Sejam Bem-Vindos!

"É uma grandiosíssima calúnia dizer que tenho revoltas contra a Igreja. Eu nunca tive dúvidas sobre a Fé Católica, nunca disse nem escrevi, nem em cartas particulares, nem em jornais, nem em quaisquer outros escritos nenhuma proposição falsa, nem herética, nem duvidosa, nem coisa alguma contra o ensino da Igreja. Eu condeno tudo o que a Santa Igreja condena. Sigo tudo o que ela manda como Deus mesmo. Quem não ouvir e obedecer a Igreja deve ser tido como pagão e publicano. Fora da Igreja não há salvação."
Padre Cícero Romão Batista

segunda-feira, 4 de abril de 2011

O Celibato Clerical

Antes de mais nada, é preciso dizer que o celibato de padres e freiras, bem como de todos aqueles que fazem voto de castidade perante Deus e a Igreja, não é um Dogma (matéria de fé), mas apenas uma norma disciplinar interna da Igreja.

Como tal, a Igreja poderá alterar esta disposição (como já fez) ao longo do tempo. Da mesma forma, não há obrigação para que os católicos concordem incondicionalmente com tal regra. No entanto, devido a tantas confusões que o público faz quando se trata do assunto, é interessante saber porque a Igreja optou pelo celibato de seus religiosos.

Na verdade, os clérigos optaram por um outro tipo de matrimônio: um casamento com a Igreja. Assim, um sacerdote, que não tem os deveres de pai e toda as preocupações que são inerentes a um chefe de família, pode se dedicar plenamente a sua paróquia, a sua missão de evangelizador.

Dos doze apóstolos, três eram casados (incluindo São Pedro, o primeiro Papa), mas nove eram celibatários. O próprio Jesus Cristo se manteve casto.

Com o tempo, os bispos e presbíteros da Igreja vão percebendo que esta condição mais próxima de Cristo era também a mais eficaz para o trabalho de evangelização. De fato, um pai de família não tem o mesmo tempo para cuidar da messe que um solteiro. Sem falar em outras questões, como a necessidade de se deslocar de uma região para outra.

Neste sentido, é que em 303 d.C. o Concílio de Elvira (Espanha) recomenda o celibato como norma para os religiosos. Na verdade, o Concílio apenas foi de encontro a uma realidade que já se fazia presente na Igreja.

Da mesma forma que várias instituições têm suas normas internas, a Igreja também as têm, com todo o dever e legitimidade para tanto. Ninguém é obrigado a ser padre, freira ou monge, mas caso decida por esta bela opção de vida, sabe das responsabilidades que está para assumir. Mutatis mutandis, é como quem decide entrar para as forças armadas: sabe das restrições que esta decisão implica, e mesmo dos riscos (tipo ser chamado para a guerra), mas se o faz, entende-se que há um ideal maior a justificar.

Haveria ideal maior do que procurar servir plenamente a Cristo?

Quanto a simples alegações dizendo que "o celibato vai contra a natureza do homem", tal não pode ser considerado, a menos que queiramos reduzir o homem a uma função meramente sexual, quase animalesca, esquecendo que se trata de um ser inteligente, dotado de alma e de ideais. E quanto não foram os exemplos de homens e mulheres que viveram feliz em sua condição de celibatário?

O exemplo típico é o de Santo Agostinho, que antes vivera em concubinato e, depois de converso ao Catolicismo, chega a exaltar o celibato, até mesmo de forma um tanto exagerada.

Mas para não ficarmos apenas no Cristianismo (o que já é mais do que suficiente), devemos lembrar do próprio Gandhi, que deixou a mulher para melhor lutar pelo ideal de libertação de sua pátria.

O que a sociedade moderna não entende é este "contra-testemunho" de pessoas que insistem em se manter castas, quando tudo "conspira contra", a começar pelos meios de comunicação em massa, que elegeram o sexo como um elixir mágico para todos os males.

Obviamente o sexo em si não é algo condenável. Pelo contrário, faz parte do Matrimônio, Sacramento da Igreja, exercendo a função de complementação entre o homem e a mulher, bem como a geração da vida. Funções, aliás, bem mais nobres do que outras que a sociedade moderna elegeu como justificativas das libertinagens a que hoje assistimos.

Mas, e a Bíblia, o que diz?

Os fundamentalistas em uma ponta, e os liberais em outra, dizem que o celibato é condenado pelas próprias Escrituras.

Neste sentido, citam versículos do tipo: "Crescei e multiplicai-vos". Ora, este é um mandamento para a humanidade em geral, e não para cada indivíduo. Se fosse assim, João batista, Cristo, São Paulo e boa parte dos apóstolos estariam, de cara, desobedecendo uma das recomendações que consta logo no início da Bíblia.

O próprio Cristo em Mt 19, 12 exalta o celibato:

"Pois há homens incapazes para o casamento porque assim nasceram do ventre da mãe; há outros que assim foram feitos pelos homens, e há aqueles que assim se fizeram por amor do reino dos céus. Quem puder entender, que entenda".

Quem puder entender, entenda...!

Mas Cristo continua:
"E todo aquele que deixar casa, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou filhos, ou campos por amor de meu nome, receberá cem vezes mais e possuirá a vida eterna." (Mt 19,29)

São Paulo endossa tal posicionamento:
Quisera que todos os homens fossem como eu; mas cada um tem de Deus a sua própria graça; este uma, aquele outra. Contudo, aos não-casados e às viúvas eu digo: é melhor para eles que permaneçam como eu." (1Cor 7,7-8)

Ou ainda:
"Estás ligado a mulher? Não procures a separação. Estás livre de mulher? Não procures mulher." (1Cor 7,27)

"Eu vos quereria livres de cuidados. O celibatário cuida das coisas do Senhor, de como agradar ao Senhor. O casado deverá cuidar das coisas do mundo, de como agradar à sua mulher, e assim está dividido. A mulher não casada e a virgem só se preocupam com as coisas do Senhor, com ser em corpo e em espírito. Porém a casada se preocupa com as coisas do mundo, como agradar ao marido. Isto vos digo para vossa conveniência, não para vos armar um laço, senão olhando ao que é melhor e ao que vos permite unir-vos mais ao Senhor, livres de impedimentos." (1Cor 7,32-35)

Por outro lado, quando São Paulo recomenda a São Timóteo que "o epíscopo tem o dever de ser irrepreensível, marido de uma só mulher, sóbrio, prudente, modesto, hospitaleiro, capaz de ensinar" (1Tim 3,2) não está obrigando São Timóteo a casar. Nem podia: um celibatário escrevendo para outro, mandando-o casar? Não faz o menor sentido!

O que São Paulo diz é para São Timóteo ser diligente na escolha de novos bispos, já que estes precisam ser pessoas exemplares para a comunidade. Só. Quem ler o trecho bíblico citado, com um mínimo de sensatez, não pode dar outra interpretação.

Se há clérigos que, infelizmente, não cumpriram os seus votos, isto não pode ser usado como desculpa para dizer que o celibato é imprestável, inviável, etc. Se fosse assim, toda e qualquer lei devia ser abolida, em respeito a seus infratores!

Nota sobre o celibato (CNBB) - 42ª Assembléia Geral da CNBB


NOTA DE ESCLARECIMENTO
  
            Lamentamos e desaprovamos o constrangimento que trouxe, para nossa 42ª Assembléia Geral dos Bispos do Brasil, para nossos Padres e para toda a Igreja, a interpretação inexata dada a uma das perguntas da Pesquisa encomendada ao Centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais – CERIS, pela Comissão Nacional de Presbíteros – CNP. 
            Por isso, esclarecemos e convidamos a todos para a reflexão séria e construtiva que a 42ª Assembléia Geral agora faz sobre “o perfil do presbítero brasileiro”: 
1. A afirmação da pesquisa, “O senhor, na condição de padre, nunca envolveu-se afetivamente com uma mulher”, é ambígua e oferece a possibilidade a respostas de peso diverso. De fato, “envolvimento afetivo” inclui um vasto leque de empenho dos afetos humanos e não apenas a relação sexual. Portanto, é indevido afirmar que 41% dos padres tiveram “relações sexuais com mulheres”. 
2. Se fosse verdade que, em algum momento da vida, 41% dos sacerdotes tiveram alguma fraqueza ou queda no campo da castidade, isto ainda não poderia ser interpretado como situação estável de infidelidade ao dever do celibato.  
3. De toda maneira, afirmamos a importância e a necessidade da prática da castidade pelos presbíteros, em conformidade com o celibato sacerdotal. 
4. Por outro lado é interessante notar que a mesma pesquisa do CERIS mostrou que a quase totalidade dos sacerdotes (94 %) sente-se feliz com sua escolha e não hesitaria em optar novamente pelo sacerdócio, como estado de vida. Isso seria inexplicável se levassem uma vida dupla que é sempre fonte de desgaste, estresse, desajuste e falta de alegria de viver e seria impensável a disposição em optar novamente pelo ministério presbiteral, como caminho de vida. 
Nesta oportunidade, reafirmamos apreço e respeito aos nossos sacerdotes. Nossa preocupação com sua “vida e ministério”, tema central desta 42ª Assembléia Geral, revela nossa consciência e empenho de Bispos pela qualificação humano-afetiva, espiritual, intelectual e pastoral dos anunciadores do evangelho, servidores do Povo de Deus.  
A todos, na Igreja, perita em humanidade, convidamos ao caminho exigente de dar ao próprio humano, à luz do Evangelho, aquela feição que deve ter todo filho e filha de Deus, contando com sua graça. 
Itaici, 23 de abril de 2004

   Cardeal Geraldo Majella AgneloArcebispo de São Salvador da Bahia
          Presidente da CNBB

Celibato sacerdotal "grita" ao mundo secularizado que Deus está presente




O Prefeito da Congregação vaticano para o Clero, Cardeal Mauro Piacenza, assinalou que o celibato sacerdotal "grita" ao mundo secularizado que Deus sempre está presente.
Em um artigo publicado na edição de 23 de março de L'Osservatore Romano, o Cardeal recorda que "o celibato é um dom do Senhor que o sacerdote está chamado livremente a acolher e a viver com plenitude".
Logo depois de recordar que este ensinamento é um tema fundamental dos Papas, o Cardeal adverte que "só uma incorreta hermenêutica dos textos do (Concílio) Vaticano II poderia conduzir a ver no celibato um resíduo do passado do qual liberar-se".
"Tal posição -prossegue- além de ser erro histórico, teológica e doutrinalmente, é também daninha para os aspectos espiritual, pastoral, missionário e vocacional", acrescenta.
Seguidamente o Cardeal Piacenza ressalta a necessidade de formar doutrinalmente o candidato ao celibato sacerdotal porque "não se pode viver o que não se compreende através da razão" e sublinhou que "o celibato é um assunto de radicalidade evangélica".
"Pobreza, castidade e obediência não são conselhos reservados de modo exclusivo aos religiosos. São virtudes que devem ser vividas com intensa paixão missionária. Não podemos baixar o nível da formação e, de fato da proposta da fé".
O Prefeito reconhece logo que "em um mundo secularizado é sempre mais difícil compreender as razões do celibato. Entretanto devemos ter a coragem, como Igreja, de nos perguntarmos se queremos nos resignar ante tal situação, aceitando como iniludível e a progressiva secularização das sociedades e das culturas, ou se estamos preparados para uma obra de profunda e real nova evangelização, ao serviço do Evangelho e, por isso, da verdade sobre o homem".
"Considero, em tal sentido, que o motivado apoio ao celibato e à sua adequada valorização na Igreja e no mundo possam representar algumas das maneiras mais eficazes para superar a secularização".
Finalmente o Cardeal Piacenza escreve que "não devemos nos deixar condicionar ou intimidar por quem não compreende o celibato e quisera modificar a disciplina eclesiástica, ao contrário, devemos recuperar a motivada consciência de que nosso celibato desafia a mentalidade do mundo, pondo em crise seu secularismo e seu agnosticismo, e gritando, nos séculos, que Deus está presente".

domingo, 3 de abril de 2011

COMIDI da Diocese de Caruaru oferece formação - A dimensão da caridade na Missão


 No dia 03 de Abril de 2011 o COMIDI da Diocese de Caruaru ofereceu um dia de formação aos agentes de pastorais refletindo o tema - A dimensão da caridade na Missão.


Segundo Dom Bernardino Marchió - Bispo Diocesano; O missionário não pode viver como se estivesse nas nuvens, deve viver a realidade e enfrentá-las. Nós temos a necessidade do outro, disse. A igreja tem que viver a humanidade sendo caridosos e vivendo a caridade e todas as suas dimensões, praticando a caridade não devemos olhar para as pessoas para poder ajuda-las, pois não importa se ela é negra,branca, etc.








O encontro teve a participação das paróquias de toda a Diocese, ao todos no máximo umas cem pessoas estiveram presentes.

      







Na parte da tarde tivemos o momento de avaliação de cada realidade paroquial.


Grupo Ministrado pelo Voc.Vinícius:
1 - Vimos a necessidade de criação de novas pastorais. Desta vez voltadas para o cuidado dos deficientes visuais, físicos, auditivos e assim por diante, para que cada vez mais eles possam se sentir acolhidos e participarem efetivamente da vida da comunidade eclesiástica.


Avaliação de outros grupos:
Pontos negativos:
1 - falta de evangelização;
2 - falta de motivação;
3 - falta de pessoas disponíveis para o serviço; 
4 - falta de conhecimento e formação;
5 - O comodismo


Pontos Positivos( Para se fazer a partir de agora)
1 -  Mais formação e conhecimento dos documentos da nossa Igreja Católica Apostólica Romana( Ponto de resolução de todas as dificuldades apresentadas)





Papa lembrou testemunho de João Paulo II


D.R.
Cidade do Vaticano, 03 abr (Ecclesia) – Bento XVI recordou hoje o testemunho de vida de João Paulo II, seu predecessor, falecido a 2 de abril de 2005, que vai ser beatificado no próximo dia 1 de maio.
“Por causa da sua próxima beatificação, não celebrei a tradicional missa de sufrágio por ele, mas recordei-o com afeto na oração, como penso que todos vós fizestes”, disse o Papa, aos peregrinos reunido na Praça de São Pedro, Vaticano, para a recitação da oração do angelus.
Ao assinalar o “sexto aniversário da morte do meu amado predecessor”, Bento XVI falou do falecido Papa polaco como um “grande pontífice”.
“Ao atravessarmos o caminho quaresmal, preparamo-nos para a festa da Páscoa e aproximamo-nos com alegria também do dia em que poderemos venerar como beato esse grande pontífice e testemunha de Cristo, confiando-nos ainda mais à sua intercessão”, afirmou, a respeito de João Paulo II.
O Vaticano promove uma conferência de imprensa, no próximo dia 5 de abril, para apresentar os preparativos e o programa da beatificação, que passará assim a ser apresentado pela Igreja Católica à veneração dos crentes como modelo e intercessor junto de Deus.
Bento XVI destacou, na sua habitual catequese, a importância de eliminar da vida quotidiana “tudo quanto ameaça a plena realização” do ser humano e afirmou que “o pecado feriu a humanidade, destinando-a à escuridão da morte, mas em Cristo resplandece a novidade da vida”.
Em espanhol, o atual Papa voltou a lembrar João Paulo II, convidando os presente a caminharem “sempre pelo caminho da verdade e da autêntica alegria”.
Karol Wojtyla, João Paulo II, morreu no dia 2 de abril de 2005, aos 84 anos de idade, na sequência do progressivo agravamento do seu estado de saúde, deixando atrás de si um pontificado de 26 anos e meio, o terceiro mais longo da história da Igreja.
A sua beatificação, marcada para o dia 1 de maio, vai decorrer sob a presidência do atual Papa, na praça de São Pedro, o que acontece apenas pela segunda vez no pontificado de Bento XVI, que apenas preside, por norma, às cerimónias de canonização.

sábado, 2 de abril de 2011

Casamento de gaúchos à moda Shrek é criticado por Igreja Católica



Foto: AE
À direita, os noivos vestidos de Fiona e Shrek: para a igreja, fantasia não cabe em casamento
Depois da sensação provocada por um casamento em que noivos e convidados usaram fantasias inspiradas no filme de animação “Shrek”, a Diocese de Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, emitiu uma nota lamentando o ocorrido. Todos os convidados da cerimônia também estavam fantasiados.

Foto: AEAmpliar
Igreja em Garibaldi, na Serra Gaúcha, é tomada por convidados vestindo fantasias do filme Shrek
O casamento polêmico aconteceu na cidade de Garibaldi, no dia 12 de março. O casal Denise Flores e Marcelo Basso disseram o “sim” vestidos de Fiona e Shrek. Padrinhos e convidados também assistiram à cerimônia fantasiados.
Depois de o caso virar notícia, a Diocese de Caxias do Sul resolveu criticar a não observação dos “ritos e linguagem adequados” a uma cerimônia religiosa. A diocese também entrou em contato com o padre que celebrou o casamento, para “advertir, orientar e corrigir os responsáveis”.
“O estilo usado e as fantasias não corresponderam à nossa realidade nem à santidade e seriedade desta celebração. Por isso, nós também desaprovamos, lastimamos o que aconteceu e compreendemos o mal estar e preocupações causadas”, escrevem os bispos Paulo Moretto e Alessandro Ruffinoni, em nota divulgada nesta segunda.

Vaticano institui fundo de solidariedade para o Japão

O Pontifício Conselho da Pastoral para os Migrantes e Itinerantes instituiu um fundo de solidariedade, através da Obra do Apostolado do Mar, para ajudar os pescadores e suas famílias afetados pelo terremoto e o tsunami ocorridos no dia 11 de março no norte do Japão.

Em um comunicado, o dicastério assinala que esta campanha está dirigida a bispos, sacerdotes, religiosos e leigos para que "façam uma doação ao fundo especial do Apostolado do Mar, criado para reabilitar as comunidades de pescadores ao centro do desastre", que perderam seus lares e toda a frota para sua atividade.

Os recursos arrecadados serão enviados ao Apostolado do Mar no Japão. O Diretor Nacional, Soon-Ho Kim, com a supervisão do Bispo Promotor, Dom Michael Goro Matsuura, assumiram a responsabilidade de coordenar o projeto.

O Presidente do Pontifício Conselho para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes, Arcebispo Antonio María Veglió, comentou que "uma iniciativa similar foi lançada em 2004 por parte deste dicastério depois do tsunami que afetou as costas da Ásia".

"A resposta das pessoas naquela ocasião permitiu ajudar diversas comunidades de pescadores", acrescentou, ressaltou Dom Veglió.

Dom Matsuura indicou ainda que "muitas comunidades foram completamente afetadas e perderam suas embarcações e casas".

"Queremos projetos e programas para reconstruir o ambiente humano, social e trabalhista destas pessoas: será um processo em longo prazo, também porque hoje as pessoas olham o mar com medo extremo", acrescentou Dom Matsuura.

SEIS ANOS DA MORTE DE JOÃO PAULO II

Cidade do Vaticano, 02 abr (RV) - Em 2 de abril de 6 anos atrás, João Paulo II chegava à Casa do Pai. Um aniversário este ano iluminado pela expectativa alegre e emocionada, em todo o mundo, pela beatificação do Papa Wojtyla no próximo dia 1º de maio. Sobre esse extraordinário binômio entre a morte e a elevação aos altares de Karol Wojtyla, a Rádio Vaticano ouviou o Vigário do Papa para o Estado da Cidade do Vaticano, Cardeal Angelo Comastri,:

R. - Devemos reconhecer que o povo de Deus, no momento mesmo da morte de João Paulo II tinha já a certeza de que um Santo tinha entrado no céu. Além disso, o então Cardeal Joseph Ratzinger, no dia 8 de abril de 2005, durante os funerais na Praça São Pedro, invocou a bênção de João Paulo II da janela do céu, num certo sentido considerando-o já Santo. Todos nós recordamos aquelas tocantes palavras: “Padre Santo nos abençoe da janela do céu”. Com a beatificação, a percepção do povo de Deus é confirmada com um ato solene e oficial do Santo Padre.

P - Como é de conhecimento de todos, nos últimos momentos da sua vida terrena, João Paulo II disse: “Deixem-me ir”. Com este “ir”, neste “chegar” ao Pai, Karol Wojtyla, no entanto, ainda está vivo em nós, talvez em alguns aspectos, mais presente do que antes...

R. – “Deixem-me ir” tem um preciso significado: João Paulo II sentia que estava já nos umbrais da Casa do Pai. Aquelas palavras, aquelas expressões eram a ânsia do coração, a alegria - quase - de acelerar o passo para ir ao encontro de Jesus, levado pela mão de Maria. Eu imaginei na minha fantasia de fé, naquele momento, estou certo de que na porta do céu se encontrava Maria. Maria, a quem João Paulo II sempre olhou e creio que Maria o abraçou como o abraçou no dia do atentado para salvá-lo.

P – “Totus Tuus ego sum”: a vida, o Pontificado de João Paulo II foram - são! - em nome de Maria. Esta beatificação pode ser lida, em fundo, como um dom de Nossa Senhora à Igreja, a todos os fiéis?

R. - Claro que sim! João Paulo II sentiu toda a sua vida ligada a Maria. O lema episcopal “Totus Tuus” - todo teu, ó Maria - é uma expressão da espiritualidade de toda a sua vida. Mas em particular, devemos dizer que seu pontificado se desenvolveu sob o olhar de Maria. Como podemos esquecer o dia 13 de maio de 1981? O dia em que Nossa Senhora aparece pela primeira vez em Fátima, uma bala atravessa o corpo de João Paulo II, mas não consegue matá-lo. Foi João Paulo mesmo que disse: “Uma mão assassina atirou para matar, mas uma mão materna me deteve nos umbrais da morte”. Não pode haver outra leitura. Mas como não recordar também o dia 25 de março de 1984? Naquele dia, na Praça São Pedro, diante da imagem de Nossa Senhora de Fátima trazida especialmente de Fátima, o Papa - eu o vejo ainda - de joelhos, consagra a Rússia ao Imaculado Coração de Maria; e no ano seguinte - 1985 – chega ao poder Gorbachev e tem início a “perestroika”, a mudança, a revolução no Leste da Europa. 

P - João Paulo II, será elevado à honra dos altares pelo Papa Bento XVI. Dois papas, dois servidores da Igreja, dois amigos, duas figuras tão relacionadas entre si: também este é um aspecto particularmente significativo, se poderia dizer, providencial...

R. - Eu creio que é a primeira vez na história da Igreja que um Papa tem a alegria de declarar Beato o seu predecessor. Certamente, será uma emoção extraordinária para Bento XVI, mas será também uma segurança espiritual! João Paulo II, agora, do céu, protege os passos de seu sucessor, e o conforta nos desafios que hoje a Igreja deve enfrentar. O Papa, em seus primeiros discursos, disse: “Parece que eu ainda ouço sua voz me dizendo: “Não tenha medo”, aquele convite, aquele imperativo o Papa dirigiu ao mundo inteiro, aos cristãos ao redor do mundo. “Não tenham medo!": agora, certamente, do céu, ele também diz a Bento XVI, neste momento dramático da história, neste momento em que o mar da história, parece verdadeiramente uma tempestade. Agarrados em Jesus, sob o olhar de Maria, podemos atravessar toda as tempestades da história, com a certeza de chegar ao porto de Deus. (SP)

sexta-feira, 1 de abril de 2011

O Ensino religioso nas Escolas



              Este é o título de um artigo publicado no Jornal Gazeta do Povo, 27/03, de autoria de Joel Pinheiro da Fonseca, que começa afirmando que “a Corte Européia de Direitos Humanos decidiu que as escolas públicas italianas têm o direito de pendurar o crucifixo nas salas de aula, contra o protesto de uma mãe de que isso negaria o direito a uma educação secular a seus filhos”.
            O argumento usado pela Corte não é “porque os valores europeus modernos têm raiz no Cristianismo”, mas de que “o crucifixo é um símbolo passivo”, ou seja, “não influencia os alunos”. O articulista questiona tal argumento porque “se tratam de escolas públicas”, pois “a decisão de impor a crença da maioria como norma para todos é insatisfatória”.
            Contudo, o argumento inverso também é válido. Fonseca afirma que “igualmente insatisfatória é a decisão de se calar sobre questões religiosas, fingindo que elas não existem, como propõe o secularismo radical que teme sua ‘influência’ sobre os alunos. O papel da escola é influenciar, mas a questão é saber se a influência é honesta, aberta e racional ou desonesta, manipuladora”.
            Ele afirma ainda que “o silêncio não é neutro: se tudo o que é espiritual é banido da escola, e a escola ensina o que é importante, a mensagem é que questões espirituais não são importantes e não merecem nosso engajamento racional, sendo deixadas ao capricho arbitrário de cada um”. Tal postura é espiritual e tem enorme influência (do tipo velado e manipulador) na mente do aluno.
            O que fazer para resolver a questão? É a descentralização: “diferentes países, cidades e até vizinhanças têm valores e crenças diferentes. Nada mais natural que a escola, parte integrante da comunidade, reflita esses valores e os manifeste com os símbolos apropriados”, acrescenta Joel.
            Por fim, o articulista usa um exemplo. Na própria Itália, devido ao aumento de alunos muçulmanos, muitas escolas têm atividades especiais de Ramadã, ao mesmo tempo em que expõem o crucifixo em sala. Iniciativas de alunos, pais e professores que, autonomamente, pensam em novas maneiras de conciliar as diferenças e manifestar suas identidades costumam ser mais sábias do que as imposições de um comitê central.

Para refletir:
1-      O Estado deve acabar com o Ensino religioso nas escolas?
2-      É possível ensinar religião em que se conciliem as diferenças e se manifestem as identidades?


Pe. Divo de Conto
Pároco Catedral N. Sra. de Guadalupe.

Nota da CNBB pelo falecimento do ex-vice-presidente da República



cnbb_logoA Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB expressa seu profundo pesar pela morte do ex-vice-presidente da República, José Alencar Gomes da Silva, ocorrida na tarde desta terça-feira, 29 de março. Após um longo tempo de luta contra o câncer, José de Alencar parte desta vida deixando para todos os brasileiros o testemunho de amor à pátria e à vida.
Em sua vida pública e militância política, José Alencar será lembrado, especialmente, por sua coerência, coragem e discrição. Mas, sem dúvida, ele será lembrado muito mais pela bravura com que enfrentou a doença que insistia em levá-lo antes do tempo. Na memória de todos ficarão suas palavras quando disse não ter medo da morte e que Deus é que o levaria e não o câncer. Nisso acreditou e assim viveu até o último momento.

Firmados na esperança, que vem de nossa fé na ressurreição de Cristo, pedimos a Deus que o acolha no seu reino.

Brasília, 29 de março de 2011
Dom Dimas Lara Barbosa
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro
Secretário Geral da CNBB

Aos Padres e Catequistas



DOM DIRCEU VEGINI
Bispo Diocesano de Foz do Iguaçu

Foz do Iguaçu, 1 de abril de 2011

Caríssimo Pároco


Saudações,

Na Reunião com a Equipe Diocesana de Catequese, que aconteceu 9/2/2011, na Cúria, com a presença do Pe. Edson, a equipe acolheu a proposta do Bispo Diocesano para que os crismandos entreguem à coordenação da catequese, na data da Crisma, o compromisso de participar numa Pastoral ou Movimento. Os crismandos(as) serão interrogados sobre isso quando da Crisma, pelo Bispo.
Por isso que se solicite a cada coordenador de Pastoral e de cada Movimento que acompanhem os crismandos e crismandas no tempo de formação para que conheçam as Pastorais e Movimentos da Paróquia, expondo aos mesmos a espiritualidade e ação Pastoral que realizam. Assim os crismandos e crismandas terão condições em fazer a opção, conforme os dons de cada um. Motive-se também os adolescentes e jovens para freqüentarem os Grupos de Família.
Relembro também conforme a Coordenação da Catequese do Regional Sul II, que o início da idade mínima para a Catequese Sistemática  é a seguinte: a criança deve ter 9 anos ou completar esta idade até o dia 31/12 do corrente ano. A Diocese de Foz do Iguaçu assume a orientação do Regional Sul II, cujo assessor da Catequese é Dom Antonio Peruzzo?
A equipe Diocesana de catequese vai encaminhar este assunto na reunião do dia 13/04, às 14h no Centro de Pastoral.  
Saudações fraternas ao Pároco,  às (aos) Catequistas e Agentes de Pastoral.
A todos Feliz e Santa Páscoa!
Atenciosamente,

D. DIRCEU VEGINI
Bispo Diocesano Foz do Iguaçu

MUSEUS VATICANOS VÃO ABRIR PARA PÚBLICO DE BEATIFICAÇÃO


Os Museus Vaticanos ficarão abertos durante à noite nos dias que antecedem a cerimônia de beatificação do papa João Paulo II, marcada para o próximo dia 1 de maio. Em um comunicado, o Vaticano informa que, nos dias 26, 27, 28, e 29 de abril e 2 de maio, as coleções de arte poderão ser vistas em horários extraordinários, das 19 às 24h, com entrada até às 22h.

Os peregrinos que apresentarem uma carta da paróquia, diocese ou outra instituição a qual pertencem, pagarão 8 euros a entrada. O diretor dos Museus Vaticanos, Antonio Paolucci, informou que "os museus do Papa são os museus de todos, representam a história, a missão e o destino da Igreja Universal". "Por isso, quisemos a abertura noturna e extraordinária com preço acessível para qualquer um que estiver em Roma nos dias que antecedem e seguem a beatificação de João Paulo II", explicou.

SIGNIFICADO DA SEXTA-FEIRA SANTA




A Sexta-feira Santa, ou 'Sexta-feira da Paixão', é a Sexta-feira antes do Domingo de Páscoa. É a data em que os cristãos lembram o julgamento, paixão, crucificação, morte e sepultura de Jesus Cristo, através de diversos ritos religiosos. 

Segundo a tradição cristã, a ressurreição de Cristo aconteceu no domingo seguinte ao dia 14 de Nisã, no calendário hebraico. A mesma tradição refere ser esse o terceiro dia desde a morte. Assim, contando a partir do domingo, e sabendo que o costume judaico, tal como o romano, contava o primeiro e o último dia, chega-se à sexta-feira como dia da morte de Cristo.

A Sexta-feira Santa é um feriado móvel que serve de referência para outras datas. É calculado como sendo a primeira Sexta-feira de lua cheia após o equinócio de outono no hemisfério sul ou o equinócio de primavera no hemisfério norte, podendo ocorrer entre 22 de março e 25 de abril.

Na Igreja Católica, este dia pertence ao Tríduo pascal, o mais importante período do ano litúrgico. A Igreja celebra e contempla a paixão e morte de Cristo, pelo que é o único dia em que não se celebra, em absoluto, a Eucaristia.

Por ser um dia em que se contempla de modo especial Cristo crucificado, as regras litúrgicas prescrevem que neste dia e no seguinte (Sábado Santo) se venere o crucifixo com o gesto da genuflexão, ou seja, de joelhos.

No entanto, mesmo sem a celebração da missa, tem lugar, no rito romano, uma celebração litúrgica própria deste dia. Tal celebração tem alguma semelhança com a celebração da Eucaristia, na sua estrutura, mas difere essencialmente desta pelo facto de não ter Oração eucarística, a mais importante parte da missa católica.

A celebração da morte do Senhor consiste, resumidamente, na adoração de Cristo crucificado, precedida por uma liturgia da Palavra e seguida pela comunhão eucarística dos participantes. Presidida por um presbítero ou bispo, paramentado como para a missa, de cor vermelha, a celebração segue esta estrutura:

  • Entrada em silêncio do presidente e dos ministros, que se prostram em adoração diante do altar oração colecta.
  • Liturgia da Palavra: leitura do livro de Isaías (quarto cântico do servo de Javé, Is 52,13-53,12), salmo 31 (30), leitura da Epístola aos Hebreus (Hebr 4, 14-16; 5, 7-9), aclamação ao Evangelho e leitura do Evangelho da Paixão segundo João (Jo 18,1-19,42, geralmente em forma dialogada).
  • Homilia e silêncio de reflexão.
  • Oração Universal, mais longa e solene do que a da missa, seguindo o esquema intenção – silêncio – oração do presidente.
  • Adoração da Cruz: a cruz é apresentada aos fiéis e adorada ao som de cânticos.
  • Pai Nosso
  • Comunhão dos fiéis presentes. Toma-se pão consagrado no dia anterior, Quinta-Feira Santa.
  • Oração depois da comunhão.
  • Oração sobre o povo. 

    Obs: Em muitas cidades históricas como: Paraty, Ouro Preto, Pirenópolis e Jaraguá - GO a Celebração da Paixão e Morte do Senhor é procedida da Procissão do Enterro, também conhecida como Procissão do Senhor Morto, em que são cantados motetos em latim.

    Toda a liturgia católica deste dia está em função de Cristo crucificado. Assim, a liturgia da Palavra pretende introduzir os fiéis no mistério do sofrimento e da morte de Jesus, que assim aparece como uma acção livre de Cristo em ordem à salvação de toda a humanidade.

    A veneração da cruz, símbolo da salvação, pretende dar expressão concreta à adoração de Cristo crucificado.

    A comunhão eucarística é, para a Igreja, a forma mais perfeita de união com o Mistério pascal de Cristo, e por isso é um ponto culminante na união dos fiéis com Cristo crucificado. O fato de se comungar do pão consagrado no dia anterior vem exprimir e reforçar a unidade de todo o Tríduo Pascal.

    Além da celebração da Paixão do Senhor, rezam-se as diversas horas litúrgicas da Liturgia das Horas.

A Igreja exorta os fiéis a que neste dia observem alguns sinais de penitência, em respeito e veneração pela morte de Cristo. Assim, convida-os à prática do jejum e da abstinência da carne.

Exercícios piedosos, como a Via Sacra e o Rosário, são também recomendados como forma de assinalar este dia especialmente importante para a fé cristã.

PAPA PEDE PARA REZAR PELOS JOVENS

Cidade do Vaticano, 1º abr (RV) - A Sala de Imprensa da Santa Sé informou que nas intenções de oração do Papa Bento XVI para o mês de abril estão o anúncio do Evangelho aos jovens e àqueles que ainda não conhecem a Boa Nova de Jesus.

A intenção do Papa para o Apostolado da Oração é: “Para que, através do anúncio crível do Evangelho, a Igreja saiba oferecer sempre, às novas gerações, renovadas razões de vida e esperança”.

Sua intenção missionária é: “Para que, através da proclamação do Evangelho e do testemunho da sua vida, os missionários levem Cristo a todos os que ainda não O conhecem”. (SP)

CARTAS REVELAM QUE PIO XII AJUDOU JUDEUS NO HOLOCAUSTO


A revista Avvenire, do Vaticano, divulgou hoje cartas trocadas pelo papa Pio XII que constam no arquivo do bispo dom Giuseppe Maria Palatucci que revelam ações do Pontífice em prol das vítimas do Holocausto.
  
Um dos documentos revela uma ordem direta de Pio XII para dispor fundos para a assistência aos judeus que estavam escondidos na diocese de Palatucci, de Campagna, em Salernitano. O bispo da ordem franciscana requisitou a ajuda para centenas e milhares de judeus escondidos em San Bartolomeo.
  
Em uma carta de 29 de novembro de 1940 de dom Giovan Battista Montini, lê-se que "o Santo Padre benevolamente dispôs um acordo amplo de ajuda que Lhe foi demandada. Em agradecimento, portanto a tal venerada ordem, Lhe transmito assinado o cheque de 10.000 liras [moeda local da época]".
  
Em uma carta anterior, de 2 de outubro de 1940, o então secretário de Estado da Santa Sé, cardeal Luigi Maglione, escreve: "O Augusto Pontífice se dignou a aceitar a denúncia e me ordenou levar a Vossa Excelência a importância de 3.000 liras, que lhe transmito com a única assinatura do Banco de Roma. Sua Santidade, em homenagem à intenção dos proponentes, me encarregou de Lhe fazer conhecer que este dinheiro é preferivelmente destinado aos que sofrem por razões de raça".
  
A revista também revelou uma carta escrita pelo bispo Palatucci em abril de 1953, na qual ele atesta que "a certa altura, não podendo com as minhas forças ajuda-los [judeus], dando dinheiro, roupas, e também, por vezes, alimento, voltei-me ao Santo Padre gloriosamente reinante, Pio XII, para que me mandasse subsídio, sendo que naqueles anos, eu pude ajudar os judeus com uma soma de cerca de cem mil liras: soma muito respeitável naquele tempo".
  
A postura do papa Pio XII, Pontífice na época da Segunda Guerra Mundial, com relação ao Holocausto tem sido alvo de acusações por parte de setores da comunidade judaica. Em 2010 foram divulgados documentos históricos no qual ele teria se mostrado omisso com as perseguições nazistas. A abertura dos arquivos relativos ao Pontificado de Pio XII deve ocorrer em 2015. (ANSA)

quarta-feira, 30 de março de 2011


PAPA BENTO XVI
AUDIÊNCIA GERAL
Praça de São Pedro
Quarta-feira, 30 de Março de 2011


Santo Afonso Maria de Ligório
Queridos irmãos e irmãs,
Corria o ano de 1732, quando Santo Afonso Maria de Ligório fundou a Congregação do Santíssimo Redentor. Autênticos missionários itinerantes, os padres redentoristas foram até às aldeias mais distantes, exortando à conversão e à perseverança na vida cristã, sobretudo por meio da oração. Assim aprenderam do seu Fundador, o qual lhes recomendava que fossem fiéis à doutrina moral católica, mas assumindo uma atitude cheia de caridade e compreensão com os pecadores. Os sacerdotes – ensinava ele - são um sinal visível da misericórdia infinita de Deus, que perdoa e ilumina a mente e o coração do pecador, para que se converta e mude de vida. Este ensinamento de Santo Afonso é de grande actualidade neste nosso tempo, em que há claros sinais de perda da consciência moral e – com preocupação, o reconhecemos – de falta de estima pelo sacramento da Reconciliação.
* * *
Amados peregrinos de língua portuguesa, queridos fiéis da paróquia de Santa Maria do Barreiro, na diocese de Setúbal: a minha saudação amiga para todos vós, com votos de um frutuoso empenho na caminhada quaresmal que estais fazendo. Que nada vos impeça de viver e crescer na amizade de Deus, e testemunhar a todos a sua bondade e misericórdia! Sobre vós e vossas famílias, desça a minha Bênção Apostólica.

Vaticano: Bento XVI preocupado com «falta de estima» pela Confissão


Cidade do Vaticano, 30 Mar (Ecclesia) – Bento XVI manifestou hoje a sua “preocupação” com a “falta de estima” pela Confissão, nome que designa o sacramento da Penitência ou Reconciliação, numa época marcada por “sinais claros" de desvanecimento da "consciência moral”.
A alusão ao sacramento durante a catequese dedicada a Afonso Maria de Ligório (1696-1787) foi feita no período mais marcadamente penitencial da Igreja católica, a Quaresma, que decorre até à Páscoa.
O santo italiano, cujos ensinamentos são “ainda de grande actualidade”, propôs “um rico ensinamento de teologia moral”, tendo sido proclamado patrono de todos os confessores e moralistas.
“Ao seu tempo tinha-se difundido uma interpretação muito rigorista da vida moral”, que “em vez de alimentar a confiança e a esperança na misericórdia” divina, “fomentava o medo e apresentava um rosto de Deus fechado e severo”, recordou Bento XVI.
Depois de salientar que Afonso de Ligório se distinguiu pela importância conferida “aos afectos e aos sentimentos do coração”, o Papa lembrou que o "insigne teólogo" insistiu na convicção de que “a santidade é acessível” a todos os cristãos.
Antes de se tornar padre e “mestre de vida espiritual para todos, sobretudo para as pessoas simples”, Afonso de Ligório obteve, com “apenas” 16 anos, o grau académico em direito civil e canónico.
Após tornar-se “o mais brilhante” advogado da comarca de Nápoles, onde durante oito anos ganhou “todas as causas” que defendeu, decidiu abandonar a profissão – e também “a riqueza e o sucesso” – para ser ordenado sacerdote, apesar da oposição do pai.
Nas acções de evangelização entre “os estratos mais humildes” da sociedade napolitana, Afonso conseguiu que “nos bairros mais pobres da cidade” se multiplicassem grupos de pessoas que rezavam e meditavam na Bíblia.
“Roubos, duelos, prostituição acabaram quase por desaparecer”, assinalou Bento XVI, para quem a acção do fundador da congregação do Santíssimo Redentor (Redentoristas) é inspiradora de uma “nova evangelização”, particularmente dos mais pobres.
A intervenção do Papa realçou que o anúncio da mensagem cristã e a construção de “uma convivência humana mais justa, fraterna e solidária” envolve padres, a quem é confiado o “ministério espiritual”, e “leigos bem formados” que possam ser “animadores cristãos eficazes”.
A “bondade” e o “zelo pastoral” de Afonso de Ligório, declarado santo em 1839, estiveram na base da sua nomeação para bispo de Sant’Agata dei Goti, enquanto que as suas obras, lidas e traduzidas em vários idiomas, contribuíram para modelar “a espiritualidade popular dos últimos dois séculos”.
O "Doutor da Igreja" estava convencido de que a meditação sobre o chamamento a “participar para sempre na beatitude de Deus, como na trágica possibilidade da condenação”, estimula uma existência vivida “com serenidade e empenho” e contribui para encarar a morte com "plena confiança na bondade" divina, sublinhou Bento XVI.
Dirigindo-se aos “amados peregrinos de língua portuguesa”, e em especial aos “queridos fiéis da paróquia de Santa Maria do Barreiro, na diocese de Setúbal”, o Papa desejou um “frutuoso empenho na caminhada quaresmal”.

terça-feira, 29 de março de 2011

Senhor, dá-me de beber!


Cardeal Odilo Pedro Scherer

Arcebispo de São Paulo - SP

As catequeses e os exercícios da Quaresma estão orientados para preparar os catecúmenos ao Batismo e a nós, que já fomos batizados, para a renovação das promessas batismais. O terceiro Domingo da Quaresma apresenta-nos, neste ano, o Evangelho da Samaritana, uma belíssima catequese batismal (cf Jo. 4,5-42).
A água na Samaria é rara e, como era costume, a mulher ia todos os dias ao Poço de Jacó. É lá, sentado à beira do poço, que Jesus encontra a Samaritana; o evangelista São João conduz o diálogo de maneira magistral, iniciando com a conversa sobre a água e o poço, passando pelas diferenças de fé entre judeus e samaritanos e pela vida pessoal da mulher, “mexendo” com sua consciência, para terminar com a proclamação dela e dos samaritanos, que acorreram ao poço: Jesus é o Salvador do mundo!
S.Agostinho observa que a Samaritana, de fato, é figura de cada um de nós, que passamos a vida procurando água nos poços por aí... Temos sede e necessitamos de beber. Mas que sede é essa? Já não é da água, que a torneira ou a garrafinha nos podem fornecer. Temos sede de amor, de acolhida, de sentido para a vida, de luz, de justiça, misericórdia, perdão, vida e felicidade plena. E nosso balde nunca se enche com as águas postas à nossa disposição. Buscamos mais; temos mesmo, é sede de Deus! S.Agostinho bem conheceu esta sede: “Tu nos fizeste para Ti, Senhor, e nosso coração não sossega enquanto não repousar novamente em Ti!”
Notemos que é o próprio Jesus quem primeiro pede para beber. O Filho de Deus veio ao nosso encontro e, como bom pastor, vai ao encontro das ovelhas dispersas. Tem sede, quer nos encontrar, tem muito para nos oferecer, quer se revelar a nós como verdadeira fonte de água viva: “Se alguém tiver sede, venha a mim e beba!” dirá ele em Jerusalém (cf Jo. 7,7). Veio procurar “os verdadeiros adoradores, que adorem a Deus em espírito e verdade” (cf Jo 4,23); quer dizer, com a consciência reta e a vida orientada para Deus, que não nos quer alienados e desorientados, indo para falsas direções.
A Quaresma nos impõe uma reflexão: Será que levamos a sério a nossa “sede”? Quais são os horizontes e as metas que temos na vida? Para quê vivemos? Para onde vamos? Quais são os valores que orientam nossas decisões? De que lado estamos: de Deus ou longe dele? Com que tipo de “água” tentamos matar nossa sede ardente? Perigosa é a tentação da vida superficial, da rotina do dia-a-dia, sem nos confrontarmos com as questões de fundo da nossa existência. A cultura atual favorece isso; vamos consumindo uma série de coisas, tentando saciar nossa sede, até mesmo para abafá-la... Pior ainda, talvez consumimos águas poluídas, que matam pouco a pouco, em vez de nutrir a vida. Vícios, drogas, vaidades alienantes, busca desenfreada de poder, riqueza e de gozo da vida podem representar essas águas envenenadas, que enganam nossa sede, mas não a saciam.
O profeta Jeremias, falando por Deus, já fez esta queixa dramática ao povo, que abandonou a fé no Deus vivo e verdadeiro e se voltou para a idolatria. “Duplo crime cometeu o meu povo: abandonou a mim, fonte de água viva, e preferiu cavar para si cisternas rachadas, que não podem conter a água” (Jr 2,13).
A mulher samaritana acaba deixando seu cântaro à beira do poço; já não precisa dele, pois encontrou a própria fonte abundante de “água viva”! O trecho final deste Evangelho mostra aonde a catequese quer levar: à adesão de fé em Jesus Cristo, o “Salvador”, àquele que mata nossa sede mais atroz; e assim também leva ao encontro da alegria, da beleza e de um novo sentido para a vida.
Participando do Mistério Pascal de paixão, morte e ressurreição de Jesus, também nós somos convidados a renovar nossa adesão a Cristo Salvador, nossa alegria de crer e o compromisso com o anúncio do Evangelho ao mundo.

Lançado o Ano Internacional do Afrodescendente no Brasil


ano_afrodescendenteFoi lançado pela ministra chefe da Secretaria de Promoção de Políticas para a Igualdade Racial (Seppir), no dia 21, o Ano afrodescendente no Brasil. O lançamento da campanha marca também os oito anos de criação da Seppir e o Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial, comemorado no dia 21 de março, que lembra as vítimas do massacre de Shapeville na África do Sul, mortas enquanto realizavam um protesto pacífico contra o regime de segregação racial.
O lançamento da Campanha no Brasil se justifica pelo alto número da população negra no país que é maior do planeta (e primeira fora do continente africano), este ano é a ocasião para chamar atenção para as persistentes desigualdades que ainda afetam esta parte importante da população brasileira.
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2009, 51,1% dos brasileiros se reconhecem como "pretos" ou "pardos". Significa que mais da metade de população brasileira tem descendência africana.
2011, Ano do afrodescendente
O ano Internacional do Afrodescendente foi declarado pelo Órgão das Nações Unidas. O secretário geral da ONU, Ban Ki-moon, explicou o objetivo da iniciativa. Segundo ele, o Ano Internacional tentará fortalecer o compromisso político de erradicar a discriminação a descendentes de africanos. A iniciativa também quer promover o respeito à diversidade e herança culturais.
Por ocasião do lançamento o secretário geral fez um apelo para que a comunidade internacional  se empenhe em garantir aos afrodescendentes direitos fundamentais como a saúde e a educação: “Vamos todos intensificar os nossos esforços para assegurar que os povos afrodescendentes possam gozar de todos os seus direitos”.
Ban lembrou ainda as metas de integração e promoção da equidade racial estabelecidas pelos países-membros da ONU na Conferência de Durban, em 2001.  O compromisso foi reiterado no ano passado, na Conferência de Revisão de Durban, realizada entre 20 e 24 de abril de 2009 em Genebra (Suíça).
A homenagem aos povos de origem africana foi uma iniciativa da Assembleia Geral da ONU, em reconhecimento da necessidade de se combater o racismo e as desigualdades econômicas e sociais.
Os afrodescendentes estão entre as comunidades "mais afetadas pelo racismo" e "enfrentam demasiadas vezes restrição de acesso a serviços básicos, como saúde e educação de qualidade”, afirmou o secretário geral da ONU.  "A comunidade internacional não pode aceitar que comunidades inteiras sejam marginalizadas por causa da sua cor de pele", afirmou.

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