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"É uma grandiosíssima calúnia dizer que tenho revoltas contra a Igreja. Eu nunca tive dúvidas sobre a Fé Católica, nunca disse nem escrevi, nem em cartas particulares, nem em jornais, nem em quaisquer outros escritos nenhuma proposição falsa, nem herética, nem duvidosa, nem coisa alguma contra o ensino da Igreja. Eu condeno tudo o que a Santa Igreja condena. Sigo tudo o que ela manda como Deus mesmo. Quem não ouvir e obedecer a Igreja deve ser tido como pagão e publicano. Fora da Igreja não há salvação."
Padre Cícero Romão Batista

sexta-feira, 25 de março de 2011

Confessionário pode ser verdadeiro lugar de santificação, diz Papa



Bento XVI destaca que Sacramento da Penitência possui valor pegógico para confessor e penitente
O Papa Bento XVI recebeu em audiência os participantes do22º Curso sobre Foro Íntimo, promovido pelo Tribunal da Penitenciária Apostólica, na manhã desta sexta-feira, 25, na Sala das Bênçãos, no Vaticano. O curso oferece subsídios aos novos presbíteros para auxiliá-los no exercício de ministrar o Sacramento da Penitência (Confissão).

O discurso do Pontífice destacou um aspecto que, na sua opinião, não seria suficientemente considerado, embora de grande relevância espiritual e pastoral: o valor pedagógico da Confissão sacramental, tanto para o penitente quanto para o confessor.

"A fiel e generosa disponibilidade dos sacerdotes em escutar as confissões indica a todos nós como o confessionário pode ser um verdadeiro 'lugar' de santificação", afirmou.

Para o penitente, a Reconciliação sacramental "é um dos momentos nos quais a liberdade pessoal e a consciência de si mesmo são chamados a se expressar de modo particularmente evidente", salienta o Santo Padre, indicando que a atual época de relativismo e menor consciência do próprio ser diminui a procura pela prática sacramental.

Além disso, o exame de consciência "educa a olhar com sinceridade a própria existência, a confrontá-la com a verdade do Evangelho e avaliá-la com parâmetros não sobretudo humanos, mas tomados da divina Revelação. O confronto com os Mandamentos, com as Bem Aventuranças e, sobretudo, com o Preceito do amor, constitui a primeira grande 'escola penitencial'", ensinou o Bispo de Roma.

Em meio ao rumor, distração e solidão de nosso tempo, a conversa com o confessor pode ser uma das poucas – se não a única – ocasiões em que se pode ser escutado verdadeiramente e em profundidade. "A íntegra confissão dos pecados educa para a humildade, o reconhecimento da própria fragilidade e a consciência acerca da necessidade do perdão de Deus e da confiança de que a Graça divina pode transformar a vida", enfatizou.

Finalmente, o penitente deve acolher os conselhos do confessor e suas exortações como forma de julgar os próprios atos no caminho espiritual e de cura interior. "Escutar as palavras 'Eu te absolvo dos teus pecados' representa uma verdadeira escola de amor e de esperança, que guia à plena confiança no Deus Amor revelado em Jesus Cristo, à responsabilidade e ao compromisso de contínua conversão".


Para o sacerdote

Bento XVI explicou que o Sacramento da Penitência educa antes de tudo o confessor, porque a missão sacerdotal é um ponto de observação único e privilegiado da Misericórdia divina. "Quantas vezes o sacerdote assiste a verdadeiros milagres de conversão, que, renovando o encontro com um acontecimento, uma Pessoa, reforçam a sua própria fé. No fundo, confessar significa assistir a tantas profissões de fé quanto são os penitentes, contemplar a ação de Deus misericordioso na história, tocar com a mão os efeitos salvíficos da Cruz e da Ressurreição de Cristo, em cada tempo e para cada homem".

O Santo Padre salienta que conhecer, visitar o abismo do coração humano, também nas suas faces obscuras, por um lado, coloca à prova a humanidade e a fé do próprio sacerdote, mas, por outro, alimenta nele a certeza de que a última palavra sobre o mal do homem e da história é de Deus, é da sua Misericórdia: "Quanto pode, pois, o sacerdote aprender de penitentes exemplares pela sua vida espiritual, pela seriedade com que conduzem o exame de consciência, pela transparência no reconhecer o próprio pecado e pela docilidade com relação ao ensinamento da Igreja e as indicações do confessor".

Em síntese, para o sacerdote – diz o Papa –, a administração do Sacramento da Penitência possibilita profundas lições de humildade e de fé, é um forte recordar da sua própria identidade sacramental. "Nunca, unicamente por força da nossa humanidade, podemos escutar as confissões dos irmãos! Se esses acorrem a nós, é somente porque somos sacerdotes, configurados a Cristo e tornados capazes de agir em seu Nome e na sua Pessoa, de tornar realmente presente Deus que perdoa, renova e transforma".

"Queridos sacerdotes, não deixem de dar oportuno espaço ao exercício da Penitência no confessionário: ser acolhido e escutado constitui também um sinal humano do acolhimento e da bondade de Deus por seus filhos", concluiu Bento XVI.
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