Sejam Bem-Vindos!

"É uma grandiosíssima calúnia dizer que tenho revoltas contra a Igreja. Eu nunca tive dúvidas sobre a Fé Católica, nunca disse nem escrevi, nem em cartas particulares, nem em jornais, nem em quaisquer outros escritos nenhuma proposição falsa, nem herética, nem duvidosa, nem coisa alguma contra o ensino da Igreja. Eu condeno tudo o que a Santa Igreja condena. Sigo tudo o que ela manda como Deus mesmo. Quem não ouvir e obedecer a Igreja deve ser tido como pagão e publicano. Fora da Igreja não há salvação."
Padre Cícero Romão Batista

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Mensagem de Natal 2013

Brasão_Dom_Saburido

A verdadeira fé no Filho de Deus feito carne é inseparável do dom de si mesmo, da pertença à comunidade, do serviço, da reconciliação com a carne dos outros. Na sua encarnação, o Filho de Deus convidou-nos à revolução da ternura. Papa Francisco, na exortação apostólica “A alegria do Evangelho”, n. 88

Queridos irmãos e irmãs,
Sem dúvida, a novidade desse Natal de 2013, para nós e para toda a Igreja Católica, é a voz profética do papa Francisco. Na exortação apostólica Evangelii Gaudium, ele atualiza para nós as palavras do anjo aos pastores de Belém: “Eu vos anuncio uma grande alegria” (cf. Lc 2,10). O papa retoma o anúncio do Natal, não como repetição do nascimento de Jesus e, sim, como atualização da sua vinda entre nós, a trazer-nos o seu reino de alegria, justiça e paz, em meio às contradições do mundo. Para nós, a memória do nascimento de Jesus, em Belém, deve nos levar a um novo nascimento pascal, em nosso caminho de conversão cotidiana. Infelizmente, muitos cristãos transformaram essa dimensão de Advento do Reino apenas em uma celebração sentimental do Natal, como se se tratasse de uma repetição do nascimento de Jesus. Enzo Bianchi, prior do Mosteiro de Bose (Itália), chama isso de “ingênua regressão devota que empobrece a esperança cristã”.
Ao contrário, o papa Francisco nos convida a vivermos hoje a espiritualidade do Natal, assumindo a humanidade como Jesus. Convida-nos a nos abrir, cada vez mais, a todas as pessoas que encontramos e a elas manifestar, pelo nosso modo de ser, “a bondade e a simpatia do nosso Deus” (Tito 3, 3-7). Para isso, temos de dar o testemunho de uma Igreja mais simples, pobre e verdadeiramente “em saída”. Desde que nasceu, Jesus viveu o que o Novo Testamento chama de kénosis (esvaziamento de si mesmo). Fez-se pobre e pequeno, até a morte e morte de Cruz (cf. Fl 2,5ss).
A nossa arquidiocese é chamada a retomar sua história de Igreja em missão, especialmente a partir dos pequeninos e a inserir-se nos problemas sociais e humanos de nossa realidade. Nesse Natal, como pastor da Igreja de Olinda e Recife, renovo o meu compromisso de servir a todos vocês, como “irmão e companheiro nas aflições e no testemunho do reino” (Ap 1,9).
Comprometo-me a sempre mais manifestar o jeito de irmão e servidor junto com vocês todos/as, mais do que o de chefe e líder da porção do povo de Deus a nós confiado. Contem comigo, para animá-los nos momentos de desânimo, confortá-los nas dificuldades e encorajá-los no caminho do reino. Que, nesse Natal, as pessoas possam ver que, realmente, o Verbo se fez carne pelo fato de que nós, padres, diáconos, religiosos/as e todos os cristãos, nos tornamos pessoas tão verdadeiramente impregnadas de humanidade que só mesmo sendo cheios/as da presença divina. Feliz Natal e próspero Ano Novo para todos vocês.
Dom Antônio Fernando Saburido, OSB
Arcebispo Metropolitano de Olinda e Recife
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