Sejam Bem-Vindos!

"É uma grandiosíssima calúnia dizer que tenho revoltas contra a Igreja. Eu nunca tive dúvidas sobre a Fé Católica, nunca disse nem escrevi, nem em cartas particulares, nem em jornais, nem em quaisquer outros escritos nenhuma proposição falsa, nem herética, nem duvidosa, nem coisa alguma contra o ensino da Igreja. Eu condeno tudo o que a Santa Igreja condena. Sigo tudo o que ela manda como Deus mesmo. Quem não ouvir e obedecer a Igreja deve ser tido como pagão e publicano. Fora da Igreja não há salvação."
Padre Cícero Romão Batista

segunda-feira, 25 de abril de 2011

A Vocação Religiosa Franciscana


Vocação é chamamento para acolhermos com gratidão Jesus Cristo e engajar-se de corpo e alma no seguimento incondicional e absoluto Dele, com decisão clara e nítida: Amém, isto é, assim seja! Esse Amém é um puro sim de decisão total de seguimento. Isto é, a chamada para o seguimento é, portanto ligação, amarração à pessoa de Jesus Cristo, a Ele somente.

Essa escolha do próprio Jesus que nos convoca a que O sigamos, seu convite, sua chamada, sua exigência, enfim toda essa presença e exigência amorosa do vir de encontro a nós é a vocação no sentido da Vida Religiosa Consagrada. Ela é que dá o sentido primeiro e último, isto é, o sentido absoluto do nosso ser e viver, ela é o único projeto da nossa vida, é o benefício entre todos os benefícios, o fundo, o fundamento a partir e dentro da qual devem ser considerados e coordenados todos os outros dons, todas as nossas tendências, inclinações, aptidões e realizações.

O ponto importante desse benefício dos benefícios é que esse Dom não é um presente que Deus nos dá em Jesus Cristo, mas sim Ele mesmo, em Jesus Cristo, se doando a nós, vindo a nós num convite e chamado para que a Ele nós também nos doemos do mesmo modo, portanto, é um encontro de doações mútuas de todo o ser de cada um. É um chamamento intima e absolutamente pessoal. Possui, portanto, todas as características de profunda intimidade, ternura e seriedade mortal de um encontro de pessoa a pessoa, ponto de podermos chamá-lo de encontro de Tu e eu.

Esse chamamento é uma convocação para a pessoa e a causa de Jesus Cristo que é todo o plano de salvação do Pai de toda a misericórdia que recebe o nome de Reino de Deus. É, portanto, a vocação para o Corpo Místico de Cristo.

Essa maneira concreta e encarnada de engajarmos na vocação do seguimento nos faz assumir a Comunidade e a Comunhão do Corpo Místico de Cristo, isto é, o corpo vivo da comunidade eclesial chamada Ordem dos Frades Menores, à qual se pertence não como um contrato ou desobriga jurídica, mas sim como engajamento pessoal de encontro com Jesus Cristo!


São Francisco de Assis entendeu bem esse chamamento. Ele é a concreção na árdua tarefa do seguimento de Jesus Cristo. Na Vida Religiosa Franciscana o pertencer é um modo de estar unido ao outro a partir do chamamento. Este pertencer não é no sentido de posse, mas de fazer parte; não como mais um simplesmente, mas como engajamento total nesse caminho e nesta forma toda própria que é a Vida de ser e estar um-com o Sagrado – Con-sagrado.

O pertencer a uma família (e aqui, a franciscana) é como que ser um novo broto (ramo) no galho de uma árvore que tem sua raiz no único e necessário para nós: Jesus Cristo Crucificado, que em nossa escola franciscana chamamos de “Senhora Pobreza” – que é a identidade do Reino dos Céus, ao qual queremos nos configurar, como filhos, discípulos, seguidores... enfim, companheiros fiéis na caminhada e, na Ordem Franciscana, é o procurar guardar límpida a fonte que nos gera: a Senhora Pobreza, de maneira nobre, cortês e curial.
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