Sejam Bem-Vindos!

"É uma grandiosíssima calúnia dizer que tenho revoltas contra a Igreja. Eu nunca tive dúvidas sobre a Fé Católica, nunca disse nem escrevi, nem em cartas particulares, nem em jornais, nem em quaisquer outros escritos nenhuma proposição falsa, nem herética, nem duvidosa, nem coisa alguma contra o ensino da Igreja. Eu condeno tudo o que a Santa Igreja condena. Sigo tudo o que ela manda como Deus mesmo. Quem não ouvir e obedecer a Igreja deve ser tido como pagão e publicano. Fora da Igreja não há salvação."
Padre Cícero Romão Batista

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

QUEM SOU EU? DE ONDE VIM? PARA ONDE VOU?



QUEM SOU EU? Criatura original, criada por Deus para ser feliz. Sou uma riqueza ainda não descoberta. Sou alguém capaz crescer de desabrochar. Sou um tesouro a ser explorado. Sou uma PESSOA. Isso quer dizer que sou feito à imagem e semelhança de Deus, que me criou com muito amor e como centro do universo. (SL 08)

Enquanto não valorizamos a PESSOA, consideraremos as COISAS mais importante que as PESSOAS.

   

A realidade da PESSOA consiste em dois elementos fundamentais: a exterioridade a interioridade.

-EXTERIORIDADE é aquilo que aparece: o TER, o que manifestamos, o que apresentamos.

-INTERIORIDADE é aquilo que é interior: o SER, o que sentimos, o que nem sempre demonstramos,o nosso modo de ser,o nosso querer, o nosso eu.

   

Não podemos esquecer que a interioridade é o mais importante.

A exterioridade tem que ser sinal, expressão dessa interioridade. Cada gesto externo, para ser honesto, leal, deve ser expressão, sinal de uma situação interior. O crescimento interior faz com que o gesto externo, embora o mesmo se enriqueça, se torne mais denso.

 

O crescimento externo não depende de mim, o interno sim, e não tem limite. “Sede perfeitos como vosso Pai celeste e perfeito”, disse Jesus.

Se não procuramos esse crescimento interior estamos morrendo e  transmitindo  morte.

Como é importante percebermos nossa capacidade de crescimento Interior dentro de nossa originalidade… Deus nos criou únicos, originais, e nós fazemos força para sermos “cópias”, “xérox” (modos e modas que nos escravizam).

  

 Lembre-se que na linha do ser PESSOA, o importante é você. Nunca uma decisão deve ser tomada por causa dos outros. Eu é que decido e assumo. Não podemos esquecer, porém, que dentro de nós existe a ambivalência, a ambigüidade.

  

Existe dentro de nós um desejo de crescimento. Ou de uma forma ou de outra, todo mundo deseja crescer (ou mais SER, ou mais TER).

  

O ponto de partida para o crescimento é CONHECER-ME e ACEITAR-ME como sou:

-minha pessoa (físico, intelectual, qualidades, limitações, etc.)

-minha família

-minha história, meu passado, etc.

 

 

Quando Deus criou tudo e tudo deu ao homem, Ele queria dizer que nos amava. Em cada ser da criação devo saber perceber o amor de Deus por mim. “O essencial é invisível aos olhos. Só se vê bem com o coração”. Se Deus me ama tanto, se me escolheu na obra da criação para ser PESSOA, Ele me COVIDA a viver de sua Vida e de sua Felicidade. Convida não impõe, deixa livre. O Amor é gratuito.

 

                          

      
"PONTOS PARA REFLEXÃO E ORAÇÃO"

                     

 

1.    Quais são minhas qualidades (dons)? Faça uma relação delas.

2.    Quais são minhas limitações?Faça uma relação delas.

3.    Como me vejo?(Procure fazer um auto-retrato, isto é uma

    descrião de minha pessoa,a mais completa possível,por escrito).

4.    Sinto-me feliz por pertencer a esta família que tenho?Por quê?

5.    O que gostaria de apagar da minha história?

 

6.    Qual foi o fato mais positivo da minha vida?Aquele que me

   deixou mais feliz?

7.    Como você se sente depois dessas reflexões?Por quê?

 

 Leia, Pense e Responda a você mesmo. 

Senhor, o que queres de mim?


Senhor o que queres de mim?”
    Acho que é essa pergunta que pretendo responder, buscando resposta para a pergunta que todos os vocacionados fazem! Senhor o que queres de mim? Desejo encontrar na ordem a realização da vontade de Deus.
    Confesso que não era bem o que imaginava mas ao decorre dos encontro acabei por me apaixonar pelo estilo de vida que a ordem propõe, me identifique com a vida de oração, com o trabalho e em especial com a vida de eremitério, pelo motivo de que se pode ter um contato maior com Deus comtemplar o que a de melhor, a vida de oração e silêncio. Posso assim dizer que a cada dia que passa posso me imaginar dentro da ordem, fazer planos para o futuro é bem simples, mas tudo muda.
    Quero ser frade pela vida simples de oração e missão, viver ao pé da letra como Francisco viveu, imitar Jesus, conhecer Jesus, amar Jesus, saber que o Cristo tem algo a, mas do que simples missão para mim. Embora seja tão franco encontro forças naquele que é a razão de todo este esforço. Parece até loucura viver assim sem nada, mas é o que me faz feliz o que me deixa na perfeita alegria e não me vejo em outro lugar que não seja este, na pura presença de Deus! Posso está errado, mas é o que acho ser frade é ser completamente Filho da pobreza irmão de toda criação é se entregar ao amor de Cristo.
   “Posso em fim me entregar ao amor e responder com o trabalho” isso são os meus planos de vida, viver cada segundo na presença real de Deus. Compreender que é me abandonando na ternura de Cristo que eu o encontrarei levantar de manha e poder dize que sou feliz por ser frade, por viver segundo o evangelho doando a vida com a pura prova de amor. Não quero ser apenas, mas um, quero fazer a diferença sendo sinal constante do amor de Deus mostra que Ele pode ser um refugio na fé.
   “Amai vossa vocação é por ela que Deus vos quer salvar” assim nos fazia entender S. Marcelino que nossa vocação é canal de graça não só para nós mas para todos que nos rodeia, sendo assim o nosso quero fica apenas em nossa concepção por que afinal Cristo é que tem planos para nós e assim Ele planeja por nós sendo seu principal plano salva a nós mesmo e a nosso irmão. “A minha vocação é semente que um dia plantas- te dentro de mim” deste modo só há um querer

Vocacionados - O "sim" envolve um mistério



  "Alegre-se, cheia de graça! O Senhor está com você!"(Lc 1,28)

No anúncio, Deus convida a pessoa a se alegrar com seu convite, com sua presença. "Não tenha medo, Maria, porque você encontrou graça diante de Deus." (Lc 1,30). Um dia, o Senhor bate "à porta" de cada um denós. É um momento de graça. "Como vai acontecer isso?"(Lc 1,34). Diante do chamado, da perceoção de um projeto de vida, muitos jovens procuram racionalizar tudo,  olhar tudo sob uma ótica humana.

"O espírito santo virá sobre você, e o poder do Altíssimo a cobrirá com sua sombra."(Lc 1,35). Deus prepara o caminho daqueles que ele chama. Ele permanece sempre junto daqueles que ele chama. Deus envia seu espírito para os acompanhar, pois "para Deus nada é impossível"(Lc 1,37). Para o vocacionado, muitas coisas podem parecer ou ser de fato impossível, mas para Deus não. No entanto, a difícil arte de dizer "sim", de realizar um projeto, comporta também momentos de insegurança, de dúvida. Quando,porém, alguém responde "sim", está confiando no poder de Deus, como a mãe do salvador: "Faça-se em mim segunto a tua palavra."(Lc 1,38).

Responder "sim" supõe diálogo com quem chama. É diálogo com profundidade, com o mistério de Deus. Quanto mais profundo e sincero este diálogo, maior será a certeza de que Deus está conosco, ajudando nas consequências de nossa resposta. Nesse sentido, o medo é superaso. O "sim" de Maria, por exemplo, é o "sim" de quem tem a certeza de que seria portadora de grande novidade deste mundo, porque sua resposta foi a mais profunda e sincera, marco do novo tempo.
 
Voc.Vinícius Caíque

Próxima reflexção vocacional:
A VOCAÇÃO ( Um projeto)
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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Papa pede aos jovens que não "fujam" da Igreja após casos de pedofilia.


O papa Bento XVI pediu aos jovens que "não fujam" da Igreja devido aos diversos casos de sacerdotes pedófilos, que prejudicaram a imagem da comunidade nos últimos anos.
O Pontífice assim pede no prólogo que escreveu nesta quarta-feira para o "YouCat", abreviação de Youth Catechism, um catecismo direcionado para os jovens, que será entregue a todos os participantes da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) que será realizada em Madri entre os dias 16 e 21 de agosto.
No texto, o papa assinala que todo o mundo sabe "de que maneira a comunidade foi atingida nos últimos tempos pelos ataques do mal, pela penetração do pecado no interior, melhor dito no coração, da Igreja".
Com estas palavras, na mesma linha que as pronunciadas durante sua viagem a Portugal em maio do ano passado, Bento XVI voltou a condenar os casos de padres pedófilos, ao insistir, como disse em Lisboa, que o sofrimento da Igreja "vem de seu interior, dos pecados que existem nela".
"Não tomai o anterior como pretexto para fugir do lado de Deus, vós mesmos sois o corpo de Cristo, a Igreja. Levai o fogo intacto de vosso amor", exorta.
No prólogo, o papa lembra que João Paulo II lhe pediu em 1985 que coordenasse um comitê internacional de bispos para redigir o novo Catecismo da Igreja Católica.
Bento XVI acrescenta que, uma vez pronto o Catecismo universal (publicado no final de 1992), se perguntaram se não seria conveniente também "traduzi-lo" à linguagem dos jovens e assim surgiu YouCat, sob a guia do cardeal de Viena Christoph Schönborn.
O papa indica que muitas pessoas lhe dizem que o catecismo não interessa à juventude atual, mas ele declarou que não acredita no fato.
Bento XVI visitará Madri entre os dias 18 e 21 de agosto para presidir a Jornada Mundial da Juventude, com expectativa de reunir 2 milhões de jovens de todo o mundo.


Vocacionados - O difícil caminho de dizer o "SIM"


    Quando refletimos sobre o compromisso que cada um é chamado a assumir em sua vida, não podemos deixar de recordar um importante personagem bíblico: Moisés.
    Moisés responde com um questionamento, como que relutando: "Quem sou eu para ir até o Faraó e tirar os filhos de Israel lá do Egito? (Ex 3, 11).
    De fato, muitos jovens hoje sentem dentro de si o apelo de libertar o povo das injustiças. E, como Moisés, também os jovens se questionam. Portanto, não são situações tão diferentes....
    Através da história de Moisés, muitos poderiam pensar que o chamado é somente para um libertar sociológico, e depositar toda sua confiança nesta libertação. Contudo, Deus não quer apenas a libertação da opressão, das injustiças sociais. Ele quer a libertação do homem na sua totalidade.
    A credito que o medo persiste no jovem quando ele vê a libertação apenas no contexto social. Isso porque a história nos mostra que todos os libertadores passam pelo caminho da morte. Mas tudo se torna diferente se o vocacionado percebe que não está só. "Eu estou com você". (Ex 3,12).  Então ele percebe que seu projeto é parte de outro projeto ( o projeto de Deus) e entende que sua vida pertence a Deus. Há, nessa situação, um salto da qualidade na vocação pessoal, que torna o vocacionado disposto a caminhar sem temores. Os temores existirão no jovem enquanto ele permanecer num projeto de libertação apenas sociológica.
    O caminho de dizer "sim" exige muitas libertações. As libertações começam dentro da pessoa e se estendem para o mudo. Partem de uma microestrutura(o indivíduo) para uma macroestrutura( a história). O desejo de libertação não está presente apenas no jovem, está presente em todo ser humano, que se revolta quando não se senti livre. O não sentir-se livre, porém, já é um passo na tomada de consciência de que cada um deve ser sujeito,agente,ator de sua própria história.

Voc.Vinícius Caíque


Próxima postagem vocacional:
O "sim" envolve um mistério.
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sábado, 29 de janeiro de 2011

PAPA A SACERDOTES E SEMINARISTAS ETÍOPES: "TRILHEM COM DETERMINAÇÃO CAMINHO DA SANTIDADE"

Bento XVI recebeu em audiência na manhã deste sábado, na Sala dos Papas, no Vaticano, a "Comunidade do Colégio Etíope no Vaticano", por ocasião dos 150 anos da morte do padroeiro da mesma, São Justino De Jacobis.

O Papa recordou essa figura luminosa de evangelizador exortando sacerdotes e seminaristas a serem sinal de esperança para a Igreja e a contribuírem para a convivência pacífica das nações etíope e eritreia.

"Trilhem com determinação no caminho da santidade": foi a exortação do Santo Padre aos sacerdotes e seminaristas do referido Colégio. Uma instituição – ressaltou – que é "sinal dos antigos e profundos laços de comunhão que unem a Igreja na Etíope e na Eritreia à Sé Apostólica":

"Vocês são um sinal de esperança, especialmente para a Igreja em seus países de origem. Estou certo de que a experiência de comunhão vivida aqui em Roma os ajudará também a dar uma preciosa contribuição para o crescimento e para a pacífica convivência de suas amadas nações."

De fato, o Pontífice recordou a luminosa figura de São Justino De Jacobis, padroeiro do Colégio etíope, que dedicou toda a sua vida a serviço do povo abissínio, e em particular à formação dos padres etíopes:

"Justino intuiu com visão de futuro que a atenção ao contexto cultural deveria ser um caminho privilegiado no qual a graça do Senhor formaria novas gerações de cristãos. Aprendendo a língua local e favorecendo a multissecular tradição litúrgica do rito próprio daquelas comunidades, ele trabalhou também por uma eficaz obra ecumênica."

Bento XVI deteve-se sobre a atividade do Pontifício Colégio que ajuda os seminaristas "em seu compromisso de preparação teológica, espiritual e pastoral". Exortou os sacerdotes formados em Roma a "suscitarem em cada um o amor a Deus e à Igreja", uma vez retornados à comunidade de origem ou quando acompanham os compatriotas emigrados para o exterior. Seguindo o exemplo de São Justino – acrescentou – saibam que para vocês sacerdotes e seminaristas "é traçado o caminho da santidade":

"A santidade se coloca, portanto, no coração do próprio mistério eclesial e é a vocação a qual todos somos chamados. Os Santos não são um ornamento que reveste a Igreja a partir de fora, mas são como as flores de uma árvore que revelam a inexorável vitalidade da linfa que a percorre."

"Apesar do caráter próprio da vocação de cada um, não somos separados entre nós; somos, ao invés, solidários na comunhão interna de um único organismo espiritual – observou o Pontífice.

Cristo – disse ainda – "conquistou" a nossa vida. E, todavia, "não suprime as qualidades características da pessoa". Pelo contrário, "as eleva, as nobilita e, fazendo-as suas, as chama a servirem ao seu mistério e à sua obra" – concluiu Bento XVI. (RL)

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Visões absurdas da RCC!

Louvado seja Jesus...
De Vanusa Ignácio.
Escrevo-lhe, desta vez, para relatar os acontecimentos que presenciei em retiros e encontros presididos pela RCC. Gostaria de alertar os cristãos que hoje pertencem a esse movimento, e aos demais, estejam eles convictos de sua fé, ou confusos, como eu me sentí há muito pouco tempo. Por diversas vezes pedí ao Senhor nosso Deus que me honrasse com a graça do discernimento, para professar sem medo minha fé, exercendo a capacidade de separar o joio do trigo. Eis que o Senhor não exitou em responder-me, inclinado para mim Seus ouvidos e agraciando-me com o esplendor da Verdade, pois embora eu viva em pecado, sei onde não mais devo ir procurar auxílio.


Meu único objetivo é mostrar a todos que é preciso ter cuidado com nossas ações, gestos e palavras, pois a quem nada conhece, nada lhe será cobrado, mas a quem muito foi dado, muito será cobrado. Irmãos, não "comamos e bebamos" nossa própria condenação.


Lembro-me de um episódio onde nos encontrávamos em um momento de oração em um retiro, e o pregador que o presidia começou a indagar-nos, a respeito da oração em línguas. Quem tinha essa prática, devia apresentar-se erguendo a mão, e quem não a tinha, dirigir-se-ia ao centro de um círculo que em breve se formaria. Claro que não erguí a mão, e permanecí na mesma posição, procurando concentrar-me em Jesus, e pedindo insistentemente o seu auxílio, pois eu estava extremamente constrangida e confusa com a visão que eu tinha diante de meus olhos, e com as palavras que ouvia. Só não saí da sala para não chamar mais atenção. E o pregador começou a proferir as seguintes palavras: "Hoje se vocês ainda não oram em línguas, passarão a orar..." 


Foi muito estranho, pois hoje percebo que era como se este homem tivesse tamanha autoridade para ministrar os dons de Deus, dando-os a quem bem quiser e quando quiser. Já participei de inúmeros acontecimentos semelhantes, e eles estão sempre querendo impor-nos o dom das línguas, como se o possuíssem. As palavras ou sílabas proferidas são sempre as mesmas: shilarabaria cantara... Estranho isso, não? Para mim, oração em línguas era oração em "línguas", e não uma repetição de sílabas sem origem nem sentido.


O único pecado que não tem perdão é aquele que é cometido contra o Espírito Santo. Por conhecer essa orientação do Senhor, escondí por anos meus sentimentos e opniões sobre a RCC. Tinha medo de estar pecando. Mas hoje conheço meus objetivos, e eles se resumem no cumprimento da vontade de Deus. Quero encontrá-lo, sem orgulho e sem pretensões; sem ignorância e sem hipocrisia; "pois haverá um dia do senhor contra todo o orgulhoso e arrogante, contra todo aquele que se eleva e se engrandece." 


Fui aspirante das Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena durante 1 ano, e esse período muito me ajudou a ter coragem de ser quem sou, e viver minha própria espiritualidade, pois homem nenhum pode lhe dizer como orar, pois isso foi o próprio Cristo quem nos ensinou.


Em outra ocasião, também em um retiro, aconteceu o que é conhecido como baile do Espírito. A "gota d"água". É feito durante a noite. Apaga-se as luzes, tira-se as cadeiras, e alguém nos pede para fechar os olhos e não abrir por motivo algum. O ministério de música entoa canções e o "baile se inicia", com uma voz orientando-nos a imaginar que estamos "dançando com o Espírito Santo", ou com a Virgem Maria. Isso varia. Eu estive lá, e permanecí na mesma posição, resistindo insistentemente a uma força que tomava conta do meu ser de forma tão brusca que me provocava ódio. Sensação de que Deus não estava conduzindo aquilo tudo, e se não vinha d"Ele, eu não queria estar alí. Esse retiro inteiro fui alvo dos mais diversos olhares e julgamentos, por ter minha própria espiritualidade, meu próprio jeito de orar, de louvar, e não seguir o que todos fazem. Ou seja, por ser conservadora. Chegaram a pensar que eu tinha "problemas sérios", e que provavelmente estava resistindo a ação de Deus. No final, pediram-me "desculpas por qualquer coisa", pois haviam percebido que meu único "problema" era NÃO SER CARISMÁTICA.


O repouso no Espírito. Esta é das mais conhecidas práticas carismáticas, que acontece até mesmo em missas, o que para mim é um tremendo absurdo, pois nada tem a ver com a liturgia. Pessoas - normalmente duas - se aproximam de você, e começam a orar em voz alta ou sussurrando, mas de modo que se é possível ouvir o que dizem. Em alguns casos, você recebe "ajuda" para cair. Em outros, acaba acontecendo. Já aconteceu comigo duas ou três vezes. Sentí minhas pernas tremerem e não pude sustentar-me. Quando você cai, eles te amparam, te ajeitam no chão, e normalmente fazem o sinal da cruz em sua testa. Aguns dizem que saem do corpo, outros que tem visões. Mas eu fiquei plenamente consciente, ouvindo tudo ao meu redor. Um pouco estagnada, mas normal. Sentí-me descansando, o que é bastante aceitável, pois qualquer um que se põe a deitar, seja na cama, sofá ou chão sentirá o mesmo. O que posso dizer-lhes, amados irmãos, é que a queda foi real e involuntária. Quanto a ação do Espírito Santo? Bom, se tal prática realmente nos levasse à um encontro verdadeiro, e não só a uma hipótese, acho que provocaria uma transformação considerável no indivíduo, que provavelmente o levaria a mudar de vida, e não permanecer do mesmo jeito. A ação de Deus não pode ser à toa. Quando Ele nos toca, sempre ocorre uma mudança. E não é o que vemos na grande maioria dos membros da renovação carismática, que dentro da igreja são servos fiéis do Senhor, mas fora dela, praticamente nada os diferencia daqueles que ainda não conhecem a Deus. Levando em consideração que a maioria são jovens. Esta situação não está restrita aos carismáticos, mas a partir do momento que se dá um testemunho, espera-se no mínimo que o portador tente viver o que prega. 


Mas a pergunta que não quer calar é: "se você caiu, como explica o que aconteceu?" Bem, é verdade, eu caí. E fiquei imaginando o que poderia ter acontecido. Comenta-se por aí sobre o poder da mente. Acho que nossos pensamentos estão estreitamente ligados aos acontecimentos. Entretanto, acredito que todas as coisas só ocorrem com a permissão de Deus. Ainda que eu pense positivo sobre algo, se Deus não o quiser, não acontecerá. Quando você está em um desses momentos de "oração", e se aproximam de você para orar, uma vez que você já conhece ou já ouviu falar do que acontece, ou então se não sabe, está observando os outros, você pressupõe que também vai cair. E você acredita. Aconteceu comigo na primeira vez. As pessoas que estavam ao meu redor proferiam palavras com tanta intensidade e em vóz tão alta que me provocava um susto. Minhas pernas já estavam tremendo pelo susto. Você sente que é como se entrassem em sua mente. É isso o que acontece. Uma manifestação emocional de uma intervenção psicológica. E quem está passando por algum problema ou dificuldade é mais vulnerável. Comigo estavam também pessoas que não conheciam, nem tinham contato com essas coisas. E elas não caíram. Essas "quedas" que tive nada mudaram em minha vida. Saí renovada de muitos desses encontros, mas não devo isso a nenhuma desssas práticas, e sim à graça de Deus que nunca deixou de se manifestar em mim só porque não sou carismática. O que é contrário àquilo que os carismáticos pensam e ensinam. Parece uma brincadeira com o Espírito Santo de Deus. Muito cuidado! Com o Espírito Santo não se brinca.


Mas os absurdos não param. Em uma determinada paróquia, que tem como pároco um padre muito famoso pude presenciar algo que me causou tamanho mal estar, que não pude permanecer no local nem mais um minuto além do necessário para concluir o objetivo pelo qual estive lá, que era assistir a uma peça de teatro. Qualquer cristão sabe que a sexta-feira santa é um dia de recolhimento, pois lembramos a crucifixão e morte de Jesus Cristo. Não é dia de festa. Quando cheguei nesta paróquia, havia uma banda em cima de um palanque enorme ministrando uma espécie de show. Mas isso não é tudo. As canções proclamavam sem a menor sombra de dúvida a ressurreição de Cristo. Isso mesmo, com todas as palavras. Sem falar que na quaresma inteira se canta e se profere aleluias e louvores, com palmas e danças nas paróquias carismáticas. Puxa vida, mas nem na quaresma?


Meu Deus, eu não concordo com isso! Eles fogem completamente da liturgia, "oram em línguas" durante a missa. O que estão fazendo com a Igreja Católica? Protestantizando! Meu Deus, é o Santo Sacrifício que estão profanando! 


Ainda não acabou. Pelo que sei, com meu limitado conhecimento, o único dia em que se tem permissão para sair com o Santíssimo exposto pelas ruas é na celebração de Corpus Christi. Porém, este fato ocorreu nesta mesma paróquia de padre famoso. Sabe qual foi a desculpa que me deram quando questionei? Que o foi só em algumas ruas. Sem comentários...


Professor Orlando, tenho muitas dificuldades em minha vida espiritual, oriundas de problemas sexuais e afetivos. Isso me levou, muitas vezes, a tomar medidas desesperadas. Queria ter um encontro com Deus, não importava onde nem como. Pois embora seja como Saulo, quero um dia ser imitadora de Paulo, como ele o foi de Cristo. Então eu acreditava firmemente no que me diziam a respeito desses retiros e encontros. Fui lá procurar Deus. Mas só o encontrei dentro de mim mesma. Porque Deus se manifesta de formas diferentes para cada um. E por algum motivo, eu não o encontrava nessas práticas que presenciava. Na verdade, eu sempre procurava me recolher, ainda que meu corpo estivesse lá. E sempre me deixava tomar por um complexo de inferioridade, porque todos sentiam, menos eu. Todos acreditavam, menos eu.


Meu objetivo não é julgar quem age certo ou quem age errado. Mas quero defender a Igreja, porque ela é Santa. Somos nós, com nossos pecados e maus exemplos que manchamos sua fachada, mas seu interior permanece ileso, porque Cristo é a Cabeça. Deus me chama todos os dias, assim como chama a cada um, com uma missão diferente para cada um, a cada dia. E não me sinto digna da missão que ele me confiou. Não me sinto capaz de executá-la. Todavia, não aceito que profanem o Santo Sacrifício, não aceito que se falte com respeito ao meu Deus. Ele que é tão misericordioso para com todos. 


Hoje amadurecí, e compreendo que não posso mais frequentar esses eventos, porque nada tem a ver comigo. Aliás, eu não sei mais com o que tem a ver, pois a cada dia que passa a RCC afasta as pessoas da liturgia. Parece uma anarquia, um oba-oba interminável.


Há tanto mais que eu poderia acrescentar, mas meu tempo é curto. Talvez numa outra oportunidade.

RESPOSTAMuito prezada Vanusa, 
salve Maria.
Sua carta é um testemunho que impressiona pela seriedade de seu posicionamento diante de Deus.
Você deixa bem claro o quanto a RCC é péssima às almas. Tomara que logo Deus permita que a Igreja se livre desse mau.

Planeta Brasileiro