Sejam Bem-Vindos!

"É uma grandiosíssima calúnia dizer que tenho revoltas contra a Igreja. Eu nunca tive dúvidas sobre a Fé Católica, nunca disse nem escrevi, nem em cartas particulares, nem em jornais, nem em quaisquer outros escritos nenhuma proposição falsa, nem herética, nem duvidosa, nem coisa alguma contra o ensino da Igreja. Eu condeno tudo o que a Santa Igreja condena. Sigo tudo o que ela manda como Deus mesmo. Quem não ouvir e obedecer a Igreja deve ser tido como pagão e publicano. Fora da Igreja não há salvação."
Padre Cícero Romão Batista

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Segundo dia - Bispos falam sobre a comunicação e o Missal Romano


André Alves
Enviado especial a Aparecida (SP)


Luana Oliveira / Cancão Nova
Bispos chegando para o segundo dia de Assembleia
A 51ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil segue em seu segundo dia e continua a abordar, nesta quinta-feira, 11, o tema central da reunião episcopal que trata da situação das paróquias. Além disso, a tradução para o Missal Romano e o Diretório de Comunicação também entraram na pauta da Assembleia neste dia.

Acesse:
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Segundo a Assessoria de Imprensa da Assembleia, a Comissão Episcopal para os Textos Litúrgicos apresentará em plenária a proposta para uma nova tradução do Missal Romano – livro utilizado na condução das Celebrações Eucarísticas. Os trechos traduzidos já foram analisados anteriormente pelos bispos, agora deverão ser aprovados na Assembleia e, em seguida, serão enviados ao Vaticano para reconhecimento da Santa Sé.

O presidente da Comissão, Dom Armando Bucciol, diz que o trabalho tem sido feito por etapas e que parte do material já foi mandada para Roma: “E assim, de ano em ano, pretendemos continuar, apresentando à assembleia uma parte e depois esperamos a resposta definitiva de Roma.”

Sobre o Diretório de Comunicação, Dom Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro, que também participou do processo de elaboração do Diretório, fez a seguinte consideração: “a comunicação é essencial na vida do ser humano e a Igreja é feita de comunicação, da boa notícia, da Palavra de Deus, da Catequese, da Liturgia. Com as mídias sociais e com a comunicação eletrônica, é importante que haja orientação, que não corte o entusiasmo, mas que entende bem a comunicação no Brasil”.

Para os bispos, o Diretório de Comunicação é fundamental para a Igreja visto que não há como promover evangelização sem utilizar, nos dias de hoje, os meios de comunicação. 

COL divulga nota sobre a participação de artistas na JMJ


Da redação, com rio2013.com


O Comitê Organizador Local (COL) da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Rio2013 divulgou uma nota, nesta terça-feira, 9, sobre informações veiculadas pela imprensa nos últimos dias, com referência à participação de artistas musicais na JMJ.
De acordo com a nota, a participação dos artistas citados pela mídia não está oficializada pela organização do evento. O texto também salientou que todas as apresentações na JMJ Rio2013 serão ainda analisadas pelo Vaticano.
Leia a nota na íntegra
"O Comitê Organizador Local (COL) da Jornada Mundial da Juventude Rio2013 esclarece que a informação sobre a participação de artistas musicais, citados pela imprensa nos últimos dias, não está confirmada pela organização do evento, uma vez que a agenda de atividades culturais não foi oficializada pela organização.
É importante salientar que as apresentações durante a JMJ Rio2013 são analisadas e devem ter o parecer final do Pontifício Conselho para os Leigos (PCL), que exerce a função de Comitê Organizador Central da JMJ e está ligado ao Vaticano."

Por que as mulheres não podem ser sacerdotes?



"O assunto foi apresentado por uma minoria de eclesiásticos que creíam saber interpretar as moções de algumas mulheres do nosso tempo, e isso deu lugar a inevitáveis comentários de uma imprensa ávida por notícias sensacionalistas, pronta a encontrar fisuras no corpo da Igreja.

Os promotores do sacerdócio feminino procuraram argumentos de índole bem variada para sustentar sua proposta. Entre todos eles, se põem especial ênfase naqueles que manifestam maior seriedade.

1) Adaptação da Igreja às características da sociedade moderna

Depois de séculos de opressão, a mulher se situa hoje em uma atitude reivindicadora (o desejo de otorgar-lhes o sacerdócio não procede, entretanto, de uma emancipação feminista, senão que foi promovido por eclesiásticos, principalmente). A Igreja deve acolher institucionalmente e a todos os níveis essa atitude, e superar assim seu passado anti-feminista.

Aqui, é facilmente observável tão só uma concepção humana da Igreja, como se ela pudesse reiterar sua essência constitutiva. Sua estrutura fundamental não deriva da sociedade, ou da cultura, ou da mentalidade do seu tempo. A Igreja não pode pretender fazer-se acreditável ou aceitável para os homens deixando de lado o que ela é, mesmo se houvesse uma maioria que reclamasse tal opção: como Cristo, será sempre o não da contradição, necessidade para alguns e escándalo para outros, fiel à vontade divina expressada pela Revelação, conservada em sua fé e em sua vida de modo contínuo e homogéneo, por vinte séculos, com a assistência do Espírito Santo.
2) Igualdade de direitos entre o homem e a mulher

É muito justo falar sobre a igualdade de direitos do homem e da mulher na sociedade civil, baseado na sua condição de pessoas, e baseado em que a natureza humana é uma e a mesma no homem e na mulher. Também é muito justo falar sobre a igualdade radical de todos os fiéis em Cristo: igualdade em sua comum dignidade de filhos de Deus pela graça, igualdade na vocação universal à santidade e a bem-aventurança no Céu, igualdade também do dever fundamental de cooperar activamente na salvação das almas. Tudo isso comporta também uma certa igualdade de direitos na Igreja (entretanto aqui convêm ter uma certa cautela ao falar de direitos: porque, nesta ordem sobrenatural, dependem do que Deus tenha querido livremente conceder-lhe). Todos os fiéis -tanto o homem como a mulher- foram igualmente regenerados por Cristo no batizado e feitos participantes da sua missão salvadora.

Entretanto, nenhum fiel-nem homem, nem mulher- tem realmente nenhum direito ao sacerdocio ministerial. Como no caso da eleição dos apóstolos e do apóstolo das gentes, é Deus quem chama ao sacerdócio a quem quer, quando quer e como quer: “Ninguém se atribua essa dignidade, se nao é chamado por Deus, como Aarón”.

A ordenação sagrada não está na linha dos direitos dos fiéis, não é como o desenvolvimento do sacerdócio comum de todos. O sacerdócio ministerial é um dom peculiar, pelo que Cristo chama a alguns para que obrem em Seu nome, com Sua autoridade, para prestar à Igreja um ministério peculiar. Como gratuitas e não devidas aos homens foram a Encarnação e Redenção, gratuitas e não devidas são as condições estabelecidas por Deus para escolher a alguns para o ministério sacerdotal.

Isso não se opõem a igualdade fundamental dos fiéis, nem divide aos cristãos em duas categorías: argumentar de outro modo seria cair em um clericalismo demagógico, como antes tivemos outro pseudo-aristocrático. A Virgem Maria, venerada com um culto especial, muito à cima dos santos, nunca teve um grau hierárquico na Igreja.
3) A proibição procede de uma cultura e uma mentalidade pagã

Os promotores do sacerdócio feminino argumentam que Cristo escolheu somente homens pelas condições sociais da época e da influência da mentalidade pagã. A escolha de homens seria simplesmente um acontecimento histórico superável. Ainda mais, mesmo que houvesse influências pagãs na primitiva cristandade -dizem-, se conferem determinados ministérios às mulheres.

O Senhor escolheu como apóstolos a doze homens. Haviam mulheres que o seguiam e serviam – algumas mais fiéis e enérgicas que os apóstolos-, mas não as chamou para o ministério sacerdotal. Quem pensa que Cristo se deixava influenciar pelas circunstâncias da época, mostram, ainda mais uma atitude irreverente, uma total incapacidade para conhecé-lo: os Evangelhos dão testemunho mais que suficiente da sua capacidade para superar os condicionamentos externos.

Por outro lado é vão afirmar que a eleição exclusiva de homens foi um acidente e não uma manifestação de uma vontade querida e perdurável: a Revelação nos é comunicada com palavras e com obras, e estas não constam somente na Escritura, senão também na Tradição, e segundo a proposição autorizada pelo magistério unitário e permanente.

A menção de que a mentalidade pagã dificultava a elevação da mulher ao magistério sacerdotal, está mal fundamentada, logo não é certa: precisamente no mundo pagão contemporâneo da Igreja primitiva eram frequentes as sacerdotisas, as vestais, etc., entretanto, as diáconas da Igreja realizavam somente ofícios assistênciais, de preparação catequética, etc. Não há precedente algúm do sacerdócio da mulher.
4) A madurez laical

O reconhecimento do valor do sacerdócio comum dos fiéis e a corresponsabilidade de todos os cristãos na missão única da Igreja, exigem a presença ativa da mulher em todos os ministérios eclesiásticos. Os que argumentam assim dizem que o problema consiste simplesmente em dar o verdadero valor ao sacerdócio comum dos fiéis. Chegou o momento histórico -concluem- em que a comunidade deve confiar a qualquer um de seus membros, segundo as própias circunstâncias, qualquer ministério e presidência sem discriminação alguma.

Se revela aqui uma ótica clerical que leva a conceber o sacerdócio ministerial como um ascenso dentro da organização eclesiástica, como uma potenciação da vocação cristã, como a meta -o fim- de uma carreira, ignorando a realidade eclesial e sumamente eficaz de uma existência cristã plenamente secular.

Daí que o Santo Escrivá de Balaguer, que dedicou sua vida a defender a plenitude da vocação cristã do laico, (homens e mulheres contemporâneos que vivem no meio do mundo, e portanto procurando o pleno reconhecimento teológico e jurídico da sua missão na Igreja e no mundo) viu-se impulsado a declarar que o cristão contemporâneo, pode cumprir sua missão específica, também a que lhe corresponde dentro da estrutura eclesial, somente se não se clericaliza, se continua sendo secular, contemporâneo, e vivendo e participando das ânsias do mundo.

Ainda mais, o argumento citado revela também uma confusão entre o sacerdócio comum dos fiéis e o sacerdócio ministerial, erro que já se incluia no repertório herético de Lutero. A diferença essencial, e não de grau, entre ambos, foi manifestada frequentemente pelo Magistério Eclesiástico.

Consideramos os princípios fundamentais que respondem aos argumentos mais significativos; poderiam agregar-se outras razões de conveniência, mas seriam acidentais: o que importa essencialmente é como Deus dispôs as coisas; Deus dispôs os membros no corpo, que é a Igreja, e somente Deus sabe as razões que teve para assim fazê-lo."
http://www.aciprensa.com/


"O papa Bento 16 se opõe totalmente à nomeação de mulheres sacerdotisas e seu predecessor, João Paulo II, inclusive proibiu que o tema seja discutido publicamente.

Em 2002, quando sete mulheres católicas romanas foram ordenadas extra-oficialmente como sacerdotisas, elas foram imediatamente excomungadas pela Igreja."

Muitos questionam esta posição da Igreja e para refutar esta idéia coloco aqui as palavras de SÃO THOMÁS contra a ordenação de mulheres:

S. Thomas afirma que as mulheres não podem receber a ordenação sacerdotal porque o sacramento não exige somente a res, mas também o seu significado, exemplificando da seguinte maneira: como para a EXTREMA UNÇÃO é necessário que a pessoa que a recebe esteja doente, para manifestar o significado de cura de tal sacramento (da alma, mais do que da saúde física), assim, quem é ordenado, recebe o poder de agir in persona Christi; portanto a sua pessoa deve referir-se ao próprio Cristo, o qual era homem e não mulher. Além disto, explica S. Thomas, a ordenação de uma mulher não é possível enquanto esta deve se sujeitar ao homem, enquanto, pelo contrário, o sacerdócio deve manifestar também o poder e a autoridade de Cristo. E é exatamente por este último motivo que a mulher não pode fazer parte da hierarquia eclesiástica; ela pode auxiliar, além das orações e sacrifícios, com a sua preciosa e laboriosa colaboração" (Cfr. Super IV libros Setentiarum, IV, d. 25, q. 1, a. 2. Nota: Texto publicado pelo jornal SÌ SÌ NO NO [15/06/06 - pág. 4)."

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Contribuições jurídicas oriundas da Inquisição durante a Idade Média



Por John Lennon J. da Silva.

A Inquisição, em especial o “processo inquisitorial” quando confrontado com a concepção de justiça e direito, além da forma de aplicação de penas em vigor na Idade Média, representa em relação ao quadro penal daquelas sociedades, um papel de avanço não só a respeito do tratamento com os suspeitos e acusados como também com todo o processo de julgamento e a aplicação de penas, já que durante aqueles séculos estava em vigor um “Direito criminal” que comparado com o que séculos depois vira a ser o “moderno Direito Penal” apresenta ser brusco e rudimentar.

Os teóricos recentemente salientam sobre aspectos criminais e judiciários que usados pela Inquisição nos séculos de sua atuação, acabam por demonstrar um avanço comparado com os processos judiciais - civis das várias nações na Idade Média e Moderna, tais dados são pouco conhecidos do público em geral, leiamos algumas citações.

O Prof. Dr. Jorge Pimentel Cintra diz:

“De certa forma, a Inquisição foi a reação de defesa de uma sociedade para qual a preservação da fé era tão importante como a saúde ou os direitos humanos para a sociedade atual [..] a Inquisição representou um claro progresso com relação aos tribunais e julgamentos da época, como reconhecem muitos juristas atuais: era o tribunal mais justo e brando do seu tempo.” (AQUINO, Felipe. Para entender a Inquisição. Ed. Cleofás, 2009, p. 109.)

O historiador italiano Luigi Firpo afirma:

“Naturalmente a Inquisição não era um agradável clube para conversas amenas, mas fornecia garantias jurídicas inexistentes nos tribunais civis da época.” (idem).

Poullet afirma que:

“[...] Não seria difícil demonstrar que em geral os tribunais da Inquisição se mostraram sob todos os respeitos muito mais equitativos e menos rigorosos para com os acusados do que todos os tribunais civis. [...].” (Citado em: AQUINO, Felipe. Para entender a Inquisição. Ed. Cleofás, 2009, p. 102.)

O historiador dinamarquês Gustav Henningsen durante o Simpósio do Vaticano em 1998 sobre A Inquisição:

“A Inquisição introduziu um princípio de transparência, de moderação e de direito onde o poder político e o povo queriam proceder à justiça sumária e exemplar [...].” (AQUINO, Felipe. Para entender a Inquisição. Ed. Cleofás, 2009, p. 110).

O comportamento e mentalidade do povo naquela época em relação aos crimes e as sociedades quanto à punição de “acusados” de faltas sociais e crimes religiosos, lembrando que o poder civil e religioso nesta época encontrava-se intimamente ligado uma ao outro.

É absolutamente estranho e diferente das modernas concepções de justiça, direito e julgamento. Os princípios que delineavam a atuação daquelas sociedades eram outros, por exemplo, a finalidade da Inquisição naqueles tempos apoia-se na “defesa da fé e na perseguição da heresia”, como atesta Arturo Bernal Palácios:

“A finalidade da Inquisição (“Inquisitio haereticae previtatis”) era a defesa da fé e a perseguição da heresia com o objetivo da conversão do herege, secundariamente se procederá o castigo” (SV, p. 144).

O que parece aos nossos olhos modernos estranho, para aquela época era assimilado por todos, é papel do bom historiador e do leigo olhar para o passado desprendendo-se do presente, pois não sendo assim é puro e simples anacronismo histórico e vêm a ferir um dos princípios básicos de análise e comentário histórico.

Neste contexto os processos inquisitoriais e o direito eclesiástico demonstraram notável diferença já na época. Contrariando o que foi por quase dois séculos propagado, a ideia de uma “Inquisição” que não representou avanço algum em nenhum sentido, os juristas atuais têm reconhecido que sim e diversos aspectos. E a historiografia recente esta a produzir uma “nova leitura” dos tempos medievais, a Inquisição também tem sido tratada de forma séria e não mais como no passado; que era usada para jogar a imagem da Igreja na lama.

Na apresentação do livro “A Inquisição na Espanha” do historiador britânico Henry A. Kamen, Edison Carneiro fez notáveis afirmações sobre os tribunais da Inquisição:

“Para muita gente constituirão surpresa as constatações do autor (a) de que os tribunais da Inquisição eram em geral clementes, e mais ainda se comparados com os tribunais seculares; (b) que a Inquisição não inventou torturas especiais e aquelas que mais frequentemente usava – a garrucha, a toca e o potro – eram comuns aos outros tribunais; (c) de que embora o segregado dos demais, o suspeito ou acusado detido pela Inquisição era razoavelmente bem tratado, em cela aquecida, limpa e iluminada; (d) de que embora não houvesse limite de idade para detenção ou tortura, era raro que tais penas fossem ministradas a crianças e velhos; (e) de que nem sempre o suspeito ou acusado era torturado, e de que de qualquer modo não mais de uma vez; (f) de que a confissão confessada sob tortura não era considerada válida, se não fosse ratificada sem coação no dia seguinte; (g) de que as penas de prisão de trabalhos nas galés ou de degredo ou banimento foram muito mais numerosas do que as penas capitais; (h) e de que, mesmo neste último caso, se o acusado, no momento de ser consumido pelas chamas, se arrependesse ou confessasse, era misericordiosamente estrangulado pelo carrasco [...].” (Citado em: AQUINO, Felipe. Para entender a Inquisição. Ed. Cleofás, 2009, p. 110).

Referencias:

AQUINO, Felipe. Para entender a Inquisição. Ed. Cleofás, 2009, p. 102, 109, 110.

Sofrer as demoras de Deus: sê paciente!


Como me é difícil entender os inescrutáveis desígnios de Deus; como me são incalculáveis os mistérios de seu infinito Amor; como me é sofrível as perdas e as quedas...

Mas, quem me prometeu facilidades? Quem haveria de ter me enganado? Ele apenas fitou-me, e seu convite suou como voz imperativa: “-Segue-me!”. Eis que, assim sucedeu-se! Difícil, num primeiro momento, entender como tudo aconteceu: Ele mesmo foi preparando o caminho, fez-se Caminho, pôs-se a caminho. 

Quanto a mim, apenas deixei-me seduzir! Arrebatadora experiência! Loucura de amor! Hoje, não sei mais discernir o que em mim pertence a Ele e o que, de fato, pertence-me: sou todo d’Ele!




Por entre as estradas da vida, dei-me conta de que Ele nunca havia me abandonado: surpreendente conclusão: Ele me ama! Quanto a mim, apenas uma única exigência: fidelidade! É isso que de seu coração bondoso emana, é isso que insistentemente Ele suscita em minha vida!

Como entender a Palavra que diz que ‘para tudo há um tempo’ (cf. Ecl. 3, 1), se tão difícil é relacionar-se com essa dinâmica “A-temporal”? Sim! Porque falo de algo que está aquém do tempo; algo que está para a Eternidade, longe dos moldes e parâmetros de nossa fugaz existência! Deus mesmo é quem intervém. É Deus quem escolhe, capacita e envia!

Porém, diante de tudo isso, como não perecer? Como não vir a turvar o coração em lágrimas de desespero e aguardar no silêncio da oração a misteriosa ação do Espírito? Somente rezando, dobrando os joelhos, colocando-se aos pés da Virgem, pois Ela nos ajuda a melhor compreender a nossa vocação.

“Meu filho, se entrares para o serviço de Deus, permanece firme na justiça e no temor, e prepara a tua alma para a provação; humilha teu coração, espera com paciência, dá ouvidos e acolhe as palavras de sabedoria; não te perturbes no tempo da infelicidade, sofre as demoras de Deus; dedica-te a Deus, espera com paciência, a fim de que no derradeiro momento tua vida se enriqueça” (Eclo. 2, 1-3)


<< sofre as demoras de Deus; dedica-te a Deus, espera com paciência,>>  tão claro, tão preciso, tão profundo e perfurante. No sofrer, constância! É pelo fogo que se conhece a prata.

Oh, Jesus, que me escolhestes,
olhai compassivo para este vassalo vosso
e ponde em mim os olhos de vossa paternal misericórdia!

Maria Santíssima, Mãe e Mestra das Vocações,
acolhe-me entre os teus filhos e escravos de amor!

Luiz Melo.
08.01.2012

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Pesquisa aponta queda de católicos - uma outra visão

publiquei post comentando a recente divulgação da pesquisa do IBGE apontando a queda de católicos e o crescimento de pessoas sem religião e "evangélicos" no Brasil. Hoje, visitando o ótimo blog "Ecclesia Una", li a postagem de nosso irmão Everth, comentando o mesmo tema. por considerar o artigo de grande valor, resolvi republicá-lo por aqui. Segue...


Cresce número de evangélicos no Brasil. Mas fora da Igreja continua não havendo salvação.
05/07/2012 por Everth Queiroz Oliveira - Ecclesia Una 




Está nos jornais desta última semana: Catolicismo cai 22,4% e vê nova ascensão de evangélicos; uma notícia semelhante saiu no G1: Aumento de evangélicos no Brasil reduz número de católicos para 64,6%. “Herança da colonização portuguesa, o catolicismo enfrenta o momento de maior arrefecimento da história do Brasil”, reporta o Terra. “Mesmo mantendo sua predominância, o catolicismo perde cada vez mais terreno para a religião evangélica.” Os números falam por si. Nas últimas duas décadas, a pesquisa revela que um grupo de aproximadamente 123 milhões de fiéis deixou de se declarar “católico”.

O uso do itálico na palavra “fiéis” é proposital. Ora, se estes que deixaram o catolicismo fossem verdadeiramente fiéis, não teriam abandonado a sua fé, traído a sua Igreja, renegado o seu Batismo. Se “migraram” da barca de Pedro para a confusão dos botes protestantes, é porque ou não possuem um conhecimento autêntico da doutrina – questão de ignorância – ou se entregaram ao relativismo moral e ao pragmatismo subjetivista – questão de egoísmo mesmo.

Gostaria de deter-me um pouco nesta questão do relativismo. Está se espalhando de maneira assustadora no meio dos cristãos uma ideia diabólica, segundo a qual a religião não seria mais importante, afinal “placa de igreja não salva ninguém” – é o que dizem costumeiramente. Pior de tudo: há muitos “católicos” aderindo a esta forma de pensamento – não surpreende que muitos desses mesmos “católicos” depois se filiem a comunidades evangélicas, traindo uma Fé que, na verdade, nunca conheceram de fato. Realmente, a salvação não tem nada a ver com “placa de igreja”. A salvação tem a ver com a Igreja. O uso da letra maiúscula aqui identifica algo muito maior e mais significativo que um simples edifício material ou uma mera denominação religiosa; identifica aquilo que as Escrituras dizem ser o Corpo Místico de Cristo (cf. Cl 1, 24). E este edifício espiritual, que tem o próprio Cristo como cabeça, é sim necessário para a salvação. Afinal, foi pela Igreja que Jesus se entregou em sacrifício, ensina São Paulo: “Cristo amou a Igreja e se entregou por ela, para santificá-la, purificando-a pela água do batismo com a palavra, para apresentá-la a si mesmo toda gloriosa, sem mácula, sem ruga, sem qualquer outro defeito semelhante, mas santa e irrepreensível” (Ef 5, 25-27). E esta Igreja tem fundamento visível, constituído pelo próprio Deus. Foi a São Pedro que nosso Senhor concedeu as chaves do Reino dos céus e foi sobre ele também que edificou a Sua Igreja (cf. Mt 16, 18-19). Pela história, sabemos que os apóstolos deixaram sucessores e estes, ao longo dos séculos, foram transmitindo a Fé que receberam, mantendo-a íntegra, incólume. Então, não tem nada de “o que importa é o coração” ou “eu me basto”; o que basta é a doutrina apostólica, é o ensinamento dos primeiros cristãos, é a pregação do Evangelho na sua pureza. E isto é legado aos cristãos pela Igreja Católica, fora da qual – dizemos e repetimos com orgulho – não há salvação.

Ora, mas isto não é entrar em defesa de “placa de igreja”? Absolutamente não! Como foi dito, estamos falando da Igreja, e não de igrejas… Estas têm a ver com fundação humana, têm a ver com a rebeldia, com a desobediência, desde a revolta de Lutero no século XVI até o escândalo dos mercenários pentecostais de nosso tempo, como Valdomiro Santiago, Edir Macedo et caterva. Quando dizemos que fora da Igreja não há salvação, falamos daquela fundada por Deus – a Igreja de Cristo, “una, santa, católica e apostólica”, esposa do Cordeiro.

Como diz São Cipriano, “aquele que se separa dela (…) se junta com uma adúltera”. Estes que se juntaram principalmente às seitas pentecostais geralmente experimentaram os amargos frutos da Teologia da Libertação. Sedentos de uma experiência mais pessoal com nosso Senhor, acabaram entregando-se a uma prostituta – nem todos verdadeiramente conscientes disto. Outros dissidentes, porém, traíram a Cristo gratuitamente. Mesmo sabendo que “esta Igreja, peregrina na terra, é necessária à salvação” (CIC, n. 846), correram para as seitas, em busca de conforto econômico, físico ou psicológico. “Porque virá tempo – já alertava o Apóstolo dos gentios – em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, ajustarão mestres para si. Apartarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas” (2 Tm 4, 3-4).

Aquilo que o IBGE traduz como estatística já estava profetizado por São Paulo há milênios. Não temos o que temer; não há porque se assustar. Acontece em nossos tempos aquilo que nosso Senhor já falava que seria o julgamento: “A luz veio ao mundo, mas os homens amaram mais as trevas do que a luz, pois as suas obras eram más” (Jo 3, 19).

Graça e paz
Salve Maria Santíssima!

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domingo, 31 de março de 2013

Jovem professora e filósofa ateia converte-se ao catolicismo!



Leah Libresco
 é uma famosa blogueira norte-americana, filósofa e professora conhecida pelo seu ateísmo militante, que ela defendia em sua página da internet denominada “Patheos Atheist Portal”.

Formada na prestigiada Universidade de Yale e colaboradora do Huffington Post, ela recentemente deixou pasmos os seus leitores ateus: tornou-se católica convicta e passou a militar pela Cristandade, como noticiou a agência Zenit (veja aqui).

“Esta é a minha última postagem”, anunciou ela no título do artigo onde explicava ter finalmente encontrado a resposta para a sua vida. A porta de abertura para a Verdade foi o impulso ditado pela lei moral universal interior (leia sobre o assunto aqui), que todo ser humano traz dentro de si e para o qual o ateísmo não tem explicação. A resposta que ela encontrou foi uma só: o catolicismo. O mesmo catolicismo que Leah, durante anos, rejeitou e condenou com explicações naturalistas, agora a havia conquistado plenamente, tanto pela razão quanto emocionalmente e espiritualmente.

“Durante anos eu tentei argumentar a origem da Lei Moral Universal que reconhecia presente em mim”, explicou a blogueira; "uma moralidade objetiva como a matemática e as leis da física”. Na busca contínua por respostas, Leah tentou se refugiar, por exemplo, na filosofia e na psicologia evolutiva. “Eu não pensava que a resposta estivesse ali”, admite, "mas ao mesmo tempo não podia mais esconder que o cristianismo demonstrava melhor do que qualquer outra filosofia aquilo que eu reconhecia já como verdadeiro: uma moral dentro de mim que o meu ateísmo não conseguia explicar”.

Os primeiros “sinais” de conversão vieram justamente no Domingo de Ramos, num debate com alunos de Yale para explicar de onde deriva a Lei Moral. Num certo momento, Leah foi interrompida por um jovem que, como ela mesma lembra, “buscava fazer-me pensar, pedindo-me para não repetir a explicação dos outros, mas para dizer o que eu realmente pensava sobre isso”.

"Chega de papagaiar, diga o que pensa", foi o desafio do aluno. “Não sei, não tenho uma ideia”, foi a resposta da Leah diante da pergunta tão simples. O aluno insistiu: – “E a sua melhor hipótese?” – “Não tenho uma”, reconheceu ela. – “Terá talvez alguma ideia”, continuou ele. – “Não o sei… mas acho que a moral se apaixonou de mim ou algo parecido”, tentou explicar, sem poder continuar mais.

Leah passou a refletir: “Percebi que, como ele, eu acreditava que a moral fosse objetiva, um dado independente da vontade humana. No fundo eu acreditava numa ordem, que implica alguém que a tenha pensado, na existência da Verdade e na origem divina da moral. Intuí que a Lei Moral, assim como a Verdade, pudesse ser uma Pessoa. E a religião católica me oferecia a estrada mais razoável e simples para ver se a minha intuição era verdadeira, porque diz que a Verdade é vivente, que se fez homem”.

Desnorteada com as suas descobertas, Leah acabou procurando o jovem aluno para ver o que ele lhe sugeria fazer. E foi assim que a professora e filósofa, ateia convicta, começou a recitar o Livro dos Salmos, coisa que, nas palavras dela, “continuo a fazer sempre, também quando estou sozinha”.

Anos e anos de esforço intelectual, teorias e convicções, caíram em pedaços diante da única Verdade: Jesus Cristo. Leah publicou toda a sua história em seu portal da internet, provocando reações diversas e milhões de comentários. Sua história foi postada 18 mil vezes no Facebook, e sua página  teve mais de 150 mil acessos.

Leah Libresco antes: "Sou ateia..."

Muitos comentários, é claro, são acusadores, de ateus militantes que se sentem “traídos” por um de seus líderes. Outros comentários são de católicos que também seguiam o blog da professora. Alguns expressam as suas felicitações dizendo: “Estou tão feliz por você!" - "Rezei tanto por sua vida!" - "A sua aventura está apenas começando!”...

Depois da conversão, Leah procurou também uma comunidade católica, escandalizando seus amigos incrédulos. Ela disse: “Se me perguntarem como estou hoje, respondo que estou feliz; o melhor período que se pode viver é quando você se dá conta de que quase tudo o que pensava que fosse verdadeiro, na verdade era falso”.

Falando para a CNN, a blogueira contou que se sentia “renascida uma segunda vez”. – “É ótimo participar da Missa e saber que ali está Deus feito Carne" – declarou –, "um fato que explica tantas outras coisas inexplicáveis!”.

E o que fez Leah do seu popular blog ateu? Parar de escrever? Continuar escrevendo mas tentando disfarçar as suas novas convicções? Essas opções passaram pela cabeça de Leah, mas após um exame demorado, ela decidiu: "Nada de bobagens nem de covardia: profissão destemida é ser católica! A partir de agora, o blog será chamado 'Patheos Catholic channel', e será usado para discutir com os ateus convictos, como fazia antes com os católicos!”. O motivo? “Se a pessoa é honesta – explica ela – não tem medo de entrar em diálogo. Eu recebi uma resposta sobre o que buscava porque aceitei colocar-me em diálogo. O interessante de muitos ateus é que fazem críticas e pedem provas. Uma coisa utilíssima à Igreja, que não deve ter medo, porque nós estamos do lado dos fatos e da razão”.

Como despedida aos seus muitos leitores ateus, Leah escreveu: “Quaisquer que sejam as suas crenças sobre religião, parem e pensem no que vocês acreditam ser uma boa ideia; se percebem algo que os obriga a mudar de ideia, não tenham medo e lembrem de que a sua decisão pode somente melhorar a sua visão das coisas”.

Para a Graça Divina, acrescentamos nós, nada é impossível. Aqueles que buscam a Verdade com sinceridade e boa vontade, acabarão chegando a ela, cedo ou tarde. É preciso ter coragem de professar a Fé e arcar com todas as suas consequências, ainda que enfrentando o mundo todo. No fim, o mundo cairá de joelhos!


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sábado, 30 de março de 2013

Chico Xavier, o espiritismo, Jesus Cristo e o catolicismo


Um leitor deste blog, auto-identificado como Jonas Souza, enviou-nos a seguinte mensagem, no post "Biografia de Allan Kardec e as origens do espiritismo":

"Sou Católico, e tenho uma profunda admiração pelo Chico Xavier, pela pessoa humana que dedicou a vida em prol do próximo. O que está escarço na sociedade em que vivemos, não importa a religião, qual seja a doutrina ou credo, o amor ao próximo têm que existir acima de tudo, e ainda mais o respeito. Não somos seres capazes de entender o Criador, somos meras criaturas e assim como tudo criado, somos imperfeitos, dizer o que é certo ou errado não cabe a nos, quada qual têm seu modo de viver e como viver, em que acreditamos fica a cargo de cada consciência; vivemos em uma sociedade e não isolados em mundos particulares, respeitar a opinião do próximo se faz necessário para que possamos viver em harmonia."



Prezado Jonas,
 seja bem-vindo a este humilde espaço virtual de evangelização e defesa da Fé,

Agradecemos pela mensagem e confiança depositada em nosso apostolado. Infelizmente, porém, precisamos dizer que você demonstrou ser mais um daqueles famosos "católicos do IBGE", isto é, alguém que se declara católico mas evidentemente não conhece e nem pratica o cristianismo. Gostaríamos, antes de qualquer coisa, de lhe fazer duas simples perguntas:

Pergunta 1: Como é que um católico poderia "admirar" alguém que dedicou toda a sua vida a renegar  e deturpar tudo aquilo que o catolicismo tem de mais essencial e de mais sagrado? Caso não saiba, o espiritismo nega Jesus Cristo como Salvador, e torna nulo o sacrifício da Cruz. Este é só um exemplo, mas nós poderíamos citar inúmeros outros: o espiritismo contraria absolutamente tudo o que o próprio Jesus Cristo pregou e pelo que deu sua vida em Sacrifício, como o Perdão Incondicional de Deus (sem depender de 'reencarnações'), a Eucaristia e todos os Sacramentos, as Sagradas Escrituras, a condição especialíssima da Virgem Maria, o valor da Santa Missa, a própria instituição da Igreja, etc, etc...

Pergunta 2: Baseado em que, exatamente, você afirma que Chico Xavier “dedicou a vida em prol do próximo”?

Por favor, esclareça-nos que tão grande auxílio ao próximo esse homem prestou, na sua opinião. Anunciar às pessoas desesperadas, aos enfermos e necessitados que eles não precisam da salvação de Jesus Cristo, pois todos "reencarnarão" em novos corpos, para uma outra vida, com novas possibilidades de ter felicidade? Ensinar que as doenças e tragédias desta vida só ocorrem devido aos males praticados em outras vidas? Apresentar-lhes uma esperança de auxílio espiritual totalmente falsa e supostamente mediada por "espíritos de mortos desencarnados", dos quais ninguém tem como confirmar a origem e a idoneidade?

Ora, meu prezado Jonas, se você fosse minimamente cristão saberia que Deus desaprova radicalmente as tentativas humanas de comunicação com os mortos (leia, por exemplo: Lv 19, 31 / Lv 20, 6 / Lv 20, 27 / Dt 18, 10-11 / Is 8, 19 / 1 Sm 28, 3.7.8). Saberia também que a fé de todo cristão é que "aos homens está destinado morrer UMA VEZ, vindo depois disso o Juízo" (cf. Hb 9,27).

E se você de fato conhecesse o verdadeiro Chico Xavier, - além do mito criado em torno dele, - saberia que já foi provado há tempos que suas obras ditas "psicografadas" continham plágios de obras de autores diversos, e que o tal “Publio Lentulus”, que teria sido um senador romano dos tempos de Cristo e seria o "espírito guia" de Chico Xavier (Emannuel), jamais existiu historicamente. Estudos demonstram que os nomes das personagens do livro dito "psicografado" "Há Dois Mil Anos", por exemplo, não seguem as regras de construção dos nomes romanos, o que impossibilita a sua veracidade histórica. Até mesmo o site espírita(!) “Obras Psicografadas” reconhece este fato (veja aqui e aqui). Sendo assim, quanto a essa questão, somos forçados, pela simples realidade dos fatos, a escolher entre duas possibilidades:

Primeira, Chico Xavier mentia; era pura e simplesmente um charlatão. Ainda que não tenha usado de seus alegados "poderes" para enriquecer, pois sabemos que ele viveu uma vida humilde, sem dúvida usou-os para conquistar atenção e afeto, ser idolatrado e tornar-se um "deus" para milhares de pessoas. Ora, este homem foi verdadeiramente idolatrado a maior parte de sua vida, e continua sendo até hoje. Em 2012, um programa de TV elegeu-o o maior brasileiro de todos os tempos! É preciso entender que a motivação de um charlatão não é sempre somente o dinheiro. Chico Xavier conquistou poder sobre a vida de muita gente, e sem dúvida ele se sentia bem por ser visto como um santo, um exemplo, um benfeitor, um agente de bondade enviado a este mundo...

A segunda possibilidade que precisamos considerar é um tanto mais delicada: teríamos que aceitar que Chico Xavier realmente ouvia vozes e se comunicava de diversas maneiras com "entidades" espirituais. Nesse caso, o problema fica ainda mais grave, pois teríamos que duvidar diretamente dos  "espíritos" que o estariam guiando. Se o "espírito" que foi o mentor de Chico Xavier durante toda a sua vida mentia a respeito da sua própria identidade (pois, como vimos, Publio Lentulus é uma farsa), então quem seria ele? Além da identidade falsa, este alegado "espírito de luz" teria então assoprado absurdos e calúnias terríveis aos ouvidos de Chico Xavier, segundo alegação do próprio, que as publicou (saiba mais sobre estes fatos lendo este estudo). A questão é tão grave que até mesmo os espíritas mais empenhados em pesquisar a questão chegaram à conclusão de que o tal "Emmanuel" seria na realidade um espírito obscuro (o que o espiritismo chama de 'obsessor'), que inventou o personagem fictício Publio Lentulus para tentar convencer que "conheceu Jesus", mas com a real intenção de deturpar a doutrina espírita(sic), difundindo mentiras (saiba mais neste site espírita, aqui e aqui)...

Nem precisamos mencionar que, em qualquer dos casos, - tenha sido Chico Xavier uma fraude ou simplesmente enganado por algum demônio, - é no mínimo uma temeridade, para não dizer suicídio espiritual, confiar no que ele pregou. Assim sendo, insistimos: que tão grande bem esse homem realizou, que benefícios reais ele trouxe para a humanidade, a não ser consolar falsamente viúvas e pais e mães desesperados pela perda dos filhos, com enganações e falsidades?

O restante da sua mensagem, Jonas, é apenas a confirmação da mesma realidade que constatamos logo na sua primeira afirmação: que você não é nem nunca foi católico, e que não tem a menor noção do que significa ser católico. Você diz que “a religião não importa”, que mais importante é o “respeito ao próximo”... Diz tudo, menos a verdade mais óbvia: a mensagem do espiritismo e a mensagem de Jesus Cristo são completamente, absolutamente incompatíveis. Por isso, nenhum cristão pode se declarar "admirador" de alguém que dedicou toda a sua vida a propagar a falsa doutrina do espiritismo.

Finalizando, se você procura alguém para admirar, por ter dedicado a vida pelo bem do próximo, posso lhe apresentar Santo Padre Pio de Pietrelcina, São Luiz Orione, São Maximiliano Maria Kolbe, São Vicente de Paulo, São João Bosco, São Francisco de Assis, Madre Tereza de Calcutá, Irmã Dulce dos Pobres, Cardeal Van Thuan, etc, etc, etc...

Todos esses e muitíssimos outros realmente dedicaram suas vidas pelo bem dos pobres e sofredores, muitos chegando a sacrificar, literalmente, suas vidas, e nenhum deles renegou nem deturpou a verdadeira doutrina de Nosso Senhor Jesus Cristo, como fez o Chico Xavier.

A Igreja tem milhares de exemplos maravilhosos de vidas dedicadas ao bem do próximo. E se você quiser conhecer um exemplo de santo vivo, procure o Padre Gianpietro Carraro, sacerdote italiano radicado no Brasil, ou a Irmã Cacilda da Silva Leste, fundadores da Missão Belém. Se você estiver em São Paulo, convido-o a conhecer os trabalhos realizados no “Arsenal da Esperança”, uma casa católica de acolhida para pessoas em situação de rua que presta serviços absolutamente exemplares em diversos países (veja aqui o blog). Uma visita a um lugar desses sem dúvida poderá lhe abrir a mente. Procure conhecer também os trabalhos da Pastoral da Criança, da Pastoral do Menor, do Povo de Rua, do Idoso, etc... Se para você o que pesa são as obras de caridade, compreenda que também nesse campo nenhuma religião ou instituição do mundo faz tanto quanto a Igreja Católica (veja dados oficiais aqui).


Read more: http://vozdaigreja.blogspot.com/2003/01/chico-xavier-o-espiritismo-jesus-cristo.html#ixzz2Idm4P0EG

sexta-feira, 29 de março de 2013

Testemunho de Fé e Perseverança


  
          Testemunho de Fé e Perseverança

              Minha filha com um ano apresentava uma febre de 40°, nem um remédio fazia efeito.
Levamo-la no médico, dai ele descobriu que ela estava com pneumonia, dai a internaram.
              Na noite que passei com ela no hospital, ela perdeu muito sangue, pois o cateter escapou,
Fiquei muito nervosa, mas a enfermeira disse que era normal. Mas na verdade não era, pois no
outro dia ela apresentou anemia profunda.
              A médica disse que ela teria que receber sangue com urgência, mas não estavam conseguindo
encontrar a veia. Dai eu e meu esposo dobramos o joelho ali mesmo perto das enfermeiras e da médica, suplicando a Deus pela nossa filha. As enfermeiras pediram pra gente ir até a capela, assim
sentiríamos melhor. Chegamos à capela, o salmo estava aberto no 90(Confiança), Jesus veio e nos
passou muita confiança.
               Chegando ao quarto de nossa filha ela já estava recebendo o sangue, mas a médica nos avisou
que seu rim não estava funcionando. A partir dali o estado dela foi se agravando... passei a noite inteira rezando e aquela chuva mansa um silencio e pude ver que não estava sozinha, nesta noite traiçoeira Ele estava comigo... No outro dia ela teve obstrução intestinal, a médica disse que ela teria
de passar por uma cirurgia, mas ela não ia suportar isso... Minha cunhada a levou até a sala de sonografia e chegando lá o médico disse a ela: A senhora tem fé? Ela disse: Sim! Então ele disse: Reza pois o milagre tem que acontecer agora, porque senão ela não vai resistir uma cirurgia. No momento em que a maquina de ultrassom passou na sua barriga, um milagre, o nó desfez sozinho e todos ali fizeram o em nome do pai...
               Voltando para o quarto, a médica entregou os pontos, disse que não tinha mais nada a fazer com ela, era só esperar a morte. Mas um anjo, um médico apareceu e disse que enquanto há vida há esperança, e a transferiram para Ribeirão Preto. Chegando lá ela apresentava os dois rins paralisados parada cardio respiratória, anemia profunda e todos os órgãos inchados. Ela chegou em coma... Colocaram na UTI e a intubaram, deram todo tipo de medicamento para o rim voltar a funcionar e nada, ele ficou sete dias parado. Estava sem forças pra passar por aquilo e pedi ajuda para meu cunhado, para que ele rezasse pois tinha fé e eu não, ele disse que eu tinha fé sim, que tinha que pedir por ela.
             Dai fomos a uma Catedral que tinha lá perto, e chegando lá, uma mulher de uma barraca tinha dito que a imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida tinha ido embora, que se a gente tivesse ido antes teríamos pedido a graça. Meu marido disse que a imagem foi, mas a presença dela estava lá, assim fizemos, entramos na igreja e pedimos, de repente uma mulher saiu do fundo da igreja com uma imagem de Nossa Senhora Aparecida que havia ganhado numa rifa, dai pudemos ver que Nossa Senhora deu seu sinal através daquela imagem.
             No outro dia voltei, Jesus estava exposto, e eu de joelhos comecei a falar com Ele, entreguei a vida de minha filha Isadora, falei que se fosse pra ela continuar sofrendo daquele jeito que a levasse pois ela é Dele, mas que se fosse pra ela ser testemunho do amor Dele por nós que Ele o salvasse... Fechei meus olhos e tive uma visão muito linda dentro da UTI, vi Jesus visitando minha filha e com Ele sua Mãe muito amada... Sai de lá super aliviada, chegando no hospital uma mãe de uma criança lá me disse que me procurou no hospital inteiro pra me dar uma noticia, pensei pronto Ele veio e a levou, mais não, ela me disse que tiraram os tubos de oxigênio dela e que estava respirando sozinha.
            Foi o próprio Jesus que a salvou, depois desse dia ela foi só apresentando melhoras, ela teve que fazer dialise, ficou 22 dias na UTI e uma semana no quarto. Teve alta e voltou pra casa com insuficiência renal crônica, não podia comer grãos em geral, nem chocolate. Mas com 2 anos de idade ela começava a pedir as coisas e me pediu feijão e eu disse fala pra Jesus que ele te dá pois você tem fé minha filha, não é que pediu mesmo e ela disse que Jesus falou que daria... Passado uma semana o medico liberou o feijão... assim aconteceu com o chocolate ela pediu a Jesus na quinta feira Santa e Jesus a concebeu...


Ela hoje tem 5 anos e posso dizer que ainda tem a insuficiência renal, mais leve... Só que ela aprendeu a ter fé e acreditar e acima de tudo agradecer por mais momentos difíceis que ela passa, uma criança feliz que ama a Deus e a Virgem Maria, um dia ela me disse que nunca vai abandonar Jesus e Maria, pois Eles não a abandona... quanta felicidade ter uma filha assim, ela me ensina a ter fé, através dela vi o amor de Deus e através dela que hoje independente do problema que passo é pequeno diante do tamanho do Deus que temos em nossa vida.
Eu e minha casa louvemos ao Senhor!!!

quinta-feira, 28 de março de 2013

Sequelas da Heresia.


Por. John Lennon J. da Silva

É quase que habitual aos católicos bons de “percepção” como diria o teólogo norte-americano Scott Rahn. Se defrontarem com a proclamação ou propagação de falsas doutrinas recheadas de heresias, ao ligar a televisão ou em conversas informais com não católicos e também na internet. Parece comum lermos ou escutarmos especulações ditas “teológicas” vindas de diversos grupos, movimentos e comunidades sejam protestantes ou não. Estes acontecimentos, digamos que corriqueiros têm encontrado enorme repercussão em nossos dias. Oriundas das sequelas deixadas pelas grandes heresias; a última delas historicamente remonta os tempos da Reforma Protestante do fim do século XVI.

O termo “heresias” provém etimologicamente do latim haerĕsis. Versado do grego αἵρεσις, [escolha, partido ou opção]. Existem várias designações para o que é heresia. Podemos enfim aludir a heresia “como desvio, equivoco e erro teológico oposto a ortodoxia¹ cristã, contrariando aos dogmas e preceitos da Igreja Católica, e que pode ter como centralidade a deturpação, má interpretação e propagação de falsa doutrina não alinhada a sã doutrina como deixada pelos apóstolos e mantida pelos cristãos antigos”.

O Catecismo com uma linguagem mais prática e objetiva diz que “Chama-se heresia a negação pertinaz, após a recepção do Batismo, de qualquer verdade que se deve crer com fé divina e católica, ou dúvida pertinaz a respeito dessa verdade” (CIC 2089).

O adjetivo “heresia” aparece em citação de São Paulo aos Coríntios; “É necessário que entre vós haja partidos para que possam manifestar-se os que são realmente virtuosos” (I Cor 11,19). Originalmente a palavra “partido” em algumas traduções é versada para o termo “heresias”. O Apostolo Paulo Também enumerara entre as obras da carne a; “idolatria, superstição, inimizades, brigas, ciúmes, ódio, ambição, discórdias, partidos²” (Gl 5,20).

As heresias sempre estiveram presentes ao longo dos séculos dentre o Cristianismo, consequentemente todas repelidas pela autoridade da Igreja Católica através de concílios êcumenicos e erforço de Papas, Bispos e teológos. Lembremos os vários movimentos que foram condenados por seus equivôcos, erros e pela promungação de falsas doutrinas como gnosticos, donatistas, arianos e outros. Sem esquecer os pseudo-movimentos encabeçados pelos Valdenses, Albigenses, Anabatistas e Reformadores Protestantes.

Já no I século levantavam-se homens que deturpavam a pregação apostolica e os evangelhos. Ensinavam e pronunciavam doutrinas não ortodoxas, por isto S. Paulo alertava “se alguém pregar doutrina diferente da que recebestes, seja ele excomungado!” (Gl 1,9) constituía umas das primeiras medidas disciplinares da Igreja primitiva. Aos indivíduos que desviavam-se da pregação dos Apóstolos, tarefa mais tarde que será brilhantemente guardada pelos Padres Apostólicos em especial chamo a atenção S. Irineu de Lião.

"Suponhamos que se levante uma questão sobre algum importante ponto entre nós, e não possamos recorrer às mais primitivas comunidades com as quais os apóstolos mantiveram constante relacionamento, as quais aprenderam deles o que é certo e claro a respeito dessa questão. O que aconteceria se os próprios apóstolos não nos tivessem deixado escritos? Não seria necessário (nesse caso) seguir o curso da tradição que transmitiram àqueles aos quais entregaram às Igrejas?" (Irineu de Lião. Contra as Heresias III,4,1).

Ainda nos tempos apostólicos, João o Teólogo como é chamado no Oriente, o autor do quarto evangelho, exorta biblicamente “Se alguém vier a vós sem trazer esta doutrina, não o recebais em vossa casa, nem o saudeis” (II Jo 1,10) era mais uma atitude pastoral. Na antiguidade cristã, muitos falsos profetas e homens (cf. Jud 1,10-11); afastaram-se da Igreja, separavam-se da comunhão com as primeiras comunidades e fundavam partidos e difundiam suas ideias em algumas regiões causando conflitos com as Igrejas locais, por isto é memorável as palavras de S. João Evangelista “Eles saíram dentre nós, mas não eram dos nossos. Se tivessem sido dos nossos, ficariam certamente conosco. Mas isto se dá para que se conheça que nem todos são dos nossos.” I Jo 2,19.

Os padres da Igreja mantiveram papéis essenciais na condenação de vários erros teológicos e heresias durante os VII primeiros séculos da Igreja, por intermédio dos concílios e da autoridade dos primeiros bispos de Roma. Desta forma lembra o historiador francês Geoges Duby “todo herético tornou-se tal por decisão das autoridades ortodoxas.” (DUBY, 1990, p. 177). Mesmo nestas condições as seitas como eram consideradas as correntes que mantinham estas posições, não coerentes com a doutrina católica penduravam-se e desenvolviam-se por longas décadas de forma isolada até que se extinguissem ou não. E outras seitas surgissem; a convivência com as heresias era estreita e vetada, versando as condições religiosas e jurídicas da época. No séc. XIII Tomás de Aquino exortava aos fieis católicos que não mantivessem relações algumas com os hereges, nem mesmo conversas para que não se corrompessem tomando com citação (I Co 15,33).

Atualmente verifica-se que as comunidades eclesiais surgidas da Reforma comungam das doutrinas heréticas dos primeiros reformadores como o heresiarca³ Martinho Lutero no séc. XVI. E ainda mais o neo pentecostalismo têm manifestado outros modismos teológicos nas novas “igrejas”, cercados comumente de aversão aos ensinamentos católicos e alguns outros fenômenos do anticatolicismo. Para enumerarmos existem hoje muitas crenças heréticas como a não consciência dos que já faleceram, o batismo pelos mortos, o milenarismo, o Espirito Santo desprovido de Divindade e etc. Além das crenças originadas na Reforma a solo fides, solo graça, solo escritura, livre exame e assim vai...

Interessante e que em nossos tempos estas doutrinas tem encontrado acessibilidade junto às pessoas como que em um rodízio, existem crenças e “igrejas” para todos os gostos e como é necessidade moderna a “novidade” esta se encontra em alta atualmente. Muitos tem se entregado as sagazes e falaciosas novidades “abandonando a lei santa que lhes foi ensinada” (II Pd 2,21). O Apostolo Pedro profetizou sobre as heresias, dizendo que “Muitos os seguirão nas suas desordens e serão deste modo a causa de o caminho da verdade ser caluniado” (II Pd 2,2). E como é difícil para os bons católicos hoje cercados de adversidades manterem-se intactos e ortodoxos; apegados a verdade revelada a Igreja “Coluna e sustentáculo da verdade” (II Tm 3,15); perante as atuais e corriqueiras consequências trágicas, reflexo das heresias como salientei no início do artigo. Que tornam os verdadeiros cristãos os personagens caluniados, injuriados e os vilões dos últimos séculos.

Notas:

Ortodoxia¹: Adjetivo povém do grego "orthós" (retos) e "dóxa", (opinião). Resultando na tradução “crença correta” como salientam alguns linguistas.

Partidos²: O termo corresponde a “heresias” como aparente em algumas versões da bíblia. Cf. I Cor 11, 19:

Heresiarca³: Significa mentor, iniciador ao melhor “pai” de uma doutrina ou pensamento herético, o termo pode ser endendido e usado para designar um chefe ou cabeça de uma seita herética.

Referencias;

DUBY, Georges. Heresias e Sociedades na Europa Pré-Industrial, séculos XI-XVIII in Idade Média – Idade dos Homens. São Paulo: Companhia das Letras, 1990. p.175-184 [original: 1988].

IRINEU DE LIÃO. Contra as Heresias III. 4,1.

terça-feira, 26 de março de 2013

Martinho Lutero sobre os crucifixos, imagens de santos e o Sinal da Cruz


Artigo traduzido do livro Martinho Lutero: Analise Crítica Católica e Louvor. Contem uma série de citações de Lutero a respeito do crucifixo e imagens.

CRUCIFIXOS

O costume de segurar um crucifixo diante de uma pessoa que esteja morrendo tem mantido muitos na comunidade Cristã e permitiu-lhes morrer com uma Fé confiante no Cristo crucificado. (Sermão sobre João, Capítulos 1-4, 1539; LW, Vol. XXII, 147)

Foi uma prática boa segurar um crucifixo de madeira diante dos olhos dos moribundos ou pressionar nas mãos deles. Isto trouxe o sofrimento e a morte de Cristo a mente, e confortava os moribundos. Mas para os outros, que arrogantemente se basearam em suas boas obras, entraram num céu que continha um fogo crepitante. Pois eles foram afastados de Cristo e falharam em impressionar a Paixão e morte vivificante de Jesus, em seus corações.(Sermão sobre João, Capítulo 6-8, 1532; LW, Vol. XXIII, 360)

Quando eu escuto falar de Cristo, uma imagem de um homem pendurado numa cruz toma meu coração, assim como o reflexo de meu rosto aparece naturalmente na água quando eu olho nela. Se não é pecado, mas sim bom em ter uma imagem de Cristo em meu coração, porque deveria ser um pecado de tê-lo em meus olhos? (Contra os Profetas Celestiais, 1525; LW, Vol. 40, 99-100)

IMAGENS E ESTATUAS DE SANTOS

Agora, nós não pedimos mais do que gentileza em considerar um crucifixo ou a imagem de um santo, como testemunha, para a lembrança, como um sinal, assim como foi lembrado à imagem de César. (Contra os Profetas Celestiais, 1525; LW, Vol. 40, 96)

E eu digo desde já que de acordo com a lei de Moises, nenhuma outra imagem é proibida, do que uma imagem de Deus no qual se adora. Um crucifixo, por outro lado, ou qualquer outra imagem santa não é proibida. (Ibid., 85-86)

Onde, porém, imagens ou estatuas são produzidas sem idolatria, então a fabricação delas não é proibida.

Meus confinadores devem também deixar-me ter, usar, e olhar para um crucifixo ou uma Madonna… Contanto que eu não os adore, mas apenas os tenha como memoriais. (Ibid., 86,88)

Porém, imagens para memoriais e testemunho, como crucifixos e imagens de santos, são para ser tolerados… E não são apenas para ser tolerados, mas por causa do memorial e testemunho eles são louváveis e honrados… (Ibid., 91)

SINAL DA CRUZ

Oração da Manhã

De manhã, quando você levantar, faça o sinal da santa cruz e diga:

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém…

À noite, quando fores dormir, faça o sinal da santa cruz e diga:

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

(Pequeno Catecismo, 1529, Seção II: Como o Chefe da Família Deve Ensinar a Sua Família a Orar Pela Manha e Noite, 22-23)

Assim se originou e continua entre nós o costume de dizer a graça e retornando graças às refeições, e outras orações de manhã e à noite. Da mesma fonte veio a prática com crianças de benzer-se a visão ou audição de ocorrências aterrorizantes… (Grande Catecismo, 1529, O Segundo Mandamento, seção 31, p.57)

Se o diabo coloca na sua cabeça que em você falta a santidade, a piedade e o merecimento de Davi e por essa razão não podem ter certeza que Deus escutará você, faça o sinal da cruz e diga a si mesmo: “ Deixe ser piedosos e dignos aqueles que serão!! Eu sei com certeza que eu sou uma criatura do mesmo Deus que criou Davi. E Davi, independente de sua santidade, não tem um Deus nem melhor nem maior do que eu.” (Salmo 118, LW, Vol. XIV, 61)

Se você tiver um poltergeist ou espírito tocando em sua casa, não vá e discuta sobre isso aqui e ali, mas saiba que não existe um espírito bom ao qual não procede de Deus. Faça o sinal da cruz quietamente e confie em sua fé. (Sermão do Festival da Epifania, LW, Vol. 52, 178-79)

BIBLIOGRAFIA E FONTES PRIMÁRIAS

Grande Catecismo, 1529, traduzido por John Nicholas Lenker, Mineapolis: Augsburg Publishing House, 1935.

Os Trabalhos de Lutero (LW-Luther’s Work), Edição Americana, editado por Jaroslav Pelikan (volumes 1-30) e Helmut T. Lehmann (volumes 31-55), São Luis: Concordia Pub House (volumes 1-30); Filadelfia: Fortress Press (volumes 31-55), 1955.

Armstrong, Dave. Martinho Lutero sobre os crucifixos, imagens de santos e o Sinal da Cruz. [Traduzido pela colaboradora Ana Paula Livingston]. Disponível em: http://socrates58.blogspot.com/2008/04/martin-luther-on-crucifixes-images-and.html. Acesso em : 05/03/2011

Fonte:

Apostolado Spiritus Paraclitus. Disponivel em: http://www.paraclitus.com.br/2011/destaques/martinho-lutero-sobre-os-crucifixos-imagens-de-santos-e-o-sinal-da-cruz/ Acesso em: 05 Abril 2011.

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