Sejam Bem-Vindos!

"É uma grandiosíssima calúnia dizer que tenho revoltas contra a Igreja. Eu nunca tive dúvidas sobre a Fé Católica, nunca disse nem escrevi, nem em cartas particulares, nem em jornais, nem em quaisquer outros escritos nenhuma proposição falsa, nem herética, nem duvidosa, nem coisa alguma contra o ensino da Igreja. Eu condeno tudo o que a Santa Igreja condena. Sigo tudo o que ela manda como Deus mesmo. Quem não ouvir e obedecer a Igreja deve ser tido como pagão e publicano. Fora da Igreja não há salvação."
Padre Cícero Romão Batista

terça-feira, 20 de março de 2012

Qual o retrato do episcopado brasileiro?


O Arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger, salienta as dificuldades e dedicação dos bispos brasileiros
O Episcopado Brasileiro é considerado o maior do mundo com 456 bispos, sendo 297 deles em atividade e 159 eméritos. Neste ano, eles se reunirão em Aparecida (SP) para a 50º edição de sua Assembleia Geral.

“Nosso episcopado é constituído, sobretudo, por pastores, que nas mais diversas situações e enfrentando imensos problemas procuram colocar em prática aquela que é a missão fundamental da Igreja e, por isso mesmo, o objetivo da ação evangelizadora da Igreja no Brasil: evangelizar”, destaca o Arcebispo Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger.

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Dom Murilo, um dos bispos mais jovens do Brasil, salienta que muitos bispos lutam contra a falta de recursos econômicos, outros se deparam com as péssimas condições sociais de grande parte de seus fiéis. Há ainda os que lamentam não ter um maior número de sacerdotes para ajudá-los, além daqueles que exercem seu ministério procurando superar as limitações da própria saúde.

“Quando ouço as histórias de meus irmãos bispos, quando tomo conhecimento dos desafios que enfrentam na Amazônia ou no interior do Brasil, nas metrópoles ou nas zonas rurais, penso comigo: Pena que nem todo mundo conhece essas histórias! São irmãos que – percebo isso cada vez mais nitidamente – amam nossa Igreja e dão sua vida por ela”, enfatiza.


Contribuição da Igreja no Brasil para o mundo

Ao se encontrar com bispos de outros países, Dom Murilo conta que eles destacam o quanto a Igreja no Brasil é viva, com grande participação do povo.

“É uma Igreja que dá um testemunho da alegria de seguir a Jesus Cristo. Sei, também, que nossos documentos são traduzidos e lidos nos demais países, e admirados por sua linha profética”, afirma o arcebispo.


CNBB e a sociedade brasileira
 

Para o Arcebispo de Salvador, é quase impossível pensar na Igreja no Brasil ou na sociedade brasileira dos últimos 60 anos sem a presença e atuação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Ele explica que após o Concílio Vaticano II (1962-1965), a CNBB procurou transformar em ação pastoral as grandes orientações daquele Concílio.

“Inserida na sociedade, a Igreja no Brasil não poderia ficar indiferente aos difíceis momentos vividos pela população – por exemplo, na época da ditadura militar; na elaboração da Constituição de 1988; por ocasião das eleições; diante dos desafios econômicos etc. A palavra dos bispos foi sempre dada à luz do Evangelho e, por isso mesmo, foi uma palavra de sabedoria, desinteressada e de orientação”, destaca.


Assembleias gerais

Com este grande episcopado distribuído num extenso território com realidades diversas, as Assembleias são momentos para maior convivência entre os bispos e discussão de assuntos de interesse comum da Igreja no país.

O tema central desta 50ª Assembléia Geral será: “Ministros e Servidores da Palavra de Deus e a Missão da Igreja hoje” – uma aplicação, para a realidade dos bispos, da Exortação Apostólica Verbum Domini, sobre “A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja”.

“A Assembleia se debruçará, também, sobre a situação dos preparativos da Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro, no próximo ano, e refletirá sobre a situação de uma série de dioceses necessitadas”, conta Dom Murilo

Será também abordado um documento sobre o Diaconato Permanente, fruto de uma Assembleia anterior, mas que precisou da aprovação da Santa Sé. Na Assembleia haverá ainda espaço às várias Comissões Episcopais, que apresentarão o resultado de seus trabalhos, sem esquecer os 50 anos do início do Concílio Vaticano II.

“Agora, não se pode negar que os momentos mais importantes de cada Assembléia são os de oração, culminando com a celebração diária da Eucaristia”, destaca o arcebispo primaz.
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