Sejam Bem-Vindos!

"É uma grandiosíssima calúnia dizer que tenho revoltas contra a Igreja. Eu nunca tive dúvidas sobre a Fé Católica, nunca disse nem escrevi, nem em cartas particulares, nem em jornais, nem em quaisquer outros escritos nenhuma proposição falsa, nem herética, nem duvidosa, nem coisa alguma contra o ensino da Igreja. Eu condeno tudo o que a Santa Igreja condena. Sigo tudo o que ela manda como Deus mesmo. Quem não ouvir e obedecer a Igreja deve ser tido como pagão e publicano. Fora da Igreja não há salvação."
Padre Cícero Romão Batista

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Homem: um ser religioso

É da experiência religiosa que nasce a fé. Desta forma a religião impregna a todas as formas de vida, principalmente, naquela que tange a espiritualidade. E neste contexto, o homem religioso acredita que Deus o criou e, portanto, sua origem provém de uma divindade.

O sobrenatural e o divino estão relacionados ao ser religioso, neles o homem busca respostas e soluções para seus problemas existenciais. Por isso a religião tem uma dimensão divina, ética e religiosa, captada muito bem por Arnold Toynbee, ao dizer que “A religião era a presença no mundo de algo espiritual maior do que o próprio ser humano”. E isso nos faz entender e acreditar, segundo Hellern, que “O homem foi criado por Deus”. Portanto, o homem por natureza é religioso, e que acima dele existe a divindade.

E nesta relação de homem e divindade, ou seja, ao que se pode chamar transcendência e imanência, o homem corresponde ao mistério, àquilo que lhe é superior às suas possibilidades e conhecimentos, usando daquilo que chamamos de cerimônias, louvando, invocando e manifestando sua gratidão a Deus, estabelecendo desta maneira um contato com o sagrado. Isso, no entanto, não se resume a uma religião, mas a muitas outras, haja vista que o ser humano é um ser religioso complexo, que dependendo de sua cultura, lugar ou necessidade busca encontrar-se com o sobrenatural.

Em relação à ética e a religião, percebe-se com freqüência que as religiões não fazem distinção entre o plano ético e o plano religioso. Nos mandamentos que Moisés deu aos judeus há os que se referem à religião: “Não terás outro deus diante de mim”, e os relativos à ética: “Não matarás”.

Evidentemente, que partindo desta situação, não há distinção entre a ética e a religião. Robert Crawford, em sua obra “O que é religião” diz que embora negando a existência de Deus os humanistas tinham em comum com as religiões uma fé na dignidade da pessoa humana e outros valores éticos.

Por isso todas as religiões procuram manter-se organizadas nomeando representantes para dirigi-las, pois dependem de estruturas que as mantenham institucionalizadas. Todavia, “Nos lugares onde várias convicções religiosas devem conviver lado a lado, a questão da organização se torna mais complicada”.

Cada religião tem em sua essência um mesmo significado, e, é, portanto, a religião que estabelece um elo que liga a humanidade ao ser divino.

A oração e o sacrifício estão estritamente ligados à existência e presença de Deus nas crenças, e, literalmente, à fé. O incentivo de um místico é um amor ardente por Deus, é uma união que dá sentido ao encontro com Deus. Nessa união, a razão e a humanização não substituem e nem resolvem os problemas existenciais do homem, pois o ser humano tem um lado obscuro, um lado místico, cujo problema a razão não pode dar soluções.

A religião é, contudo, praticada, organizada e crida partindo de cada contexto onde ela se situa, porém com um único objetivo: responder aos anseios e pobrezas humanas. É, também, aquela que dá ao homem a capacidade de sair de seu antropocentrismo, ceticismo, ou racionalismo mórbido, para uma vida de experiências de fé, de amor, de afetividade, generosidade e dignidade.



Sem.Gustavo
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