Sejam Bem-Vindos!

"É uma grandiosíssima calúnia dizer que tenho revoltas contra a Igreja. Eu nunca tive dúvidas sobre a Fé Católica, nunca disse nem escrevi, nem em cartas particulares, nem em jornais, nem em quaisquer outros escritos nenhuma proposição falsa, nem herética, nem duvidosa, nem coisa alguma contra o ensino da Igreja. Eu condeno tudo o que a Santa Igreja condena. Sigo tudo o que ela manda como Deus mesmo. Quem não ouvir e obedecer a Igreja deve ser tido como pagão e publicano. Fora da Igreja não há salvação."
Padre Cícero Romão Batista

quarta-feira, 13 de julho de 2011

O meio-dia e os Padres do Deserto





A literatura também se preocupou em escrever e descrever sobre o meio-dia. Encontramos a interpretação do sentido do meio-dia nos Padres do Deserto. Interpretando o salmo 91,6 que se refere a “peste que caminha na treva” e “epidemia que devasta ao meio-dia”, os Padres do Deserto associaram ao que denominaram de “demônio do meio-dia”
Para Padres do Deserto o demônio do meio-dia era o sentimento da acídia (akidía). Este termo grego pode ser traduzido como: desânimo, tédio, desengano, desgosto pelas coisas espirituais, abatimento, cansaço. A acídia provoca desestabilidade, inconstância, aversão a tudo que se encontra ao seu redor, murmuração e a perda da alegria de viver. A acídia atingia o asceta quando este, depois de ter sentido várias vezes a consolação divina, passava por uma sensação de inutilidade, pondo em dúvida todo o seu itinerário espiritual percorrido. Às vezes o “demônio do meio-dia” incitará esse homem casto e sóbrio a “recuperar o tempo perdido” na área da sensualidade ou das bebidas mais pesadas” (LELOUPE,2003, p.95).
demônio do meio-dia é o demônio que reúne todos os demônios. É uma das tentações mais radicalmente sutis: apresenta-se, passado oprimeiro entusiasmo e dinamismo do caminho espiritual, como cansaço e futilidade. A oração parece inútil e improdutiva; a prática da misericórdia fraterna parece tão longínqua como antes, encadeada aos defeitos do temperamento e do egoísmo. As paixões parecem reaparecer constantemente, sob novas formas. O espírito, cansado, insensível e opaco. A simbologia mística usou inumeráveis símbolos para expressar essa experiência clássica da maturidade humana e espiritual: a secura, a aridez, o deserto, o êxodo, a noite... Em tudo isso, a tentação fundamental consiste em ir recuperando, pouco a pouco e insensivelmente, o que foi entregue a Deus, no começo, pleno de generosidade e numa entrega total.(Sophia Perennis, 2011)
João Cassiano, um dos famosos monges do Deserto, escreveu sobre o demônio que atingia os monges na hora sexta causando-lhe vários malefícios, associando-o a preguiça e a tristeza:
Nossa luta é contra o sexto espírito de preguiça, que é ligado espírito de tristeza e ele funciona, e isso é um terrível e pesado demônio, sempre pronto a dar a batalha para os monges. Recai sobre o mongena sexta hora, causando-lhe angústia e calafrios, causando ódio em direçãao lugar onde ele está e contra os irmãos que vivem com ele e sobre seu trabalho e sua leitura das Escrituras Sagradas. Ele também sugeriu a idéia de um outro lugar e a idéia de que se você nãmudar, tudo vai fadiga e perda de tempo. Além disto, você terá a fome ao redor do meio-dia, como a fome nãacontece após três dias de jejum, de uma viagem longa ou fadiga extrema. Depois de vários pensamentos irãsurgir, como que nunca consegue se livrar deste mal ou de peso, caso ele nãfreqüentemente visitam este irmão, para ganhar uma vantagem, é óbvio, ou visitando os doentes. Quando o monge nãestá vinculado por estes pensamentos, entãomergulhado em um sono profundo, tornando-se ainda mais violento e forte sentimento contra ele, e nãse assuste se nãfor através da oração , evitando o lazer com a meditação da palavra divina e resistência à tentação. Porque se esse espírito nãencontrar o monge defendida por essas armas, acerta com suas flechas e torna-se instável, agitado, ele se torna lento e preguiçoso, induzindo-a viajar vários mosteiros, nãse preocupando, nãprocuram nada além de lugares onde comer e beber bem. Porque o espírito de preguiça só pensa no presente ou no entusiasmo que vem dessas coisas. E, neste ponto, o diabo envolve em assuntos mundanos, e pouco a pouco nos envolvemos com essas ocupações perigosas, até que o monge rejeita completamente seus votos monásticos (Apud: SOPHIA PERENIS,2011 )
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