Sejam Bem-Vindos!

"É uma grandiosíssima calúnia dizer que tenho revoltas contra a Igreja. Eu nunca tive dúvidas sobre a Fé Católica, nunca disse nem escrevi, nem em cartas particulares, nem em jornais, nem em quaisquer outros escritos nenhuma proposição falsa, nem herética, nem duvidosa, nem coisa alguma contra o ensino da Igreja. Eu condeno tudo o que a Santa Igreja condena. Sigo tudo o que ela manda como Deus mesmo. Quem não ouvir e obedecer a Igreja deve ser tido como pagão e publicano. Fora da Igreja não há salvação."
Padre Cícero Romão Batista

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

IGREJA CATÓLICA ESTÁ DE LUTO


Morreu Dom Fortunato Baldelli, antigo Núncio Apostólico em Angola, na quinta-feira, 20/9/2012, em Roma, aos 77 anos de idade, vítima de doença.

O seu consulado em Angola durou de 1982 a1992.

O actual vice-Reitor da Universidade Católica de Angola, Padre Gerónimo Kahinga, lidou bastante com ele na altura e evocou a sua memória.

Na sua óptica, a missão de D. Baldeli foi marcada pelo tempo das duas realidades dos Angolanos - da esperança e do desespero. Da esperança, abraçou a fase intermédia do fim da guerra e da reconciliação (1991-1992).

“Dom Baldelli teve também a alegria de acolher para nós e connosco a primeira visita do Santo Padre a Angola, Beato João Paulo II, ocorrida em junho de 1992”, recordou, ainda, o vice-reitor.

Portanto, “Dom Fortunato Baldelli, de feliz memória, foi daqueles diplomatas que soube trabalhar na altura própria com o Governo que estava a mudar a sua estratégia, a sua estrutura, o seu modo de se relacionar com os outros”.

Com efeito, na altura, o Governo estava a começava a abrir-se a outros partidos, ao multipartidarismo que até aí não existia.
No outro lado da moeda, foi o Núncio que “teve a tristeza de receber de novo as primeiras notícias do recomeço de guerra em 1992 - um momento difícil que ele terá sofrido”.

“Quando a guerra recomeça efetivamente o ano 92 foi um momento difícil, imagino ele que terá sofrido verdadeiramente, porque devia continuar a mandar na Santa Sé notícias de alegria para João Paulo II, que veio dizer aqui, em Angola, não mais a guerra; no Huambo que esta terra não se chama mais abandonada, deserta, mas que se alegra com a vinda do Senhor. Ele devia continuar a dar esta notícia”, comoveu-se padre Kahinga.

Infelizmente, prosseguiu, “Dom Baldeli teve de comunicar notícias de tiros, de derramamento de sangue”.

“Mesmo nesta condição, o antigo representante do Sumo Pontífice em Angola, não parou simplesmente em Luanda e teve tempo de deslocar-se às regiões de guerra como o eram as províncias do Huambo e do Kuando Kubango, ou mandava o seu secretário, de modo a obter informações genuínas para melhor informar a Santa Sé”, referiu, ainda P. Kahinga.

De igual modo, nas suas digressões no interior do país, aproveitava comunicar a preocupação do Santo Padre para com o povo angolano.

Em remate, o sacerdote angolano deixou o seu voto: “Que o nosso Deus receba a sua alma e lhe conceda um verdadeiro repouso, tranquilidade e aquela paz que Ele sabe conceder aos seus verdadeiros filhos. Lembre-se que, Dom Baldelli, enquanto esteve cá, lutou e gastou as suas energias por nós”.

Caixinha

Fortunato Baldelli (Valfabbrica, 6 de agosto de 1935) é um cardeal de nacionalidade italiana, ex-Penitenciário-mor da Penitenciaria Apostólica.
Serviu em várias nunciaturas apostólicas.
Entrou para os serviços diplomáticos da Santa Sé, em 1966, em Cuba e no Egipto.

Após uma breve passagem pela Secretaria de Estado e do Conselho para os Assuntos Públicos da Santa Sé, foi nomeado para o Conselho da Europa como Observador Permanente.

De 1985 a 1992 foi Delegado Apostólico em Angola e São Tomé.


De 1992 a 1994 exerceu as mesmas funções na República Dominicana e em 1999 foi Núncio Apostólico em França.

No dia 2 de Junho de 2009, Dom Fortunato Baldelli foi nomeado pelo Papa Bento XVI para a Penitenciária Apostólica.
Postar um comentário

Planeta Brasileiro