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"É uma grandiosíssima calúnia dizer que tenho revoltas contra a Igreja. Eu nunca tive dúvidas sobre a Fé Católica, nunca disse nem escrevi, nem em cartas particulares, nem em jornais, nem em quaisquer outros escritos nenhuma proposição falsa, nem herética, nem duvidosa, nem coisa alguma contra o ensino da Igreja. Eu condeno tudo o que a Santa Igreja condena. Sigo tudo o que ela manda como Deus mesmo. Quem não ouvir e obedecer a Igreja deve ser tido como pagão e publicano. Fora da Igreja não há salvação."
Padre Cícero Romão Batista

domingo, 13 de novembro de 2011

Secretário da Juventude Missionária fala da CF2013 sobre a juventude

padre_marcelo_gualbertoJMO secretário nacional da Pontifícia Obra da Propagação da Fé e Juventude Missionária, padre Marcelo Gualberto, comentou a seleção do tema da Campanha da Fraternidade de 2013, “Fraternidade e Juventude”, escolhida no último dia 15, durante a reunião do Conselho Episcopal de Pastoral, reunido na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília.
“Como toda sociedade, percebemos a importância da juventude ser colocada em pauta, diante das mais diversas realidades nas quais estamos vivendo e que urge uma reflexão de todos os âmbitos da sociedade”, afirmou o secretário sobre a escolha.
Esta será a segunda vez que a Juventude estará na pauta de discussões de uma Campanha da Fraternidade. A primeira aconteceu em 1992, quando o tema da Campanha foi “Juventude, caminho aberto”. O objetivo geral da Campanha era: “Que a Igreja e as pessoas de boa vontade se comprometam com a juventude, como agente de uma nova evangelização e como força transformadora da Igreja e da sociedade”.
De acordo com Gualberto, 19 anos depois, quando a Juventude volta a entravar uma campanha tão importante como a da Fraternidade, as discussões deverão ocupar outra ordem. “Os jovens não são mais arrebatados por grandes questões de ordem, na linha capitalismo versus comunismo ou rebeldia versus caretice”, afirmou. Segundo ele, de olho no futuro, os jovens “estão mais interessados naquilo que pode afetar sua felicidade de forma concreta. Não à toa, acham que a educação é muito importante. E preocupam-se com os fatores que podem ameaçar seus sonhos: a violência, da qual são as maiores vítimas, e o desemprego, capaz de minar a conquista da autonomia”, justificou padre Marcelo.
A Igreja, de modo particular no Brasil, tem reconhecido o protagonismo da juventude, afirmou ainda. Para ele, não foi a partir de agora que a Igreja passou a olhar para os jovens, mas vem de longa data e ganhou força com figuras como o beato João Paulo II e a confiança depositada neles.
“A figura de grandes santos modernos como o beato João Paulo II contribuiu para aproximar a juventude da Igreja. Podemos dizer que os jovens têm o seu jeito diferente de ser e agir e que na maioria são abertos em aceitar a Palavra de Deus, da Igreja e dos sacerdotes, basta ganhar a confiança deles”, destacou.
Pontifícias Obras Missionárias e CF-2013
Como a Campanha Missionária de cada ano, desenvolvida pelas Pontifícias Obras Missionárias (POM) do Brasil sempre dá uma transversalidade missionária ao tema abordado pela CF, em 2013, segundo Gualberto, as POM deverão também aproveitar “para conscientizar todos os jovens, não só da juventude missionária animada pelas POM, em abraçar sua missão, não só a missão local, na comunidade, paróquia ou diocese, mas a missão universal”. Ele ressaltou que a JM poderá contribuir e muito com desenvolvimento da CF-2013, por meio do “compromisso com as realidades sofredoras de outros jovens espalhados pelo mundo”.
Leia entrevista na íntegra, abaixo:
Foi escolhida a temática da Campanha da Fraternidade de 2013, “Fraternidade e Juventude”. Como secretário nacional da Pontifícia Obra da Propagação da Fé e Juventude Missionária, o que o senhor achou da escolha?
Com certeza enquanto juventude missionária do Brasil, acolhemos com muita alegria e disposição. Sem sombra de dúvida temos muitos temas pertinentes em nossa sociedade que deveriam ser também contemplados com uma campanha da fraternidade, que mexe não só com a Igreja, mas com toda sociedade, mas percebemos a importância da juventude ser colocada em pauta, diante das mais diversas realidades nas quais estamos vivendo e que urge uma reflexão de todos os âmbitos da sociedade.
É-nos notório, que nas drogas, nas violências, prostituição, desemprego, Tráfico de pessoas e outras realidades sociais, mais da metade das pessoas envolvidas estão na faixa de 15 a 24 anos, considerados a faixa Jovem para as Nações Unidas.
Algo que reforça ainda a escolha desta Campanha é que no Brasil nos próximos 5 anos teremos dois grandes eventos que envolvem uma grande massa juvenil, a Copa do Mundo de futebol de 2014 e as Olimpíadas de 2016 podendo até ter um terceiro, a Jornada Mundial da Juventude.
Assim esta CF 2013 nos ajudará refletir o tema da juventude e como toda campanha da Fraternidade nos apontará meios para melhorar esta realidade.
Na mudança de época em que vivemos o que é mais importante discutir hoje sobre juventude?
Tudo, claro que generalizar não se responde, mas vejo uma crescente mudança em todos os âmbitos, algumas boas e outras ruins e isso penetra no jovem de toda sociedade uma vez que, o jovem é uma constante da sociedade brasileira.
Talvez tem alguns assuntos que não poderiam ficar de fora e que estariam voltados ao protagonismo juvenil aí deve se trabalhar, penso eu, temas como políticas públicas para os jovens, porque aqui entraria todo o âmbito social do jovem, meios de comunicação que hoje mais da metade da população juvenil tem acesso entre outros temas e claro a relação do jovem com Deus nesta pós-modernidade.
O senhor acredita que a escolha da temática Juventude se deve em parte pela articulação dos jovens no Brasil que recolheram mais de 300 mil assinaturas pedindo a discussão do tema numa Campanha da Fraternidade?
Claro que tem o seu valor, mas se teve esta mobilização, e aqui deve ser ressaltado foi quase que simplesmente articulado via redes sociais, é porque há um interesse comum da sociedade, então não é uma escolha de A, B ou C, mas de uma grande parcela que vê na campanha com o tema juventude uma oportunidade de reflexão para melhores ações diante de uma realidade muitas vezes sofrida e desafiadora que nossos jovens vem vivendo.
Em 1992, quando a Campanha da Fraternidade teve como temática ‘Juventude, caminho aberto’, o objetivo geral da Campanha era: “Que a Igreja e as pessoas de boa vontade se comprometam com a juventude, como agente de uma nova evangelização e como força transformadora da Igreja e da sociedade”. Hoje, numa época totalmente diferente, o que o senhor acredita que deve ser priorizado no desenvolvimento da Campanha?
Os jovens brasileiros têm fé em seu potencial de mudar o mundo. Nada menos que 58% deles acreditam, e muito, nesse ideal – é o que mostra uma pesquisa recém-concluída com 3.500 pessoas de 15 a 24 anos de 198 cidades. Patrocinado por várias instituições, tendo à frente o Instituto Cidadania, o estudo Perfil da Juventude Brasileira radiografa o modo de vida e as expectativas dos mais de 50 milhões de cidadãos do país nessa faixa etária. Os dados, contudo, revelam que as mudanças almejadas pelo jovem de hoje são diferentes daquelas pelas quais as gerações passadas lutaram.
Enquanto seus pais queriam revolucionar a política e os costumes, a juventude de agora já não precisa combater a ditadura nem se sente sufocada pela família. Ela está mais à vontade com os códigos sociais e as tradições à sua volta: 99% acreditam em Deus e 60% nem pensam em sair da casa paterna. Seriam esses sinais de que se trata de uma geração conservadora? Os pesquisadores discordam. "Os rebeldes de todas as épocas são uma minoria. Se fosse feita uma comparação com a média dos jovens de épocas passadas, descobriríamos provavelmente que os de hoje têm a cabeça mais aberta", diz o cientista político Gustavo Venturi, coordenador da pesquisa. O que se pode afirmar com certeza é que se está diante de uma geração que trocou a utopia pelo pragmatismo. Os jovens não são mais arrebatados por grandes questões de ordem, na linha capitalismo versus comunismo ou rebeldia versus caretice. De olho no futuro, estão mais interessados naquilo que pode afetar sua felicidade de forma concreta. Não à toa, acham que a educação é muito importante. E preocupam-se com os fatores que podem ameaçar seus sonhos: a violência, da qual são as maiores vítimas, e o desemprego, capaz de minar a conquista da autonomia.
O fantasma que mais assusta é mesmo a violência. Segundo a pesquisa, quase a metade dos jovens do país perdeu pessoas de sua convivência em razão dela – na maioria das vezes, foram amigos vítimas de assassinato. Não só isso: 20% deles já sofreram assaltos e 42% manusearam armas de fogo. Esse quadro periclitante corrobora as estatísticas: os jovens estão mais expostos à violência que qualquer outro estrato social. De acordo com um mapeamento da violência no país recém-lançado pela Unesco, os homicídios respondem por 40% dos óbitos entre os jovens de 15 a 24 anos, enquanto no restante da população essa taxa é de 3,3%. Representam, de longe, a maior causa de mortes na juventude. O problema atinge principalmente os garotos.
Neste trecho de uma pesquisa se mostra um pouco por onde deveremos caminhar não podemos nos esquivar da realidade.
Como a Juventude Missionária do Brasil pode se articular para contribuir com o desenvolvimento da Campanha da Fraternidade de 2013?
Com certeza a Juventude Missionária quer somar com as outras expressões juvenis que compõem a Comissão Episcopal para Juventude. Sabemos que esta Comissão será responsável de uma grande parte na articulação para fazer a Campanha acontecer, claro que não é a Campanha da Comissão da Juventude, mas a Campanha é de toda a Igreja que escolheu o tema juventude, e como Igreja nós Juventude Missionária iremos abraçar com entusiasmo juvenil esta Campanha assim como temos abraçado as outras Campanhas da Fraternidade e, se nossa experiência puder somar para que a CF 2013 produza mais frutos, com certeza nos colocamos à inteira disposição.
Com a temática para a Juventude, as Pontifícias Obras Missionárias (POM) poderão desenvolver a Campanha Missionária do mesmo ano para a Juventude ou Juventude Missionária?
A Campanha Missionária que é promovida pelas Pontifícias Obras Missionária sempre vem dar uma transversalidade missionária ao tema abordado pela Campanha da Fraternidade, assim com certeza queremos aproveitar desta oportunidade para conscientizar todos os jovens, não só da juventude missionária animada pelas POM, em abraçar sua missão, não só a missão local, na comunidade, paróquia ou diocese, mas a missão universal, levar os jovens a perceber e se comprometerem com as realidades sofredoras de outros jovens espalhados pelo mundo. Assim, a experiência da Juventude Missionária poderá contribuir para que possamos alcançar o objetivo.
Na sua 49ª AG a CNBB transformou o Setor Juventude em Comissão Episcopal para a Juventude e, pouco mais de um mês depois, escolheu a Juventude como temática de uma Campanha da Fraternidade. Para a JMJ-2011, em Madri, a Igreja tem se esforçado para levar a sua maior delegação da história numa Jornada da Juventude com o papa, com  mais de 12 mil inscritos. Significa que a Igreja no Brasil tem a juventude como prioridade? O que quer dizer?
A Igreja sempre demonstrou um grande apreço pela juventude, tudo bem que às vezes isso ficava muito nos documentos e nas cartas pastorais, mas se pode crer que já algum tempo tem sim buscado sentir os jovens, e a partir daí fazer com que eles realmente entrem na barca e se tornem também protagonistas de um nova evangelização.
A figura de grandes santos modernos como o Beato João Paulo II contribuiu para aproximar a juventude da Igreja.
Muitas vezes os jovens eram taxados que gostavam só do “oba – oba”, e que na hora de pegar firme na fé escapavam lentamente, mas se foi percebendo que era preciso ter metodologias diferentes se quisessem atrair os jovens; a Igreja reconheceu isso, incentivou e, por consequência, vemos sim o comprometimento dos jovens quando a Igreja confia trabalhos a eles, e que fazem com tanta dedicação.
Portanto, podemos dizer que os jovens têm o seu jeito diferente de ser e agir e que na maioria são abertos em aceitar a palavra de Deus, da Igreja e dos sacerdotes, basta ganhar a confiança deles, assim se tornam verdadeiros discípulos e missionários de Jesus.
Por Fúlvio Costa, assessor de imprensa das Pontifícias Obras Missionárias (POM).
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