Sejam Bem-Vindos!

"É uma grandiosíssima calúnia dizer que tenho revoltas contra a Igreja. Eu nunca tive dúvidas sobre a Fé Católica, nunca disse nem escrevi, nem em cartas particulares, nem em jornais, nem em quaisquer outros escritos nenhuma proposição falsa, nem herética, nem duvidosa, nem coisa alguma contra o ensino da Igreja. Eu condeno tudo o que a Santa Igreja condena. Sigo tudo o que ela manda como Deus mesmo. Quem não ouvir e obedecer a Igreja deve ser tido como pagão e publicano. Fora da Igreja não há salvação."
Padre Cícero Romão Batista

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

O Convento: Um conceito iluminador

DSC 0480A palavra “convento” bem que pode nos ajudar a compreender melhor a vocação do frade menor. Etimologicamente ela significa “local onde se juntam os que vêm” (lat.: cum = junto, vento = vinda): o convento era aquele local onde, após um dia de trabalho e evangelização, os irmãos se encontravam para partilhar suas experiências em comunidade e terem suas forças revigoradas pelo Senhor. Assim era a comunidade franciscana em suas origens: “durante o dia, os que sabiam iam trabalhar com as próprias mãos” (1 Cel 39, 10), nem tanto pelo dinheiro mas, sobretudo, para dar bom exemplo (Test. 21), como que para evangelizar os homens, e no final do dia, retornavam para seus lugares. O convento deveria ser o lugar do encontro (tanto com os irmãos como com o Senhor) e de modo algum fechado em si: A cada manhã as misericórdias deveriam se renovar, quando os irmãos se espalhassem pelo mundo para dar testemunho de Jesus a todas as pessoas, um Jesus real e vivo, encontrado pessoalmente e como comunidade.
Posso partilhar com vocês uma experiência que eu mesmo pude fazer na Comunidade Shalom, da qual eu venho. Uma vez eu fui chamado a dar minhas férias para o Senhor, e vivi uma semana como comunidade de vida. A experiência que eles fazem e que eu também pude fazer é muito interessante e bem que poderia nos iluminar como frades em nosso próprio carisma. Porque há uma polaridade linda e essencial em nós: nossa vocação sempre será muito rica em contemplação e ação, e não se pode escolher um em detrimento do outro, com o risco de deixarmos de ser capuchinhos. No Shalom, essas duas dimensões são muito bem equilibradas, sem que haja qualquer dicotomia, porque contemplação e ação são dois lados de uma mesma realidade. Eles conseguem isso vivendo seu dia em dois grandes momentos: pela manhã se dedicam inteiramente à oração e ao silêncio, e à tarde, no centro de evangelização, às diversas formas de apostolado, desde a lanchonete às ruas e praças, utilizando-se muito também das artes. Ao fim do dia, retornam pra casa para partilhar suas experiências e dar graças a Deus.
Esse estilo de vida peculiar à vocação apostólica é também o que diferencia – ou deveria diferenciar! – um convento de um mosteiro, o frade do monge. O monge faz voto de estabilidade e sua vida é toda passada na comunidade monástica como o lugar que Deus escolheu para ele neste mundo. Mas para o frade, seu lugar é o próprio mundo, é seu claustro (SC 30, 25), pois nascemos num tempo em que o apelo da evangelização era por demais gritante. Se você deseja ser um frade menor deve desejar também corresponder ao apelo de Deus em nossos tempos, quando se faz extremamente necessária uma nova evangelização do mundo. Coragem, porque esse é nosso carisma!
Paz e Bem a todos! 
Frei Jordão Cardoso
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