Sejam Bem-Vindos!

"É uma grandiosíssima calúnia dizer que tenho revoltas contra a Igreja. Eu nunca tive dúvidas sobre a Fé Católica, nunca disse nem escrevi, nem em cartas particulares, nem em jornais, nem em quaisquer outros escritos nenhuma proposição falsa, nem herética, nem duvidosa, nem coisa alguma contra o ensino da Igreja. Eu condeno tudo o que a Santa Igreja condena. Sigo tudo o que ela manda como Deus mesmo. Quem não ouvir e obedecer a Igreja deve ser tido como pagão e publicano. Fora da Igreja não há salvação."
Padre Cícero Romão Batista

sábado, 30 de abril de 2011

ESPECIAL DE BEATIFICAÇÃO: Porta-voz recorda João Paulo II




Karol Wojtyla vai ser beatificado Amanhã dia 1 de Maio. Por isso vamos conhecer testemunhos sobre João Paulo II.  

Joaquín Navarro Valls foi, durante mais de duas décadas, porta-voz do Vaticano, tendo trabalhado muito de perto com João Paulo II.

Navarro Valls recorda-se de um homem que exercia uma grande atracção sobre as multidões, pela coerência que manifestava na sua vida: “Penso que a atractividade humana de João Paulo II era constituída por vários factores, mas havia um que se evidenciava, a certeza da unidade entre aquilo que fazia, que expressava com os seus gestos, e o que fazia. Havia uma coerência enorme, e ao mesmo tempo uma ternura humana que chegava directamente ao coração das pessoas, mas passando primeiro pela razão.”

Durante todo o seu pontificado, João Paulo II esteve sempre muito à vontade com grandes multidões. Mas um dos segredos da sua relação com as pessoas era a forma como conseguia ver sempre o indivíduo.

“Para ele essas grandes assembleias não eram uma coisa abstracta, era um conjunto de pessoas individuais, e tínhamos a sensação de que quando ele falava com uma pessoa desaparecia a multidão, e ficava apenas aquela pessoa em frente ao Santo Padre. O mundo inteiro era apenas o Papa e aquela pessoa, era um encontro do Vigário de Cristo, com uma pessoa, como se daquele encontro dependesse toda a história da humanidade”, explica Navarro Valls.

A partir do dia da sua eleição, João Paulo II não mais descansou da missão que Deus lhe tinha confiado, mesmo nos raros momentos em que estava de férias, recorda o seu porta-voz: “Para ele a missão que tinha era uma coisa muito clara que Deus lhe tinha confiado no momento da sua eleição. Para ele não havia momentos de repouso, apesar de ter tido a sorte de o acompanhar nalgumas curtas férias na montanha, sempre muito breves. Nessas alturas percebia-se como lhe era impossível dissociar a sua missão no Vaticano dos momentos de repouso. Levava com ele toda a humanidade, todo o destino da humanidade, naquilo que dependia dele. Era uma coisa tão forte que naturalmente a doença nunca foi um obstáculo ao cumprimento dos seus deveres pastorais.”

Lições de vida, mesmo na morte
As lições de João Paulo II para a Igreja e para a humanidade surgiam de várias formas, mas uma das mais tocantes, como recorda o seu colaborador, foi a maneira como viveu as doenças que lhe afligiram.

“Ele sofreu muito com várias doenças, mas quando a doença surge na vida de uma pessoa, muitas vezes afecta a sua missão, a pessoa retrai-se. O Papa, pelo contrário, soube incorporar a sua doença na sua missão pastoral. Mais do que um limite, era uma nova possibilidade. Ele que era discreto nunca exibiu a sua doença, mas também nunca a escondeu. Para nós, pelo trabalho que fazíamos, era um indício para não tentarmos esconder a doença, que ele considerava ser uma nova carícia de Deus para com ele, e integrou-a perfeitamente no seu pontificado, era mais uma possibilidade para poder cumprir a sua missão. Muitas vezes pensei que este Papa, que tanto nos ensinou a viver, nos deu também uma grande lição sobre como se morre. Todos o perceberam, e talvez isso explique aquele fenómeno incrível que aconteceu em Roma na Praça de São Pedro, nas últimas horas da sua vida”, diz Joaquín Navarro Valls.

Dos momentos mais marcantes que lhe ficaram na retina foi a forma como a multidão reagiu à morte do seu Papa, e a forma como tanta gente fez questão de passar junto ao seu caixão, nem que fosse por poucos segundos.

“Foi algo de muito belo, difícil de perceber pela sua dimensão. O que procuravam aquelas pessoas? Eram todas católicas devotas? Havia de tudo. O que procuravam? Era apenas o fascínio de estarem ali? Era o fascínio da religiosidade, e as pessoas chegavam em massa, e estavam ali, uma média de nove horas numa fila, idosos, jovens, sãos e doentes, e para quê? Para estarem quinze segundos em frente ao corpo de João Paulo II. A nossa época parte do pressuposto que a religião é um facto subjectivo irrelevante do ponto de vista social, mas as próprias pessoas negaram, com o seu comportamento, este pressuposto da modernidade.
A religião, a fé, a nostalgia de Deus, vivida também através da morte de um Papa, assume uma enorme relevância porque tem uma grande importância na vida individual, esta foi talvez a última lição de João Paulo II nesta vida”, considera Joaquín Navarro Valls.
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