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"É uma grandiosíssima calúnia dizer que tenho revoltas contra a Igreja. Eu nunca tive dúvidas sobre a Fé Católica, nunca disse nem escrevi, nem em cartas particulares, nem em jornais, nem em quaisquer outros escritos nenhuma proposição falsa, nem herética, nem duvidosa, nem coisa alguma contra o ensino da Igreja. Eu condeno tudo o que a Santa Igreja condena. Sigo tudo o que ela manda como Deus mesmo. Quem não ouvir e obedecer a Igreja deve ser tido como pagão e publicano. Fora da Igreja não há salvação."
Padre Cícero Romão Batista

terça-feira, 3 de julho de 2012

Vaticano e o Holocausto: Papa Pio XII restituído à história

Maurizio Fontana
LOsservatore Romano


“Enquanto todo o material importante não estiver à disposição dos estudiosos, este tema permanecerá aberto para ulteriores averiguações”: talvez seja esta, entre linhas, a verdadeira novidade substancial de uma mudança que deu a volta ao mundo.

O Museu de Yad Vashem – dedicado à história do shoah – substituiu de fato a controversa legenda abaixo da fotografia de Pio XII que definia “ambíguo” o comportamento do Papa face ao extermínio dos judeus.

Em 1º de julho, o site do museu anunciou que “ recentemente, seguindo as recomendações do Instituto Internacional para a Pesquisa sobre o Holocausto do Yad Vashem, foi atualizado o painel relativo às atividades do Vaticano e do Papa Pio XII na época bélica. Tal atualização reflete as pesquisas feitas nos últimos anos e apresenta um quadro mais complexo em relação ao precedente. Contrariamente a quanto referido – ressalta o comunicado – a modificação não é o resultado de pressões exercidas pelo Vaticano”.

Assim, antes de tudo, o painel muda o título: já não mais “Pio XII e o Holocausto” e sim “O Vaticano e o Holocausto”. Na primeira parte do texto desaparece uma frase que, a propósito da concordata entre Santa Sé e Alemanha de 1933, afirmava: “significou reconhecer o regime racista nazi”.

A nova legenda ressalta ao contrário que “A reação de Pio XII, Eugenio Pacelli, ao assassinato dos judeus durante o Holocausto é objeto de controvérsia entre os estudiosos“.

A diferença de perspectiva é substancial. A controvérsia acerca do papel do Pontífice durante as perseguições nazis em relação aos judeus ainda está longe de ser fechada. Mas o trecho deve ser assinalado como qualitativamente relevante.

Do terreno da ideologia parece que se consiga passar para o da avaliação histórica: “durante os últimos anos – lê-se no comunicado do museu – novas pesquisas, baseadas em parte na abertura de coleções de arquivo como os documentos de Pio XI (até 1939), mas também sobre outras informações, incluídas as que foram apresentadas no laboratório acadêmico internacional “Pope Pius XII and the Holocaust. Current State of Research” que aconteceu em Yad Vashem em 2009 [estão prestes a ser publicadas as atas do congresso], esclareceram algumas questões, deixando contudo abertas muitas outras. Só quando se puder dispor de todo o material será possível ter um quadro mais completo (…) O Yad Vashem aguarda ansioso o dia no qual os arquivos vaticanos estarão abertos aos pesquisadores, para que se possa chegar a uma compreensão mais clara dos acontecimentos”.
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