Rio de Janeiro, Brasil, 08 abr 2011 (Ecclesia) – O arcebispo do Rio de Janeiro, Orani João Tempesta, condenou o atentado que matou 10 crianças e feriu outras 18 numa escola da cidade, esta quinta-feira, afirmando que o ataque feriu “todos os cariocas”. ”O atentado a tiros contra alunos, alunas, funcionários e outras pessoas”, que resultou “em mortos e com a consequente morte do atirador, feriu não só aqueles que foram atingidos, mas também a todos os cariocas”. Em nota publicada no site oficial da Conferência Nacional de Bispos do Brasil (CNBB), o responsável católico manifesta o seu repúdio pelo ato ocorrido na Escola Municipal Tasso da Silveira. “Como pastor desta arquidiocese, lamento profundamente o acontecido, rezo e uno-me à dor de todos os que foram vitimados, pais, familiares e amigos”, escreve Orani João Tempesta. O ataque foi perpetrado por um jovem de 23 anos, Wellington Menezes de Oliveira, ex-aluno da escola Municipal Tasso da Silveira, na zona oeste do Rio de Janeiro, que se viria a suicidar. “Peço ao Senhor Jesus, neste tempo de Quaresma, que a todos conforte e envio também uma bênção especial, pedindo a Deus que tal fato não volte a acontecer em nossa cidade”, conclui o arcebispo do Rio de Janeiro. Em Portugal, o presidente da República enviou uma mensagem à sua homóloga brasileira, manifestando “profunda consternação” diante do que classificou como “trágicos acontecimentos”. |
Páginas
Sejam Bem-Vindos!
"É uma grandiosíssima calúnia dizer que tenho revoltas contra a Igreja. Eu nunca tive dúvidas sobre a Fé Católica, nunca disse nem escrevi, nem em cartas particulares, nem em jornais, nem em quaisquer outros escritos nenhuma proposição falsa, nem herética, nem duvidosa, nem coisa alguma contra o ensino da Igreja. Eu condeno tudo o que a Santa Igreja condena. Sigo tudo o que ela manda como Deus mesmo. Quem não ouvir e obedecer a Igreja deve ser tido como pagão e publicano. Fora da Igreja não há salvação."
Padre Cícero Romão Batista
Padre Cícero Romão Batista
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Brasil: Arcebispo condena atentado em escola
Papa envia mensagem ao povo do Rio de Janeiro e se diz consternado com atentado contra crianças
O papa Bento XVI enviou um telegrama, na manhã de hoje, 8, ao arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani João Tempesta, no qual se diz “profundamente consternado pelo dramático atentado realizado contra crianças indefesas”, no bairro de Realengo (RJ). O telegrama foi enviado por meio do secretário de Estado, o cardeal Tarcisio Bertone.Segundo o cardeal, o papa convida todos os cariocas, diante desta tragédia, a dizer não à violência que “constitui caminho sem futuro, procurando construir uma sociedade fundada sobre a justiça e o respeito pelas pessoas, sobretudo os mais fracos e indefesos”, disse.
No final da mensagem o papa concede a todo o povo brasileiro a sua Benção Apostólica.
No mesmo telegrama, o núncio apostólico no Brasil, dom Lorenzo Baldisseri, diz estar unido à dor dos que perderam parentes e amigos e manda uma mensagem ao arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani.
“Uno às palavras do cardeal Tarcisio Bertone, à minha fervente oração a Deus Todo poderoso e rico em misericórdia, nesta circunstância tão dolorosa na sua arquidiocese”, disse dom Lorenzo.
Leia a íntegra da mensagem abaixo:
Excelência Reverendíssima
Cumpro o dever de transmitir a Vossa Excelência, o telegrama de Sua Eminência o cardeal Tarcício Bertone, Secretário de Estado:
Exmo Revmo Dom Orani João Tempesta
Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro
Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro
Profundamente consternado pelo dramático atentado realizado contra crianças indefesas em um colégio municipal no bairro do Realengo, o Sumo Pontífice deseja assegurar através de Vossa Excelência Revma sua solidariedade e conforto espiritual às famílias que perderam seus filhos e toda a comunidade escolar, com votos de pronta recuperação dos feridos.
O Santo Padre convida todos os cariocas, diante desta tragédia, a dizer não à violência que constitui caminho sem futuro, procurando construir uma sociedade fundada sobre a justiça e o respeito pelas pessoas, sobretudo os mais fracos e indefesos.
Em nome de Deus, para que a esperança não esmoreça nesta hora de prova e faça prevalecer o perdão e o amor sobre o ódio e a vingança, Sua Santidade Papa Bento XVI concede-lhes uma confortadora bênção apostólica.
Cardeal Tarcísio Bertone
Secretário de Estado de Sua Santidade
Secretário de Estado de Sua Santidade
Uno às palavras do Cardeal, minha fervente oração a Deus Todo poderoso e rico em misericórdia, nesta circunstância tão dolorosa na sua Arquidiocese.
Aproveito o ensejo para expressar meus sentimentos de alta estima.
Dom Lorenzo Baldisseri
Núncio Apostólico
Núncio Apostólico
Media: Vaticano convoca bloguistas católicos
Cidade do Vaticano, 08 abr 2011 (Ecclesia) – O Vaticano convocou um encontro de bloguistas católicos, no próximo dia 2 de maio, numa iniciativa conjunta dos Conselhos Pontifícios da Cultura e das Comunicações Sociais. Em comunicado, os responsáveis pela iniciativa explicam que o encontro tem como objetivo “permitir um diálogo entre bloguistas e representantes da Igreja, partilhar experiências de quem trabalha diretamente neste campo e compreender melhor as necessidades desta comunidade”. Os blogues, páginas da Internet da autoria de pessoas ou grupos (denominados «bloggers», bloguistas), são compostos por opiniões e notícias, em forma de texto e multimédia, frequentemente abertas à interação dos leitores através da publicação de comentários. No Vaticano vão ser apresentadas iniciativas que a Igreja está a promover para “entrar em contato com o mundo” dos novos meios de comunicação. Segundo o programa divulgado pelos Conselhos Pontifícios, os trabalhos do encontro vão estar abertos a uma “discussão geral” por parte dos participantes, incluindo um painel com cinco bloguistas, representantes de várias áreas linguísticas. Outro painel vai oferecer testemunhos de pessoas ligadas à “estratégia comunicacional” da Igreja, com destaque para as iniciativas que visam assegurar “um compromisso efetivo” no mundo dos blogues. Entre os presentes vão contar-se o cardeal Gianfranco Ravasi, presidente do Conselho Pontifício da Cultura, o arcebispo Claudio Celli, presidente do Conselho Pontifício das Comunicações Sociais, e o padre Federico Lombardi, diretor da sala de imprensa da Santa Sé. Este encontro acontece um dia depois da beatificação de João Paulo II, aproveitando a previsível presença em Roma de vários bloguistas católicos, que se podem inscrever através do mail blogmeet@pccs.it. |
quinta-feira, 7 de abril de 2011
CONVITE PAROQUIAL
PARÓQUIA DE NOSSA SENHORA DO Ó
DIOCESE DE CARUARU
CONVIDAMOS A VOSSA PESSOA A PARTICIPAR CONOSCO DESTA GRANDE FESTA A INAUGURAÇÃO DOS ALTARES E A CELEBRAÇÃO DE SAGRAÇÃO DO NOSSO ALTAR DE CELEBRAÇÕES.
LOCAL: MATRIZ DE NOSSA SENHORA DO Ó - ALTIHO/PE
HORA: 19H30MIN
CELEBRANTE: DOM BERNARDINO MARCHIÓ - BISPO DIOCESANO
VENHA RENDER GRAÇAS AO NOSSO BOM DEUS PELO FIM DAS OBRAS DE RESTAURAÇÃO DA NOSSA IGREJA!

Homem: um ser religioso
É da experiência religiosa que nasce a fé. Desta forma a religião impregna a todas as formas de vida, principalmente, naquela que tange a espiritualidade. E neste contexto, o homem religioso acredita que Deus o criou e, portanto, sua origem provém de uma divindade.
O sobrenatural e o divino estão relacionados ao ser religioso, neles o homem busca respostas e soluções para seus problemas existenciais. Por isso a religião tem uma dimensão divina, ética e religiosa, captada muito bem por Arnold Toynbee, ao dizer que “A religião era a presença no mundo de algo espiritual maior do que o próprio ser humano”. E isso nos faz entender e acreditar, segundo Hellern, que “O homem foi criado por Deus”. Portanto, o homem por natureza é religioso, e que acima dele existe a divindade.
E nesta relação de homem e divindade, ou seja, ao que se pode chamar transcendência e imanência, o homem corresponde ao mistério, àquilo que lhe é superior às suas possibilidades e conhecimentos, usando daquilo que chamamos de cerimônias, louvando, invocando e manifestando sua gratidão a Deus, estabelecendo desta maneira um contato com o sagrado. Isso, no entanto, não se resume a uma religião, mas a muitas outras, haja vista que o ser humano é um ser religioso complexo, que dependendo de sua cultura, lugar ou necessidade busca encontrar-se com o sobrenatural.
Em relação à ética e a religião, percebe-se com freqüência que as religiões não fazem distinção entre o plano ético e o plano religioso. Nos mandamentos que Moisés deu aos judeus há os que se referem à religião: “Não terás outro deus diante de mim”, e os relativos à ética: “Não matarás”.
Evidentemente, que partindo desta situação, não há distinção entre a ética e a religião. Robert Crawford, em sua obra “O que é religião” diz que embora negando a existência de Deus os humanistas tinham em comum com as religiões uma fé na dignidade da pessoa humana e outros valores éticos.
Por isso todas as religiões procuram manter-se organizadas nomeando representantes para dirigi-las, pois dependem de estruturas que as mantenham institucionalizadas. Todavia, “Nos lugares onde várias convicções religiosas devem conviver lado a lado, a questão da organização se torna mais complicada”.
Cada religião tem em sua essência um mesmo significado, e, é, portanto, a religião que estabelece um elo que liga a humanidade ao ser divino.
A oração e o sacrifício estão estritamente ligados à existência e presença de Deus nas crenças, e, literalmente, à fé. O incentivo de um místico é um amor ardente por Deus, é uma união que dá sentido ao encontro com Deus. Nessa união, a razão e a humanização não substituem e nem resolvem os problemas existenciais do homem, pois o ser humano tem um lado obscuro, um lado místico, cujo problema a razão não pode dar soluções.
A religião é, contudo, praticada, organizada e crida partindo de cada contexto onde ela se situa, porém com um único objetivo: responder aos anseios e pobrezas humanas. É, também, aquela que dá ao homem a capacidade de sair de seu antropocentrismo, ceticismo, ou racionalismo mórbido, para uma vida de experiências de fé, de amor, de afetividade, generosidade e dignidade.
O sobrenatural e o divino estão relacionados ao ser religioso, neles o homem busca respostas e soluções para seus problemas existenciais. Por isso a religião tem uma dimensão divina, ética e religiosa, captada muito bem por Arnold Toynbee, ao dizer que “A religião era a presença no mundo de algo espiritual maior do que o próprio ser humano”. E isso nos faz entender e acreditar, segundo Hellern, que “O homem foi criado por Deus”. Portanto, o homem por natureza é religioso, e que acima dele existe a divindade.
E nesta relação de homem e divindade, ou seja, ao que se pode chamar transcendência e imanência, o homem corresponde ao mistério, àquilo que lhe é superior às suas possibilidades e conhecimentos, usando daquilo que chamamos de cerimônias, louvando, invocando e manifestando sua gratidão a Deus, estabelecendo desta maneira um contato com o sagrado. Isso, no entanto, não se resume a uma religião, mas a muitas outras, haja vista que o ser humano é um ser religioso complexo, que dependendo de sua cultura, lugar ou necessidade busca encontrar-se com o sobrenatural.
Em relação à ética e a religião, percebe-se com freqüência que as religiões não fazem distinção entre o plano ético e o plano religioso. Nos mandamentos que Moisés deu aos judeus há os que se referem à religião: “Não terás outro deus diante de mim”, e os relativos à ética: “Não matarás”.
Evidentemente, que partindo desta situação, não há distinção entre a ética e a religião. Robert Crawford, em sua obra “O que é religião” diz que embora negando a existência de Deus os humanistas tinham em comum com as religiões uma fé na dignidade da pessoa humana e outros valores éticos.
Por isso todas as religiões procuram manter-se organizadas nomeando representantes para dirigi-las, pois dependem de estruturas que as mantenham institucionalizadas. Todavia, “Nos lugares onde várias convicções religiosas devem conviver lado a lado, a questão da organização se torna mais complicada”.
Cada religião tem em sua essência um mesmo significado, e, é, portanto, a religião que estabelece um elo que liga a humanidade ao ser divino.
A oração e o sacrifício estão estritamente ligados à existência e presença de Deus nas crenças, e, literalmente, à fé. O incentivo de um místico é um amor ardente por Deus, é uma união que dá sentido ao encontro com Deus. Nessa união, a razão e a humanização não substituem e nem resolvem os problemas existenciais do homem, pois o ser humano tem um lado obscuro, um lado místico, cujo problema a razão não pode dar soluções.
A religião é, contudo, praticada, organizada e crida partindo de cada contexto onde ela se situa, porém com um único objetivo: responder aos anseios e pobrezas humanas. É, também, aquela que dá ao homem a capacidade de sair de seu antropocentrismo, ceticismo, ou racionalismo mórbido, para uma vida de experiências de fé, de amor, de afetividade, generosidade e dignidade.
Sem.Gustavo
AS PROFANAÇÕES NA DIOCESE DE CARUARU (RECORDANDO)
PROFANAÇÕES
Santa Missa, Santíssimo Sacramento, etc.

Dom Bernardino Marchió (Bispo de Caruaru - PE) e maçons
Será que isso faz parte do "famoso" Ecumenismo?
Recebemos de um católico caruaruense um e-mail dizendo:
"Prezado Pe. Divino Antônio Lopes, Salve Maria!
Padre, sua benção. Gostaria apenas de expor minha indignação com relação à foto em anexo. Na mesma o Bispo de minha diocese reza missa para os maçons na catedral de Caruaru. Que lamentável situação se encontra minha região".
Meu Deus, misericórdia!
O Pe. Gabriele Amorth, exorcista do Vaticano, disse àrede BBC: “... a cardinali che non credono in Gesù, e vescovi che sono collegati al Demonio”.
Tradução: “... há cardeais que não acreditam em Jesus e bispos ligados ao demônio”.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
IGREJA E INTERNET
I
INTRODUÇÃO
1. O interesse da Igreja pela Internet constitui uma particular expressão do seu antigo interesse pelos meios de comunicação social. Considerando os meios de comunicação como o resultado do processo histórico-científico, mediante o qual a humanidade foi « progredindo cada vez mais na descoberta dos recursos e dos valores contidos em tudo aquilo que foi criado »,[1] a Igreja tem declarado com frequência a sua convicção de que eles são, em conformidade com as palavras doConcílio Vaticano II, « maravilhosas invenções técnicas » [2] que já contribuem em grande medida para ir ao encontro das necessidades humanas e podem fazê-lo ainda mais.
Desta forma, a Igreja tem feito uma abordagem fundamentalmente positiva dos meios de comunicação.[3] Mesmo quando condenam os abusos sérios, os documentos deste Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais têm-se esforçado por esclarecer que « uma atitude de pura restrição ou de censura por parte da Igreja... não resulta suficiente nem apropriada ».[4]
Citando a Carta Encíclica Miranda prorsus (1957), do Papa Pio XII, a Instrução Pastoral sobre os meios de comunicação social Communio et progressio, publicada em 1971, sublinhou que: « A Igreja encara estes meios de comunicação social como “dons de Deus” na medida em que, segundo a intenção providencial, criam laços de solidariedade entre os homens, pondo-se assim ao serviço da Sua vontade salvífica ».[5] Este continua a ser o nosso ponto de vista e esta é a visão que temos acerca da Internet.
2. Na opinião da Igreja, a história da comunicação humana parece-se com uma longa peregrinação, que leva a humanidade « desde o projecto de Babel, baseado no orgulho, que acabou na confusão e incompreensão recíproca a que deu origem (cf. Gn 11, 1-9), até ao Pentecostes e ao dom de falar diversas línguas, quando se dá a restauração da comunicação, baseada em Jesus, através da acção do Espírito Santo ».[6] É na vida, morte e ressurreição de Cristo, « é em Deus feito Homem, nosso Irmão, que se encontra o fundamento e o protótipo da comunicação entre os homens ».[7]
Os modernos meios de comunicação social constituem factores sociais que têm um papel a desempenhar nesta história. Como o Concílio Vaticano II salienta, « ainda que haja que distinguir cuidadosamente o progresso terreno e o crescimento do Reino de Cristo », contudo « este progresso tem muita importância para o Reino de Deus, na medida em que pode contribuir para uma melhor organização da sociedade humana ».[8] Considerando os meios de comunicação social a esta luz, observamos que eles « contribuem eficazmente para unir e cultivar os espíritos, e propagar e afirmar o reino de Deus ».[9]
Hoje, isto é válido de forma especial no que se refere à Internet, que está a contribuir para promover transformações revolucionárias no comércio, na educação, na política, no jornalismo e nas relações transnacionais e interculturais — mudanças estas que se manifestam não só no modo de os indivíduos se comunicarem entre si, mas na forma de as pessoas compreenderem a sua própria vida. Num documento associado a este, intitulado Ética na Internet, abordamos estas questões na sua dimensão ética.[10] Aqui, consideramos as implicações da Internet para a religião e, de maneira especial, para a Igreja católica.
3. A Igreja tem uma finalidade dúplice em relação aos mass media. Um dos aspectos consiste em encorajar o seu progresso correcto e a sua justa utilização para o desenvolvimento, a justiça e a paz da humanidade — para a edificação de uma sociedade a níveis local, nacional e comunitário, à luz do bem comum e num espírito de solidariedade. Considerando a grande importância das comunicações sociais, a Igreja procura « um diálogo honesto e respeitador com as pessoas responsáveis pelos meios de comunicação » — um diálogo que diz respeito, em primeiro lugar, à formação da política das comunicações.[11] « Este diálogo implica que a Igreja se esforce por compreender os mass media — os seus objectivos, estruturas internas e modalidades — sustenha e encoraje os que neles trabalham. Baseando-se nesta compreensão e sustento, torna-se possível fazer propostas significativas em vista de afastar os obstáculos que se opõem ao progresso humano e à proclamação do Evangelho ».[12]
Contudo, a solicitude da Igreja também se refere à comunicação na e pela própria Igreja. Esta comunicação é mais do que um simples exercício na técnica, porque « encontra o seu ponto de partida na comunhão de amor entre as Pessoas divinas e na sua comunicação connosco », e é na realização da comunhão trinitária que « alcança a humanidade: o Filho é o Verbo, eternamente “pronunciado” pelo Pai; em e mediante Jesus Cristo, Filho e Verbo que se fez homem, Deus comunica-se a si mesmo e a sua salvação às mulheres e aos homens ».[13]
Deus continua a comunicar-se com a humanidade através da Igreja, portadora e guardiã da sua revelação, confiando unicamente ao seu ofício do ensinamento vivo a tarefa de interpretar a sua palavra de maneira autêntica.[14] Além disso, a própria Igreja é uma communio, uma comunhão de pessoas e de comunidades eucarísticas que derivam da comunhão com a Trindade e nela se reflectem;[15] por conseguinte, a comunicação pertence à essência da Igreja. Mais do que qualquer outro motivo, esta é a razão pela qual « a prática eclesial da comunicação deve ser exemplar, reflectindo os padrões mais elevados de verdade, credibilidade e sensibilidade aos direitos humanos e a outros importantes princípios e normas ».[16]
4. Há três décadas, a Instrução Pastoral Communio et progressio frisou que « os modernos meios de comunicação social dão ao homem de hoje novas possibilidades de confronto com a mensagem evangélica ».[17] O Papa Paulo VI, por sua vez, afirmou que a Igreja « viria a sentir-se culpada diante do seu Senhor »,[18] se não lançasse mão destes instrumentos de evangelização. O PapaJoão Paulo II definiu os mass media como « o primeiro areópago dos tempos modernos », declarando que « não é suficiente, portanto, usá-los para difundir a mensagem cristã e o Magistério da Igreja, mas é necessário integrar a mensagem nesta “nova cultura”, criada pelas modernas comunicações ».[19] Realizar isto é ainda mais importante nos dias de hoje, não apenas porque os meios de comunicação actuais influenciam fortemente sobre aquilo que as pessoas pensam acerca da vida mas também porque, em grande medida, « a experiência humana como tal se tornou uma experiência vivida através dos mass media ».[20]
Tudo isto diz respeito à Internet. E não obstante o mundo das comunicações sociais « possa às vezes parecer separado da mensagem cristã, ele também oferece oportunidades singulares para a proclamação da verdade salvífica de Cristo a toda a família humana. Considerem-se... as capacidades positivas da Internet de transmitir informações religiosas e ensinamentos para além de todas as barreiras e fronteiras. Um auditório tão vasto estaria além das imaginações mais ousadas daqueles que anunciaram o Evangelho antes de nós... Os católicos não deveriam ter medo de abrir as portas da comunicação social a Cristo, de tal forma que a sua Boa Nova possa ser ouvida sobre os telhados do mundo! ».[21]
II
OPORTUNIDADES E DESAFIOS
5. « As comunicações que se realizam na Igreja e pela Igreja consistem principalmente no anúncio da Boa Nova de Jesus Cristo. É a proclamação do Evangelho como palavra profética e libertadora, dirigida aos homens e às mulheres do nosso tempo; é o testemunho prestado, face a uma secularização radical, à verdade divina e ao destino transcendente da pessoa humana; é, perante os conflitos e as divisões, a tomada de posição pela justiça, em solidariedade com os crentes, ao serviço da comunhão entre os povos, as nações e as culturas ».[22]
Uma vez que o anúncio da Boa Nova às pessoas formadas por uma cultura dos mass media exige uma cuidadosa atenção às características singulares dos próprios meios de comunicação, actualmente a Igreja precisa de compreender a Internet. Isto é necessário a fim de que ela possa comunicar-se eficazmente com os indivíduos — de modo especial com os jovens — que se encontram mergulhados na experiência desta nova tecnologia, e também em ordem a fazer bom uso da mesma.
Os mass media oferecem importantes benefícios e vantagens, sob uma perspectiva religiosa: « Eles transmitem notícias e informações acerca de eventos, ideias e personalidades religiosas: servem como veículo para a evangelização e a catequese. Todos os dias oferecem inspiração, encorajamento e oportunidades de culto a pessoas confinadas na própria casa ou em instituições ».[23] Contudo, para além e acima disto, existem também alguns benefícios mais ou menos peculiares da Internet. Ela oferece às pessoas um acesso directo e imediato a importantes recursos religiosos e espirituais — livrarias grandiosas, museus e lugares de culto, os documentos do ensinamento do Magistério, os escritos dos Padres e dos Doutores da Igreja, assim como a sabedoria religiosa de todos os tempos. Ela tem a impressionante capacidade de ultrapassar a distância e o isolamento, levando os indivíduos a entrarem em contacto com as pessoas de boa vontade que nutrem os mesmos interesses e que participam nas virtuais comunidades de fé para se encorajarem e auxiliarem umas às outras. Mediante a selecção e a transmissão de dados úteis, através deste meio de comunicação, a Igreja pode prestar um importante serviço tanto aos católicos como aos não-católicos.
A Internet é relevante para muitas actividades e programas da Igreja — a evangelização, incluindo a reevangelização e a nova evangelização, e a obra missionária tradicional ad gentes, a catequese e outros tipos de educação, notícias e informações, apologética, governo e administração, assim como algumas formas de conselho pastoral e de direcção espiritual. Não obstante a realidade virtual do espaço cibernético não possa substituir a comunidade interpessoal concreta, a realidade da encarnação dos sacramentos e a liturgia, ou a proclamação imediata e directa do Evangelho, contudo pode completá-las, atraindo as pessoas para uma experiência mais integral da vida de fé e enriquecendo a vida religiosa dos utentes. Ela também oferece à Igreja formas de comunicação com grupos específicos — adolescentes e jovens, idosos e pessoas cujas necessidades as obrigam a permanecer em casa, indivíduos que vivem em regiões remotas e membros de outros organismos religiosos — que, de outra forma, podem ser difíceis de alcançar.
Actualmente, um crescente número de paróquias, dioceses, congregações religiosas e instituições ligadas à Igreja, programas e organizações de todos os tipos recorrem efectivamente à Internet para estas e outras finalidades. Nalguns lugares, já existem projectos criativos financiados pela Igreja, tanto a nível nacional como regional. A Santa Sé tem sido activa neste sector já há vários anos e continua a crescer e a desenvolver a sua presença na Internet. Grupos ligados à Igreja, que ainda não deram passos decisivos para entrar no espaço cibernético, são encorajados a considerar a possibilidade de o fazer quanto antes. Recomendamos vivamente o intercâmbio de ideias e de informações acerca da Internet, entre aqueles que já têm experiência neste campo e os principiantes.
6. A Igreja também precisa de compreender e de usar a Internet como instrumento para comunicações internas. Isto exige que tenha claramente em vista a sua especial característica de instrumento de comunicação directo, imediato, interactivo e participativo.
O carácter interactivo e bilateral da Internet já está a ofuscar a antiga distinção entre aqueles que comunicam e os destinatários da comunicação,[24] e a dar forma a uma situação em que, pelo menos potencialmente, cada um pode desempenhar ambas as funções. Já não se trata da comunicação unilateral e vertical do passado. Dado que um número cada vez maior de pessoas adquire familiaridade com esta característica da Internet noutros sectores da sua vida, é provável que recorram à mesma também para aquilo que diz respeito à religião e à Igreja.
A tecnologia é nova, mas a ideia não. O Concílio Vaticano II afirmou que os membros da Igreja deveriam apresentar aos seus pastores « as suas necessidades e os seus desejos, com a liberdade e confiança próprias de filhos de Deus e irmãos em Cristo »; com efeito, em conformidade com o conhecimento, a competência ou a posição que ocupam, os fiéis não são apenas aptos, mas às vezes obrigados a « manifestar o seu parecer no que se refere ao bem da Igreja ».[25] A Instrução Pastoral Communio et progressio evidenciou o facto de que, como « corpo vivo », a Igreja « tem necessidade de uma opinião pública para alimentar o diálogo entre os seus membros ».[26] Embora as verdades da fé « não possam... ser deixadas à interpretação arbitrária », a mesma Instrução Pastoral observou que é « muito vasto o campo em que o diálogo, no interior da Igreja, se deve desenvolver ».[27]
Ideias análogas são expressas pelo Código de Direito Canónico,[28] assim como pelos documentos mais recentes do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais.[29] A Instrução PastoralAetatis novae denomina a comunicação bilateral e a opinião pública como um « meio de realizar concretamente o carácter de communio da Igreja ».[30] De resto, também a Instrução PastoralÉtica nos meios de comunicação social declara: « Uma corrente bilateral de informação e de pontos de vista entre os pastores e os fiéis, a liberdade de expressão sensível ao bem-estar da comunidade e ao papel do Magistério na promoção do mesmo, e a opinião pública responsável constituem importantes expressões do “direito [fundamental] ao diálogo e à informação no seio da Igreja” (Aetatis novae, 10; cf. também Communio et progressio, 12) ».[31] A Internet oferece um meio tecnológico efectivo para a realização desta visão.
Então, eis aqui um instrumento que pode ser posto criativamente em prática nos vários aspectos da administração e do governo. Além de abrir canais para a expressão da opinião pública, referimo-nos a actividades como a consulta dos especialistas, a preparação dos encontros e a prática da colaboração nas e entre as Igrejas particulares e os institutos religiosos a níveis local, nacional e internacional.
7. A educação e a formação constituem outra área de oportunidade e de necessidade. « Hoje, todos precisam de algumas formas de educação mediática permanente, mediante o estudo pessoal ou a participação num programa organizado, ou ambos. Mais do que meramente ensinar técnicas, a formação mediática ajuda as pessoas a formarem padrões de bom gosto e de verdadeiro juízo moral, um aspecto da formação da consciência. Através das suas escolas e programas de formação, a Igreja deve oferecer uma educação mediática deste género ».[32]
No que diz respeito à Internet, a educação e o treinamento devem constituir uma parte dos programas compreensivos de formação a respeito dos meios de comunicação, disponíveis para os membros da Igreja. Na medida do possível, os programas pastorais para as comunicações sociais deveriam prever esta preparação no contexto da formação dos seminaristas, sacerdotes, religiosos e pessoal leigo comprometido na pastoral, assim como dos professores, dos pais e dos estudantes.[33]
Particularmente os jovens precisam de ser ensinados, « não só a comportarem-se como verdadeiros cristãos, quando são leitores, ouvintes ou espectadores, mas também a saber utilizar as possibilidades de expressão desta “linguagem total” que os meios de comunicação põem ao seu alcance. Sendo assim, os jovens serão verdadeiros cidadãos desta era das comunicações sociais, de que nós conhecemos apenas o início » [34] — uma era em que os mass media são vistos como « parte de uma cultura ainda em desenvolvimento, cujas plenas implicações ainda são compreendidas imperfeitamente ».[35] Assim, a formação sobre a Internet e as novas tecnologias exige muito mais do que o ensino das técnicas; os jovens têm necessidade de aprender como agir correctamente no mundo do espaço cibernético, discernir os juízos de acordo com critérios morais sólidos a respeito daquilo que nele encontram e lançar mão das novas tecnologias para o seu desenvolvimento integral e o benefício dos outros.
8. A Internet apresenta à Igreja também alguns problemas singulares, para além e acima das questões de natureza geral, abordadas em Ética na Internet, o documento associado a este.[36]Embora se evidencie aquilo que é positivo acerca da Internet, é importante esclarecer o que não o é.
A um nível muito profundo, « às vezes o mundo dos mass media pode parecer indiferente e até mesmo hostil à fé e à moral cristãs. É assim, em parte porque a cultura dos meios de comunicação está imbuída de maneira tão profunda de um sentido tipicamente pós-moderno, que a única verdade absoluta é a aquela segundo a qual não existem verdades absolutas ou que, se elas existissem, seriam inacessíveis à razão humana e portanto se tornariam irrelevantes ».[37]
Entre os problemas específicos apresentados pela Internet encontra-se a presença de sites que instigam ao ódio, destinados a difamar e a atacar os grupos religiosos e étnicos. Alguns deles estão orientados contra a Igreja católica. Assim como a pornografia e a violência nos mass media, ossites da Internet que propugnam o ódio « evidenciam a componente mais torpe da natureza humana decaída pelo pecado ».[38] Não obstante o respeito pela livre expressão possa exigir a tolerância, até a um determinado ponto, mesmo em relação às manifestações de ódio, a auto-regulamentação por parte da indústria — e, onde for necessário, a intervenção da autoridade pública — deveria estabelecer e aplicar limites razoáveis para aquilo que se pode dizer.
A proliferação de web sites que se definem a si mesmos como católicos cria um problema de tipo diferente. Como dissemos, os grupos ligados à Igreja deveriam estar activamente presentes na Internet; além disso, os indivíduos e os grupos não oficiais, bem intencionados e rectamente informados, que agem por sua própria iniciativa, são também encorajados a estar presentes na Internet. Mas é pelo menos desconcertante não distinguir as interpretações doutrinais excêntricas, as práticas devocionais idiossincrásicas e as colocações ideológicas que se identificam como « católicas », das posições autênticas da Igreja. A seguir, sugerimos uma abordagem desta questão.
9. Algumas outras problemáticas exigem uma reflexão séria. No que lhes diz respeito, agora encorajamos a investigação e o estudo contínuos, inclusivamente com « a elaboração de uma antropologia e uma verdadeira teologia da comunicação » [39] — com referência específica à Internet. Naturalmente, além do estudo e da pesquisa, pode e deve fomentar-se um programa pastoral específico para a utilização da Internet.[40]
Um dos campos de investigação diz respeito à hipótese de que a vasta gama de opções relativas aos produtos e serviços de consumo, disponíveis na Internet, pode ter um efeito excessivo sobre a religião e encorajar uma abordagem « consumista » no que se refere à fé. Os dados indicam que alguns utentes que visitam os web sites religiosos podem vir a encontrar-se numa espécie de liquidação, seleccionando e escolhendo elementos religiosos uniformizados que correspondam aos seus gostos pessoais. A « tendência que alguns católicos têm, de ser selectivos no seu apego » aos ensinamentos da Igreja, constitui um problema reconhecido noutros contextos;[41] temos necessidade de mais dados para saber se, e até que ponto, este problema é exacerbado pela Internet.
Analogamente, como se quis observar precedentemente, a realidade virtual do espaço cibernético apresenta algumas implicações preocupantes, tanto para a religião como para outros sectores da vida. A realidade virtual não substitui a Presença Real de Cristo na Eucaristia, a realidade ritual dos outros sacramentos e o culto compartilhado no seio de uma comunidade humana feita de carne e de sangue. Na Internet não existem sacramentos; e até mesmo as experiências religiosas nela possíveis pela graça de Deus, são insuficientes, dado que se encontram separadadas da interacção do mundo real com outras pessoas na fé. Este é outro aspecto da Internet que exige o estudo e a reflexão. Ao mesmo tempo, os projectos pastorais deveriam pensar em como orientar as pessoas no espaço cibernético para a verdadeira comunidade e como, através do ensino e da catequese, a Internet pode vir a ser utilizada em ordem a apoiá-las e a enriquecê-las no seu compromisso cristão.
Pastoral Vocacional e Novas Comunidades somam forças para a difusão do serviço de animação vocacional na Igreja no Brasil

Estão reunidos no 20º Encontro Nacional
da Pastoral Vocacional, que acontece na sede das Pontifícias Obras Missionárias (POM) em Brasília, 23 coordenadores da Pastoral Vocacional (PV) dos Regionais da CNBB e representantes de Novas Comunidades pertencentes à Fraternidade Internacional.
O encontro, que teve início nesta segunda-feira, 4, e segue até amanhã, 6, tem por objetivo partilhar as experiências e o itinerário vocacional assumido pelos diversos grupos. Eles discutem formas para somar forças no serviço de animação vocacional na realização do mês vocacional (agosto) a partir do tema proposto para 2011, “Chamados à Vida plena em Cristo”.
Estão sendo retomadas as conclusões do 3º Congresso Vocacional do Brasil, celebrado em setembro de 2010, além das reflexões do Congresso Latino Americano de vocações celebrado em Cartago, Costa Rica, no início deste ano.
Ainda no encontro, os participantes conhecerão a Mensagem do Papa Bento XVI para o 48º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, e indicarão ações que podem auxiliar no processo de divulgação e celebração em torno da mensagem do Papa.
Ainda no encontro, os participantes conhecerão a Mensagem do Papa Bento XVI para o 48º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, e indicarão ações que podem auxiliar no processo de divulgação e celebração em torno da mensagem do Papa.
De acordo com o assessor da Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB, padre Reginaldo de Lima, o encontro tem proporcionado a comunhão entre as novas comunidades e os animadores vocacionais dos Regionais. “Tem sido um momento forte de comunhão e de partilha das experiências vocacionais e eu vejo que o grande contributo deste encontro é fazer uma ponte entre os Regionais e as Novas Comunidades para que haja um trabalho em conjunto. Até então tivemos um trabalho isolado, mas é preciso somar forças em um trabalho em comum em vista da animação vocacional na Igreja no Brasil”.
A representante da Comunidade Pantokrator, de Campinas (SP), Tânia Botelho de Andrade, também vê o encontro como espaço para a partilha e troca de experiências. “É muito rica a experiência entre comunidades e o diálogo com a Pastoral Vocacional nos enriquece e nos possibilita a oportunidade de comunhão com a Igreja, pois nós existimos para servi-la”. Ainda segundo Tânia, que faz pela primeira vez um contato com a Pastoral Vocacional, o diálogo com as Novas Comunidades e com a PV tem possibilitado o estreitamento de relações. “Com o contato a gente passa a ter mais responsabilidade com a Igreja no Brasil e no mundo e também passamos a estreitar nossos laços de comunhão e responsabilidade”, disse.
Vindo de Blumenau (SC), o padre diocesano e representante da Pastoral Vocacional no Regional Sul 4 da CNBB (Santa Catarina), Marcelo Martendal, também vê o diálogo entre Pastoral Vocacional e Novas Comunidades com bons olhos. “Neste encontro estamos percebendo a riqueza presente na Igreja e conhecendo essa nova realidade que é a manifestação de Deus nas mais diversas formas suscitando o aspecto vocacional e a diversidade de modos para segui-lo”, disse. O sacerdote acentuou que a diversidade de carismas tem possibilitado alcançar os principais objetivos da Igreja que são “o testemunho, o anúncio da mensagem e o encontro pessoal com Jesus Cristo”, completou.
Um dos pontos do encontro que mais chamou a atenção do representante da Comunidade Católica Nova Aliança, de Anápolis (GO), Josivaldo Félix de Lima, é o foco missionário. “É um encontro que tem nos dado várias informações e orientações de como nós devemos atuar, caminhar e tem sido dado enfoque muito importante sobre a missão; a Igreja está nos chamando a sermos missionários”, destacou Josivaldo.terça-feira, 5 de abril de 2011
Igrejas cristãs celebram nova diretoria na CNBB
O Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic) realizará no próximo dia 28, na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em Brasília, a Celebração em Ação de Graças pelo início dos trabalhos de sua nova diretoria. A celebração terá início às 19h30, na capela Nossa Senhora Aparecida, da CNBB.
Nova diretoria
A nova diretoria do Conic foi eleita durante a 14ª Assembleia Geral do Conselho, que aconteceu nos dias 11 e 12 de março, no Rio de Janeiro. O bispo da Dioese de Chapecó (SC), Dom Manoel João Francisco, é o novo presidente. Ele sucede o pastor sinodal Carlos Augusto Möller, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), no cargo desde 2006.
Além de Dom Manoel, da Igreja Católica Romana (ICAR), foram eleitos, para a 1ª vice-presidência, Dom Francisco de Assis da Silva, da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB), e para a 2ª vice-presidência, a presbítera Elinete Wanderlei Paes Muller, da Igreja Presbiteriana Unida (IPU). A secretária eleita foi Zulmira Ines Lourena Gomes da Costa, da Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia (ISOA) e para tesoureiro a Assembleia escolheu o pastor sinodal Altermir Labes, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB).
Para o Conselho Fiscal foram eleitos o pastor Marcos Ebeling (IECLB), monsenhor Pacheco Filho, da Igreja Católica Romana (ICAR) e Fabiano Nunes (IEAB). O mandato da nova diretoria vai até 2015.
Fonte: CNBB
Vaticano debate piedade popular e evangelização na América Latina
“A incidência da piedade popular no processo de evangelização da América Latina” é o tema da Assembleia Plenária Anual da Pontifícia Comissão para a América Latina (CAL). O encontro acontece entre os dias 5 e 8 de abril, no Vaticano, e contará com a participação de 40 membros e consultores, bispos convidados e responsáveis da pastoral de piedade popular e santuários.
O objetivo geral é refletir sobre o significado e a dimensão da piedade popular nos cinco séculos de presença do cristianismo no continente e elaborar as recomendações pastorais que contribuam para a proteção e purificação da devoção coletiva, no contexto da Missão Continental que atualmente se realiza em todas as dioceses da região, como elemento fundamental no processo de nova evangelização.
A Plenária espera cooperar na revalorização da piedade popular como instrumento eficaz de encontro pessoal e comunitário com Cristo, para que o Senhor Jesus, Caminho, Verdade e Vida, seja reconhecido, aceito e amado por todos os batizados, segundo explica uma nota da Comissão.
Entre os objetivos específicos da Assembleia inclui-se a exposição detalhada das práticas de piedade popular na América Latina, com a particularização dos desvios e mudanças que ocorreram ao longo do tempo, bem como a apresentação de expressões de religiosidade popular que obstaculizam a evangelização, de modo que se possa deter sua influência e propagação entre os católicos.
Igualmente, está prevista a elaboração de recomendações pastorais concretas para que a piedade popular – considerada por Bento XVI como tesouro precioso da América Latina – confirme os batizados em sua fé e em sua pertença à Igreja Católica, conduzindo-os a uma viva e autêntica vida sacramental. Durante os trabalhos, também serão oferecidos critérios e caminhos de ação estabelecidos pelo magistério da Igreja em matéria de piedade popular, com o fim de obter úteis orientações da assembleia e posterior elaboração de conclusões.
Chega ao fim o 5º Seminário de Catequese junto à Pessoa com Deficiência
Com a participação de aproximadamente 170 pessoas, representando todas as regiões do Brasil, mais a presença de bispos, padres, religiosos e leigos, aconteceu entre os dias 25 e 27, no Centro Pastoral Santa Fé, em São Paulo, o 5º Seminário de Catequese junto às Pessoas com Deficiência. O tema do encontro foi: “A Igreja e a Pessoa com Deficiência”.O Seminário teve como maior objetivo fortalecer as ações sócioeducativas suscitada pela Campanha da Fraternidade 2006 e pelos Seminários que o precederam.
O histórico dos quatro Seminários Nacionais anteriormente realizados foi apresentado por dom Vilson Dias de Oliveira, bispo de Limeira (SP), que contribuiu e apoiou a realização de todos eles.
“A Campanha da Fraternidade 2006, com o tema: “Fraternidade e Pessoas com Deficiência” e lema: “Levanta-te, Vem para o Meio!”, despertou e trouxe vários desdobramentos para a condição das pessoas com deficiência na Igreja e na sociedade, dentre os quais a definitiva certeza do direito das pessoas com deficiência à espiritualidade, à prática da religiosidade e à catequese”, disse dom Vilson.
Participaram deste Seminário diversos movimentos e Pastorais, como o Movimento Fé e Luz, a Fraternidade Cristã de Pessoas com Deficiência, com representantes de vários estados. E também a Pastoral das Pessoas com Deficiência das arquidioceses de São Paulo, de Curitiba e do Rio de Janeiro, além de diversas Pastorais de Surdos.
Em suas palavras no encerramento do Seminário, o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-catequética da CNBB, dom Eugênio Rixen, ressaltou a imperiosa necessidade de que as deliberações do Seminário sejam efetivadas, como, entre outras, o reconhecimento em nível nacional da Pastoral das Pessoas com Deficiência, “um dos mais belos frutos da Campanha da Fraternidade de 2006”.
Arquidiocese de Olinda e Recife discute os desafios da vocação e prepara primeiro Congresso Vocacional
A Comissão Arquidiocesana de Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada (Cmovic), da arquidiocese de Olinda e Recife (PE), realizou no último sábado, 12, um encontro para concluir o estudo do documento “Guia para animação vocacional”. Um texto elaborado pelo Regional Nordeste 2 da CNBB (Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte). Sob a coordenação do presidente da comissão, padre João Carlos Magalhães, representantes das paróquias da arquidiocese de Olinda e Recife discutiram os desafios da Pastoral Vocacional.Atualmente, são poucas as comunidades da arquidiocese que dispõe de uma pastoral voltada exclusivamente para a formação e o acompanhamento vocacional. Cientes disso os membros da Cmovic começaram no mês passado o estudo do documento do Regional. “A nossa ideia é conscientizar as paróquias a terem um serviço de animação vocacional”, afirmou o sacerdote.
A proposta da comissão agradou aos participantes. Para Maria Kátia da Silva e Daniel Ângelo da Paróquia de Nossa Senhora do Rosário, em Boa Viagem, que não dispõe da Pastoral Vocacional, os encontros foram muito proveitosos. “É muito importante momentos de formação como esse, nos estimula a refletir sobre um assunto tão sério, que é a vocação”, ressaltou Maria Kátia. “O passo agora é conversar com nosso padre e implantar a pastoral”, completou.
Ainda durante o encontro, o grupo planejou o primeiro Congresso Arquidiocesano de Vocacional, que vai acontecer nos dias 21 e 22 de maio, no Colégio dos Salesianos, bairro da Boa Vista. “Vamos ampliar o debate sobre as questões vocacionais, desde a orientação do vocacionado até a vivência da própria vocação”, adiantou o padre João Carlos. As inscrições para participar do congresso poderão ser feitas já na próxima semana. Os interessados devem procurar a secretaria de suas paróquias.
A iniciativa também atende ao convite da CNBB que proclamou este ano, como o “Ano do Animador Vocacional”. “Não podemos estar alheios à dinâmica da Igreja do Brasil. Faremos desse ano, um período forte de discussões sobre as vocações”, garantiu o padre. O “Ano do Animador Vocacional” se encerra em novembro próximo.
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