Sejam Bem-Vindos!

"É uma grandiosíssima calúnia dizer que tenho revoltas contra a Igreja. Eu nunca tive dúvidas sobre a Fé Católica, nunca disse nem escrevi, nem em cartas particulares, nem em jornais, nem em quaisquer outros escritos nenhuma proposição falsa, nem herética, nem duvidosa, nem coisa alguma contra o ensino da Igreja. Eu condeno tudo o que a Santa Igreja condena. Sigo tudo o que ela manda como Deus mesmo. Quem não ouvir e obedecer a Igreja deve ser tido como pagão e publicano. Fora da Igreja não há salvação."
Padre Cícero Romão Batista

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Protestantismo e RCC - Dois lados da mesma moeda


Os Carismáticos mais uma vez




Recebi vários comentários do Sr $.o.$.
São interessantes as propostas e teses dele. Ele é carismático e defende seu movimento. Ele se define como católico apostólico romano. Fim das apresentações.

Vou isolar algumas sentenças que são centrais e contra-argumentam as minhas três postagens sobre a RCC.

Contra-argumento 1 - O "batismo" no Espírito Santo é uma Invensão (sic) Protestante ?

Tem pessoas que não leem a Bíblia, nem em casa e nem na Igreja, uma vez que, mais uma vez escreve tal absurdo. Todos nós estamos cansados de saber que João Baptista mandou que seus discípulos seguissem Jesus... Porque ? Porque ? Porque Ele era aquele que "BATIZAVA NO ESPÍRITO SANTO" ! O Que é Isso ? Do que se trata ?
Nem perguntaram a João, mas obedeceram sua ordem e foram atrás de Jesus, buscando é claro, uma resposta para o que João lhes havia falado. E O Batismo no Espírito Santo ? Não Receberam nada ! João lhes havia mentido então ? João Baptista inventou o Batismo no Espírito Santo ? São João Baptista era Protestante então ? Maria também era Protestante ? Ela estava no meio daqueles que receberam o Pentecostes ! Ou não estava ? agora deu um nó...

Esse argumento é incoerente e incompreensível. Não encontro nexo, lógica, começo ou fim nele! Creio que o internauta estava tentando justificar o “batismo no espírito santo” dos carismáticos, identificando-o com o batismo de João Batista. Será que acertei? Ou tenta identificar esse batismo diretamente com o batismo de Cristo?
Há uma confusão que é típica, pasmem, do meio protestante. O batismo de João Batista é (ou melhor, era) um batismo de conversão ou de penitência, não produzia uma marca sacramental na alma, como o batismo de Jesus Cristo.
O batismo de Jesus é feito não apenas no Espírito Santo, mas em toda a Trindade! O padre diz “eu te batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”.
O batismo carismático é totalmente diferente, nem batismo é! O batismo carismático, longe de ser um sacramento, é um rito de iniciação sem forma, ou seja, basta a pessoa ser “atingida” pelo suposto “dom de línguas” que ela foi batizada no espírito! Alguns dizem que para ser batizado no espírito a pessoa precisa desenvolver qualquer “carisma” especial (não só o dom de línguas...).
O batismo carismático segue a mesma linha do batismo metodista do movimento Holiness, onde não se objetivava um “sacramento” propriamente dito, mas um rito que “reanimasse” a fé. O movimento carismático “católico” objetiva, através do “batismo no espírito”, “reanimar” a fé da Igreja. Semelhança ou mera coincidência? A origem da RCC é protestante e não apenas eu afirmo isso, mas o próprio padre Raniero Cantalamessa, principal artífice da RCC no mundo:

“(...)Quero dizer aos fiéis, aos bispos, aos sacerdotes, que não tenham medo. Desconheço por que há medo. Talvez em alguma medida porque esta experiência começou entre outras confissões cristãs, como pentecostais e protestantes”.
Por isso a fixação dos carismáticos com o Pentecostes! Lá se inicia historicamente a Igreja e agora temos os milhares de novos pentecostes, iniciando novas “comunidades”, carismáticas, é claro!
Espero ter deixado isso claro. Só não entendi onde entra Maria em tudo isso. Só houve um único pentecostes e são os protestantes que criaram outros e os carismáticos compraram a idéia. Acho que o nó sumiu!

Contra-argumento 2 – A Bíblia

Exatamente por XV seculos não existia nenhum protestante na face da terra e creio que Martinho Lutero não escreveu sua própria Bíblia, apenas traduziu a Católica que a sagrada tradição preservou até aquele dia, porém não permitia que eu, uma pobre ovelhinha comesse esta grama verdinha e pura, hoje porém eu tenho este privilêgio e posso lêr as palavras de vida eterna que foram escritas para mim.
Parece um protestante falando de história, não é mesmo? Mas vamos lá!
Antes de Lutero não havia protestantes no sentido pleno, mas tínhamos os hereges! Protestante nada mais é que herege, ou seja, aquele que desviou da sã doutrina da Igreja. O fato de se chamarem protestantes se refere única e exclusivamente a alguns acontecimentos históricos e de fundo político.
O internauta usa o mesmo argumento dos protestantes mais incultos: a Igreja impedia a leitura da bíblia!
Seria, depois desse absurdo, muita maldade minha afirmar que o movimento carismático é protestante e deixa o pobre católico com uma mentalidade protestante? Acho que não, uma vez que até os argumentos e preconceitos acabam se tornando os mesmos!
A Igreja nunca proibiu a leitura da bíblia. Acontece que, na idade média, eram poucos aqueles que sabiam ler e uma bíblia, normalmente copiada a mão e com ilustrações trabalhosas, era muito cara. Depois Gutenberg inventou a prensa gráfica e isso praticamente coincidiu com a Reforma de Lutero. Resultado: a bíblia passou a ser produzida em massa.
E Gutenberg morava onde? Alemanha! A terra arrasada pela idéia protestante-herética. Lutero uniu a fome com a vontade de comer.
Outro erro do internauta “católico, apostólico, romano e carismático” é achar que a bíblia protestante (a de Lutero) é uma mera tradução da bíblia católica. Lutero iniciou do zero seu projeto bíblico, coletando vários textos e fazendo uma grande pesquisa. Tal pesquisa, contudo, não sobreviveu ao seu caráter. Lutero reconheceu todos os traços da Igreja Católica nas Escrituras, vendo que ela é realmente a única Igreja de Cristo, mas seu caráter (ou melhor, a falta dele) fez com que retirasse alguns livros do cânon bíblico. Fez isso inspirado única e diretamente pelo Espírito do seu próprio orgulho.
Lutero sabia que, se mantivesse a bíblia católica, sua revolução estava condenada, já que o pilar do protestantismo era a leitura da bíblia sob uma ótica individualista e particular. Um dia eles iriam ler tais livros e identificar a Igreja Católica! Lutero queria tirar até o Evangelho de João, mas pensou bem e achou que seria ir muito longe.
Algumas “ovelhinhas” não estão comendo “grama verdinha e pura”, mas veneno amargo! A leitura particular da bíblia é o maior perigo de todos os tempos! Dela nasceram os Adventistas, as Testemunhas de Jeová, os Neopentecostais e os Carismáticos!
Joseph Ratzinger já dizia que a leitura bíblica deve ser feita na Igreja e pela a Igreja. Isso não impede que a pobre ovelhinha leia a bíblia, mas interpretá-la é função da Igreja. A interpretação pessoal é um perigo.


Por isso eu leio na Bíblia Católica escrita a XXI séculos atrás a palávra Batismo no Espírito Santo e creio que a RCC não nasceu de nenhum protestantismo barato, porque esta Bíblia nos pertencia muito antes de Martinho Lutero ter Nascido ou o tal de "** não me lembro o nome dele, Wesley **", ter vivido a sua primeira experiência de Pentecostes que Maria Mãe de Jesus já havia vivido no início da Igreja.
Pentecostalismo é derivado de uma palavra Bíblica Católica, uma festa que os Católicos comemoram 50 dias após a Páscoa " A descida do Espírito Santo", nada de novo, nada de invensionismo protestante, tuto totalmente Católico a XXI seculos, se alguém copiou alguma coisa aqui, não fomos nós "RCC" ou Igreja Católica que vivia isto no passado, basta ler os Atos dos Apóstolos, mas foram eles que nos copiaram e passaram a viver o que a Igreja Católica Vivia no passado. Logo quando aderiram ao Espírito Santo, se é que aderiram mesmo, se tornaram um pouco mais Católicos porque agora poderão ser guiados à toda a verdade que não aceitavam antes e acabarão se tornando Católicos novamente como muitos já fizeram.

O Pentecostes é bem entendido pela Igreja, disso não há dúvida. O problema é que os carismáticos entendem o pentecostes de outra forma, muito mais simplista. Mas reparem que, na opinião do internauta, serão os protestantes que se tornarão “mais católicos” devido ao movimento carismático.
O empirismo prova o contrário. O próprio internauta já adota posturas protestantes e a protestanização de todos os carismáticos é evidente! Tomem posse da bênção, meus irmãos!
Essa adesão que ele se refere não é ao Espírito da Verdade, que desceu no Pentecostes, mas ao espírito da própria pessoa, da própria interpretação.
Onde estão as conversões de protestantes ao catolicismo? 400 mil anglicanos estão vindo em direção à Roma e não por causa da RCC, mas da Tradição Apostólica. Esses 400 mil celebram sua liturgia (embora inválida) na forma tradicional, como o rito tridentino. Os carismáticos fazem isso? E os 3 mil Assírios? Vieram buscando as missas de cura e libertação? Claro que não! A Duqueza de Kent, Tony Blair e o jornalista muçulmano vieram por quê? Para encontrar Jesus Cristo e a Tradição Apostólica da Sua Igreja.
Agora, as conversões do catolicismo da RCC para o protestantismo são muitas! Conheço várias (e são muitas mesmo) que agora estão “louvando o Senhor em templos protestantes”. A maioria era carismática!

Contra-argumento 3 – O dom de Línguas

Me lembro quando meu filho era apenas um bêbe, não conseguia falar nada, só resmungava até que começou a emitir alguns sons que eu não conseguia entender e ele também não. Mas não me lembro de criticá-lo por não saber falar e nem lhe censurei quando ficava conversando a noite inteira sem que eu lhe entendesse nenhuma palavra.
O Espírito Santo, porém, vem em auxílio de nossa fraqueza com gemidos inesprimíveis... ou inefáveis...
A que São Paulo se referia neste caso ? já que ele também disse em I Corintios 14 que gostaria que todos falassem em linguas...
Como você me explicaria, uma mulher Africana que nunca foi a uma escola sequer, mal entendia a existência de outros países que falavam diferente dela, após um retiro íntimo e sem o acompanhamento de nenhum Carismático ou protestante que lhe imfluensiasse, voltou para sua tribo falando sete idiomas diferentes, e hoje traduz palestras para os nativos que nada sabem de Deus, reunindo multidões e evangelizando diretamente através deste dom de linguas.

Uma contradição grave! Na nossa oração há prioritariamente um diálogo entre criatura e Criador, entre filho e Pai. Se oramos em “línguas desconhecidas” Deus, o destinatário da mensagem, permanece como você: sem entender nada! Ficamos lá resmungando, xiralalariando e nada de oração!
Agora como eu explicaria o caso da mulher que você me aponta? Deixe-me ver, deixe-me pensar... Não preciso explicar! Você já deu a resposta e não percebeu!!! Vamos lá.
Repare que você disse que essa mulher fez um “retiro intimo”. Supondo que ela realmente fez um retiro formidável, você dá a resposta quando afirma que ela estava “sem o acompanhamento de nenhum Carismático ou protestante” . Só isso já muda todo o cenário.
Supondo que ela realmente tenha recebido um dom extraordinário, um milagre, então ela volta “para sua tribo falando sete idiomas diferentes” . Que maravilha! Isso é um milagre de fato, um dom verdadeiro. Mas... você disse que ela voltou falando “sete idiomas”. Como pode ser!? Há algum problema, porque o infalivel guia da RCC dentro da CNBB (Dom Alberto) nos diz que:

“É um dom de oração cujo valor, enquanto 'linguagem de louvor', não depende do fato de que um lingüista possa ou não identificá-lo como linguagem no sentido corrente do termo". É uma linguagem a-conceitual, que se "assemelha" às línguas conceituais”

Então o dom da mulher africana é diferente do dom carismático! Já que ela voltou falando sete línguas no sentido pleno, ou seja, são idiomas que nós identificamos e que existem. Já o suposto dom carismático é um resmungar constante e não um idioma ou uma “linguagem conceitual”.
É justamente disso que se tratam os Atos dos Apóstolos (que você leu e não entendeu!). Eles começaram a falar e todos entendiam. Nada de xiralalaieroia!

Contra-argumento 4 – Magistério do Papa e dos Bispos

Você citou palavras de Dom Taveira, sobre Dom de Línguas e Profecia em Línguas e disse: Essa arbitrariedade e subjetividade da suposta “profecia” assemelham-se a tese de Lutero da inspiração direta do Espírito Santo sobre o leigo
Dom Taveira não disse nada de si mesmo, a não ser o que São Paulo escreveu aos Coríntios no Cap 12, 13 e 14,- logo se dirija a São Paulo para reclamar do que ele escreveu.
Tal ARBITRARIEDADE que você disse foi considerada pela Igreja Católica e seus Santos como uma palavra inspirada pelo Espírito Santo de Deus, tanto é que foi incluída como parte da nossa Bíblia Católica, sendo que você agora retiraria este texto de São Paulo porque você não concorda com ele e cairia em pecado grave por retirar não apenas um “til” da palavra de Deus, mas três capítulos completos.
Com suas palavras termino este texto, A Igreja como autêntica Interprete..., bem se vê que esta interpretação que aqui está estampada não foi pronunciada oficialmente em nome da Igreja, porque Dom Alberto é muito mais Igreja que um leigo tradicionalista que só aceita as palavras de um Bispo falecido em estado de afastamento da Igreja oficial comandada pelo atual Papa Bento XVI.

Eu nunca disse que a carta aos Corintios era uma arbitrariedade. Você lê e entende errado e bem errado. Eu nem citei essa carta ou qualquer outra. Se você interpreta errado o que eu escrevo (em linguagem moderna e de internet) o que será que não faz com a bíblia!?
O que eu encarei como arbitrariedade é a besteira levantada por Dom Alberto sobre a suposta profecia de línguas e não a inspiração dos livros da bíblia (de onde você conseguiu tirar isso???). Dom Alberto afirma que algumas “orações em línguas” são na verdade profecias e que certas pessoas (carismáticas) têm o dom de interpretá-las. Veja o absurdo!
Nem quando o assunto são as aparições e as profecias marianas a Igreja dá poder para um leigo interpretar. Só Ela (Igreja) com seu Magistério pode fazer isso! Veja o caso de Fátima (ou melhor, não veja, porque você pode interpretar errado...).
Agora vem um bispo me dizer que “pode”. Francamente! E não são nem profecias de fato, mas puro resmungar.
Você confunde Magistério dos bispos com o dos Papas. O poder de Dom Alberto não chega até mim porque eu não estou sob a mitra dele, ou seja, eu não sou membro da Igreja em Palmas.
Ainda que o meu próprio bispo viesse com uma explicação dessas, eu poderia questionar ao supremo Magistério, que é o Papa, sobre a validade de tal doutrina. Quantas vezes, na história da Igreja, padres e leigos recorreram ao Papa por orientação contra as teses erradas e heterodoxas dos seus bispos!
A nota de Dom Alberto é risível. Ela se propõe explicar sobre “alguns pontos da RCC à CNBB”, mas acaba não explicando nada e confundindo tudo. Admira-me os bispos da CNBB (na verdade, não me admira nada) não terem questionado essa nota. Ela parece ter sido elaborada por um leigo membro da RCC e não por um bispo.
Dom Alberto ao invés de mostrar a fundamentação teológica dos supostos dons da RCC acaba por dizer praticamente “isso é assim, nós cremos que é assim e então deve ser assim”. Não há qualquer base naquele documento, nada! A RCC é dom de Deus porque é e ponto final, praticamente diz a nota.
Depois de elevar Dom Alberto ao ultra-pontificado você me acusa de seguir Dom Marcel Lefebvre, “um Bispo falecido em estado de afastamento da Igreja oficial comandada pelo atual Papa Bento XVI” . Nada mais inoportuno.
Embora eu concorde com ALGUMAS críticas de Dom Marcel, discordo de todo o resto. Não sou, nunca fui e nem serei membro ou leigo da FSSPX. Leia o blog que você verá minha opinião sobre a FSSPX. Prefiro Dom Mayer!
Para você, carismático, todo aquele que discorda da RCC é cismático não é mesmo? Quem diz que a RCC é um erro só pode ser anti-Bento XVI. Cuidado, pois esse Papa pode trazer surpresas desagradáveis para sua “facção” da Igreja.

Contra-argumento 5 – Obediência à CNBB

A recomendação da CNBB é referente ao uso da palavra “vamos executar o Batismo no Espírito Santo”, o qual a RCC hoje não usa mais, dizemos será feito a Efusão no Espírito que não é um Sacramento, é apenas uma oração pedindo a Jesus que nos conceda o que nos foi prometido em Ezequiel 26,36, Jeremias 31,31 e Joel cap 3 , Efésios 4, etc... enquanto que o termo “Batismo no Espírito Santo” apenas explicamos às pessoas o que Ele significa e quem é que nos pode concedê-lo, portanto não desobedecemos o documento 53.

Vamos tomar posse da bênção! Parece até que, nas suas palavras, eu estou ouvindo RR Soares! Por que será?
Será que a RCC não usa mais a expressão Batismo no Espírito Santo? O documento 53 da CNBB é datado de 1994. Tem mais de uma década. Agora vejamos

A Renovação Carismática de Minas está de acordo com a orientação do Conselho Nacional. Estamos retomando o batismo do Espírito Santo como experiência fundante da própria Renovação. (cf. Tácito Coutinho in “Tempo de Celebrar Pentecostes em Minas” disponível em http://www.rccbrasil.org.br/atual/cobertura/noticias.php?cod_cobertura=2695)
O trecho acima é do site oficial da RCC e datado de 20/06/2008. O autor se refere ao Batismo e a Efusão como se fossem a mesma coisa. Não faz qualquer observação quanto à recomendação do Doc. 53 que impede (em tese) o uso do termo “batismo”.

MCS. Você assumiu a coordenação estadual da RCC Minas recentemente, e qual é a lema para esse novo tempo?
Batismo no Espírito Santo. Celebrar Pentecostes é fundamental. Voltar para o Batismo no Espírito Santo voltar para refontizar, foi o que Deus colocou em meu coração e é o que eu tenho procurado fazer. (cf. Tácito Coutinho, ibid)

Um seminario de vida no Espirito sem o batismo no Espirito Santo é a mesma coisa que você se formar e não querer receber o diploma. (cf. Misael in Fórum de Discussão da RCC-Brasil) 13/03/2006
Agora repare na resposta absurda dada por um carismático preocupado com a “possibilidade” de num seminário de vida não existir essa “experiência protestante” do “batismo no Espírito Santo”.

Sugiro que se procure a coordenação diocesano e/ou estadual, se relate a situação para que o Batismo no Espírito seja realidade constante na sua cidade,querida irmã. (cf Edson in Fórum de Discussão da RCC-Brasil) 23/03/2006

Agora, no mesmo forum, o sr. Luis Ricardo nos escreve uma pérola

Caro irmão.
Isto é muito mais sério, e tem acontecido muito por ai sim.
Percebermos muitos irmãos e irmãs que estão a frente de grupos de oração, lideranças, que se quer oram em línguas em grupos !
Isso é muito triste, mas real .
Muitos grupos não tem mas dedicado verdadeiramente ao grande momento da Efusão do Espírito Santo para as pessoas da assembléia durante as reuniões de oração .
Talvez porque eles próprios que estão a frente, estejam precisando de um grande e novo derramamento do Espírito Santo em suas vidas, uma verdadeira RENOVAÇÃO
 .

Ele usa o termo efusão, como você propõe e a CNBB recomenda. Mas veja que ele diz que esses lideres carismáticos estão precisando de um novo derramamento do Espírito. É a essência do movimento metodista Holiness, pai da RCC. Nada é bom o bastante, tudo precisa ser constantemente renovado, derrubado e refeito, reformado. Assim, acatando a sugestão do sr. Luis Ricardo, haverá uma RCC da RCC. Que absurdo!
Outro absurdo, no mesmo fórum, é o seguinte:

Temos assistido a inverssão, estamos querendo tirar os carismas, e Louvor da Renovação e querendo ensinar teologia. Não que nao tevemos aprender, mas a maioria dos servos são gente simples, como o povo de Deus no Antigo testamento. (cf. Beto Cavalcante in Fórum de Discussão da RCC-Brasil) 05/12/2006
O fundador da Canção Nova, padre Jonas Abib, completa 35 anos de batismo no Espírito Santo nesta quinta-feira, dia 2. O sacerdote recebeu uma oração do Padre Haroldo Hans, que trazia esta novidade dos Estados Unidos, em 1971. O batismo no Espírito é a experiência de manifestação do Espírito Santo no interior de uma pessoa. Acontece com a manifestação do dom de rezar em "novas línguas ", como é relatado na Bíblia, no livro dos Atos dos Apóstolos, capítulo 2. (cf. 12º Congresso Mundial das Novas Comunidades in Canção Nova Eventos) 02/11/2006
Como vê caro internauta, essa história de que a RCC não usa mais essa expressão confusa para designar uma experiência subjetiva é conversa fiada! Usa sim e continua confundindo as pessoas.

Contra-argumento 6 – Pirô na batatinha

O fato de dizer, que vivemos algo novo, não é novidade nenhuma, porque o próprio Jesus é o mesmo ontem, hoje e sempre, e o que se viveu ontem não é o mesmo que se vive hoje, e nem se viverá amanhã, a missa de ontem não é a mesma de hoje, mesmo que a de hoje seja exatamente igual a de ontem e o Corpo de Cristo que foi consagrado hoje não seria necessário, uma vez que foi consagrado ontem, mas uma vez que o Corpo é o mesmo se diz apenas que é uma renovação do Sacrifício de Cristo, já que Ele morreu uma vez para sempre, então será um Sacrifício sempre novo e atual. “há mas esqueci que vc não aceita o CV II”.

Jesus é o mesmo ontem, hoje e sempre ou não? Porque segundo a sua afirmação eu acho que não, já que “o que se viveu ontem não é o mesmo que se vive hoje, e nem se viverá amanhã”
Você está começando a mudar os “~” da Bíblia! Cuidado!
Se alguém entendeu a sua declaração sobre o sacramento da Eucaristia, por favor me escreva porque eu não entendi!
Onde essa sua idéia absurda está explicada no Vaticano II? Creio que ela vai contra o Concílio de Trento, o mais “sacramental” dos concílios. E você pode estar em perigo de excomunhão se acredita na sua tese “eucarística” acima. De qualquer forma eu não a entendi.
Creio que você é que não aceita o Vaticano II, inventando teses mirabolantes, lendo e interpretando a bíblia ao seu gosto, etc.

O Fato de se salvaguardar a fé, logicamente é obvio que seja uma obrigação de todos nós, inclusive da RCC, que ensina e prega a palavra muito mais que outros movimentos, devemos usar este dom “Como se diz”, para conduzir o povo em direção aos caminhos indicados pela Igreja Católica, pior seria deixar estas ovelhas sem amparo e desprezadas sem nenhum conhecimento da palavra de Deus susceptíveis à astúcia de qualquer principiante no protestantismo, que arrebataria uma ovelha despreparada com apenas uma palavra, já que o Católico não teria como se defender com a falta de conhecimento da palavra de Deus segundo os princípios Católicos.
Quem dera a RCC fosse católica! Mas o DNA protestante fala mais alto. Posso enquadrá-lo como principiante no protestantismo? Você fica interpretando a bíblia, crendo em histórias absurdas típicas dos protestantes e fica citando Maria ali e acolá como forma, quem sabe, de manter uma certa “fachada” católica. Agora entendo suas colocações de Maria em frases onde a Santíssima Virgem não caberia.

Contra-argumento 7 – Magistério, novamente

Quem é este tal de Magistério da Igreja ?
Porque vejo aqui todo mundo discordando daquilo que a Igreja ensina, discordaram até da palávra de um Bispo, se Ele não representa o Magistério, quem reprensentaria então?
Danilo ? ou Magdália ? Talvéz Dom Marcel Lefebvre ou seria Orlando Fedeli ? Da mesma forma que Li críticas sobre pessoas defendendo Pe. Jonas com unhas e dentes, até mesmo sobre prováveis erros que desconheço, vi a Magdália e outros defendendo o Prof. Orlando Fedeli da mesma forma, até recebi um comentário em meu blog dizendo ser ele um "Fedelíssimo", não fidelíssimo, porque seria totalmente fiel somente a Fedeli e não ao Papa ou a qualquer outro. Erros encontramos em todo lugar.
Mas quando vier o que é perfeito...
Tudo será renovado....
Amem.
In Corde Jesu, Semper.

Ora, ora, ora. Novamente vemos que, segundo o autor dessas pérolas, qualquer opinião emitida por alguém que segue as críticas feitas por Dom Marcel ou pelo Prof. Orlando está automaticamente invalidado dentro da Igreja.
Reafirmo que concordo parcialmente com Dom Marcel, mas não sou um dos seus seguidores. O mesmo vale para o prof. Orlando Fedeli.
Às vezes faço algumas citações do prof. Fedeli, mas eu cito muitas coisas e até de fontes que algumas pessoas não gostam, como Dom Estevão (RIP). Dom Estevão faleceu em comunhão com a Igreja e eu o citei várias vezes nos artigos sobre a RCC. Isso torna minhas críticas válidas?
Foi justamente prevendo reações como essas que só citei pessoas que estão formalmente dentro da comunhão, para evitar que desconsiderassem o argumento devido ao seu autor.
Magdalia é mais próxima de ambos, mas isso também não invalida as críticas que ela faz. Por quê? Porque acima de Fedeli, Marcel ou dom Estevão está o Sucessor de Pedro. Se estivermos com ele, estaremos na barca segura preferida por Cristo.
Mas eu nunca assinei minhas postagens ou e-mails com o In Corde Jesu, Semper típico das postagens do prof. Orlando Fedeli... E agora? Outro nó?
Sobre a “palavra de um bispo”, referindo-se ainda à nota de Dom Alberto, eu discordo mesmo! Discordo como discordo das teses de Ario, Nestório, Melécio ou Fócio, todos membros da hierarquia eclesial do seu tempo e hereges. Dom Alberto não chega à heresia, mas defende algo que surgiu da e na heresia.

Contra-argumento 8 – Dominação Carismática

Eu não sabia que os Carismáticos já são maioria na Igreja a ponto de domina-la por completo, em minha cidade ainda somos minoria e praticamente não dominamos e nem somos dominados por ninguém, apenas convivemos fraternalmente auxiliando uns aos outros. Antes a RCC era perseguida, depois passou a ser tolerada, foi apoiada e até recomendada, mas esta história da RCC dominar a todos é um absurdo por completo.
Então deixe-me contar uma história verídica
Era uma vez a diocese de Piracicaba. Ela tinha um bispo e uma quantidade razoável de padres. Infelizmente a diocese era tomada pela Teologia da Libertação e não havia uma única paróquia que escapasse.
Na Paróquia de Nsa Aparecida, dessa diocese, havia um padre, o primeiro pároco da paróquia. Padre Joaquim era curto e grosso nas homilias, ia direto ao assunto.
Pe. Joaquim construiu com muito esforço o prédio da Matriz. É um prédio austero, simples e, até certo ponto, feio. Parece um templo protestante, mas comparando com outras igrejas o povo da paróquia até que tava no lucro.
No altar havia a toalha, tínhamos duas velas, como manda o missal, mas Pe. Joaquim não gostava muito da casula...
Com Pe. Joaquim não havia a “Equipe de liturgia”, ou melhor, havia, mas era limitada ao pessoal do coro. Toda a liturgia era organizada (não é a melhor palavra, mas serve) pelo Pe. Joaquim e não mudava muito. Na hora da doxologia, Pe. Joaquim parava, nos encarava e dizia bem alto e sem pudor “a parte vocês é só o amém”. Todo mundo respeitava.
Pe. Joaquim faleceu num acidente de carro.
Veio o atual pároco. Carismático.
A paróquia mudou, todo mundo ficou animado e entusiasmado. Começaram as encenações da equipe jovem, bem no meio da missa. Começaram os grandes atos na procissão de entrada, semelhantes aos da basílica de Aparecida (teve até barco no dia 12/10). A arquitetura da matriz mudou; atrás da cruz principal foram colocadas luzes e pedras. Ora ascende verde, ora amarelo... Legal!
Agora se canta “parabéns”, para os aniversariantes da semana, na missa. Começou uma equipe de dança litúrgica, mas não foi pra frente. Ganhamos bateria, chocalho e guitarra elétrica.
O povo estava eufórico.
Uma pequena equipe de carismáticos foi “convidada” a formar a “Equipe de Liturgia”. Estão lá até hoje, garantindo que as reformas que o novo pároco iniciou continuem assim. Os antigos membros do coro deixaram à igreja e percorrem 5 km para assistir a uma missa no centro da cidade.
Essa equipe “carismática” manda na missa. Não existe missal. O que ele vêem nas missas da Canção Nova às 20h, colocam em prática no dia seguinte. E ninguém pode contestar a legalidade desses atos. Quem questiona ou quem diz coisas do tipo “ah, a missa não poderia ser um pouco menos barulhenta” é removido.
Só que o tempo passa. E como o carismatismo é focado no humor das pessoas e não no sagrado de Deus, já está perdendo força. Nessa paróquia já se começa a ouvir frases impensáveis há três ou quatro anos; frases do tipo “no tempo do Pe. Joaquim é que era bom, não tinha bagunça”.
Essa é a história resumida da minha paróquia. Por isso meu bispo endereçou uma carta pedindo aos membros da RCC que não objetivem apenas o crescimento do seu próprio movimento, de forma sectária e proselitista.
Mesmo que os carismáticos não sejam (ainda) a maioria, eles conseguem se colocar em lugares estratégicos, notadamente a pastoral da liturgia das paróquias. Destrua a o culto e você destrói a fé. Houve uma explosão carismática na minha diocese graças aos padres jovens (- de 35 anos) e entusiasmados. Eles implantaram esse movimento aqui e o fortalecem colocando carismáticos como gerentes das suas paróquias. São minoria, mas poderosa. E aí de nós se abrirmos à boca!

Contra-argumento 9 – Liberdade Religiosa


Em relação à excomunhão proposta por Danilo, sabemos que a Igreja hoje não ensina mais tal coisa, sei que é discutível este fato, mas a liberdade religiosa garante uma convivência harmônica entre as diversas denominações religiosas sem ficar promovendo guerra entre os filhos do mesmo Pai, “não gostou do termo” veja – “tenho outras ovelhas que não são deste aprisco, preciso conduzi-las também...”, ainda bem que o meu Pastor é Jesus, se não a resposta seria,
“tá machucada a ovelhinha, não dá recuperação, já esta morta mesmo, que morra logo...”


Que absurdo. Quanto à citação do internauta, novamente vemos a subjetividade da livre interpretação bíblica pregada pela RCC, com origem protestante. Até aqui, só negaria a influência protestante na RCC e o fato desta conduzir inevitavelmente ao protestantismo mais execrável, quem realmente é muito tolo! Os sinais são claros e o nosso irmão internauta pensa e age como protestante, embora afirme que com esse “novo pentecostes” chamado RCC são os protestantes que voltarão para a Igreja Católica. Quanta ilusão.
São 40 anos de RCC e quantas conversões mesmo? Se contarmos o fluxo inverso, da Igreja Católica para as denominações protestantes, então teremos que encarar a realidade e ver que a RCC contribuiu para o Brasil ser, hoje, o maior país neo-pentecostal do mundo! Em 15 ou, sendo otimista, 20 anos o catolicismo será de 30 à 40% da população. Na minha diocese, onde proliferam os carismáticos, já temos o maior índice de protestantes do interior, da ordem de 40% da população.
Vejam a citação completa:

João - Capítulo 10
Em verdade, em verdade vos digo: o que não entra pela porta no aprisco das ovelhas, mas sobe por outra parte, esse é ladrão e salteador. 2 Aquele, porém, que entra pela porta, esse é o pastor das ovelhas.3 Para este o porteiro abre, as ovelhas ouvem a sua voz, ele chama pelo nome as suas próprias ovelhas e as conduz para fora. 4 Depois de fazer sair todas as que lhe pertencem, vai adiante delas, e elas o seguem, porque lhe reconhecem a voz; 5 mas de modo nenhum seguirão o estranho; antes, fugirão dele, porque não conhecem a voz dos estranhos. 6 Jesus lhes propôs esta parábola, mas eles não compreenderam o sentido daquilo que lhes falava. 7 Jesus, pois, lhes afirmou de novo: Em verdade, em verdade vos digo: eu sou a porta das ovelhas. 8 Todos quantos vieram antes de mim são ladrões e salteadores; mas as ovelhas não lhes deram ouvido. 9 Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo; entrará, e sairá, e achará pastagem. 10 O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância. 11 Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas. 12 O mercenário, que não é pastor, a quem não pertencem as ovelhas, vê vir o lobo, abandona as ovelhas e foge; então, o lobo as arrebata e dispersa. 13 O mercenário foge, porque é mercenário e não tem cuidado com as ovelhas.14 Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem a mim, 15 assim como o Pai me conhece a mim, e eu conheço o Pai; e dou a minha vida pelas ovelhas. 16 Ainda tenho outras ovelhas, não deste aprisco; a mim me convém conduzi-las; elas ouvirão a minha voz; então, haverá um rebanho e um pastor.


Essa passagem do “um só rebanho” tem sido tema de acaloradas discussões entre os ecumenistas. A verdade é uma só, Jesus é um só (por mais que o nosso internauta creia que ele mudou, já não sendo o mesmo ontem, nem hoje, muito menos sempre). As ovelhas fora do rebanho são aqueles tomadas de assalto, levadas pela heresia e dispersas da unidade com o bom pastor. São também aquelas que ainda não ouviram sua voz, não foram evangelizadas! São ovelhas feridas, mas que são chamadas constantemente pelo Bom Pastor.
A Igreja nunca ensinou que, em nome da tolerância religiosa, se tenha liberdade plena de pertencer à Igreja de Cristo e, depois de conhecê-la, deixá-la sem qualquer conseqüência. A Igreja é o Corpo Místico de Cristo e quem o deixa conscientemente deixa a salvação. Isso a Igreja sempre ensinou.
Por que, caro internauta, tanto medo da excomunhão? Se a Igreja não ensina mais que aderir ao erro protestante (heresia) é caso para tal...
Quem se torna protestante está sim em estado de excomunhão, caso contrário batistas, adventistas, luteranos e membros da IURD poderiam comungar a Eucaristia conosco.
E aqueles que, como o internauta, defendem idéias protestantes, mas estão dentro da Igreja? Deixo isso para os canonistas.

Para finalizar, o que nós, católicos normais, devemos fazer é rezar (em línguas conhecidas) e rezar muito. Na RCC há muito mais problema do que sugere a nossa vã filosofia. Rezemos por todos os membros da RCC; rezemos pelo Papa, para que ele tenha força nas reformas que tão bem farão à Igreja e que sepultarão a RCC de vez. Rezemos pelos cardeais, futuros papas, para continuem a proposta de Bento XVI.
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