Sejam Bem-Vindos!

"É uma grandiosíssima calúnia dizer que tenho revoltas contra a Igreja. Eu nunca tive dúvidas sobre a Fé Católica, nunca disse nem escrevi, nem em cartas particulares, nem em jornais, nem em quaisquer outros escritos nenhuma proposição falsa, nem herética, nem duvidosa, nem coisa alguma contra o ensino da Igreja. Eu condeno tudo o que a Santa Igreja condena. Sigo tudo o que ela manda como Deus mesmo. Quem não ouvir e obedecer a Igreja deve ser tido como pagão e publicano. Fora da Igreja não há salvação."
Padre Cícero Romão Batista

quarta-feira, 4 de maio de 2011


Dom Arlindo Furtado contra ordenação de mulheres

"A ordenação de homens casados ou de mulheres não são decisões que vem eliminar o grande problema de fundo, que é a falta de pessoas disponíveis para o sacerdócio".
Dom Arlindo subscreve, na íntegra, tudo o que a Santa Sé defende em matéria do sacerdócio. Com isto, posiciona-se contra a ordenação de mulheres para uma tarefa que segundo a Igreja Católica é exclusividade do homem. Lembrando as posições defendidas pela Igreja neste aspecto, o Bispo evoca que o sacerdote está "configurado" com Jesus Cristo, por isso a Igreja não entende que o sacerdócio se dê ministerialmente às mulheres. "É uma tradição, é um entendimento teológico da Igreja que eu não ponho em causa", afirma, explicando que ele enquanto Bispo, em estreita comunhão com a Santa Sé, não tem absolutamente nada contra um posicionamento que ele considera "claro e explícito".
Por outro lado, Dom Arlindo observa que o sacerdócio é uma vocação que ninguém exige. "É doação de Deus para o serviço da Igreja. Mesmo como homem não posso exigir da Igreja que faça de mim um sacerdote. A Igreja é que, vendo em mim as condições, a vontade e a vocação para ser sacerdote me acolhe ou não acolhe. Ninguém tem direito de exigir esse serviço à Igreja", explicou.
Dom Arlindo que já viveu na pele a falta de sacerdotes para a missão na Diocese de Mindelo, explica que essa necessidade é um problema cultural e social deste tempo e desta fase da história. "Mas será ultrapassado", perspectiva. "A ordenação de homens casados ou de mulheres não são decisões que vem eliminar o grande problema de fundo, que é a falta de pessoas disponíveis para o sacerdócio", observa, explicando que essa experiência não tem demonstrado que se possa resolver o problema, por essa via. No entender do Bispo, a falta de homens para o sacerdote "é um problema de fé, social, cultural, mas é um problema deste tempo que certamente, oportunamente, será ultrapassado".
Devoto de Nossa Senhora, Dom Arlindo entende que para as mulheres há outras tarefas também importantes, na Igreja. Segundo observa, Nossa Senhora que é a mãe dos sacerdotes, é a criatura "mais perfeita" que teve funções próprias como outras mulheres, "mas Ela não fez parte do grupo apostólico de Jesus Cristo" nem "exigiu isso e não precisou disso para ser o que é, e as mulheres não precisam necessariamente de exigir isso para manifestar a sua dignidade e a sua grandeza porque a pessoa mais digna é Nossa Senhora, e não foi sacerdote", desdramatiza.
Sem questionar essa norma da Igreja, Dom Arlindo diz que cabe a ele apenas agradecer a Deus o dom da vocação e á igreja por o ter acolhido. "Também tenho que agradecer a Deus tantos homens e mulheres que não sendo sacerdotes fazem tudo e dão tudo para que a nossa Igreja seja o que é", acrescentou.
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