Sejam Bem-Vindos!

"É uma grandiosíssima calúnia dizer que tenho revoltas contra a Igreja. Eu nunca tive dúvidas sobre a Fé Católica, nunca disse nem escrevi, nem em cartas particulares, nem em jornais, nem em quaisquer outros escritos nenhuma proposição falsa, nem herética, nem duvidosa, nem coisa alguma contra o ensino da Igreja. Eu condeno tudo o que a Santa Igreja condena. Sigo tudo o que ela manda como Deus mesmo. Quem não ouvir e obedecer a Igreja deve ser tido como pagão e publicano. Fora da Igreja não há salvação."
Padre Cícero Romão Batista

terça-feira, 24 de maio de 2011

Regionais elegem novas Presidências para quadriênio 2011-2015


49ag_bisposregionaisDurante a 49ª Assembleia Geral da CNBB, realizada de 4 a 13 de maio, em Aparecida (SP), a maioria dos Regionais se reuniu para eleger sua nova diretoria. Apenas os Regionais Leste 2 (Minas Gerais e Espírito Santo) e Sul 1 (São Paulo) elegerão suas Presidências no início de junho.
Os Regionais deverão escolher também seus representantes para o Conselho Permanente da CNBB, mandato de 2011-2015. A primeira reunião do novo Conselho será em junho, nos dias 15 a 17.
De acordo com o parágrafo único do Artigo 66 do Estatuto Canônico da CNBB, os Regionais com até 15 dioceses têm um acento no Conselho. Já os Regionais com mais de 15 dioceses até 30, têm direito a dois representantes e com mais de 30 dioceses são representados por três bispos.
Segundo este critério, os Regionais Sul 1 (São Paulo) e Leste 2 (Minas Gerais e Espírito Santo) são os únicos com três bispos no Conselho Permanente. Com dois representantes estão os Regionais Nordeste 2 (Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte); Nordeste 3 (Bahia e Sergipe), Sul 2 (Paraná), Sul 3 (Rio Grande do Sul) e Centro Oeste (Distrito Federal, Goiás e Tocantins). Cada um dos outros 11 Regionais tem um bispo no Conselho.
Abaixo, confira a lista completa dos eleitos para as Presidências dos Regionais.
Norte 1
  • Presidente: Dom Roque Paloschi
  • Vice-presidente: Dom Mário Antonio da Silva
  • Secretário: Dom Edson Damian
Norte 2
  • Presidente: Dom Jesus Maria Cizaurre
  • Vice-presidente: Dom Bernardo J. Bahlmann
  • Secretário: Dom Flávio Giovenale
Noroeste
  • Presidente: Dom Mosé João Pontelo
  • Vice-presidente: Dom Joaquim Pertiñez
  • Secretário: Dom Meinrad Francisco Merkel
Centro Oeste
  • Presidente: Dom José Luiz Majella Delgado
  • Vice-presidente: Dom Rodolfo Luís Weber
  • Secretário: Dom Carmelo Scampa
Oeste 1
  • Presidente: Dom Antônio Megliore
  • Vice-presidente: Dom Redovino Rizzardo
  • Secretário: Dom Segismundo Martinez
Oeste 2
  • Presidente: Dom Vital Chitolina
  • Vice-presidente: Gentil Delazari
  • Secretário: Dom Neri José José Tondello
Nordeste1
  • Presidente: Dom José Haring
  • Vice-presidente: Dom João José da Costa
  • Secretário: Dom Antônio Roberto Cavuto
Nordeste 2
  • Presidente: Dom Genival Saraiva
  • Vice-presidente: Dom Manoel Delson P. da Cruz
  • Secretário: Dom Francisco de Assis de Lucena
Nordeste 3
  • Presidente: Dom Luís Gonzaga Silva Pepeu
  • Vice-presidente: Dom José Geraldo Cruz
  • Secretário: Dom Gregório Paixão
Nordeste 4
  • Presidente: Dom Alfredo Shaffler
  • Vice-Presidente: Dom Juarez Sousa
  • Secretário: Dom Plínio José
Nordeste 5
  • Presidente: Dom Gilberto Pastana de Oliveira
  • Vice-presidente: Dom Sebastião Bandeira
  • Secretário: Dom Armando Martin Gutierrez
Leste 1
  • Presdiente: Dom Orani João Tempesta
  • Vice-presidente: Dom Luciano Bergamin
  • Secretário: Dom José Francisco Rezende Dias
Sul 2
  • Presidente: João Bosco de Souza
  • Vice-presidente: Dom Mauro Aparecido dos Santos
  • Secretário: Dom Rafael Biernaski
Sul 3
  • Presidente: Dom Zeno Hastenteufel
  • Vice-presidente: Dom Canísio Klaus
  • Secretário: Dom Remídio Bohn
Sul 4
  • Presidente: Dom Wilson Tadeu Jönck
  • Vice-presidente: Dom Mário Marquez
  • Secretário: Dom Augustinho Petry

Regional NE 4 prepara 12ª Romaria da Terra e da Água



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“Salvar a terra e a água é salvar a vida”. Este é o tema da 12ª Romaria da Terra e da Água do Piauí, que será lançada no próximo dia 7 de junho, durante os festejos de Santo Antônio, no município de Campo Maior.
O evento reúne milhares de pessoas todos os anos para fazer um momento de oração e reflexão acerca dos problemas sociais enfrentados atualmente.
A motivação deste ano é o meio ambiente e a ação do homem, através do tema “salvar a terra e a água é salvar a vida”. Foram convidados para o lançamento os bispos do Regional, coordenadores diocesanos de Pastoral, religiosos e fieis leigos.
A 12ª Romaria da Terra e da Água do Piauí acontecerá nos dias 30 e 31 de julho, na cidade de Campo Maior.
Mais informações: (86) 3252 – 1132 falar com Cristhyane ou e-mail: diocese@ig.com.br

segunda-feira, 23 de maio de 2011

BEATIFICAÇÃO DE IR. DULCE DOS POBRES


Fotos da celebração da beatificação de Irmã Dulce - Salvador-BA, 22/05/2011

Capuchinhos na saída para a celebração

Noviços com o mestre Frei José Soares na beatificação
Freis Rubival e Jociel
Os frades levam Santo Antônio em procissão

D. Lorenzo Baldisseri, Núncio Apostólico
Cardeal Majella Agnelo - Arcebispo emérito de Salvador
D. Murilo Kueger - Arcebispo de Salvador


Dom Geraldo Majella leu carta apostólica para beatificar Irmã Dulce (Foto: Erik Salles/Agência A Tarde/AE)
O Cardeal com a Carta Apostólica

Fotos: Frei Marcos, OFMCap.


Santa Clara de Assis sempre foi bastante conhecida nos lugares em  que estiveram presentes os franciscanos. Normalmente era representada como uma freira vestida de marrom, com o rosto envolvido em toucas e palas brancas, e com uma custódia do Santíssimo Sacramento na mão. Sabia-se que ela tinha vivido no tempo de São Francisco e tinha sido sua discípula.

A custódia na mão, contava-se, lembrava que ela tinha expulsado invasores sarracenos do seu convento mostrando a Eucaristia. Na realidade, ainda não haviam custódais no tempo dela. Pelo seu Processo de canonização, sabemos que ela mandou levar a Eucaristia em uma caixinha ou teca para detrás de uma porta que isolava os invasores. Seu poder foi o da oração. No século XX, com a descoberta de novos documentos, encontramos uma Santa Clara com muitos valores:        
  • Um seguimento que pode ter superado o de São Francisco;         
  • Uma profunda espiritualidade dos esponsais com Deus: na linha da Bíblia, dos Santos Padres e dos místicos medievais;   
  •  Um ensinamento claro e original sobre a contemplação;   
  • Escritos muito espirituais.
João Paulo II disse que o amor entre ela, Francisco e Jesus era um mistério a ser considerado na contemplação. Cada um já tinha descoberto Jesus Cristo, mas O descobriram ainda melhor um no outro.

Hoje nós podemos dizer que ela não foi uma simples discípula de São Francisco: foi mãe de uma espiritualidade que está sendo chamada de francisclariana.         
O pai de Clara chamava-se Favarone; a mãe, Hortolana. Ela era a filha mais velha e só teve duas irmãs: Catarina (mais tarde consagrada com o nome de Inês por São Francisco) e Beatriz.
Em 1210 ou 1211, Clara e Francisco se encontraram. Eles tiveram vários encontros, em que devem ter falado sobre Jesus, sobre a vocação dela e sobre os planos para ela entrar em uma nova vida.
Antes de entrar, Clara vendeu tudo que lhe ia caber como dote quando se casasse e distribuiu o dinheiro aos pobres. Francisco exigia isso de seus discípulos, lembrando a exigência de Jesus ao moço rico.
Clara conta em seu Testamento espiritual que São Francisco teve uma inspiração quando estava reformando a Igreja de São Damião e convidou os pobres a ajudá-lo na construção de um futuro mosteiro onde "viveriam umas mulheres de vida tão santa que isso repercutiria em toda a Igreja". Ele começou uma restauração verdadeira da Igreja através das pedras vivas que foram Clara e suas Irmãs, os frades e os seculares franciscanos.
Francisco combinou com Clara que ela sairia de casa no Domingo de Ramos. Ela tinha que se apresentar na catedral com suas melhores roupas (era o dia de seus esponsais com Cristo). Lá, o bispo Dom Guido, lhe entregou um ramo de oliveira, como um sinal. De noite, depois de afastar milagrosamente pesadas colunas e tronco, ela saiu pela "porta dos mortos" (só usada quando havia algum enterro) e foi para a Porciúncula, a capelinha de Nossa Senhor dos Anjos.
 Na Porciúncula, depois de ter preparado tudo de acordo com o cerimonial do tempo, fazendo os frades esperar com velas acesas e conduzir a candidata até o altar, São Francisco cortou os cabelos dela, como sinal de consagração, e lhe deu o hábito dos franciscanos.
 Dessa forma, na Igrejinha de Santa Maria dos Anjos, que fora preparada por Francisco no lugar desacampado chamado Porciúncula - mais tarde doado pelos beneditinos aos franciscanos - nasceram a Ordem de São Francisco e a Ordem de Santa Clara.
Em São Damião, eram igualmente Irmãs. Foi uma grande inovação de Clara: nos Mosteiros antigos, só as nobres ou ricas eram monjas, rezavam o Ofício Divino e apreendiam a ler e escrever. As outras eram chamadas de "conversas" e pegavam o trabalho pesado. As clarissas dedicavam muito tempo à oração, mas também se dedicavam a trabalhos domésticos e a fiar, tecer e costurar. Algumas saíam para ir prestar serviço às pessoas necessitadas.
Na manhã do dia 11 de agosto do ano de 1253, depois de sessenta anos de vida terrena, de pouco mais de quarenta anos de consagração religiosa, de uma enfermidade de quase trinta anos e de uma intensa vida de oração, chegou a hora de Clara ir ao encontro do Esposo. Passou seus últimos dias na cama. Confortada pela presença de suas irmãs e dos antigos companheiros de São Francisco, ela ainda deixou grandes ensinamentos. Na antevéspera de sua morte, foi atendido o seu último desejo: Receber a Regra assinada pelo Papa Inocêncio IV para poder beijá-la antes de morrer.
Santa Clara foi canonizada no ano de 1255, pelo Papa Alexandre IV, sua festa é celebrada no dia 11 de agosto.

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