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"É uma grandiosíssima calúnia dizer que tenho revoltas contra a Igreja. Eu nunca tive dúvidas sobre a Fé Católica, nunca disse nem escrevi, nem em cartas particulares, nem em jornais, nem em quaisquer outros escritos nenhuma proposição falsa, nem herética, nem duvidosa, nem coisa alguma contra o ensino da Igreja. Eu condeno tudo o que a Santa Igreja condena. Sigo tudo o que ela manda como Deus mesmo. Quem não ouvir e obedecer a Igreja deve ser tido como pagão e publicano. Fora da Igreja não há salvação."
Padre Cícero Romão Batista

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Carnaval: Origem, práticas atuais e uma visão cristã.


Por Alan Nascimento.

Durante três dias, países que celebram o carnaval como é o caso do Brasil, nação que se felicita por ter o maior carnaval do mundo, se imergem em um ambiente pecaminoso. As pessoas vão às ruas, viajam para as praias e se reúnem com os amigos para festejar. Porém na maneira como são realizadas estas festas é que se encontra o cerne do problema. Festejar não é pecado, demonstrar alegria não ofende a Deus, a ofensa feita ao divino acontece porque as pessoas celebram esta festividade sem procurarem ter uma vivencia Cristã. O carnaval passa a ser tido como uma época em que tudo vale.

Não se sabe ao certo a origem da palavra carnaval. Pode ter origem do termo “ carne vale,” que significa que o uso da carne esta liberado até o inicio da quaresma. Pode ter origem também do termo “carnem levare” que quer dizer suspender a carne, já que marca a preparação para a quaresma. Existe até a suposição de que o termo carnaval tenha surgido da expressão Domica ad Carnes Levandas, expressão utilizada pelo Papa São Gregório Magno, para sinalizar que o consumo da carne é liberado no domingo que antecede o inicio das preparações da Páscoa. A origem da palavra também pode remontar a festas pagãs, como a currus navales, que era um cortejo em homenagem ao Deus pagão Dionísio.

Desde antes da era Cristã existem relatos que mostram que já existiam festividades que se assemelhavam ao carnaval moderno. Eram comemorações em homenagem a Dionísio ou Baco, Deuses pagãos da mitologia grega e romana. Sacrifícios e encenações feitos por pessoas fantasiadas e mascaradas eram realizados para expiar os pecados e pedir fecundidade da terra. Os bacanais como ficou conhecida em Roma estas festividades, com o tempo passou a ter rituais que envolviam orgias e a embriaguez dos que delas participavam. Devido a isso no século II a.c, o senado romano resolveu combater estas festas, por considerá-las como uma ofensa a moral e ao estado.

Quando o cristianismo surgiu, a Igreja Católica encontrou estas festas e outras comemorações já incrustadas no imaginário popular da época. Como expressar alegria não é pecado a Igreja procurou cristianizar estes movimentos. Não podemos confundir este processo de evangelização com a aderência a práticas pagãs, como dizem pessoas que não possuem um profundo conhecimento das origens cristãs. O carnaval então passou a ocorrer sempre três dias antes da quarta feira de cinzas. Utilizando as palavras do prof. Felipe Aquino, “Portanto, a Igreja não instituiu essa festa; teve, porém, de a reconhecer como fenômeno existente e procurou subordiná-la aos princípios do Evangelho.”

A Igreja orienta seus fiéis a ter durante o carnaval uma profunda reflexão sobre o momento que vem a seguir, que é a preparação para a páscoa. Retiros, orações, momentos de comunhão realizados entre os amigos é como deve ser o carnaval dos católicos. A vivência na palavra de Cristo e uma melhor reflexão do evangelho deve ser a procura dos Cristãos em oposição ao comportamento das pessoas que procuram as praias, os blocos de carnaval, e a prostituição que impera nessa época. Nós católicos temos que nessa época de pecado, rezar pelas pessoas que por ignorância ou por procura de prazer carnal, cometem erros que entristecem a Deus. E através da nossa prática e dos nossos retiros, tanto em comunidade como individuais, procurar trazer a luz dos evangelhos e a luz de Deus para uma festa que está profundamente cristalizada no imaginário popular. É importante, mas uma vez ressaltar que: expressar felicidade não é pecado, promover festas e divertimentos não é errado, o erro é abandonar a palavra de Deus, para se embriagar com os vícios da carne.

É de profunda importância também compreender o sentido comercial que esta data possui hoje em dia. O consumismo estimula os gastos nessa época, as pessoas se endividam. É comum vê relatos de pessoas que deixam de comprar produtos básicos para a sobrevivência, como alimentos, para poder viajar durante o período carnavalesco. Famílias se destroem durante esta época, por comportamentos dos cônjuges, a educação das crianças é prejudicada, devido às práticas que são presenciadas pelos pequenos filhos de Deus, que crescem tendo a impressão de que o comportamento dos pais e familiares nessa época é algo normal.

Temos que rezar, procurar Deus, buscar a remissão dos pecados. É nesses momentos que a Igreja Católica mostra a sua missão de portadora da verdade, aquela que traz a luz ao mundo. A Igreja Católica como a verdadeira Igreja de Cristo é o farol que traz luz as trevas, guiando os Cristãos na procura pela comunhão com o divino.

Referências:

AQUINO, Felipe. Carnaval e o cristianismo. Canção Nova formação. Disponível em: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=11718 Acesso em: 07 março de 2011.

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