer presente pelo nosso testemunho. A Igreja precisa de evangelizadores que sirvam movidos pelo Espírito, que façam a formação do coração, sem a qual se formam apenas pequenos monstros", afirmou citando uma mensagem de Papa Francisco (confira aqui) e ressaltando a importância de formação humana, espiritual e emocional.
Ao final da Santa Missa, a presidente do Conselho Nacional, Katia Zavaris, e o presidente da Fraternidade Católica (FRATER) Internacional, Gilberto Barbosa, convidaram a todos os participantes a estarem num encontro com o Papa Francisco, em Roma nos dias 01 e 02 de junho de 2014. São esperados cerca de 80 mil carismáticos de todo o mundo neste importante evento. Mais informações poderão ser acessadas em breve em nosso Portal de Notícias.
Katia Zavaris também dirigiu agradecimentos ao Conselho Nacional e aos servos da RCC que contribuíram para a organização da infraestrutura do ENF, aos padres e seminaristas e aos carismáticos católicos do Brasil. Levando os fiéis a uma grande salva de palmas como sinal de profunda gratidão a Deus por todas as maravilhas realizadas durante o encontro, finalizou: "Nós vimos o céu neste ENF".
Em seguida, todos os presentes no Centro de Eventos puderam reviver momentos marcantes do ENF 2014 assistindo ao vídeo de encerramento ao som da música tema do encontro.
Dom Bernardino encerrou a Santa Missa com a bênção final proferindo uma ordem de envio a todos os carismáticos: "Ide sem medo de servir".
O Encontro Nacional de Formação para as lideranças carismáticas terminou já com a data marcada para a grande Celebração da Unidade de toda a família da Renovação Carismática Católica do Brasil, o 31° Congresso Nacional da RCC, que será realizado no mesmo local do ENF2014, em Aparecida/SP, de 17 a 20 de julho de 2014. Continuemos perseverantes, conservando a unidade do Espírito pelo vínculo da Paz!
JCENEWS/ PASCOM

AUDIÊNCIA: PAPA RESSALTA A CRISMA, "DOM DE DEUS QUE NOS AJUDA A VIVER COMO CRISTÃOS"

O Papa Francisco encontrou-se, na manhã desta quarta-feira, na Praça São Pedro, com numerosos peregrinos e fiéis, de diversas partes do mundo, para a habitual Audiência Geral.
PAPAEm sua catequese semanal, o Santo Padre continuou a tratar do Sacramento da Confirmação ou Crisma, que deve ser entendido como continuação do Batismo, ao qual está igado de modo inseparável. Ambos os Sacramentos, junto com a Eucaristia, formam um único evento salvífico – a iniciação cristã – no qual somos inseridos por meio de Jesus Cristo, morto e ressuscitado, que nos tornam novas criaturas e membros da Igreja.
Eis porque, disse o Papa, estes três Sacramentos são celebrados em um único momento, ao término do caminho catecumenal, geralmente na Vigília Pascal. Assim era selado o percurso de formação e de gradual inserção na comunidade cristã, que podia durar até alguns anos. Era feito passo a passo até chegar ao Batismo, depois à Crisma e à Eucaristia:
“Geralmente, se fala de sacramento da Crisma, que significa Unção. De fato, explico o Pontífice, através do óleo do Crisma somos conformados, pelo poder do Espírito, a Jesus Cristo, o único e verdadeiro ungido, o Messias, o Santo de Deus”.
O termo Confirmação recorda-nos também que este Sacramento contribui para um aumento da graça batismal: ele nos une de modo mais sólido a Cristo; leva ao cumprimento a nossa união com a Igreja; dá-nos uma força especial do Espírito Santo para difundir e defender a fé, confessar o nome de Cristo e jamais termos vergonha da sua cruz.
Por isso, é importante que as crianças recebam este sacramento do Batismo, mas também da Crisma, para que seu caminho seja completo e recebam o Espírito Santo. "Se vocês tiverem em casa, disse o Papa, crianças que ainda não receberam estes Sacramentos, façam todo o possível para percorram o caminho da iniciação cristã e recebam a força do Espírito Santo." E o Pontífice acrescentou:
“Naturalmente, é importante oferecer aos crismandos uma boa preparação, que deve visar uma adesão pessoal à fé em Cristo e a despertar neles o sentido de pertença à Igreja. A Confirmação, como todo Sacramento, não é obra dos homens, mas de Deus, que cuida da nossa vida, de modo a plasmar-nos à imagem do seu Filho, tornando-nos capazes de amar como Ele amou”.
Este Sacramento, afirmou o Papa, infunde em nós seu Espírito Santo, cuja ação permeia toda a pessoa e toda a vida, como transparece nos sete dons que a Tradição, à luz da Sagrada Escritura, sempre colocou em evidência. Estes sete dons são: Sabedoria, Inteligência, Conselho, Fortaleza, Ciência, Piedade e Temor de Deus.
O Santo Padre disse aos presentes na Praça São Pedro que vai dedicar suas próximas catequeses, depois dos Sacramentos, a estes dons do Espírito Santo.
O Papa Francisco concluiu sua catequese de hoje exortando os fiéis a acolherem o Espírito em nossos corações e a deixá-lo agir. Através de nós, será Ele a rezar, perdoar, infundir a esperança e a consolação, a servir os irmãos, a tornar-se próximo dos necessitados e dos últimos, a criar comunhão, a semear a paz. Lembremos sempre, afirmou o Papa, que por meio do Espírito Santo, Cristo realiza em nós e em meio a nós. Eis a importância de as crianças receberem o sacramento da Crisma.
Ao término da Audiência Geral, o Pontífice pediu aos presentes para recordar-se sempre do Sacramento da Confirmação, agradecer a Deus por este dom e pedir-lhe ajuda para viver como verdadeiros cristãos, caminhando sempre com alegria, segundo o Espírito divino.
Por fim, foi feito um resumo da sua catequese em diversas línguas, inclusive em português. Aos presentes de língua portuguesa, o Papa disse:
“Queridos peregrinos de língua portuguesa: uma cordial saudação para todos! Lembrai-vos de agradecer o Senhor pelo dom do sacramento da Crisma, pedindo-Lhe que vos ajude a viverdes sempre come verdadeiros cristãos, para confessar por todo o lado o nome de Cristo! Desça sobre vós a Bênção do Senhor!”.
Ao saudar os peregrinos de língua italiana, Francisco dirigiu-se em particular às Fundações Associadas à Consulta Nacional Anti-usura, guiadas pelo Arcebispo de Bari, Dom Francesco Cacucci, desejando que “possam intensificar o seu trabalho ao lado das vítimas da usura, dramática praga social”. “Quando uma família não tem o que comer porque deve pagar a taxa aos agiotas – advertiu o Pontífice -, isto não é cristão, não é humano! E esta dramática praga social fere a dignidade inviolável da pessoa humana”.
Participaram da Audiência Geral, entre outros, 350 pessoas pertencentes ao mundo do espetáculo itinerante, provenientes do Trivêneto, acompanhados pelo Cardeal Antonio Maria Vegliò, Presidente do Pontifício Conselho para os Migrantes e os Itinerantes.
Os circenses, malabaristas, feirantes e agentes de parques de diversão participam da audiência papal por ocasião da festa de São João Bosco, no próximo dia 31 de janeiro, padroeiro do circo e trabalhadores de parques e feiras.
A maioria dos participantes é proveniente da região de Rovigo, nordeste da Itália, conhecida como "a terra dos parques de diversão”, devido à presença de fábricas, Museu de carrosséis, espetáculos populares, e das muitas famílias, que trabalham nos espetáculos itinerantes.
JCENEWS, RV

Papa Francisco nomeia novo bispo de Guarulhos (SP) e auxiliar para Salvador (BA)

O papa Francisco nomeou hoje, 29, o padre Estevam dos Santos Silva Filho como bispo auxiliar da arquidiocese de São Salvador (BA) (foto, à direita).  Atualmente, padre Estevam exerce as funções de pároco da paróquia Nossa Senhora da Candeias, em Vitória da Conquista (BA), e ecônomo na mesma arquidiocese.

O papa também realizou nesta data a transferência de dom Edmilson Amador Caetano (foto, à esquerda), até agora bispo de Barretos (SP), como novo bispo de Guarulhos (SP). Dom Edmilson é paulista, 53 anos, monge da Ordem Cisterciense (O.Cist). Seu lema episcopal recorda a graça divina que sustenta a missão: “Deus providenciará”.
Novo bispo
Padre Estevam tem 45 anos, natural de Vitória da Conquista. Nasceu no dia 10 de abril de 1968. Aos 20 anos, ingressou no Seminário Maior Nossa Senhora das Vitórias, onde cursou Filosofia. Em Belo Horizonte, estudou Teologia no Instituto Coração Eucarístico. Recebeu a ordenação presbiteral no dia 9 de julho de 1995. É bacharel em Teologia, com especialização em Comunicação para a Pastoral pela Pontifícia Universidade Javeriana, em Bogotá (Colômbia).
Desde 1995, exerce atividade como diretor espiritual no Seminário Maior da Arquidiocese de Vitória da Conquista. Foi pároco nas paróquias Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Iguaí, Senhor Bom Jesus e Santa Rita, em Planalto e Divino Espírito Santo, em Poções. Atuou como administrador da paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Nova Canaã.
Trajetória na comunicação
O jovem padre Estevam tem uma caminhada nas atividades de comunicação na Igreja do Brasil. No período de 2000 a 2010 exerceu por três mandatos a função de vigário regional do Vicariato São Marcos na arquidiocese de Vitória da Conquista. Por dez anos, foi professor de comunicação no Instituto de Filosofia Nossa Senhora das Vitórias (1998-2008) e assessor eclesiástico da Pascom arquidiocesana.
Foi membro e secretário do Conselho Presbiteral e do Colégio de Consultores. Dedicou-se aos trabalhos com os jovens na função de assessor eclesiástico do Setor Juventude do Vicariato São Lucas. Também foi diretor arquidiocesano do Encontro de Casais com Cristo (ECC).

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Diocese de Caicó analisa anunciar novo bispo durante celebração de missa

12460Padre Ivanoff está á 1 ano e 3 meses na administração da diocese
A exemplo do que aconteceu recentemente na Diocese de Crateús (CE), onde a comunidade foi convidada pelo então administrador diocesano para uma missa, e foi anunciado o nome do novo bispo da Diocese, este mesmo ritual poderá acontecer em Caicó. Em contato com o Blog do Marcos Dantas, o administrador local, padre Ivanoff da Costa Pereira confirmou que discutirá a possibilidade com o Conselho Presbiteral.
Não tem nada definido, mas nossa intenção é repetirmos o mesmo ritual que foi feito em Crateús. Para isso vamos ouvir o nosso conselho sobre a idéia”, disse. Padre Ivanoff, por sinal é o primeiro religioso da diocese, a ser informado do nome do novo bispo, que será divulgado brevemente pelo Vaticano. Os anúncios são feitos sempre as quartas-feiras.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

“Cuidado com a batina!”

DSCN6248Por Pe. Gaspar S. C. Pelegrini
Sei que o título deste artigo soa estanho. Mais ainda vindo de um padre que usa sempre a batina. Mas eu repito: cuidado com a batina!
Se me permitem, eu me explico.
Para tanto, temos que recordar o sentido da batina. E quando digo batina, entenda-se o hábito sacerdotal, seja a batina mesma ou o clergyman, ou outra veste sacerdotal.
A batina tem como fim ser um sinal para os outros e para o padre.
Para os outros a batina ajuda a identificar o sacerdote em meio a outras pessoas.  O padre, como nos dizia o Beato João Paulo II, não pode perder-se no anonimato.  Ele é sinal de Deus. É luz, é referência. Ele tem que ser visto, tem que ser encontrado com facilidade. E o hábito sacerdotal ajuda a identificar o padre.
A vista de um padre nos leva a pensar em Deus, a lembrar-nos de Deus de quem o padre é sinal e mais ainda, ministro. Se estamos num perigo e vemos um policial, nós nos tranqüilizamos e vamos até ele pedir ajuda. A farda não faz o policial, mas facilita encontrá-lo, identificá-lo. Como também o nome de uma loja não é a loja, mas ajuda a encontrá-la.  A batina não é o padre. O poder não está na batina. Mas a batina ajuda muito a encontrar o padre.
E para o Padre?
O hábito o ajuda a não se esquecer de sua missão, de sua entrega a Deus.
A batina é para o padre proteção, alerta e às vezes, até sinal vermelho.
Alerta porque se ele está com a sua veste própria, é convidado a agir como sacerdote. O hábito lembra ao padre uma coisa que muitas vezes não queremos aceitar: o padre não é uma pessoa comum. Não é um homem como os demais. Não. O jovem que é chamado por Deus e é ordenado padre, sim, é um homem como os demais. Mas, enquanto sacerdote, não é mais como os demais. Houve uma mudança em seu próprio ser. Ele não se pertence mais, não tem direito de agir como se não fosse sacerdote. Isso o próprio povo de Deus espera de nós. O povo quer e tem direito de ver no padre um padre.
Às vezes também a batina pode ser um sinal vermelho para o padre no sentido em que como sacerdote, vestido como padre, ele não pode tomar certas atitudes, ir a certos lugares, etc.
A batina é ainda um desafio para o padre. Temos que ser o que a batina representa.
Por isso eu digo: cuidado com a batina. Cuidado, meu irmão padre, para não se esquecer de seu hábito que lhe recorda sua identidade. Cuidado com a batina, pois ela o sinaliza. Suas ações e atitudes são vistas como ações de um ministro de Deus.
Mas quando digo aqui “cuidado com a batina”, eu quero mesmo é insistir num outro aspecto totalmente diferente.
Um dos grandes significados da batina é lembrar ao padre e aos outros que ele abriu mão de muitas coisas para se dedicar a Cristo, na simplicidade, na pobreza, numa vida austera, embora cheia de alegria. Ou seja, a batina nos convida a renunciar a roupas ostensivas, roupas de marca, cores preferidas por nós, roupas da moda, etc. Por isso se diz  que a batina é sinal de morte para o mundo. Neste sentido.
Mas eu percebo um pouco hoje entre nós padres e, talvez, mais ainda, entre seminaristas, uma atitude que é uma grande incoerência: usar a batina por vaidade. Fazer da batina um meio de ostentação. Já viram na internet fotos de padres e seminaristas fazendo poses de batina, querendo imitar fotos antigas, um pezinho pra frente, olhar para o infinito, uma boa quantidade de gel no cabelo, etc., etc?
A batina que tem que ter não sei quantos botões, em honra dos anos da vida de Jesus, das bem-aventuranças, dos coros angélicos… O tecido tem que ser tal que para dê uma boa caída. A faixa tem que ter tantos centímetros de largura, uma franja bem entrelaçada para lembrar a rede de São Pedro. A capinha para imitar S.  João Bosco. O solidéu… Outro dia um jovem desistiu de nosso Seminário porque me perguntou se nossos seminaristas usavam solidéu e eu disse que não. Imaginem. Uma vocação condicionada a um solidéu…
E  o preço que às vezes se paga por uma batina, porque tem tal tipo de corte, é de tal marca… Até a batina virou roupa de marca.
O que acontece então? Aquela veste que seria um convite à simplicidade e à pobreza, torna-se ocasião de vaidade, de ostentação, de consumismo.
Nestes casos, o uso da batina não serve para mostrar a condição de ministros de Deus, mas para a pessoa se mostrar, se exibir através da batina.
Mais triste ainda quando a pessoa que faz uso da batina tem um comportamento que não condiz em nada com a condição de discípulos de Cristo, mortos para a vaidade e para as coisas mundanas.
Por isso digo: cuidado com a batina!
Não estou defendendo que não se use a batina. Até porque eu só ando de batina. Quero dizer que devemos usá-la corretamente. Ter cuidado porque o diabo, que se veste de anjo de luz, pode também querer usar da batina para nos fazer cair no contrário de tudo o que ela significa e nos recorda.
Cuidado com a batina! Cuidado para não deixar de lado este grande sinal.
Cuidado para não usá-la mal, deformando o seu significado. Cuidado para não transformar o remédio em veneno. Cuidado para não transformar o hábito que é um sinal do que trazemos lá dentro de nós, em uma capa que esconde o que lá dentro não está bem.
Dizer “cuidado com a batina” não é um convite para não usá-la, mas um apelo a usá-la corretamente, segundo o que realmente ela é e nos lembra: sinal de morte às coisas mundanas, entrega e consagração a Deus como seus ministros no seguimento de Cristo, a serviço de nossos irmãos.

Procissão e Missa de Encerramento da Festa
















domingo, 26 de janeiro de 2014

CARTA APOSTÓLICA EM FORMA DE «MOTU PROPRIO»

DO SUMO PONTÍFICE 
FRANCISCO
PARA A PREVENÇÃO E O COMBATE À LAVAGEM DE DINHEIRO
 AO FINANCIAMENTO DO TERRORISMO
E À PROLIFERAÇÃO DE ARMAS DE DESTRUIÇÃO DE MASSA

A promoção do desenvolvimento humano integral nos planos material e moral requer uma reflexão profunda sobre a vocação dos sectores económico e financeiro e sobre a sua correspondência ao fim último da realização do bem comum.
Por este motivo a Santa Sé, em conformidade com a sua natureza e missão, participa nos esforços da Comunidade internacional destinados à protecção e à promoção da integridade, estabilidade e transparência dos sectores económico e financeiro e à prevenção e ao contraste às actividades criminosas.
Em continuidade com a acção já iniciada neste âmbito a partir do Motu Proprio de 30 de Dezembro de 2010 para a prevenção e o combate às actividades ilegais em campo financeiro e monetáriodo meu predecessor Bento XVI, desejo renovar o compromisso da Santa Sé na adopção de princípios e na utilização dos instrumentos jurídicos criados pela Comunidade internacional, adaptando ulteriormente a ordem institucional à finalidade de prevenção e combate à lavagem de dinheiro, financiamento do terrorismo e proliferação de armas de destruição de massa.
Com a presente Carta Apostólica sob forma de Motu Proprio adopto as seguintes disposições.

Artigo 1
Os Dicastérios da Cúria Romana e os demais organismos e entidades vinculados à Santa Sé, além das organizações sem finalidade de lucro com personalidade jurídica canónica e com sede no Estado da Cidade do Vaticano devem observar as leis do Estado da Cidade do Vaticano em matéria de:
a) medidas para a prevenção e o combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo;
b) medidas contra os sujeitos que ameaçam a paz e a segurança internacional;
c) vigilância sensata das entidades que desempenham profissionalmente uma actividade de natureza financeira.

Artigo 2
Autoridade de Informação Financeira exerce a função de vigilância sensata das entidades que desempenham profissionalmente uma actividade de natureza financeira.

Artigo 3
Os órgãos judiciários competentes do Estado da Cidade do Vaticano exercem a jurisdição nas matérias supra indicadas também em relação aos Dicastérios e aos demais organismos e entidades submetidas à Santa Sé, além das organizações sem finalidade de lucro com personalidade jurídica canónica e com sede no Estado da Cidade do Vaticano.

Artigo 4
Institui-se a Comissão de Segurança Financeira com a finalidade de coordenar as Autoridades competentes da Santa Sé e do Estado da Cidade do Vaticano em matéria de prevenção e de combate à lavagem de dinheiro, ao financiamento do terrorismo e à proliferação de armas de destruição de massa. Ela é disciplinada pelo Estatuto unido à presente Carta Apostólica.
Estabeleço que a presente Carta Apostólica sob forma de Motu Proprio seja promulgada mediante a publicação emL’Osservatore Romano.
Disponho que quanto está estabelecido tenha valor pleno e estável, ab-rogando também todas as disposições incompatíveis, a partir de 10 de Agosto de 2013.
Dado em Roma, no Palácio Apostólico, a 8 de Agosto de 2013, primeiro ano de Pontificado.

FRANCISCUS PP.

Programação do dia da Festa - 26 de janeiro


06h - Repique dos Sinos 
10h - Missa Solene, presidida pelo Vigário Geral da Arquidiocese de Olinda e Recife - Mons. Lino Rodrigues Duarte 
16h30 - Procissão, em seguida Missa presidida pelo Pe.Pedro de São Joaquim do Monte

Fotos do último dia do tríduo da Festa de São Sebastião





Pe.Luciano Monteiro


Vinícius Caíque - Postulante Capuchinho / OFMCap




sábado, 25 de janeiro de 2014

Está acontecendo mais uma Festa de São Sebastião

 Desde o último dia 23 deste, estamos celebrando mais uma Festa de São Sebastião em Altinho-PE. Na primeira noite do tríduo a celebração foi presidida pelo Pe. Luís Amaro (Membro do Clero da Diocese de Caruaru), na segunda noite o Pe. Maciel (Natural de Altinho). Confira algumas fotos:






sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Testemunho da Elba Ramalho

Lindo testemunho, onde Elba Ramalho conta suas experiências com a Virgem Maria, seu processo de conversão e todos os milagres que o Céu vem colocando em suas mãos!

Papa Francisco chama internet de 'dom de Deus'

O Papa Francisco exortou nesta quinta-feira (23) os católicos a serem "cidadãos digitais" construtivos, utilizando a internet, chamada por ele de "dom de Deus", para manifestar a sua solidariedade.
O Papa tornou pública a sua primeira mensagem sobre a comunicação, tradicionalmente emitida a cada ano, por ocasião da festa de São Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas.
  O texto recebeu o título de "A comunicação a serviço de uma autêntica cultura de encontro".
Nesta mensagem, que aborda o fenômeno das redes sociais em um tom muito confiante, mas sem esconder seus perigos, o Papa afirma que "a internet pode fornecer mais oportunidades de encontro e de solidariedade entre todos, e que é uma boa coisa, um dom de Deus".
A Igreja, que "não deve ser auto-referencial", reitera Francisco deve se engajar na internet, "para trazer para o homem ferido" na estrada digital "óleo e vinho": "que a nossa comunicação seja um óleo perfumado para a dor e o bom vinho para a alegria'" comentou inspirado no Evangelho.
Ele alertou ainda para a exclusão, a desorientação, o confinamento e a ignorância do outro, que podem existir na web. O Twitter do Papa é seguido por mais 10 milhões de usuários.
Papa Francisco divulgou mensagem sobre comunicação no dia do padroeiro dos jornalistasa (Foto: Andreas Solaro/AFP)Papa Francisco divulgou mensagem sobre comunicação no dia do padroeiro dos jornalistasa (Foto: Andreas 

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Curso oferece formação para missionários na Amazônia

O Regional Noroeste da CNBB (Acre, sul do Amazonas e Rondônia) organiza o 4º Curso de Formação Pastoral para Missionários (as) e Agentes de Pastoral na Amazônia. O evento acontecerá de 10 a 23 de fevereiro, em Porto Velho (RO), e terá como tema “Uma Igreja com rosto Amazônico”.
O arcebispo emérito de Porto Velho, dom Moacyr Grechi, e o bispo emérito de Ji-Paraná (RO), dom Antônio Possamai, darão testemunhos durante o curso, que contará com palestras sobre o nascimento dos estados de Rondônia, Acre e Amazonas; a integração da Amazônia; Teologia da criação; documentos da Igreja na Amazônia; religiosidade dos povos tradicionais; implicações e perspectivas pastorais a partir do pontificado do papa Francisco; pastoral urbana de conjunto; pedagogia do agente de pastoral.
O curso será realizado no Centro Diocesano de Pastoral, em Porto Velho. As inscrições vão até 31 de janeiro. Informações: cnbbno@hotmail.com ou pelo telefone: (69) 3226125.

Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações

O Pontifício Conselho para as Comunicações divulgou hoje, 23, a mensagem do papa Francisco para o 48º Dia Mundial das Comunicações Sociais, a ser celebrado em 1º de julho. O texto traz como tema “Comunicação a serviço de uma autêntica cultura do encontro”.

O papa reconhece a importância dos meios de comunicação e novas mídias sociais digitais. " Podem ajudar a sentir-nos mais próximo uns dos outros; a fazer-nos perceber um renovado sentido de unidade da família humana”, afirma. Porém, faz um alerta para que as redes não sejam usadas para o isolamento social. “O próprio mundo dos mass media não pode alhear-se da solicitude pela humanidade, chamado como é a exprimir ternura. A rede digital pode ser um lugar rico de humanidade: não uma rede de fios, mas de pessoas humanas”, acrescenta o papa.
Confira a íntegra do texto:





Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais
48º DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS

Comunicação ao serviço de uma autêntica cultura do encontro
1 de Junho de 2014

Mensagem do Santo Padre Francisco
Queridos irmãos e irmãs, Hoje vivemos num mundo que está a tornar-se cada vez menor, parecendo, por isso mesmo, que deveria ser mais fácil fazer-se próximo uns dos outros. Os progressos dos transportes e das tecnologias de comunicação deixam-nos mais próximo, interligando-nos sempre mais, e a globalização faz-nos mais interdependentes. Todavia, dentro da humanidade, permanecem divisões, e às vezes muito acentuadas. A nível global, vemos a distância escandalosa que existe entre o luxo dos mais ricos e a miséria dos mais pobres. Frequentemente, basta passar pelas estradas duma cidade para ver o contraste entre os que vivem nos passeios e as luzes brilhantes das lojas. Estamos já tão habituados a tudo isso que nem nos impressiona. O mundo sofre de múltiplas formas de exclusão, marginalização e pobreza, como também de conflitos para os quais convergem causas econômicas, políticas, ideológicas e até mesmo, infelizmente, religiosas.
Neste mundo, os mass-media podem ajudar a sentir-nos mais próximo uns dos outros; a fazer-nos perceber um renovado sentido de unidade da família humana, que impele à solidariedade e a um compromisso sério para uma vida mais digna. Uma boa comunicação ajuda-nos a estar mais perto e a conhecer-nos melhor entre nós, a ser mais unidos. Os muros que nos dividem só podem ser superados, se estivermos prontos a ouvir e a aprender uns dos outros. Precisamos de harmonizar as diferenças por meio de formas de diálogo, que nos permitam crescer na compreensão e no respeito. A cultura do encontro requer que estejamos dispostos não só a dar, mas também a receber de outros.
Os mass-media podem ajudar-nos nisso, especialmente nos nossos dias em que as redes da comunicação humana atingiram progressos sem precedentes. Particularmente a internet pode oferecer maiores possibilidades de encontro e de solidariedade entre todos; e isto é uma coisa boa, é um dom de Deus. No entanto, existem aspectos problemáticos: a velocidade da informação supera a nossa capacidade de reflexão e discernimento, e não permite uma expressão equilibrada e correta de si mesmo. A variedade das opiniões expressas pode ser sentida como riqueza, mas é possível também fechar-se numa esfera de informações que correspondem apenas às nossas expectativas e às nossas ideias, ou mesmo a determinados interesses políticos e económicos. O ambiente de comunicação pode ajudar-nos a crescer ou, pelo contrário, desorientar-nos.
O desejo de conexão digital pode acabar por nos isolar do nosso próximo, de quem está mais perto de nós. Sem esquecer que a pessoa que, pelas mais diversas razões, não tem acesso aos meios de comunicação social corre o risco de ser excluído. Estes limites são reais, mas não justificam uma rejeição dos mass-media; antes, recordam-nos que, em última análise, a comunicação é uma conquista mais humana que tecnológica. Portanto haverá alguma coisa, no ambiente digital, que nos ajuda a crescer em humanidade e na compreensão recíproca? Devemos, por exemplo, recuperar um certo sentido de pausa e calma. Isto requer tempo e capacidade de fazer silêncio para escutar.
Temos necessidade também de ser pacientes, se quisermos compreender aqueles que são diferentes de nós: uma pessoa expressa-se plenamente a si mesma, não quando é simplesmente tolerada, mas quando sabe que é verdadeiramente acolhida. Se estamos verdadeiramente desejosos de escutar os outros, então aprenderemos a ver o mundo com olhos diferentes e a apreciar a experiência humana tal como se manifesta nas várias culturas e tradições. Entretanto saberemos apreciar melhor também os grandes valores inspirados pelo Cristianismo, como, por exemplo, a visão do ser humano como pessoa, o matrimônio e a família, a distinção entre esfera religiosa e esfera política, os princípios de solidariedade e subsidiariedade, entre outros.
Então, como pode a comunicação estar ao serviço de uma autêntica cultura do encontro? E – para nós, discípulos do Senhor – que significa, segundo o Evangelho, encontrar uma pessoa? Como é possível, apesar de todas as nossas limitações e pecados, ser verdadeiramente próximo aos outros? Estas perguntas resumem-se naquela que, um dia, um escriba – isto é, um comunicador – pôs a Jesus: «E quem é o meu próximo?» (Lc 10, 29 ).
Esta pergunta ajuda-nos a compreender a comunicação em termos de proximidade. Poderíamos traduzi-la assim: Como se manifesta a «proximidade» no uso dos meios de comunicação e no novo ambiente criado pelas tecnologias digitais? Encontro resposta na parábola do bom samaritano, que é também uma parábola do comunicador. Na realidade, quem comunica faz-se próximo. E o bom samaritano não só se faz próximo, mas cuida do homem que encontra quase morto ao lado da estrada. Jesus inverte a perspectiva: não se trata de reconhecer o outro como um meu semelhante, mas da minha capacidade para me fazer semelhante ao outro.
Por isso, comunicar significa tomar consciência de que somos humanos, filhos de Deus. Apraz-me definir este poder da comunicação como «proximidade». Quando a comunicação tem como fim predominante induzir ao consumo ou à manipulação das pessoas, encontramo-nos perante uma agressão violenta como a que sofreu o homem espancado pelos assaltantes e abandonado na estrada, como lemos na parábola. Naquele homem, o levita e o sacerdote não vêem um seu próximo, mas um estranho de quem era melhor manter a distância. Naquele tempo, eram condicionados pelas regras da pureza ritual.
Hoje, corremos o risco de que alguns mass-media nos condicionem até ao ponto de fazer-nos ignorar o nosso próximo real. Não basta circular pelas «estradas» digitais, isto é, simplesmente estar conectados: é necessário que a conexão seja acompanhada pelo encontro verdadeiro. Não podemos viver sozinhos, fechados em nós mesmos. Precisamos de amar e ser amados. Precisamos de ternura. Não são as estratégias comunicativas que garantem a beleza, a bondade e a verdade da comunicação. O próprio mundo dos mass-media não pode alhear-se da solicitude pela humanidade, chamado como é a exprimir ternura. A rede digital pode ser um lugar rico de humanidade: não uma rede de fios, mas de pessoas humanas.
A neutralidade dos mass-media é só aparente: só pode constituir um ponto de referimento quem comunica colocando-se a si mesmo em jogo. O envolvimento pessoal é a própria raiz da fiabilidade dum comunicador. É por isso mesmo que o testemunho cristão pode, graças à rede, alcançar as periferias existenciais. Tenho-o repetido já diversas vezes: entre uma Igreja acidentada que sai pela estrada e uma Igreja doente de auto-referencialidade, não hesito em preferir a primeira.
E quando falo de estrada penso nas estradas do mundo onde as pessoas vivem: é lá que as podemos, efetiva e afetivamente, alcançar. Entre estas estradas estão também as digitais, congestionadas de humanidade, muitas vezes ferida: homens e mulheres que procuram uma salvação ou uma esperança. Também graças à rede, pode a mensagem cristã viajar «até aos confins do mundo» (Act 1, 8). Abrir as portas das igrejas significa também abri-las no ambiente digital, seja para que as pessoas entrem, independentemente da condição de vida em que se encontrem, seja para que o Evangelho possa cruzar o limiar do templo e sair ao encontro de todos. Somos chamados a testemunhar uma Igreja que seja casa de todos.
Seremos nós capazes de comunicar o rosto duma Igreja assim? A comunicação concorre para dar forma à vocação missionária de toda a Igreja, e as redes sociais são, hoje, um dos lugares onde viver esta vocação de redescobrir a beleza da fé, a beleza do encontro com Cristo. Inclusive no contexto da comunicação, é precisa uma Igreja que consiga levar calor, inflamar o coração. O testemunho cristão não se faz com o bombardeio de mensagens religiosas, mas com a vontade de se doar aos outros «através da disponibilidade para se deixar envolver, pacientemente e com respeito, nas suas questões e nas suas dúvidas, no caminho de busca da verdade e do sentido da existência humana (Bento XVI, Mensagem para o XLVII Dia Mundial das Comunicações Sociais, 2013). Pensemos no episódio dos discípulos de Emaús. É preciso saber-se inserir no diálogo com os homens e mulheres de hoje, para compreender os seus anseios, dúvidas, esperanças, e oferecer-lhes o Evangelho, isto é, Jesus Cristo, Deus feito homem, que morreu e ressuscitou para nos libertar do pecado e da morte.
O desafio requer profundidade, atenção à vida, sensibilidade espiritual. Dialogar significa estar convencido de que o outro tem algo de bom para dizer, dar espaço ao seu ponto de vista, às suas propostas. Dialogar não significa renunciar às próprias ideias e tradições, mas à pretensão de que sejam únicas e absolutas. Possa servir-nos de guia o ícone do bom samaritano, que liga as feridas do homem espancado, deitando nelas azeite e vinho. A nossa comunicação seja azeite perfumado pela dor e vinho bom pela alegria.
A nossa luminosidade não derive de truques ou efeitos especiais, mas de nos fazermos próximo, com amor, com ternura, de quem encontramos ferido pelo caminho. Não tenhais medo de vos fazerdes cidadãos do ambiente digital. É importante a atenção e a presença da Igreja no mundo da comunicação, para dialogar com o homem de hoje e levá-lo ao encontro com Cristo: uma Igreja companheira de estrada sabe pôr-se a caminho com todos. Neste contexto, a revolução nos meios de comunicação e de informação são um grande e apaixonante desafio que requer energias frescas e uma imaginação nova para transmitir aos outros a beleza de Deus.
Vaticano, 24 de Janeiro – Memória de São Francisco de Sales – do ano 2014.
FRANCISCUS

“Ciúmes e invejas dividem os cristãos”, adverte Francisco

“Os cristãos devem fechar as portas a ciúmes, invejas e mexericos que dividem e destroem nossas comunidades”. A exortação foi feita pelo Papa na manhã desta quinta-feira, 23, na missa presidida na Santa Marta.
Sua reflexão começou a partir da primeira leitura do dia, que fala da vitória dos israelitas sobre os filisteus, graças à coragem do jovem Davi. A alegria da vitória se transformou logo em tristeza: o Rei Saul, invejoso porque as mulheres louvaram Davi, que matou Golias, mandou executá-lo.
“É o que o ciúme faz em nosso coração – observou o Papa – é uma inquietude cruel: não toleramos que um irmão ou irmã tenham algo que não temos. Saul, ao invés de louvar Deus, como fizeram as mulheres de Israel, preferiu se fechar e ficar lamentando consigo mesmo”.
“O ciúmes leva a matar.. foi pela porta da inveja que o diabo entrou no mundo. Ciúme e inveja abrem as portas ao mal, são um veneno”, disse, advertindo:
“As pessoas invejosas e ciumentas são amargas: não sabem cantar, não sabem louvar e não conhecem a alegria. Semeiam sua amargura e a difundem em toda a comunidade. Outra consequência deste comportamento são os mexericos, porque quando uma pessoa não tolera que outra tenha algo que ela não tem, tenta ‘rebaixá-la’, falando mal dela. Vejam: por trás de uma fofoca estão sempre ciúmes e inveja”.
“Quantas belas comunidades cristãs – exclamou o Papa – andavam bem até que o verme da inveja contagiou um de seus membros e com ele, a tristeza, o ressentimento e as fofocas”, completou o Papa, no sexto dia da Semana da Unidade dos Cristãos, celebrada no Hemisfério Norte até o dia 25 de janeiro.
“Hoje, nesta missa, rezemos por nossas comunidades cristãs para que a semente do ciúme não seja semeada entre nós; que a inveja não penetre em nossos corações e possamos ir avante, louvando o Senhor, com a graça de não cairmos na tristeza”.

Fonte: Rádio Vaticano 

Dia mundial de oração por Bento XVI, um ano após sua renúncia

Convocação nas redes sociais para o dia 28 de fevereiro, unindo-se ao horário espiritual do papa emérito
renúncia bento xviUm dia de oração com e por Bento XVI em 28 de fevereiro, quando se comemora o primeiro aniversário da conclusão do seu pontificado: esta é a proposta do blog La Vigna del Signore, para recordar o papa emérito.
“Será um dia de intensa oração por Bento XVI, marcado segundo o horário (aproximado) e as orações rezadas diariamente por ele – lê-se na descrição do evento no Facebook. Cada um pode adaptar o esquema de acordo com suas necessidades e possibilidades.”
Os organizadores prepararão um folheto (download gratuito) com os textos de todas as orações do dia, junto a uma oração especial do terço, com meditações sobre cada mistério, usando textos do magistério de Bento XVI.
Às 20h – hora exata em que, em 2013, seu pontificado foi concluído –, convida-se a rezar a oração do “Te Deum”, como ação de graças pelo dom de Bento XVI.
O Dia de Oração por Bento XVI começará com a Missa, às 7h, e mia hora mais tarde incluirá a recitação das Laudes, o Ofício de Leituras e Hora Intermédia.
Ao meio-dia, Bento XVI reza diariamente o Ângelus e a hora intermédia; às 15h, o terço e a Hora Intermédia; entre as 18h e 19h, as Vésperas; e às 22h30, as Completas.
No dia 14 de fevereiro, Bento XVI afirmou: “Embora agora me retire, na oração continuo sempre unido a todos vós e tenho a certeza de que também vós estareis unidos a mim, apesar de permanecer oculto para o mundo”.
“O Senhor chama-me a ‘subir ao monte’, a dedicar-me ainda mais à oração e à meditação. Mas isto não significa abandonar a Igreja, aliás, se Deus me pede isto é precisamente para que eu possa continuar a servi-la com a mesma dedicação e com o mesmo amor com que procurei fazê-lo até agora, mas de uma forma mais adequada à minha idade e às minhas forças”, disse em 24 de fevereiro de 2013.
“Quero ainda, com o meu coração, o meu amor, com a minha oração, a minha reflexão, com todas as minhas forças interiores, trabalhar para o bem comum, o bem da Igreja e da humanidade”, foram suas últimas palavras como papa.
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Te Deum
A vós, ó Deus, louvamos,
a vós, Senhor, cantamos.
A vós, eterno Pai,
adora toda a terra.

A vós cantam os anjos,
os céus e seus poderes:
Sois Santo, Santo,
Santo, Senhor, Deus do universo!

Proclamam céus e terra
a vossa imensa glória.
A vós celebra o coro
glorioso dos Apóstolos.

Vos louva dos Profetas
a nobre multidão
e o luminoso exército
dos vossos santos mártires.

A vós por toda a terra
proclama a Santa Igreja,
ó Pai onipotente,
de imensa majestade.

E adora juntamente
o vosso Filho Único,
Deus vivo e verdadeiro,
e ao vosso Santo Espírito.

Ó Cristo, Rei da glória,
do Pai eterno Filho,
nascestes duma Virgem,
a fim de nos salvar.

Sofrendo vós a morte,
da morte triunfastes,
abrindo aos que têm fé
dos céus o reino eterno.

Sentastes à direita
de Deus, do Pai na glória.
Nós cremos que de novo
vireis como juiz.

Portanto, vos pedimos:
salvai os vossos servos,
que vós, Senhor, remistes
com sangue precioso.

Fazei-nos ser contados,
Senhor, vos suplicamos,
em meio a vossos santos
na vossa eterna glória.

Salvai o vosso povo.
Senhor, abençoai-o.
Regei-nos e guardai-nos
até a vida eterna.

Senhor, em cada dia,
fiéis, vos bendizemos,
louvamos vosso nome
agora e pelos séculos.

Dignai-vos, neste dia,
guardar-nos do pecado.
Senhor, tende piedade
de nós, que a vós clamamos.

Que desça sobre nós,
Senhor, a vossa graça,
porque em vós pusemos
a nossa confiança.

Fazei que eu, para sempre,
não seja envergonhado:
Em vós, Senhor, confio,
sois vós minha esperança!


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