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"É uma grandiosíssima calúnia dizer que tenho revoltas contra a Igreja. Eu nunca tive dúvidas sobre a Fé Católica, nunca disse nem escrevi, nem em cartas particulares, nem em jornais, nem em quaisquer outros escritos nenhuma proposição falsa, nem herética, nem duvidosa, nem coisa alguma contra o ensino da Igreja. Eu condeno tudo o que a Santa Igreja condena. Sigo tudo o que ela manda como Deus mesmo. Quem não ouvir e obedecer a Igreja deve ser tido como pagão e publicano. Fora da Igreja não há salvação."
Padre Cícero Romão Batista

quarta-feira, 23 de março de 2011

Vaticano publica reforma para ensino de filosofia



Segundo o prefeito da Congregação para a Educação Católica, Cardeal Zenon, muitas instituições apresentam "fragilidades" na formação em filosofia
Para combater a atual difusão de linhas de pensamento relativistas e ceticistas, “a nossa época precisa da filosofia”, salientou o prefeito da Congregação para a Educação Católica, Cardeal Zenon Grocholewski, ao apresentar, na manhã desta terça-feira, 22, na sala de imprensa do Vaticano, o decreto de reforma dos estudos eclesiais de filosofia.

O cardeal salientou que existem novas exigências na vida eclesial diante das atuais circunstâncias históricas-sociais. Segundo o secretário da Congregação para a Educação Católica, padre Charles Morerod, as faculdades eclesiais e as instituições de filosofia e teologia necessitam de uma reforma que de fato interessa. As principais novidades estão relacionadas, primeiramente, ao tempo para a conclusão do curso, que antes era de dois anos e agora passa para 3 anos de bacharelado.

As mudanças envolvem também o currículo de estudos, com destaque para o “caráter sapiencial e metafísico da filosofia, que não nega a função de outras teorias da mesma filosofia”, explica padre Morerod.

No decreto, a Congregação para a Educação Católica recomenda o favorecimento no acesso às fontes, a leitura dos autores mais significativos, que o estudo de apostilas não pode substituir, recordando que informação não é formação.

O processo de reforma foi iniciado em 2004 e o decreto foi aprovado pelo Papa Bento XVI, no dia 28 de janeiro de 2011, memória liturgica de São Tomás de Aquino.

Segundo o Cardeal Zenon, o que moveu a reforma foi a fragilidade da formação em filosofia em muitas instituições eclesiais e a ausência de precisão de pontos de referência, mas sobretudo a reforma trata dos materiais diádicos e a qualificação dos docentes.

“Esta fragilidade é também acompanhada pela crise dos estudos filosóficos em geral, numa época no qual a própria razão é ameaçada pelo utilitarismo, ceticismo, relativismo, pela busca racional do conhecimento da verdade dos problemas fundamentais da vida, pelo abandono da metafisica”, esclarece o prefeito da Congregação para a Educação Católica.

Na Encíclica Fides et ratio, João Paulo II destaca a importância da competência metafísica da filosofia para “superar a situação de crise que permeia hoje grandes setores da filosofia e para corrigir, assim, alguns comportamentos equivocados difundidos em nossa sociedade”, além de ressaltar a importância do estudo da filosofia na formação teológica.

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