Sejam Bem-Vindos!

"É uma grandiosíssima calúnia dizer que tenho revoltas contra a Igreja. Eu nunca tive dúvidas sobre a Fé Católica, nunca disse nem escrevi, nem em cartas particulares, nem em jornais, nem em quaisquer outros escritos nenhuma proposição falsa, nem herética, nem duvidosa, nem coisa alguma contra o ensino da Igreja. Eu condeno tudo o que a Santa Igreja condena. Sigo tudo o que ela manda como Deus mesmo. Quem não ouvir e obedecer a Igreja deve ser tido como pagão e publicano. Fora da Igreja não há salvação."
Padre Cícero Romão Batista

domingo, 23 de dezembro de 2012

animação pastoral das vocações


Conhecida como “comissão um” da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada representa a atenção do episcopado brasileiro com as vocações, ministérios e a vida consagrada. Atualmente presidida por dom Pedro Brito Guimarães (foto), a Comissão tem como foco de suas ações a promoção das vocações e ministérios, bem como acompanhar os religiosos e institutos seculares.

No artigo a seguir, o assessor da Comissão, padre Deusmar Jesus da Silva, apresenta um histórico da atuação da CNBB neste campo ao longo dos últimos 60 anos.
COMISSÃO EPISCOPAL PASTORAL
PARA OS MINISTÉRIOS ORDENADOS E A VIDA CONSAGRADA
Olhando os documentos da Igreja, percebemos que o planejamento pastoral foi sempre um valioso instrumento pedagógico que a CNBB encontrou para animar e articular a ação pastoral em nível nacional e regional a partir das Igrejas locais, garantindo, ao mesmo tempo, a presença da Igreja numa sociedade em profundo processo de transformação. A primeira experiência de planejamento pastoral nasceu em 1962 com o Plano de Emergência em pleno clima conciliar. Importante observar que o Plano de Emergência já apresentava uma preocupação vocacional, pois, entre as quatro áreas prioritárias apontadas por este documento para a atuação eclesial, a segunda área denomina-se: “Para uma renovação do Ministério Sacerdotal”.

De 1966 a 1970, a Igreja no Brasil trabalhou sob as orientações do Plano de Pastoral de Conjunto. Estas orientações foram prorrogadas em 1970 e atualizadas em 1975. O Plano de Pastoral de Conjunto inaugurou o esquema das seis linhas pastorais, a saber: Linha 1: Unidade Visível; linha 2: Educação da Fé; linha 3: Ação Missionária e evangelização em setores especiais da pastoral; linha 4: Liturgia; linha 5: Ação Ecumênica e diálogo religioso; e linha 6: Presença no mundo. O setor vocacional fazia parte da linha 1, também faziam parte desta linha, o setor estruturas da Igreja, setor vida religiosa, setor institutos seculares e novas formas de vida consagrada, o setor leigos e o setor juventude.

Na segunda metade da década de 1970, encontramos nos planos bienais dentro dos vários setores da linha 1, relacionados com as vocações e ministérios,  projetos que tratam sobre: conselhos presbiterais, atualização teológica, pastoral e espiritual dos presbíteros, atualização para Bispos, capacitação de animadores vocacionais, reflexão sobre pastoral vocacional, formação para o presbiterado, reflexão sobre a força evangelizadora da vida religiosa, vida contemplativa feminina, levantamento das novas formas de vida consagrada no mundo. No final da década de 70 e início de 80, percebemos nos projetos do setor vocações e ministérios, uma preocupação com o diálogo entre teólogos e bispos, a assimilação e aplicação de Puebla e Diretrizes Gerais da Ação Pastoral, as implicações que a opção preferencial pelos pobres traz à vida e ministério dos presbíteros, o ministério da coordenação, o ministério diaconal no Brasil e os ministérios novos nas bases populares.

No início da década de 1980, a Igreja propõe uma ação pastoral a partir das seis linhas com uma nova denominação, a saber: Linha 1: Dimensão comunitária e participativa; linha 2: Dimensão Missionária; linha 3: Dimensão Catequética; linha 4: Dimensão litúrgica; linha 5: Dimensão ecumênica e de diálogo religioso; linha 6: Dimensão profética e transformadora. Os setores: Vocação e Ministérios, Leigos e Estruturas da Igreja, fazem parte da linha 1.

São atividades permanentes do setor Vocações e Ministérios: 1) Incentivar e aprofundar a compreensão da vocação cristã a ser vivenciada nas várias vocações específicas; 2) Aprofundar o sentido e acompanhar a práxis dos ministérios exercidos pelos leigos; 3) Acompanhar a Comissão Nacional do Clero; 4) Acompanhar a Comissão Nacional dos Diáconos; 5) Colaborar com a Conferência dos Religiosos do Brasil e a Conferência Nacional dos Institutos Seculares, no âmbito das respectivas conferências; 6) Apoiar os cursos para formadores de seminários e implementar juntamente com a  Organização dos Seminários e Institutos do Brasil (OSIB), encontro de formadores e outros eventos relacionados à formação nos seminários; 7) Promover a Pastoral Vocacional e acompanhar as atividades dos regionais no campo da promoção e formação vocacional; 8) Manter fraterno relacionamento com o setor Vocações e Ministérios do CELAM.

Ainda na década de 1980, o setor Vocações e Ministérios com a Comissão Nacional do Clero e as comissões regionais, promovem o primeiro Encontro Nacional de Presbíteros. Com a OSIB, são promovidos encontros com os formadores de seminários e com os bispos representantes do setor seminários nos regionais. O setor promoveu também encontros nacionais de Pastoral Vocacional, encontros de Bispos recém-ordenados, encontros nacionais das escolas diaconais, cursos de reciclagem para presbíteros diocesanos e cursos para bispos.

O setor para as Vocações e Ministérios, no início da década de 1990, assume como atividades permanentes, além das assumidas nos planos bienais da década anterior: 1º) integrar a Pastoral Vocacional no conjunto da Pastoral Orgânica, privilegiando as pastorais da Juventude, Catequese e Família, organismos (OSIB, CNC e CND), conferências (CRB e CNIS) e movimentos (SERRA); 2º) Apoiar o Conselho Nacional de Leigos no seu esforço de organização e formação; 3º) Ajudar a criar uma consciência sempre maior de um trabalho integrado entre Pastoral Vocacional, formação inicial e permanente dos presbíteros e diáconos, buscando mútuo diálogo entre organismos e conferências, tais como: OSIB, CNC, CND, CNL, CRB e CNIS. Também, no início da década de 1990 acontece o Sínodo dos Bispos sobre a formação presbiteral e à luz da exortação pós-sinodal Pastores Dabo Vobis. O setor Vocações e Ministérios empreendeu a atualização do documento 30 da CNBB, que culminou com a publicação das novas Diretrizes Básicas da Formação Presbiteral da Igreja no Brasil (Doc. 55). Os Planos Bienais do final da década desta década mudam a nomenclatura referente à comissão dos presbíteros para Comissão Nacional dos Presbíteros (CNP) e apresentam um projeto de elaboração das Diretrizes Básicas do Diaconado Permanente.

O Plano Bienal para os anos 2000 e 2001, apresenta como um dos objetivos da dimensão comunitária e participativa, aprimorar a formação de bispos, presbíteros, diáconos permanentes, leigos/as e de agentes específicos para que participem com mais eficácia da missão global da Igreja. Dentro do setor Vocações e Ministérios, acrescenta em suas atividades o contato permanente com a direção e o conselho de alunos do Colégio Pio Brasileiro e o acompanhamento e atenção aos Bispos Eméritos. Em 2003 acontece a primeira reunião ampliada do Setor Vocações e Ministérios com a participação da CND, CNP, OSIB e de representantes da CRB, CNIS e também do Conselho Nacional de Leigos (CNL).

A partir do 17º Plano Bienal (2004–2005), o Setor Vocações e Ministérios recebe uma nova denominação, a saber: Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada. No 18º Plano Bienal (2006-2007) aparece também o termo Pastoral e, a partir de então, prevalecendo até hoje, a comissão é denominada: “Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada”. Desta comissão fazem parte a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), a Conferência Nacional dos Institutos Seculares (CNIS), a Organização dos Seminários e Institutos do Brasil (OSIB) a Comissão Nacional dos Presbíteros (CNP), o Serviço de Animação Vocacional (SAV) / Pastoral Vocacional (PV), a Comissão Nacional dos Diáconos (CND) e os Bispos Novos e Eméritos.

Percebemos que, desde a fundação da CNBB, a preocupação com as vocações, ministérios e a vida consagrada esteve presente nos planos de pastoral e projetos da Igreja no Brasil. Foram muitos os Bispos, presbíteros, religiosos (as) e assessores que trabalharam no setor prestando este serviço de suma importância para a caminhada da Igreja. Sem diminuir a importância de todos os projetos e atividades de cada conferência ou organismo da comissão, para o quadriênio 2012 – 2015 queremos destacar: o Encontro Nacional para a Vida Monástica e Contemplativa, o Encontro de Bispos e Formadores sobre a experiência missionária com seminaristas, o Seminário nacional sobre a formação Sacerdotal, o Simpósio Vocacional, a rearticulação da Pastoral Vocacional no Brasil e o trabalho coordenado pela comissão para a criação da Comissão para os Bispos Eméritos.

Procurando dar continuidade ao trabalho de longos anos e articular melhor todas as forças vivas a serviço das vocações, ministérios e vida consagrada, a Comissão tem como eixo condutor: “A partir de Jesus Cristo, Verbo encarnado, à luz das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE), comprometemo-nos a ser uma Igreja servidora, que nos chama a estar com Ele, formando e enviando em missão”.
Pe. Deusmar Jesus da Silva
Assessor da CMOVC
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