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"É uma grandiosíssima calúnia dizer que tenho revoltas contra a Igreja. Eu nunca tive dúvidas sobre a Fé Católica, nunca disse nem escrevi, nem em cartas particulares, nem em jornais, nem em quaisquer outros escritos nenhuma proposição falsa, nem herética, nem duvidosa, nem coisa alguma contra o ensino da Igreja. Eu condeno tudo o que a Santa Igreja condena. Sigo tudo o que ela manda como Deus mesmo. Quem não ouvir e obedecer a Igreja deve ser tido como pagão e publicano. Fora da Igreja não há salvação."
Padre Cícero Romão Batista

sábado, 17 de dezembro de 2011

Ninguém concretiza Evangelho sozinho, destaca Cantalamessa



Pregador da Casa Pontifícia, Frei Raniero Cantalamessa
A terceira pregação do frei capuchinho Raniero Cantalamessa ao Papa e aos membros da Cúria Romana aconteceu na manhã desta sexta-feira, 16, na Capela Redemptoris Mater, no Vaticano. O tema foi "até os confins da terra", destacando a primeira evangelização do continente americano.

"O que de maior aconteceu em 1492 não foi o fato de Colombo ter descoberto a América, mas sim que a América descobriu Jesus Cristo", afirmou Cantalamessa. Assim, ele recorda a grande tarefa missionária empreendida no continente americano, composta por sombras e luzes, embora essas sejam bem maiores que aquelas.

"A um mundo sem pecado, mas sem Jesus, a teologia mostrou preferir um mundo com o pecado, mas com Jesus cristo. 'Ó, feliz culpa - exclama a liturgia pascal no Exultet – que nos permitiu ter um tal e tão grande redentor'. Não deveremos dizer o mesmo da evangelização das América? A um continente sem os 'erros e sombras' que acompanharam a sua evangelização, mas também sem Cristo, quem não preferiria um continente com tais sombras, mas com Cristo? Qual cristão poderia dizer o contrário sem fazer, por isso mesmo, pouco caso de sua própria fé?", argumenta o frei.

Nesse sentido, frente ao atual desafio missionário, o pregador da Casa Pontifícia sublinhou a excessiva polarização "presente por toda a Igreja, mas particularmente aguda na América Latina", entre quem representa as almas ativa e contemplativa, entre católicos de compromisso social pelos pobres e aqueles empenhados no anúncio da fé, como se a dimensão de um excluísse a dos outros, mas não é assim.

"Há lugar para uns e para outros. Além do mais, necessitamos uns dos outros, não podendo ninguém concretizar o Evangelho integral e representar Cristo em todos os aspectos da sua vida. Cada um deveria, portanto, alegrar-se pelo fato de que outros fazem aquilo que ele não pode fazer: quem cultiva a vida espiritual e o anúncio da palavra quanto quem se dedica à justiça e à promoção social, e vice-versa. É sempre válida a admoestação do Apóstolo: 'Deixemos, pois, de nos julgar uns aos outros' (cf. Rom 14,13)".

Por fim, Cantalamessa falou da crise das vocações nas ordens religiosas. Uma das principais causas desse processo é a secularização, mas ela não é a única culpada. É, de fato, o Espírito Santo a atrair as pessoas, e ele vai lá onde é amado, convidado e esperado.

"João Paulo II exortava os religiosos e as religiosas da América Latina a evangelizar a partir de uma profunda experiência de Deus. Está aqui, creio, o ponto: uma profunda experiência de Deus. É isso que atrai as vocações e que cria as premissas para uma nova e eficaz onda de evangelização. O ditado nemo dat quod non habet - ninguém pode dar aquilo que não tem - vale mais do que nunca neste campo".
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