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"É uma grandiosíssima calúnia dizer que tenho revoltas contra a Igreja. Eu nunca tive dúvidas sobre a Fé Católica, nunca disse nem escrevi, nem em cartas particulares, nem em jornais, nem em quaisquer outros escritos nenhuma proposição falsa, nem herética, nem duvidosa, nem coisa alguma contra o ensino da Igreja. Eu condeno tudo o que a Santa Igreja condena. Sigo tudo o que ela manda como Deus mesmo. Quem não ouvir e obedecer a Igreja deve ser tido como pagão e publicano. Fora da Igreja não há salvação."
Padre Cícero Romão Batista

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Maria é inspiração para evangelização, explica Frei Cantalamessa



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O pregador da Casa Pontifícia, Frei Raniero Cantalamessa, ressalta que Maria é a portadora da Palavra ao mundo inteiro
Em sua segunda pregação no Tempo do Advento, o pregador da Casa Pontifícia, Frei Raniero Cantalamessa, disse que uma vez, num diálogo ecumênico, um irmão protestante lhe perguntou: “Por que vocês católicos dizem que Maria é a estrela da evangelização? O que fez Maria para justificar esse título?”. O pregador da Casa Pontifícia responde que Maria é a estrela da evangelização porque ela é portadora da Palavra, não para um ou outro povo, mas para o mundo inteiro.

“E não só por isso. Ela levava a Palavra em seu ventre, não com a boca. Era plena, também fisicamente, de Cristo, e O irradiava simplesmente com sua presença. Jesus saia de seus olhos, apenas no olhar uma pessoa. Quando alguém se perfuma, não precisa dizer, basta se aproximar para perceber, e Maria, especialmente no período que O carregava em seu ventre, era plena do perfume de Cristo”, salienta Frei Cantalamessa.

O primeiro a chama-la assim, de estrela da evangelização, foi o Papa Paulo VI. Ele ressaltou que “na manhã de Pentecostes, Ela presidiu com sua oração o início da evangelização, sob a ação do Espírito Santo, que a Igreja, dócil ao mandamento de seu Senhor, deve promover e cumprir, sobretudo nestes tempos difíceis mas cheios de esperança”.


Missão e contemplação

Ao continuar sua meditação sobre a evangelização ao longo da história da Igreja Católica, Frei Cantalamessa recordou que aconteceu depois da queda do Império Romano com as invasões barbaras, e salientou que ao fazer estudos históricos, como esse, é importante entender o que isso pode dizer hoje.

É interessante ver como a Igreja Católica sempre esteve aberta na acolhida a novos povos. “A diferença é que hoje as pessoas não chegam na Europa pagãos ou hereges, muitas vezes as pessoas têm uma religião bem estabelecida, consciente de si mesmo. O fato é que o diálogo não é, portanto, contrário à evangelização, mas determina o estilo”, esclarece o pregador.

A Encíclica de João Paulo II Redemptoris missio diz que “o diálogo inter-religioso faz parte da missão evangelizadora da Igreja. Em vista disso, usa como método e meio um conhecimento e esclarecimento recíproco”.

A lição mais importante que fica deste período histórico é que na Igreja não basta que existam apenas aqueles que se dediquem a contemplação, ela precisa também dos missionários.

Mas, como ensinou São Francisco de Assis, a oração e a missão são irmãs. “A oração é essencial para a evangelização porque a pregação cristã não é primordialmente um comunicação de doutrina, mas de existência. Evangeliza mais quem prega sem palavras, quem fala sem pregar”, enfatiza Frei Cantalamessa.
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