Sejam Bem-Vindos!

"É uma grandiosíssima calúnia dizer que tenho revoltas contra a Igreja. Eu nunca tive dúvidas sobre a Fé Católica, nunca disse nem escrevi, nem em cartas particulares, nem em jornais, nem em quaisquer outros escritos nenhuma proposição falsa, nem herética, nem duvidosa, nem coisa alguma contra o ensino da Igreja. Eu condeno tudo o que a Santa Igreja condena. Sigo tudo o que ela manda como Deus mesmo. Quem não ouvir e obedecer a Igreja deve ser tido como pagão e publicano. Fora da Igreja não há salvação."
Padre Cícero Romão Batista

segunda-feira, 29 de abril de 2013

REFLEXÕES SOBRE O QUE É FELICIDADE


    Se acaso hoje fosse questionado acerca do que é a felicidade, diria que é algo inexplicavelmente perturbador! Sim, perturbador! É justamente a “força” que nos incita à busca concreta da realização de tantos ideais. Ideais que nos servem de “guias”, com os quais trilhamos nosso caminho sobre a face da terra.
            Felicidade é quem sabe aquilo que nos motiva, nos impulsiona a revertermos tantos “quadros penumbres” na parede de nossa fugaz existência, nas mais belas e expressivas representações. A felicidade representa o momento exato em que o nosso espírito contempla a perfeição – mesmo sendo esta apenas passageira, cá na terra. A felicidade é conjunto! Mas, paradoxalmente, é também unidade!
            Felicidade é exatidão momentânea! É o minuto despercebido! Felicidade é quando nos abraçamos e, ao sentir o outro a nos tocar, desperta em nós uma sede de infinito. Felicidade é a possibilidade do encontro. É, quiçá, a narrativa mais real e concreta daquilo que tanto almejamos e enfim possuímos. Felicidade é a “inverbalização” do ontos. A felicidade se traduz na capacidade humana da plena realização, pois, todo nosso peregrinar só terá finitude na “transdimensionalidade”. Paradoxo ao entendimento humano! Loucura para os descrentes! Mas, a vida nada mais é do que pura contradição! Não há maior contradição do que viver em “preparação” à ausência da vida: a morte!
            Felicidade é o suspiro dado! O alívio sentido! O amor expressado! Felicidade é a maneira pela qual o homem diz a si mesmo: vale a pena viver! Felicidade é o desfecho histórico mais perfeito, mais sublime! Felicidade é a memória constante e insistente do que foi bom e merece ser re-vivido!
            Que mais poderia se dizer? Felicidade é a oportunidade de findar-nos nos braços de quem amamos e, nos esquecendo de nós mesmos, podermos nos encontrar naquele por quem palpita o nosso coração. Felicidade é a atitude do vivente em resposta tão eloqüente aos apelos e subterfúgios dos que não amam, nem querem ser amados!
            Felicidade é contemplar face à face a quem amamos e, num único desejo, rendê-lo em nosso abraço. Felicidade é a banalização da realização! Felicidade é o critério perspicaz para se pensar se é isto ou aquilo. Felicidade é o que no momento estou sentindo! E isso é só!

Luiz Felipe P. de Melo.
24/09/2011
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