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"É uma grandiosíssima calúnia dizer que tenho revoltas contra a Igreja. Eu nunca tive dúvidas sobre a Fé Católica, nunca disse nem escrevi, nem em cartas particulares, nem em jornais, nem em quaisquer outros escritos nenhuma proposição falsa, nem herética, nem duvidosa, nem coisa alguma contra o ensino da Igreja. Eu condeno tudo o que a Santa Igreja condena. Sigo tudo o que ela manda como Deus mesmo. Quem não ouvir e obedecer a Igreja deve ser tido como pagão e publicano. Fora da Igreja não há salvação."
Padre Cícero Romão Batista

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Quem vai fazer a segurança do papa é o povo brasileiro, diz ministro

 Um dia após a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) alertar que manifestações podem ser “fonte de ameaça” à Jornada Mundial da Juventude, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, afirmou que quem irá fazer a “segurança” do Papa Francisco é o “povo brasileiro". Para Carvalho, mesmo que ocorram protestos, como os que se multiplicaram pelo país durante a Copa das Confederações, em junho, o pontífice saberá “entender” a expressão popular.

“Quem vai fazer a grande segurança do papa é o povo brasileiro, a juventude, o pessoal que está esperando com grande alegria. Se ocorrerem manifestações, e é natural que ocorram em um país democrático, nós vimos tantas agora, será absolutamente normal. E o papa é uma pessoa democrática, acostumada a viver na periferia de Buenos Aires. Vai saber entender”, disse Carvalho, antes de participar de solenidade de uma rede social criada pelo governo para debater políticas públicas para jovens.
Ponto de encontro de milhares de jovens católicos de vários lugares do mundo, a Jornada Mundial da Juventude será realizada de 23 a 28 de julho, no Rio de Janeiro. A visita do papa ao país, sua primeira viagem internacional desde que assumiu o comando da Santa Sé, será o ponto alto do evento católico. Nesta terça (16), a Abin divulgou sua avaliação de risco da jornada durante um painel de monitoramento do Centro de Inteligência Nacional, na sede da agência, em Brasília. O painel mostra seis itens que poderiam ser “fontes de ameaça” à realização do evento na capital fluminense: incidentes de trânsito, crime organizado, organizações terroristas, movimentos reivindicatórios, grupos de pressão e criminalidade comum.
O item “grupos de pressão” é o único classificado pela agência com nível vermelho de alerta. “Diante das ações dessa fonte percebidas no país nos últimos meses, associadas às ações internacionais relacionadas a grandes eventos desse teor, considerou-se tendência de manifestação positiva durante o evento”, informa o painel.
Mesmo com a advertência da agência de inteligência brasileira, o titular da Secretaria-Geral enfatizou que “ninguém vai querer agredir” o pontífice durante o evento. Para ele, os eventuais protestos durante a passagem do arcebispo de Roma pelo Brasil não terão como objetivo criticar o novo papa, e sim aproveitar a visibilidade mundial da jornada para chamar a atenção para as reivindicações populares. O ministro também não acredita que possam ocorrer conflitos entre os participantes do evento católico e manifestantes.
Carvalho disse que conversou na manhã desta terça com o governador do Rio, Sérgio Cabral, para tratar sobre os preparativos para a chegada do papa. De acordo com o ministro, Cabral não está preocupado com riscos de segurança, mas apenas com a logística do evento.
“Acabei de falar com o Sérgio [Cabral] agora por telefone. Ele está preocupado é com a logística, que é muito maluca”, relatou.
Vontade papal
Indagado sobre se o governo federal poderia vir a reduzir o efetivo policial destacado para atuar na visita do Papa Francisco diante de um pedido direto do líder da Igreja Católica, Carvalho ressaltou que o Planalto não irá tomar nenhuma atitude que desagrade ao pontífice.
Porém, observou o ministro, como a integridade física dos chefes de Estado estrangeiros que visitam o país é responsabilidade do Executivo, o governo tem procurado harmonizar as solicitações do Vaticano com o esquema de segurança local.
“Não faremos nada que não agrade ao papa, nada que entre em desacordo com ele. No entanto, estamos fazendo em harmonia com os que são responsáveis pela segurança do papa. Ele preferiu, por exemplo, desfilar em carro aberto. Entendemos que é um gesto de aproximação com a população. Alertamos, naturalmente, para riscos que podem ocorrer. Mas nada fora daquilo que é a vontade do papa”, ponderou.
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