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"É uma grandiosíssima calúnia dizer que tenho revoltas contra a Igreja. Eu nunca tive dúvidas sobre a Fé Católica, nunca disse nem escrevi, nem em cartas particulares, nem em jornais, nem em quaisquer outros escritos nenhuma proposição falsa, nem herética, nem duvidosa, nem coisa alguma contra o ensino da Igreja. Eu condeno tudo o que a Santa Igreja condena. Sigo tudo o que ela manda como Deus mesmo. Quem não ouvir e obedecer a Igreja deve ser tido como pagão e publicano. Fora da Igreja não há salvação."
Padre Cícero Romão Batista

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Na Liturgia da Palavra fiéis escutam Deus, explica Dom Murilo



Arquivo
Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger
Na Liturgia da Palavra os fiéis se reúnem para escutar a Deus, é Ele próprio quem lhes fala. O cristianismo é a única religião em que não é o ser humano que vai até Deus, mas é Deus que vem até o homem e diz o que Ele quer.

O Arcebispo Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger, explica que na Liturgia da Palavra temos a Palavra de Deus que foi transmitida antes de Cristo, no Antigo Testamento, a Palavra transmitida pelo próprio Cristo, no Evangelho, e aquela transmitida depois de Cristo, nos Atos dos Apóstolos, nas Cartas e no Apocalipse.

Na Liturgia da Palavra são proclamados alguns trechos da Sagrada Escritura para nos mostrar que eles têm valor permanente, eles têm caráter eterno que vai além do tempo e da cultura.

“Na Santa Missa, a Liturgia da Palavra está em primeiro lugar, como em todos os Sacramentos, para nos dizer ‘antes de receber um dom de Deus, vamos ouvir o que Ele quer nos dizer’. Assim, essa proclamação da Palavra tem um valor máximo para nós, porque essa Palavra de Deus nos introduz a Sua intimidade”, enfatiza o Arcebispo de Salvador.

Estruturação da Liturgia

A Liturgia foi se estruturando ao longo dos séculos conforme as inspirações do Espírito Santo. As primeiras comunidades cristãs começaram a fazer a proclamação da Palavra de acordo com a tradicional cultura judaica – fazendo a leitura da escritura e a oração do salmo – e acrescentaram a proclamação da Palavras de Jesus.

“Além do Antigo Ttestamento, aquelas primeiras comunidades falavam sobre os fatos da vida de Jesus e Seus ensinamentos”, explica Dom Murilo.

Essa transmissão da Palavra de Cristo foi feita primeiramente de forma oral. O Segundo Testamento foi escrito ao longo do primeiro século depois de Cristo.

Compreensão da Palavra
Com o passar dos séculos, as homilias, que são as explicações desses Textos Sagrados, foram confiadas aos ministros preparados e ordenados, para evitar aquilo que é um risco ainda hoje o “achismo”. “Quem tem a graça de interpretar a Palavra é a Igreja, pois foi ela quem recebeu esta Palavra”, salienta Dom Murilo.

No dia 11 de outubro, serão comemorados os 50 anos da abertura do Concilio Vaticano II. Dom Murilo salienta que este Concílio deu grande valor a proclamação da Palavra, com ele as leituras começaram a ser feitas nos diversos idiomas, não só em Latim, e também a partir dele, os leigos começaram a ter mais espaço nas Celebrações Litúrgicas.

Dom da proclamação
Para Dom Murilo, a capacidade de proclamar a Palavra é um dom, assim como cantar, ornamentar a igreja, organizar eventos ou acolher pessoas.

“A boa leitura é essencial. Para saber como fazer veja as celebrações no Vaticano que são transmitidas pela TV Canção Nova, mesmo que em outro idioma, veja como a pronúncia é clara e feita pausadamente”, aconselha o Arcebispo Primaz.
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