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"É uma grandiosíssima calúnia dizer que tenho revoltas contra a Igreja. Eu nunca tive dúvidas sobre a Fé Católica, nunca disse nem escrevi, nem em cartas particulares, nem em jornais, nem em quaisquer outros escritos nenhuma proposição falsa, nem herética, nem duvidosa, nem coisa alguma contra o ensino da Igreja. Eu condeno tudo o que a Santa Igreja condena. Sigo tudo o que ela manda como Deus mesmo. Quem não ouvir e obedecer a Igreja deve ser tido como pagão e publicano. Fora da Igreja não há salvação."
Padre Cícero Romão Batista

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Como fazer avançar a nova evangelização?




Pontifícias Obras Missionárias
Padre Camilo Pauletti acredita que a melhor forma de perpetuar o anúncio da Boa Nova é dar testemunho
No mês em que o Papa Bento XVI reza por um avanço da nova evangelização nos países de antigo cristianismo, surge um momento de reflexão sobre o que é a nova evangelização e as dificuldades que a impedem de alcançar todos os povos. O mundo mudou e, da mesma forma, a evangelização precisa se adaptar para anunciar o Evangelho a todas as criaturas, conforme o mandato deixado por Cristo.

Alguns lugares, porém, ainda não se abriram plenamente aos novos métodos de evangelização, de forma que o uso de uma linguagem moderna e a participação inclusive dos leigos na ação missionária nem sempre é algo compreensível de imediato.

Mas não só nesses lugares a nova evangelização encontra entraves. Para o pároco da paróquia São Francisco, em Guaratinguetá (SP), padre Matusalém Gonçalves, que também é assessor da Comissão Missionária Diocesana (COMID), essas dificuldades aparecem de forma geral.

"Isso porque as pessoas estão parando muito pouco para escutar a Palavra de Deus; estão escutando mais aquilo que o mundo oferece. Mas nós temos que insistir, não podemos parar. A insistência tem que ser constante; é o pedido do Papa e da Igreja”, disse.

Avanço da nova evangelização


Padre Matusalém acredita que o avanço da nova evangelização se dará a partir da sua realização em pequenos grupos, buscando as pessoas, sem esperar que elas venham até a Igreja. “É preciso, como o próprio documento de Aparecida nos lembra, pequenas comunidades, pequenas paróquias, ir ao encontro do povo. Nós não podemos esperar mais que as pessoas venham até a Igreja, nós temos que ir atrás delas”.

Para além desse processo de busca, outra forma de fazer com que a nova evangelização tenha um largo alcance pode estar na própria pessoa empenhada nessa missão.

O diretor das Pontifícias Obras Missionárias (POM), padre Camilo Pauletti, acredita que não há uma fórmula exata para todas as situações, mas acredita que a chave de tudo está no testemunho.

“Eu vejo que a melhor forma de a gente poder fazer chegar esse anúncio da Boa Nova é o testemunho da gente, é marcar presença; é a palavra, mas também o gesto, a solidariedade, o desprendimento, saber ser gratuito diante de Deus e manifestar isso com a vida da gente. Aproximar-se daqueles que estão afastados, dos pobres, dos que sofrem, dos doentes, dos que estão em depressão, dos que não têm ninguém que olhe por eles”.

Porém, o padre explicou que isso envolve uma preparação. A pessoa deve buscar formação, rezar muito, preparar o espírito, confiar no Espírito Santo. O sacerdote destacou ainda que o pedido do Papa sobre a nova evangelização envolve não somente atingir as pessoas que não conhecem Cristo, mas evangelizar os cristãos católicos batizados que não vivem essa proposta do Evangelho.

Papel dos missionários 

Além da preocupação com o avanço da nova evangelização, o Papa reza em outubro para que o Dia Mundial das Missões, celebrado neste domingo, 21, possa ser uma ocasião para reafirmar o compromisso com a evangelização.

Embora exista um mês e até um dia especial para comemorar a ação missionária, ambos os padres enfatizaram que esta é apenas uma ocasião de lembrança, já que a missão acontece durante todo o ano.

“Todo cristão batizado tem um papel de evangelizador, de anunciar, de testemunhar, Agora, nesse final de semana, o penúltimo domingo no mês de outubro, é um dia especial, porque a Igreja em todo o mundo faz a sua oração, mas também a sua oferta econômica. É um momento de motivar as pessoas para doarem um pouco de si para o trabalho missionário no mundo", explicou padre Camilo.

Para o sacerdote, o desafio que deve ser vencido a fim de renovar o compromisso com a evangelização e fazê-la avançar é justamente o "dar testemunho", ser grato a Deus e conhecer a Palavra.

“Muita gente não conhece o Evangelho de forma profunda para poder viver. O desafio é conhecer a proposta de Jesus, encarná-la dentro da gente e depois expressá-la, não só nas palavras, mas nos gestos (...) com o testemunho da vida da gente, principalmente com aqueles que precisam mais”, finalizou padre Camilo. 

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