Sejam Bem-Vindos!

"É uma grandiosíssima calúnia dizer que tenho revoltas contra a Igreja. Eu nunca tive dúvidas sobre a Fé Católica, nunca disse nem escrevi, nem em cartas particulares, nem em jornais, nem em quaisquer outros escritos nenhuma proposição falsa, nem herética, nem duvidosa, nem coisa alguma contra o ensino da Igreja. Eu condeno tudo o que a Santa Igreja condena. Sigo tudo o que ela manda como Deus mesmo. Quem não ouvir e obedecer a Igreja deve ser tido como pagão e publicano. Fora da Igreja não há salvação."
Padre Cícero Romão Batista

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Diretor da AIS comenta dados sobre liberdade religiosa no Brasil



Arquivo
Conforme expresso na Constituição Federal, todos os brasileiros têm o direito de exercer seu credo conforme suas convicções
No Brasil, não há relatos de violações do direito à liberdade religiosa por parte das autoridades. Isso é o que revela o"Relatório sobre a Liberdade Religiosa no mundo 2012", realizado e divulgado nesta semana pela Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS).
Salvo-guardada pela Constituição Federal, no Artigo 5º, a liberdade religiosa no Brasil tem sido preservada no que diz respeito a registros de violência física e expressa contra cristãos ou outras confissões. Todos os brasileiros têm o direito de exercer seu credo conforme suas convicções.

A liberdade religiosa
Mas, o que se entende por liberdade religiosa? Todo ser humano é portador desta liberdade? O que tem sido feito para que todos possam usufruir dela?
Em entrevista à equipe do noticias.cancaonova.com, o Diretor da Fundação AIS no Brasil, José Corrêa, explicou que se entende por liberdade religiosa a liberdade que todo cidadão do país tem de praticar a sua crença religiosa sem nenhum constrangimento. Nela as religiões podem se organizar e propor as suas idéias sem restrições.
Mesmo em meio ao Século XXI, nem todos os países estão sujeitos ou influenciados por esta liberdade. Assim como, nem todas as religiões são tolerantes à liberdade religiosa dos semelhantes. Há países, no Oriente Médio, por exemplo, onde a cultura religiosa de algumas denominações é profundamente intolerante aos cristãos, podendo estes serem até condenados à morte por defenderem sua religião.
A Igreja Católica tem trabalhado para que a liberdade religiosa de qualquer pessoa ou denominação seja respeitada. Porém, é do conhecimento de todos que se trata de um desafio ainda a ser vencido, visto que os paradigmas e preconceitos religiosos ainda são fortes em muitas regiões do mundo.
Sobre o Relatório no Brasil
Corrêa explicou ainda metodologia do relatório e trouxe uma análise a respeito da liberdade religiosa no Brasil.
No total, foram examinados 196 países, dos quais 131 de maioria cristã. Segundo José Corrêa, em nosso Brasil, para pesquisa, foram consultados o Núncio Apostólico, Dom Giovanni d'Aniello, alguns especialistas das Pontifícias Universidades Católicas (PUCs) de São Paulo e do Rio de Janeiro, dentre outras autoridades.
Aborto e violência social
No Brasil, o relatório aponta, não como perseguição, mas como sinais de barreiras que dificultam a vivência plena da religiosidade, as questões do aborto e da violência social.
"Está havendo uma pressão, tanto por meio de alguns elementos da imprensa como elementos políticos, para a legalização do aborto no Brasil. Como a Igreja se opõe, saíram no ano passado muitos artigos de imprensa, houve discursos de alguns políticos, que disseram que a Igreja não tem que se meter nestes assuntos. Obviamente, isso é um problema moral, então, é da competência da Igreja sim. E ela tem o direito de se manifestar. Estamos num país livre”, afirmou José Corrêa.
Sobre as situações de morte ou ameaças que sofreram ou sofrem alguns religiosos e leigos, especialmente no norte do país, José Corrêa diz que se trata de casos pontuais de perseguição local. "Tanto que, algo foi feito para aqueles que perseguiram. Alguns foram julgados e presos. Esses casos são vistos mais como problemas sociais e não como um ataque à religião ou à prática religiosa. Eles atacam pessoas da Igreja que defenderam os direitos de outras pessoas."
Para José Corrêa, no Brasil a liberdade religiosa está longe de ser ameaçada, por ter uma base democrática e pelo fato de que boa parte do povo brasileiro não toleraria esse tipo de opressão. "Esse é um sinal de que os princípios cristãos ainda são muito influentes sobre o povo brasileiro", afirmou o Diretor da AIS.

Papa anuncia seis novos Cardeais


O Papa Bento XVI no dia (24), no final da Audiência Geral, seis novos cardeais. O consistório para sua criação será feito no dia 24 de novembro. “É com grande alegria que anuncio que no próximo dia 24 de novembro vou realizar um consistório no qual vou nomear seis novos membros do colégio cardinalício”, disse o Papa.
 novos cardeais
Os novos cardeais são: o americano, Dom James Michael Harvey, Prefeito da Casa Pontifícia, que Bento XVI nomeará Arcipreste da Basílica Papal de São Paulo Fora dos Muros, o libanês, Sua Beatitude Béchara Boutros Raï, Patriarca de Antioquia dos Maronitas (Líbano), o indiano, Sua Beatitude Baselios Cleemis Thottunkal, Arcebispo-Mor de Trivandrum dos Sírios-Malancareses (Índia), o nigeriano, Dom John Olorunfemi Onaiyekan, Arcebispo de Abuja (Nigéria), o latino-americano, Dom Rubén Salazar Gómez, Arcebispo de Bogotá (Colômbia) e o filipino, Dom Luis Antonio Tagle, Arcebispo de Manila (Filipinas).
“Os Cardeais, têm a tarefa de ajudar o Sucessor de Pedro no desempenho do seu Ministério de confirmar os irmãos na fé e de ser princípio e fundamento na unidade e da comunhão da Igreja. Convido todos a rezarem pelos novos eleitos, pedindo a materna intercessão da Bem-aventurada Virgem Maria, para que saibam amar com coragem e dedicação Cristo e sua Igreja”.
Com o consistório, o Colégio Cardinalício terá 211 cardeais.
Fonte: Redação Portal A12.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Igreja celebra memória litúrgica de João Paulo II



Agência Ecclesia


Arquivo
O Beato João Paulo II, beatificado em 1º de maio de 2011 em uma cerimônia que reuniu cerca de um milhão de pessoas na Praça São Pedro
A Igreja Católica celebra nesta segunda-feira, 22, pela segunda vez, a memória litúrgica de João Paulo II (1920-2005). O Papa polaco foi beatificado em maio de 2011 pelo seu sucessor, Papa Bento XVI, no Vaticano.

A data assinala o dia de início do pontificado de Karol Wojtyla, em 1978, pouco depois de ter sido eleito Papa.

Na habitual resenha biográfica que é apresentada no calendário dos santos e beatos, João Paulo II é lembrado pela “extraordinária solicitude apostólica, em particular para com as famílias, os jovens e os doentes, o que o levou a realizar numerosas visitas pastorais a todo o mundo”.

“Entre os muitos frutos mais significativos deixados em herança à Igreja, destaca-se o seu riquíssimo Magistério e a promulgação do Catecismo da Igreja Católica e do Código de Direito Canônico para a Igreja latina e oriental”, lê-se no documento.

Aos fiéis, é proposta ainda uma passagem da homilia de João Paulo II no início do seu pontificado, precisamente em 22 de outubro de 1978, na qual afirmou: ‘Não, não tenhais medo! Antes, procurai abrir, melhor, escancarar as portas a Cristo!’.

Karol Jozef Wojtyla, eleito Papa em 16 de outubro de 1978, nasceu em Wadowice (Polônia), em 18 de maio de 1920, e morreu no Vaticano, em 2 de abril de 2005.

Entre os seus principais documentos, estão 14 encíclicas, 15 exortações apostólicas, 11 constituições apostólicas e 45 cartas apostólicas.

O Papa polaco foi proclamado beato no dia 1º de maio do ano passado, na Praça São Pedro, no Vaticano, em uma cerimônia que contou com a participação de cerca de um milhão de pessoas, encerrando a penúltima etapa para a declaração da santidade, na Igreja Católica.

De acordo com o direito canônico, para a canonização é necessário um novo milagre atribuível à intercessão do Beato João Paulo II a partir desse dia.

Segundo o postulador da causa de canonização, padre Slawomir Oder, têm chegado a Roma testemunhos muito significativos e “pequenos milagres” que se encontram em estudo.

Exposição ressalta invocações marianas do Rio de Janeiro



Arquidiocese do Rio de Janeiro


Arquidiocese do Rio de Janeiro
Exposição ficará aberta até o dia 28 deste mês
Nossa Senhora do Amparo, Nossa Senhora da Conquista, Nossa Senhora do Paraíso, do Perpétuo Socorro, dos Remédios e muitas outras invocações à Virgem Mãe de Deus. Na busca de semear e partilhar a devoção mariana no Rio de Janeiro, o Santuário da Penha organizou neste mês uma exposição sobre os diversos títulos de Nossa Senhora presentes na cidade.

Em 2012, a exposição completou 12 anos de homenagens à Maria Santíssima contribuindo para uma convicção ainda maior das maravilhas realizadas por Ela.

Aberta somente no mês de outubro, durante o período da festa de Nossa Senhora da Penha, a exposição traz 75 quadros com o resumo das diferentes devoções à Virgem Maria.

O trabalho é fruto de uma intensa pesquisa organizada pelo reitor do Santuário Nossa Senhora da Penha, Padre Serafim Fernandes junto de outros trinta voluntários que percorreram as paróquias da Arquidiocese do Rio de Janeiro que têm a Santa como padroeira. Padre Serafim esclareceu que o objetivo da mostra é catequético:

"A ideia nasceu de uma constatação que fizemos de que não existia na nossa arquidiocese um livro sobre as invocações marianas; por conseguinte, nós nos propusemos a fazer um trabalho de pesquisa nesse sentido, de fazer um compêndio que contenha todas as invocações de Nossa Senhora na Arquidiocese e, a partir dessa ideia, formamos uma equipe. Essa equipe se organizou de duas em duas pessoas e foi, então, visitar as Igrejas e capelas que têm a invocação de Nossa Senhora, procurou os padres pedindo autorização para fotografar a imagem no local onde ela é venerada e também fez uma pesquisa da origem da devoção naquele local", explicou.

Quem visita o local da exposição pode ver os quadros dispostos em fileira ao longo da sala. As fotos foram tiradas nas próprias paróquias e emolduradas. Padre Serafim afirmou que a devoção mariana está enraizada na cultura e esse afeto filial que o povo brasileiro dedica a Nossa Senhora também contribui para que existam tantas paróquias em honra à Maria.

"A devoção a Nossa Senhora é uma devoção muito enraizada na cultura latina (...) E o povo brasileiro conserva essa devoção, esse afeto filial a Nossa Senhora. Por isso temos muitas invocações de Maria. Estas 75 expostas nos quadros são apenas a nível de Arquidiocese do Rio de Janeiro. No estado do Rio existem mais invocações ainda, no Brasil muitas mais. Eu, há cerca de dois anos, consegui um livro sobre as invocações de Nossa Senhora no Brasil e, segundo o autor, no país existem mais de três mil invocações a Nossa Senhora", disse.

A exposição ficará aberta até o dia 28 de outubro, data do encerramento das festividades de Nossa Senhora da Penha, e voltará em 2013 no inicio da Festa da Padroeira. O conteúdo da pesquisa também está disponível no livro “Nossa Senhora: invocações da Virgem Maria”, a venda no Santuário da Penha.

Como fazer avançar a nova evangelização?




Pontifícias Obras Missionárias
Padre Camilo Pauletti acredita que a melhor forma de perpetuar o anúncio da Boa Nova é dar testemunho
No mês em que o Papa Bento XVI reza por um avanço da nova evangelização nos países de antigo cristianismo, surge um momento de reflexão sobre o que é a nova evangelização e as dificuldades que a impedem de alcançar todos os povos. O mundo mudou e, da mesma forma, a evangelização precisa se adaptar para anunciar o Evangelho a todas as criaturas, conforme o mandato deixado por Cristo.

Alguns lugares, porém, ainda não se abriram plenamente aos novos métodos de evangelização, de forma que o uso de uma linguagem moderna e a participação inclusive dos leigos na ação missionária nem sempre é algo compreensível de imediato.

Mas não só nesses lugares a nova evangelização encontra entraves. Para o pároco da paróquia São Francisco, em Guaratinguetá (SP), padre Matusalém Gonçalves, que também é assessor da Comissão Missionária Diocesana (COMID), essas dificuldades aparecem de forma geral.

"Isso porque as pessoas estão parando muito pouco para escutar a Palavra de Deus; estão escutando mais aquilo que o mundo oferece. Mas nós temos que insistir, não podemos parar. A insistência tem que ser constante; é o pedido do Papa e da Igreja”, disse.

Avanço da nova evangelização


Padre Matusalém acredita que o avanço da nova evangelização se dará a partir da sua realização em pequenos grupos, buscando as pessoas, sem esperar que elas venham até a Igreja. “É preciso, como o próprio documento de Aparecida nos lembra, pequenas comunidades, pequenas paróquias, ir ao encontro do povo. Nós não podemos esperar mais que as pessoas venham até a Igreja, nós temos que ir atrás delas”.

Para além desse processo de busca, outra forma de fazer com que a nova evangelização tenha um largo alcance pode estar na própria pessoa empenhada nessa missão.

O diretor das Pontifícias Obras Missionárias (POM), padre Camilo Pauletti, acredita que não há uma fórmula exata para todas as situações, mas acredita que a chave de tudo está no testemunho.

“Eu vejo que a melhor forma de a gente poder fazer chegar esse anúncio da Boa Nova é o testemunho da gente, é marcar presença; é a palavra, mas também o gesto, a solidariedade, o desprendimento, saber ser gratuito diante de Deus e manifestar isso com a vida da gente. Aproximar-se daqueles que estão afastados, dos pobres, dos que sofrem, dos doentes, dos que estão em depressão, dos que não têm ninguém que olhe por eles”.

Porém, o padre explicou que isso envolve uma preparação. A pessoa deve buscar formação, rezar muito, preparar o espírito, confiar no Espírito Santo. O sacerdote destacou ainda que o pedido do Papa sobre a nova evangelização envolve não somente atingir as pessoas que não conhecem Cristo, mas evangelizar os cristãos católicos batizados que não vivem essa proposta do Evangelho.

Papel dos missionários 

Além da preocupação com o avanço da nova evangelização, o Papa reza em outubro para que o Dia Mundial das Missões, celebrado neste domingo, 21, possa ser uma ocasião para reafirmar o compromisso com a evangelização.

Embora exista um mês e até um dia especial para comemorar a ação missionária, ambos os padres enfatizaram que esta é apenas uma ocasião de lembrança, já que a missão acontece durante todo o ano.

“Todo cristão batizado tem um papel de evangelizador, de anunciar, de testemunhar, Agora, nesse final de semana, o penúltimo domingo no mês de outubro, é um dia especial, porque a Igreja em todo o mundo faz a sua oração, mas também a sua oferta econômica. É um momento de motivar as pessoas para doarem um pouco de si para o trabalho missionário no mundo", explicou padre Camilo.

Para o sacerdote, o desafio que deve ser vencido a fim de renovar o compromisso com a evangelização e fazê-la avançar é justamente o "dar testemunho", ser grato a Deus e conhecer a Palavra.

“Muita gente não conhece o Evangelho de forma profunda para poder viver. O desafio é conhecer a proposta de Jesus, encarná-la dentro da gente e depois expressá-la, não só nas palavras, mas nos gestos (...) com o testemunho da vida da gente, principalmente com aqueles que precisam mais”, finalizou padre Camilo. 

JMJ Rio2013: Dom Geraldo Lyrio e o grande evento da juventude



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O site oficial da Jornada Mundial da Juventude Rio 2013 lança o canal Pré-Jornada nesta terça-feira, 23 de outubro. Além do novo conteúdo entrar no ar para todos os internautas, será realizada também uma apresentação no auditório do edifício João Paulo II (Rua Benjamim Constant, 23, Glória), no Rio de Janeiro, no mesmo dia, às 19h30min.
Na ocasião, será lançada uma parceria de ação catequética entre a JMJ Rio2013, o Programa Nacional Caixa de Ferramenta (PNCF) e as mídias sociais da arquidiocese do Rio. A proposta do canal Pré-Jornada é oferecer voz às dioceses do Brasil no site www.rio2013.com, envolvendo-as no plano da Semana Missionária e em tudo o que for de preparação para a JMJ Rio2013. As peregrinações dos Símbolos da Jornada também ganharão destaque.
Em entrevista à Rádio Vaticano, o arcebispo de Mariana (MG), dom Geraldo Lyrio Rocha, falou sobre o percurso da JMJ até o momento e suas expectativas para o grande evento, em 2013.
“Estamos vendo como a arquidiocese do Rio de Janeiro e toda a Igreja no Brasil estão se preparando para este momento tão bonito e tão importante, que será a JMJ, e que certamente vai trazer um novo vigor para a Pastoral da Juventude, nas suas várias expressões, em todo o nosso país. A peregrinação dos Símbolos da Jornada já estão anunciando o que há de ser a Jornada, porque a capacidade de mobilização têm sido muito grande, além das expectativas em muitas partes. Claro que a JMJ é fruto de esforço de muita gente, nossas, no Brasil, do Pontifício Conselho para os Leigos, e, pelo que tenho ouvido do bispos participantes do Sínodo dos Bispos, e de muitos países, pois já há a movimentação de caravanas de jovens que irão ao Brasil. Tenho certeza que a Jornada Mundial da Juventude vai ser um momento forte para a vida do nosso país, para a vida da Igreja Católica no Brasil e, de um modo muito especial, há de trazer muitos frutos para a atuação da Igreja junto à juventude nos dia que correm. Tenho a certeza que as expectativas vão ser plenamente respondidas e será marcante a presença do papa Bento XVI no Rio, em 2013”, destacou o ex-presidente da CNBB, dom Geraldo Lyrio, um dos escolhidos, na última Assembleia Geral dos Bispos da CNBB, a representar o episcopado brasileiro no Sínodo dos Bispos, em Roma.

Fonte CNBB

Família é um dos principais sujeitos da nova evangelização



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Dom Bruno Forte, arcebispo de Chieti-Vasto, Itália, considera que a Família aparece como um dos maiores destaques entre os protagonistas da nova evangelização. Sua palavra está num resumo dos últimos debates do Sínodo foi publicado nesta segunda-feira, 22 de outubro, no jornal  diário “Avvenire” de inspiração católica.
Leia a matéria que sintetiza as últimas sessões do Sínodo com uma tradução livre do assessor de imprensa da CNBB que está em Roma:


O verdadeiro desafio é devolver a esperança a um mundo que parece perdido.  E para encarregar-se dessa missão, cheia de desafios, com todas as forças,  com a capacidade de regenerar-se, será a entrega pastoral de uma comunidade eclesial consciente de ter algo de positivo a dizer ao mundo. É esta a perspectiva na qual se deve mover a nova evangelização, assim como está surgindo do Sínodo, depois do tempo dedicado à análise, a traduzir em propostas concretas, as reflexões que estão sendo feitas. Ontem (domingo, 21 de outubro), chegaram as reflexões dos círculos menores, onde se verifica, com do diferentes, uma convergência substancial na identificação da família, da educação dos jovens, no diálogo ecumênico e inter-religioso e de uma renovação da catequese, especialmente aquela endereçada aos adultos, como os pontos centrais sobre os quais se deve concentrar. Tudo isso sem descuidar de outros âmbitos através dos quais passam o anúncio como, por exemplo, os mass media e o compromisso dos políticos cristão que são chamados a agir em coerência com a própria fé sem desvios. Compromisso, em suma, em todos os campos com o esboço também de uma proposta por uma missão mundial de evangelização que poderia ser lançada pelo Papa durante o Ano da Fé.

Referindo-se a respeito do que tem aparecido no “círculo” de língua italiana, o presidente do Pontifício Conselho para a Nova Evangelização, o arcebispo Rino Fisichella, sublinhou que o “processo cultural de secularização é particularmente marcante e merece ser considerado seja como desafio que se coloca para a Igreja sob o perfil cultural, seja como oportunidade oferecida àquela pessoa que crê para renovar as próprias categorias espirituais e culturais”. A propósito dos catequistas e do pedido de se instituir um ministério institucionalizado, Fisichella observou como isso “seja excluído” enquanto “um tal ministério criaria mias problemas de quanto se poderia resolver”. A respeito dos protagonistas da nova evangelização, referindo-se ao próprio grupo de trabalho, dom Bruno Forte, arcebispo de Chieti-Vasto (Itália), destacou como “cada batizado, por vocação e missão, é protagonista da nova evangelização”. Isso ocorre “particularmente na realidade da paróquia,  através de uma importante ação educativa da Ação Católica e os carismas suscitados pelo Espírito Santo nas novas agregações eclesiais”. Os cristãos leigos, porém, “têm uma tarefa decisiva no testemunho da fé no complexo relacionamento com a realidades nas quais atuam. Em particular, a família no seu conjunto é protagonista decisiva da transmissão da fé”, e “neste âmbito é reconhecido o papel importante que as mulheres têm tido e tem na transmissão da fé cristã”.

Sobre o tema dos carismas tratou também o presidente da Renovação do Espírito, Salvatore Martinez, convidado ao Sínodo, observando que “a mãe de todas as crises que sofremos é espiritual, dentro e fora da Igreja. Uma crise que deve ser lida, enfrentada e vencida primeiramente na ordem sobrenatural, antes que cultural, social e econômico. Será nova evangelização se, mediante a unção profética do Espírito Santo, saberemos devolver ao homem, o humano e ainda ao homem, o divino, assim como às nossas sociedades neopagãs, uma nova ‘ética das virtudes’”. Entre as últimas intervenções na Sala do Sínodo, vale recordar aquela enviada por escrito pelo Cardeal Giuseppe Versaldi, presidente da Prefeitura Vaticana dos Negócios Econômicos, a qual sublinhava que quando na Igreja se cometem “erros” na administração do dinheiro e das propriedades materiais, antes de tudo deve valer a “presunção de boa intenção e de honestidade, ao invés da “fácil acusação de interesse ou de poder pessoal” por isso, “antes da denúncia à autoridade” se deve dar a “possibilidade de arrependimento e reparação”.


Texto assinado por Salvatore Mazza, no jornal italiano Avvenire.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

CNBB publica oração para Dia Nacional de Valorização da Família


Da Redação, com CNBB


O presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB, Dom João Carlos Petrini, bispo de Camaçari (BA), convida todas as pessoas que acreditam e amam a família para rezarem em suas casas, nas comunidades, nas Igrejas, em todos os lugares em que se busca promover a família a "Oração para o Dia Nacional de Valorização da Família – 2012".

O bispo destaca que a primeira forma de valorizar a família é pedindo ao Criador da família que a abençoe e fortaleça suas relações domésticas.

"Vamos nos unir em oração no dia 21 de outubro, numa só voz e num só coração,  pela valorização da família, a começar pela nossa", incentiva.

Leia a oração abaixo:


Oração para o Dia Nacional de Valorização da Família – 2012

“Família é o patrimônio da humanidade”. (Bento XVI, 2007)

Senhor Deus, nosso Pai amoroso e misericordioso, criastes-nos à Vossa imagem e semelhança, para a plenitude da vida em comunhão. Sabemos por experiência que a família constituída por um homem e uma mulher unidos por um vínculo indissolúvel e seus filhos, fundada sobre o matrimônio, é a melhor maneira de viver o amor humano, a maternidade e a paternidade. Ela é o caminho da plena realização humana e, ao mesmo tempo, constitui o bem mais decisivo para que a sociedade cresça na verdade e na paz, porque ela corresponde ao Vosso desígnio de amor.

Senhor Deus, Verbo Encarnado na família de Nazaré, escolhestes uma família como a nossa para habitar entre nós e compartilhar em tudo a nossa condição humana, menos o pecado. Viestes até nós para ser o nosso Redentor, para salvar a nós e a nossos filhos de atitudes e decisões insensatas, de caminhos de destruição e de morte, dos dramas que acompanham cada existência humana. Vinde para reavivar em nos o amor que se doa e fortalecer os vínculos de afeto recíproco, para que juntos construamos um mundo de gratuidade amorosa e de vida fraterna. Assim veremos florescer uma sociedade justa e solidária, que valoriza e ama a família, onde seja possível experimentar a felicidade verdadeira, até o dia em que chegaremos junto de Vós, no Vosso Reino de Paz definitiva. Nossa família, que constitui o bem mais precioso na nossa vida e o maior recurso da nação brasileira, está sendo descaracterizada e desvalorizada por diversas forças sociais e políticas, querendo assemelhá-la a qualquer união que ofereça afeto e cuidados. Até os pais correm perigo de serem desapropriados de sua responsabilidade educativa.

Senhor Deus, Divino Espírito Santo, vinde fortalecer nosso ardor evangélico, para sermos discípulos missionários de Jesus, portadores do seu amor e da sua potência divina que vence a morte. Pedimos-vos que nossa família se torne cada vez mais casa de comunhão, capaz de vencer os conflitos, escola da fé e dos valores humanos e sociais, lugar onde se partilham as esperanças e as lutas e se acompanha o crescimento de cada filho. Assim, nossa família será fonte de alegria e de beleza, nascente de satisfação e de força para construir positivamente o horizonte de realização de cada pessoa e o bem de toda a sociedade.

Ajudai-nos, Senhor a valorizar o grande dom que é a família, preservando-a dos males que a ameaçam e iluminai nosso caminho para superar os conflitos entre o trabalho a família e a festa, para promover a família cidadã, que auxilia a sociedade a superar a violência e a corrupção, a encontrar caminhos da paz.

Sagrada Família de Nazaré, Jesus, Maria e José, abençoai as nossas famílias brasileiras.

Dom João Carlos Petrini
Bispo de Camaçari-BA
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família/CNBB

Manisfestem a esperança num mundo em crise, pede Sínodo



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"Levar a esperança a um mundo em crise, a uma modernidade em que há, ao mesmo tempo, a ausência e anseio por Deus."
Manifestar a esperança num mundo em crise: este objetivo da nova evangelização foi lembrado, nesta sexta-feira, 19,  pelo Sínodo dos Bispos, em andamento no Vaticano. Os relatos dos círculos menores apresentam algumas propostas concretas para os documentos finais da assembleia.

Os pequenos grupos seguiram métodos diferentes, mas todos voltados para o mesmo resultado: levar a esperança a um mundo em crise, a uma modernidade em que há, ao mesmo tempo, a ausência e o anseio por Deus.

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Segundo os bispos, a Igreja deve focar primeiramente o exame de consciência. "Se falamos de nova evangelização talvez seja porque os cristãos perderam alguma coisa, algo que a Igreja não soube oferecer. Por outro lado, para evangelizar é preciso ser evangelizados" – destaca o Sínodo.

Outro tema importante abordado foi o diálogo ecumênico e inter-religioso. O primeiro torna crível o anúncio do Evangelho, o segundo se baseado no conhecimento profundo da Bíblia e nos testemunhos de vida, ajuda na difusão da Palavra de Deus até mesmo nos países de maioria muçulmana.

A profunda crise da família foi também debatida pelos padres sinodais. A família deve ser ajudada apoiando os pais como primeiros catequistas de seus filhos e reiterando a importância do Sacramento do Matrimônio.
Os cristãos políticos foi também outro ponto abordado pelos bispos. "Coerentes com a fé, eles devem ser guiados pela reta consciência e por valores não negociáveis. Neste contexto, foi feito o convite de relançar as obras de justiça social e caridade, segundo a Doutrina Social da Igreja, para que a opção pelos pobres torne crível o anúncio do Evangelho e crie verdadeiros oásis de encontro com Deus".

Alguns grupos menores pediram para que o Sínodo reflita mais sobre a questão dos migrantes, da globalização e secularismo, que seja esclarecido o papel dos carismas e as oportunidades que eles oferecem à Igreja. Pediram também para que os jovens sejam mais ouvidos e valorizados os professores e centros educacionais como instrumentos de evangelização.

Enfim, o Secretário-Geral do Sínodo, Dom Nikola Eterović, anunciou que foi aberto uma conta corrente no Banco do Vaticano (IOR) para que os padres sinodais depositem suas ofertas de solidariedade em favor da Síria. Essa contribuição junto com a da Santa Sé será levada a Damasco nos próximos dias pela delegação de bispos formada pelo Papa. (MJ)

Fonte  CN

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Hino CF 2013 - Fraternidade e Juventude


Sei que perguntas, juventude, de onde veio
Teu belo jeito sempre novo e verdadeiro.
Eu fiz brotar em ti desde o materno seio(Cf. Jr 1,5)
Essa vontade de mudar o mundo inteiro.

Estou aqui, meu Senhor, sou jovem, sou teu povo!
Eu tenho fome de justiça e de amor, (Cf. Mt 5,6)
Quero ajudar a construir um mundo novo.
Estou aqui, meu Senhor, sou jovem, sou teu povo!
Para formar a rede da fraternidade,
E um novo céu, uma nova terra, a tua vontade. (Cf. Ap 21,1; 2Pd 3,13)
/:Eis-me aqui, envia-me, Senhor!:/ (Is 6,8)

2. Levem a todos meu chamado à liberdade (Cf. Gl 5,13)
Onde a ganância gera irmãos escravizados.
Quero a mensagem que humaniza a sociedade
Falada às claras, publicada nos telhados. (Cf. Mt 10,27)

3. Para salvar a quem perdeu a esperança
Serei a força, plena luz a te guiar.
Por tua voz eu falarei, tem confiança,
Não tenhas medo, novo Reino a chegar!
(Cf. Jr 1,4-10; Mt 3,2; 19,11-27)

Papa nomeia novo bispo para Pinheiro (MA)



CNBB
Padre Elio Rama é o novo bispo de Pinheiro, no Maranhão
Padre Elio Rama é o novo bispo de Pinheiro (MA). Ele foi nomeado pelo Papa Bento XVI nesta quarta-feira, 17, e até então era Superior Regional do Instituto Missões Consolata no Brasil.

O sacerdote substitui Dom Ricardo Pedro Paglia, que teve sua renúncia ao governo pastoral da Diocese de Pinheiro aceita por motivo de idade, em conformidade com o Cân. 401 §1 do Código de Direito Canônico.

Padre Elio nasceu em 28 de outubro de 1953, em Tucunduva, na Diocese de Santo Ângelo, Rio Grande do Sul. Fez a sua profissão religiosa no Instituto Missão Consolata no dia 21 de outubro 1982 e foi ordenado sacerdote em 10 de novembro de 1984.

Realizou estudos de Filosofia nas “Faculdades Associadas do Ipiranga” – FAI (1975-1976) e de Teologia na Pontifícia Universidade Urbaniana (1979-1984), onde conseguiu também Licenciatura em Missiologia.

Como sacerdote, teve os seguintes cargos: Vigário Paroquial em Vilanculo, Moçambique (1985-1987); Pároco em Vilanculo (1987-1992); Reitor do Seminário da Consolata em Nampula, Moçambique (1992-1996); Superior Regional em Maputo, Moçambique (1996-2002); Reitor do Seminário Teológico I.M.C. em São Paulo (2003-2009); Conselheiro Regional em São Paulo (2005-2011); Pároco da Paróquia “Nossa Senhora da Penha”, em São Paulo (2010-2011).

Desde 2011, era o Superior Regional para o Brasil do Instituto Missões Consolata, com sede na arquidiocese de São Paulo.

Fonte: Canção Nova

Bento XVI inicia ciclo de catequeses sobre a fé cristã



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A fé cristã não limita, mas humaniza a vida, de fato a torna plenamente humana, refletiu o Papa Bento XVi na catequese desta quarta-feira, 17
O Papa Bento XVI começou nesta quarta-feira, 17, o ciclo de catequeses sobre a fé cristã, tendo em vista o Ano Fé, iniciado no último dia 11. O Santo Padre enfatizou que ter fé não é algo restrito à inteligência, ao campo intelectual, as envolve toda a vida: sentimentos, emoções, razões humanas.

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O Pontífice destacou que a fé em Deus indica que somente o amor é a plenitude do homem. Nesse sentido, o homem fica degradado, empobrecido diante de situações de domínio, arrogância, exploração do outro. 

“A fé cristã, operante na caridade e forte na esperança, não limita, mas humaniza a vida, de fato a torna plenamente humana”, disse. 

O Papa explicou que a fé é o acolhimento à revelação de Deus, que nos mostra quem Ele é, como Ele atua, quais são os seus projetos para a humanidade. E na revelação, sempre é Deus que se comunica e o homem é capaz de escutar sua Palavra. 

“Eis então a maravilha da fé: Deus, no seu amor, cria em nós – por meio da obra do Espírito Santo – as condições adequadas para que possamos reconhecer a sua Palavra. Deus mesmo, na sua vontade de manifestar-se, de entrar em contato conosco, de fazer-se presente na nossa história, nos torna capazes de escutá-Lo e de acolhê-Lo”.

Sobre a forma de se encontrar, então, o que é essencial da fé, Bento XVI disse que a resposta é o Credo. Ele destacou a importãncia do Credo ser melhor compreendido e, sobretudo, reconhecido. 

“Conhecer, de fato, poderia ser uma operação somente intelectual, enquanto ‘reconhecer’ quer significar a necessidade de descobrir a ligação profunda entre a verdade que professamos no Credo e a nossa existência cotidiana, para que esta verdade seja verdadeiramente e concretamente – como sempre foi – luz para os passos do nosso viver, água que irriga o calor do nosso caminho, vida que vence certos desertos da vida contemporânea”. 

O Papa concluiu a catequese rezando para que o caminho a ser percorrido neste Ano da Fé ajude a humanidade a crescer na fé e no amor, “para que aprendamos a viver, na escolha e nas ações cotidianas, a vida boa e bela do Evangelho”. 


Fonte: Canção Nova

Em 40 anos de missão na África, religiosa se diz realizada



Arquivo pessoal
A superiora Regional, Ir. Nicoletta Kiario Marete (esq.), Ir. Josenilde Pietrobon e Ir. Maria Gorete Castro, em Matola, Moçambique
Uma vida de total dedicação ao povo africano. Assim é a vida de Irmã Josenilde Pietrobon, 73 anos, religiosa da Congregação das Irmãs Missionárias da Consolata, que há 40 anos realiza um trabalho missionário em Moçambique.

Agora no Brasil para um período de descanso, a religiosa se diz ansiosa para retornar logo à África e continuar os inúmeros trabalhos que realiza. Enfermeira, catequista, artesã, evangelizadora... em terra de missão não há como realizar um trabalho apenas.

"A nossa vida não se limita a um setor específico porque o nosso fundador sempre dizia: 'primeiro elevem as pessoas como ser humano e depois é que vocês vão semear a semente do Reino na vida dessas pessoas'", explica a religiosa.

Acesse
.: NA ÍNTEGRA: Entrevista com Irmã Josenilde


Em Moçambique desde 1972, a religiosa acompanhou o país em várias realidades difíceis, na guerra contra Portugal e em uma guerra civil que durou 17 anos. Mas em momento nenhum ela e as outras religiosas pensaram em "abandonar a missão", apesar de todo sofrimento vivido, e dos limites, que chegaram ao extremo, desde a alimentação até moradia.

A permanência insistente foi questionada pelo próprio povo. Mas a resposta era convicta: "Se nós vivemos os momentos felizes com vocês, porque vamos abandoná-los agora que é o momento de maior sofrimento para vocês e para nós? Nós queremos ficar com vocês!"

E foi essa atitude das religiosas que conquistou a confiança dos moçambicanos. "Ele diziam que, ' estas nos amam verdadeiramente, que poderiam ter uma vida melhor na sua terra, mas querem ficar aqui, é porque verdadeiramente é uma missão de Deus'".

Irmã Josenilde conta que a grande motivação para permanecer tantos anos na África sempre foi a certeza de estar fazendo a vontade de Deus.

"Eu sinto que essa é a minha vocação, é a essa vocação que Cristo me chamou, a Ele me consagrei, e consagrando-me a Ele, me consagrei ao povo que ele colocou nas minhas mãos. Minha missão é para a vida. Não é uma missão por um ano, cinco anos, dez anos, mas é por toda a vida. Se eu devo permanecer ali e ali morrer, eu estou realizando ali a minha vocação religiosa missionária", afirma.
Arquivo
Ir. Maria Gregória Tontini, enfermeira, trabalhando na Missão de Maúa no Centro de Saúde
Evangelizar um povo de cultura tão diferente é um desafio, e segundo a religiosa, a maior dificuldade vivida, atualmente, pelos missionários é exatamente o fato destes levarem sua cultura e procurarem fazer com que o povo viva de acordo com ela. A religiosa explica que nós temos que ser abertos à cultura deles, e depois, aos poucos, elevá-la. "Aos poucos, cristianizar a cultura deles, o seu modo de ser e de fazer".

Irmã Josenilde destaca que suas superioras sempre orientavam os missionários que iam para terras distantes a, ao menos por um ano, apenas escutar, observar, perguntar para tentar compreender, mas não dizer nada, não se posicionar. Apenas procurar descobrir o que aquele povo necessita e dar a eles o que eles precisam. Só assim, aos poucos, eles irão sentir a necessidade de se abrir a Deus.

A dedicação aos moçambicanos é grande e a religiosa afirma que se sente realizada. "Na minha vida talvez possa fazer pouco, mas na minha oferta de cada dia, na minha oração, no meu testemunho, no anúncio da Palavra de Deus, mesmo ensinando a fazer trabalhos manuais, que possam melhorar a sua vida [do povo], eu me sinto realizada na minha vocação".

Mas o sentimento de realização não vem apenas desse empenho. Irmã Josenilde explica que o segredo dessa felicidade está em "dar tempo a Deus, na oração, dar tempo para a própria formação e dar tempo aos irmãos, em tudo aquilo que eles precisam".

Ela destaca que não é pelo fato de se ter muitas atividades para fazer que precisamos deixar a vida de oração de lado. Ao contrário, é preciso sim ser generoso e disponível em tudo, mas é preciso ser mais generoso consigo mesmo, procurando junto de Deus aquilo que se quer ser junto ao povo.

"Não é tanto falar, falar e falar, mas falar desse povo ao próprio Deus, a Jesus Cristo, aos pés do Sacrário, nas nossas horas de oração e de reflexão. Nós precisamos cultivar a nós mesmos, nesse sentido, porque senão nós não temos nada para dar aos outros depois", ressalta Irmã Josenilde. 

Fonte: Canção Nova

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Lançado CD com o Hino da CF 2013



cartaz_CF_2013Já está disponível nas livrarias católicas do Brasil o CD com o Hino da Campanha da Fraternidade de 2013 e os cantos para a quaresma do ano C. Desde 2006, por decisão dos bispos do Conselho Episcopal Pastoral (CONSEP), o CD traz o hino da Campanha da Fraternidade e o repertório quaresmal correspondente a cada ano.
A Campanha da Fraternidade 2013, que tem por tema “Fraternidade e Juventude”, e lema “Eis-me aqui, envia-me!” (Cf, Is 6,8) , teve seu hino escolhido a partir de concurso aberto para todos que desejassem participar. A canção foi composta para servir durante encontros, debates, seminários, palestras e estudos sobre a temática em questão. O CD contém outras faixas inéditas para as celebrações da quaresma do ano C, além de músicas para o trabalho de evangelização com a juventude.
O assessor de Música Litúrgica da Conferência Nacional dos Bipos do Brasil (CNBB), padre José Carlos Sala afirma que, de acordo com suas potencialidades, “as equipes de canto e música escolherão o melhor meio para apropriar-se desse rico repertório quaresmal que aparece no CD e no Hinário Litúrgico da CNBB e ajudar os fiéis na assimilação dos cantos próprios deste tempo”.
“Que o hino da Campanha da Fraternidade e os cantos próprios para o trabalho de evangelização com os jovens ajudem no processo de reflexão da realidade da juventude no Brasil e sejam sinal de alegria e comunhão eclesial”, disse o assessor.
Fonte CNBB.

Você já pensou nessa proposta?


terça-feira, 16 de outubro de 2012

Dom Claudio Celli: a Nova Evangelização é um desafio comunicativo da Igreja



Ao término da primeira sessão dos trabalhos da XIII Assembleia ordinária do Sínodo dos Bispos realizou-se, na Sala de Imprensa da Santa Sé, no Vaticano, um encontro do qual participaram o arcebispo de Washington e relator-geral do Sínodo, Cardeal Donald Wuerl, e o presidente do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais, Dom Claudio Maria Celli.

"Anunciar o Evangelho num contexto caracterizado pelas novas tecnologias. Esse é um dos principais desafios da nova evangelização", afirmou Dom Celli ressaltando com precisão um dos temas mais difíceis que os Padres sinodais deverão abordar na definição dos objetivos da nova evangelização.

Por sua vez, o Cardeal Wuerl disse que dentre os principais temas evidenciados pelo Sínodo encontra-se o da recuperação de uma correta identidade católica: tanto entre os jovens adultos, quanto naqueles que se distanciaram da fé.

Ademais, o purpurado explicou que uma escassa consciência de identidade torna difícil também a relação e o diálogo em âmbito ecumênico. Uma das bases das quais partir novamente no complexo percurso da nova evangelização nos é dada pelo Catecismo da Igreja Católica, do qual estamos para celebrar o 20º aniversário.

Mas como transmitir corretamente a mensagem evangélica, a Palavra de Jesus no atual contexto social, como encontrar o método justo? Dom Celli falou aos jornalistas de uma Igreja que por sua natureza deve anunciar o Evangelho, e se não o faz, trai a sua vocação.

O problema não é tecnológico, mas de método: "É preciso entender como a Igreja pode dialogar com os homens e as mulheres de hoje, entrando em sintonia com eles, partilhando alegrias, esperanças, dificuldades e tensões", explicou o presidente do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais.

A Igreja, Mestra, deve voltar a ser também Mãe colocando-se ao lado do homem com profunda simpatia.


Sínodo dos Bispos: apelo em favor do Haiti



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O Sínodo dos Bispos, em andamento no Vaticano, fez um apelo nesta terça-feira, 16 de outubro, em favor do Haiti, que depois do terremoto de janeiro de 2010 e a epidemia de cólera vive num estado persistente de emergência humanitária.
O bispo de Jacmel, diocese haitiana, dom Launay Saturné, entrevistado pela Rádio Vaticano, falou sobre os problemas vividos pelo povo haitiano e fez um apelo: "Precisamos da solidariedade internacional, da solidariedade da Igreja. Agradeço por tudo o que foi feito pelo Haiti, mas o caminho da reconstrução ainda é longo e precisamos da solidariedade de todos."
Dom Saturné ressaltou que o Sínodo é uma ocasião para os bispos haitianos entenderem como levar adiante a evangelização. "No Haiti buscamos, neste momento, reconstruir casas, mas temos de reconstruir também a pessoa humana. Para refazer as pessoas precisamos evangelizar a fim de edificar o homem espiritual e construir um novo país e uma nova Igreja", destacou o bispo.
O bispo de Jacmel concluiu a entrevista destacando que não obstante as dificuldades o povo haitiano continua firme na fé. "A fé nos ajuda a seguir em frente e isso vale não somente para os países pobres, mas para todos".

Fonte - CNBB.

Reunião debate realidade vocacional no Brasil


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A Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada promove esta semana a sua 10ª Reunião Ampliada, tendo na pauta uma reflexão sobre a realidade vocacional no Brasil. O trabalho parte do estudo dos textos conclusivos dos Congressos Vocacionais do Brasil. Os participantes verificam o processo histórico e procuram avançar na reflexão teológica e pastoral da situação vocacional em nosso país.
Estão presentes na reunião representantes dos seguintes organismos: Comissão Nacional dos Presbíteros (CNP), Comissão Nacional dos Diáconos (CND), Conferência Nacional dos Institutos Seculares (CNIS), Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), Pastoral Vocacional/Serviço de Animação Vocacional, Organização dos Seminários e Institutos do Brasil (OSIB), além dos bispos representantes da Sub-Comissão dos Bispos Eméritos.

A Reunião está acontecendo no Centro Cultural de Brasília desde a última segunda, 15/10 e termina nesta quarta, sob a coordenação de dom Pedro Brito Guimarães, presidente da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada.

Fonte - CNBB.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Podem comungar os divorciados que voltaram a casar?


Os membros da Congregação para a Doutrina da Fé, em uma carta a todos os bispos do mundo datada de 14 de outubro de 1994 diz :

"A crença errônea que tem uma pessoa divorciada e novamente casada, de poder receber a Eucaristia normalmente, presume que a consciência pessoal é levada em conta na análise final, de que, baseado em suas próprias convicções existiu ou não existiu um matrimônio anterior e o valor de uma nova união. Esta posição é inaceitável. O matrimônio, de fato, porque é a imagem da relação de Cristo e sua Igreja assim como um fator importante na vida da sociedade civil, é basicamente uma realidade pública."

Com este documento a Santa Sede afirma a contínua teologia e disciplina da Igreja Católica, de que aqueles que se divorciaram e voltaram a casar sem um Decreto de Nulidade, para o primeiro matrimônio (indistintamente se foi realizado dentro ou fora da Igreja), se encontra em uma relação de adultério, que não lhe permite arrender-se honestamente, para receber a absolvição de seus pecados e receber a Santa Comunhão. Até que se resolva a irregularidade matrimonial pelo Tribunal dos Processos Matrimoniais, ou outros procedimentos que se aplicam aos matrimônios dos não batizados, não podem aproximar-se aos Sacramentos da Penitênica nem à Eucaristia-.
Como menciona o Papa João Paulo II no documento da Reconciliação e a Eucaristia, a Igreja deseja que estes casais participem da vida da Igreja até onde lhes forem possível (e esta participação na Missa, adoração Eucarística, devoções eoutros serão de grande ajuda espiritual para eles) enquanto trabalham para conseguir a completa participação sacramental.
Só poderiam comungar se, evitado o escândalo e recebida a absolvisão sacramental, se comprometam a viver em plena continência, disse a Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé.
No discurso do Papa João Paulo II no encerramento do Sínodo celebrado em Roma em outubro de 1980, disse que a Igreja deveria mante a de não admitir à comunhão eucarística ao divorciados que voltaram a casar. A não ser quando não possam se separar, prometam viver em total continência, sempre que não seja motivo de escândalo. Em todo caso, acrescenta o Papa, devem perseverar na oração para conseguir a graça da conversão e da salvação. Entretanto isto não acarreta que não possam batizar a seus filhos. Deve-se estudar cada caso e ver que possibilidades oferecem de educar na fé católica a seus filhos.
Por outro lado as pessoas casadas só no civil e divorciadas podem comungar. O divórcio civil não é um obstáculo para receber a comunhão. Por ser um ato civil, tudo o que faz, é conseguir um acordo sobre o resultados civis e legais do matrimônio (distribuição das propriedades, custódia dos filhos, etc).

Fonte - ACI Digital

Círio de Nazaré congrega 2 milhões de fiéis em Belém do Pará


Foto: Neto Soares (www.ciriodenazaré.com.br)
BELÉM, 15 Out. 12 / 04:03 pm (ACI).- Em mais uma edição de uma das maiores procissões do mundo, o Círio de Nazaré reuniu mais uma vez cerca de 2 milhões de fiéis que saíram às ruas da capital paraense para mostrar sua fé católica e amor a Maria. As homenagens marianas e procissões que conformam a grande celebração do Círio continuam ao longo das próximas duas semanas de outubro.

Segundo informou a Rádio Vaticano, o clima de emoção e devoção marcou amissa do 220º Círio de Nazaré, presidida pelo Núncio Apostólico no Brasil, Dom Giovanni d’Aniello e concelebrada pelo Arcebispo Metropolitano de Belém, Dom Alberto Taveira, na Praça Frei Caetano Brandão, em frente à Catedral Metropolitana da Sé.

Mais de 50 mil pessoas participaram da missa celebrada às cinco horas da manhã. Quase duas horas depois, teve início a principal procissão que reuniu cerca de 2 milhões de fiéis.

Para o novo núncio no Brasil, o momento foi experiência única na sua vida

“Foi difícil dormir depois da Trasladação e ficar na espera para viver de novo essa experiência no domingo”, afirmou Dom d’Aniello à Rádio Vaticano.

O Círio teve início na sexta-feira, 12 de outubro, com a primeira das onze romarias que compõem a quadra Nazarena. As homenagens continuam nas duas próximas semanas. 

De acordo com a nota publicada neste sábado, 13 de outubro, pela página oficial da procissão (www.ciriodenazaré.com.br) só na procissão da transladação, reuniram-se 1.4 milhão de pessoas

“Neste ano, a Berlinda da Trasladação esteve ornamentada com 25 tipos de flores de quatro tons, mesclando as cores rosa e verde, distribuídas em 500 dúzias e 800 vasos de mudas. Entre as espécies estão: boca de leão, orquídea, cravina, cravo, rosa, crisântemo anastácia, astromélia, entre outros. Além de folhagens de brometa, tostoão e hera”, relata a nota do site da procissão.

Para o Diretor Coordenador do Círio 2012, Kleber Vieira, a procissão chegou no tempo esperado, às 23h. “Este ano o que ajudou na rapidez da procissão foi o recuo das arquibancadas que ajudou e muito na movimentação da procissão e dos fiéis”, afirma Kleber.

A cada ano que passa, o número de fiéis que acompanham a Trasladação é maior. 
Na avaliação do Diretor de Procissões do Círio 2012, Carlos Augusto Nobre, “foi tudo maravilhoso”. 

Durante o trajeto, foram diversas as homenagens dedicadas a Nossa Senhora de Nazaré. Entre as mais tradicionais, esteve a do Sindicato dos Estivadores e dos Arrumadores do Pará que soltaram fogos de artifício em honra à Virgem.

A Trasladação teve saída do Colégio Gentil Bittencourt, e seguiu pelas avenidas Magalhães Barata, Nazaré, Presidente Vargas, Boulevard Castilho França, Portugal, Praça do Relógio até a chegar à Catedral Metropolitana de Belém.

Padres Sinodais pedem que leigos sejam os protagonistas da Nova Evangelização


Snodobispos2012Formar adequadamente os leigos, apoiar a família, promover o diálogo ecumênico e inter-religioso: foram esses os instrumentos da nova evangelização evidenciados na manhã desta segunda-feira, 15 de outubro, pelo Sínodo dos Bispos, em andamento no Vaticano. Esteve no centro da 11º Congregação – realizada na presença do Papa – também um apelo em favor da paz e do diálogo na República do Mali.

O país africano está vivendo um "tempo de inquietude": o Sínodo descreve as dificuldades sociais e políticas, bem como eclesiais, ligadas aos obstáculos da evangelização num contexto em que os confrontos entre rebeldes e governo provisório são uma ameaça para a religião. Diante dessa realidade, os Padres sinodais invocam a paz e reiteram a importância do diálogo.

Mas além das crises africanas, também são sombrias as páginas européias, em que a globalização cria novas formas de martírio, incruentas, mas sofridas; a intolerância em relação aos cristãos é indolente, mas contínua; Deus não é somente negado, mas desconhecido.

Diante de tal realidade, a nova evangelização pode depositar sua confiança em três "instrumentos", afirma o Sínodo: os leigos, as famílias, e o diálogo ecumênico e inter-religioso.

Portanto, os leigos devem ser formados de modo adequado, sólido, intenso – quem sabe também mediante Sínodos locais que os envolvam diretamente –, de forma que sejam capazes de não ceder às ilusões do mundo e de dar testemunho dos valores autênticos, não baseados no conformismo da fé.

O Sínodo ressalta que não se pode ser ou membros da Igreja ou cidadãos do mundo: as duas dimensões caminham juntas. Os leigos devem "formar redes" nas dioceses, afirmam os bispos, mesmo porque se a Igreja se distanciar da sociedade, a nova evangelização não produzirá frutos.

Em seguida, o Sínodo destaca o grande desafio da família, Igreja doméstica, sujeito de evangelização: deflagrada a causa da história ocidental baseada na libertação de todo e qualquer laço, hoje a questão familiar se apresenta como o problema número um da sociedade – evidencia a Assembléia sinodal –, tanto que se acredita mais na fidelidade ao time de futebol do que no matrimônio.

E a Igreja não pode calar-se, não porque conservadora de um instituto obsoleto, mas porque está em jogo a estabilidade da própria sociedade.

Daí, o convite a colocar a família no centro da política, da economia e da cultura, bem como o auspício de que a Igreja saiba tornar-se "família das famílias", inclusive das famílias feridas.

No fundo - e aí a pergunta dos Padres sinodais se torna autocrítica –, hoje a Igreja não é, talvez, mais uma instituição do que uma família?

Em seguida, os Padres sinodais abordaram a questão do diálogo, outro caminho necessário para a nova evangelização. É claro, do ponto de vista inter-religioso existe a dificuldade, em alguns países, de um diálogo com o Islã, como no Paquistão, onde vigora a lei da blasfêmia, ou no Oriente Médio, onde os cristãos são cada vez menos.

O que fazer? O Sínodo aposta nos jovens muçulmanos, sempre mais atraídos pelo Evangelho no qual encontram alegria, liberdade e amor. Relançando o significado profundo da Boa Nova – explicam os bispos – se poderá evitar também a confusão entre a secularização e o cristianismo, tão freqüente no mundo muçulmano.

Nessa ótica, insere-se também uma escola de catequese para adultos, que cada vez mais abandonam o papel de educadores, preocupando-se com os jovens, mas não cuidando deles suficientemente.

Os catequistas adultos podem tornar-se testemunhas e portadores de fé, obtendo, por vezes, resultados melhores do que os próprios sacerdotes, afirmam os Padres sinodais.

No campo ecumênico o desafio não é menor: a divisão entre cristãos é, sem dúvida, o grande obstáculo da nova evangelização, divisão essa que não é inócua em relação à descristianização da Europa e da sua atual fraqueza política e cultural.

Nesse sentido, uma maior cooperação e uma estratégia pastoral concordada entre católicos e ortodoxos seria um baluarte contra a secularização, bem como um sinal forte em relação ao Islã.

Dentre outras sugestões feitas no Sínodo em favor da nova evangelização encontra-se a promoção de peregrinações, como momento de renovação da fé e de "sintonia" da Igreja com as interrogações presentes no coração do homem, de modo que compreenda a meta de seu caminho.

Por fim, ao término dos trabalhos da tarde desta segunda-feira, os Padres sinodais assistem, à noite, ao filme "Os sinos da Europa". Produzido pelo Centro Televisivo Vaticano – junto com outras instituições –, o filme é uma viagem da fé pela Europa e traz muitas entrevistas inéditas, dentre elas uma também com Bento XVI.

Fonte - CNBB

Bispos brasileiros falam sobre suas intervenções no Sínodo




Cardeal Odilo Pedro Scherer, Dom Benedito Beni dos Santos e Dom Sergio da Rocha
Os bispos brasileiros Dom Benedito Beni do Santos, Dom Sergio da Rocha e Dom Odilo Pedro Scherer, participam em Roma do Sínodo dos Bispos para a Nova Evangelização e falam sobre o evento.
O bispo de Lorena (SP), Dom Benedito Beni, único bispo brasileiro escolhido pelo Papa Bento XVI para participar do Sínodo, destaca a presença do Papa na primeira semana de atividades e fala como os trabalhos são conduzidos.

Dom Beni explica ainda que todos os bispos presentes terão oportunidade de falar, até agora um terço deles já se pronunciou, inclusive ele próprio que mostrou em sua intervenção o que significa a Nova Evangelização. O bispo teve também a oportunidade de apresentar o trabalho de Nova Evangelização desenvolvido aqui no Brasil pela Missão Permanente organizada pelas dioceses e pelos Movimentos e Novas Comunidades.

.: OUÇA: Dom Benedito Beni 

O Arcebispo de Brasília, Dom Sergio da Rocha, explica que, em sua intervenção no Sínodo, destacou o serviço prestado pelos Catequistas à Igreja no Brasil.

Dom Sergio afirmou que não se pode pensar em uma Nova Evangelização sem Catequistas, por isso, ele quis expressar sua gratidão e apoio a estes e, ao mesmo tempo, solicitar que o Sínodo possa contribuir para configurar o ministério do catequista em nossa Igreja.

.: OUÇA: Dom Sergio da Rocha explica sua colocação 

O Cardeal arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer, que também já fez sua intervenção no Síndo, faz um balanço da primeira semana de trabalhos no Sínodo e explica que em sua colocação destacou a necessidade da Igreja aprender com suas experiências históricas.

.: OUÇA: Dom Odilo comenta sobre sua intervenção 

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Mesa de abertura do 2º Ebruc promove diálogo entre bispos e universitários


DSC_7684Na tarde do primeiro dia do Encontro Brasileiro de Universitários Cristãos (Ebruc), o destaque foi a Mesa Redonda que teve como temática “A arte de entrelaçar saberes e culturas”.
O arcebispo de Curitiba (PR), dom Moacyr José Vitti, saudou, em nome da Igreja Católica, todos os jovens universitários presentes. “Todo o encontro é um encontro com a fé, é um encontro com Jesus Cristo”, disse o arcebispo, que valorizou o crescimento da fé como meio de canalizar a “força da juventude”.
bispos_2ebrucO bispo auxiliar de São Paulo e referencial do Setor Univerisdades da CNBB, dom Tarcísio Scaramussa, fez um breve balanço do trabalho do Setor Universidade. Ele também destacou que deseja que o setor cresça nos 17 Regionais da CNBB.
“Esperamos que este encontro favoreça o crescimento da Pastoral Universitária no Brasil, para que no 3º Ebruc possamos contar com representantes de todos os Regionais da CNBB”, disse dom Scaramussa.
Falando sobre o tema do Ebruc, “Educação e Cultura: Areópagos da Missão”, dom Scaramussa falou que a escolha deste tema coloca no centro do próximo Ebruc a Educação e a Cultura como espaços da missão evangelizadora da Igreja e de cada cristão. “Este espaço é definido sugestivamente como um areópago, expressão que remonta à Grécia antiga, e que foi assumindo significados diferentes, de acordo com a evolução política: no início era como um conselho de sábios e governantes e guerreiros que protegem a cidade, depois tornou-se também tribunal democrático e, finalmente, espaço aberto a todos os cidadãos para um diálogo e confronto, apresentando suas ideias e propostas para o bem comum e para o desenvolvimento da sociedade. Parece ser esse conceito de democracia e diálogo, que remete ao tempo da famosa intervenção de São Paulo no Areópago de Atenas, o que inspira a Igreja hoje para a sua atuação no meio universitário. O tema do 2º EBRUC ressalta, portanto, que a Igreja, através de seus membros individualmente, e de seus grupos e instituições organizadas, também se faz presente no campo da Educação e da Cultura, como areópagos do nosso tempo, concretizando neles sua missão evangelizadora”, disse dom Tarcísio sobre o tema do encontro.
Dom_Scaramussa_2ebrucO bispo auxiliar de São Paulo destacou o lema do Ebruc “Falamos daquilo que sabemos, testemunhamos o que vimos". “O lema do encontro destaca o valor do saber e do testemunho do cristão. A participação no diálogo fé e cultura exige saber fundamentado, assimilado, consciente. Exige, ao mesmo tempo, convicção e coerência para testemunhar o que se vivenciou, o que se interiorizou como experiência de fé, de encontro com o Senhor. O apóstolo Paulo, profundo conhecedor da cultura de seu tempo, dialogou em nível de igualdade com seus interlocutores, e surpreendeu-os ao transmitir sua experiência e convicção de fé, falando-lhes do ‘Deus desconhecido’. Não foi entendido por todos, mas muitos se interessaram e foram tocados pelo seu testemunho”, completou.
Após a fala de dom Scaramussa, jovens, representando as regiões do país falaram sobre as dificuldades, desafios e perspectivas na ação juvenil atuando pela Igreja. Os jovens foram: Marcos Almeida e frei Regivaldo Nascimento (Norte); Marilson Simões e Leonardo Cavalcante (Sudeste); José Cláudio de Almeida (Nordeste); Márcio Roberto Aguiar (Sul) e Juliana Ferraz (Centro-Oeste).

Planeta Brasileiro