Sejam Bem-Vindos!

"É uma grandiosíssima calúnia dizer que tenho revoltas contra a Igreja. Eu nunca tive dúvidas sobre a Fé Católica, nunca disse nem escrevi, nem em cartas particulares, nem em jornais, nem em quaisquer outros escritos nenhuma proposição falsa, nem herética, nem duvidosa, nem coisa alguma contra o ensino da Igreja. Eu condeno tudo o que a Santa Igreja condena. Sigo tudo o que ela manda como Deus mesmo. Quem não ouvir e obedecer a Igreja deve ser tido como pagão e publicano. Fora da Igreja não há salvação."
Padre Cícero Romão Batista

domingo, 27 de março de 2011

O sol é como o amor de Deus – Mateus 5,43-48


“Ele faz nascer o sol sobre maus e bons, e faz cair a chuva sobre justos e injustos.”
Diariamente o sol nasce, e nasce para todos, mesmo que alguns nem se dêem conta disso. É rotina, é o dia a dia… faz parte do cotidiano. Queira ou não o homem, o sol nasce, assim é a vida. E muitos vivem sem se dar conta do seu brilho, sem notar que ele é a razão do dia ou a ausência na noite.
Bons e maus, justos e injustos vivem sob este astro que aquece e oferece gratuitamente a sua luz, e ninguém faz queixa disso ou se vangloria por ser privilegiado, porque não é.
Assim também é o amor incondicional do Pai pelos seus filhos. Deus não ama mais a um do que a outro, mesmo que isso possa parecer incoerente ou injusto aos olhos dos homens.
Deus que é puro amor não poderia amar diferente! E, como cada homem e cada mulher recebe igualmente este amor, Deus pede que todos se amem mutuamente.
A ausência do amor é impróprio ao homem que foi criado para amar, é fruto da discórdia e da intolerância.
Por isso, Jesus chama os homens e as mulheres para a sua vocação primeira que é o amor, pedindo que se voltem um para o outro com retidão de sentimento, não se deixando levar pelo rancor e pelas mágoas, rezando uns pelos outros e perdoando-se mutuamente.
É preciso olhar para frente e para o alto e perceber o quanto é importante o sol, assim como o amor, porque sem eles não existe vida, sem eles o homem morre fisicamente e espiritualmente, e vira pó na terra que o sol aquece e o amor de Deus floresce.

sábado, 26 de março de 2011

Igreja Católica lança mangá do Papa Bento XVI




Mangá do Papa. Imagem: Jornada Mundial da Juventude/ Divulgação
Imagem: Jornada Mundial da Juventude/ Divulgação

Depois da criação do site Pope2you.net  com aplicativos para Facebook e iPhone, e um canal de vídeos no Youtube, o Papa agora virou mangá em gibi.
É isso mesmo, a autoridade máxima da Igreja Católica aparece sorridente e cercada de adolescentes em revista que será distribuída na Jornada Mundial da Juventude, projeto de iniciativa de seu antecessor, o Papa João Paulo II (1920-2005).
A Jornada Mundial da Juventude rola em Madri, na Espanha, entre 16 e 21 de agosto, reunindo cerca de 300 mil pessoas para acompanhar 100 espetáculos de todo o mundo. Seis atrações brasileiras estão confirmadas no evento: Rosa de Saron, Dominus, Irmã Kelly Patrícia, Márcio Cruz, Ministério Eucarístico e Comunidade Católica Shalom.

Dom Murilo Krieger toma posse como arcebispo de Salvador


O novo arcebispo de Salvador, dom Murilo Krieger, tomou posse do cargo na noite desta sexta-feira (25), em cerimônia na Catedral Basília de Salvador, no Terreiro de Jesus. Desde 1999, o cargo pertencia a dom Geraldo Majella.
Dom Murilo disse que vai trabalhar bastante pelo desenvolvimento social, incentivando as dioceses que já trabalham com isso. De saída após doze anos, dom Geraldo disse que acredita que fez um bom trabalho e sai tranquilo. Em maio, ele será o enviado do Papa Bento XVI na beatificação de Irmã Dulce. Juntos, os dois passaram em meio aos sacerdotes que lotavam a igreja - de Salvador e de Florianópolis. Fiéis também compareceram e tentavam acompanhar tudo, com ajuda de telões montados do lado de fora. 
Entre as autoridades que compareceram à cerimônia estão o governador Jaques Wagner e o prefeito João Henrique, que chegaram a conversar rapidamente. O governador de Santa Catarina, Rodrigo Colombo, também veio assistir à cerimônia. Dom Murilo era arcebispo de Florianópolis.

Dom Murilo falou à igreja lotada em cerimônia na noite desta sexta
Caminhada
O primeiro compromisso do novo arcebispo será no domingo, na Caminhada Penitencial. A atividade começa às 6h30  com uma celebração  na frente da Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia, no Comércio. Ao mesmo tempo, haverá outra celebração, na Igreja Nossa Senhora das Dores, na Suburbana.

Ao final das missas, os fiéis saem em procissão para se encontrar no Largo dos Mares e de lá seguirem juntos até a Igreja do Bonfim. Dom Murilo estará à frente da caminhada, que une dois grandes símbolos dos  baianos: Nossa Senhora da Conceição, padroeira do estado, e Senhor do Bonfim.

Governador cumprimenta o novo arcebispo de Salvador em cerimônia


Para animar os fiéis ao longo do trajeto da procissão, carros de som participam da procissão, que é repleta de gestos marcantes, como a passagem da cruz pelas mãos do povo e a doação de alimentos às Obras Sociais Irmã Dulce. Por causa da posse, a  Transalvador fará algumas mudanças  no tráfego da região. Das 5h às 23h, fica proibido o estacionamento de veículos no entorno do Terreiro de Jesus. O tráfego será interditado, das 17h às 23h, nas seguintes vias: Largo do Terreiro de Jesus, Rua do Saldanha e Rua da Oração.

Catarinense já é arcebispo há 14 anos
Catarinense, nascido na cidade de Brusque, dom Murilo já tem 14 anos de experiência no cargo. Sua primeira Arquidiocese, em Maringá (PR), assumiu em 1997, aos 53 anos. Cinco anos depois, em 2002, foi transferido para Florianópolis e hoje, aos 67, dom Murilo Sebastião Ramos Kriger assume a Arquidiocese de Salvador.

Sexto filho de nove irmãos, fez o primeiro e segundo graus  no Seminário de Corupá, SC, na Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus. Em 1964, ingressou nessa congregação e iniciou o curso de Filosofia. Em 1970, foi ordenado padre e começou a trabalhar em Taubaté (SP). Em 1985, foi nomeado bispo auxiliar de Florianópolis, pelo papa João Paulo II e em 1991 assumiu sua primeira diocese, em Ponta Grossa (PR).

Dom Murilo ao lado de uma baiana de acarajé no Terreiro de Jesus

Bento XVI pede derrubada 'da barreira do medo do outro'


PARIS — O Papa Bento XVI fez um apelo na noite desta sexta-feira, em uma mensagem de vídeo, a fiéis e não fiéis reunidos diante da catedral de Notre-Dame, em Paris, a "fazerem cair as barreiras do medo do outro, do estrangeiro".
Na transmissão sobre um telão, Bento XVI disse que "o medo daquele que não se parece conosco nasce da ignorância mútua, do ceticismo ou da indiferença".
A mensagem responde às preocupações de dirigentes religiosos da França ante o que muitos deles qualificam de "estigmatização dos muçulmanos".
Centenas de pessoas estavam reunidas no adro da igreja para uma noite cultural, lançada por iniciativa do Vaticano para favorecer o diálogo entre crentes e não crentes.
"Muitos admitem que não têm religião, mas desejam um mundo novo e mais livre, mais justo e solidário. Cabe a vocês, em seus países e na Europa, reencontrarem o caminho do diálogo", declarou Bento XVI.
"Trata-se de construir um mundo de liberdade, igualdade e fraternidade, no qual todos devem se sentir livres e iguais em seus direitos de viver sua vida pessoal e comunitária de acordo com as próprias convicções."
Bento XVI lembrou que a imagem do adro, o átrio da igreja, "lembra o espaço aberto sobre a esplanada próxima ao Templo de Jerusalém, que permitia a todos, mesmo os que não partilhavam a fé de Israel, aproximar-se do templo e fazer perguntas sobre a religião".

sexta-feira, 25 de março de 2011

Mensagem da CNBB pela beatificação de João Paulo II


Por ocasião da beatificação do Papa João Paulo II

“Deus nos chamou à santidade” (1 Ts 4,7)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) dirige-se aos católicos e a todas as pessoas de boa vontade para manifestar sua alegria e gratidão a Deus pela beatificação do Servo de Deus, João Paulo II, no próximo dia primeiro de maio. O Papa João Paulo II amava muito o Brasil e visitou nosso País por três vezes. Entre nós, ele foi carinhosamente acolhido e aclamado como “João de Deus”.

A beatificação nos incentiva a aprofundar nossa vocação universal à santidade. Na sua primeira mensagem, ele convidou a todos: “abri as portas a Cristo Jesus!” Sua vida foi um testemunho eloquente de santidade, pela grande fé, amor à Eucaristia, devoção filial a Maria e pela prática do perdão incondicional. A Palavra de Deus foi por ele intensamente vivida e anunciada aos mais diferentes povos. A espiritualidade da cruz o acompanhou na experiência da orfandade e da pobreza, nas atrocidades da guerra e do regime comunista, mas principalmente no atentado sofrido na Praça de São Pedro. De maneira serena e edificante, suportou as incompreensões e oposições, as limitações da idade avançada e da doença.

O mundo inteiro foi edificado pelo seu empenho em favor da vida, da família e da paz, dos direitos humanos, da ecologia, do ecumenismo e do diálogo com as religiões. Revelou-se um grande líder mundial, um verdadeiro “pai” da família humana. Pediu várias vezes perdão pelas falhas históricas dos filhos da Igreja. Ele mesmo foi ao encontro do seu agressor, na prisão, oferecendo-lhe o perdão. Pela encíclica Dives in Misericordia e na instituição do “Domingo da Divina Misericórdia”, manifestou seu compromisso com a reconciliação da humanidade.

Foi um papa missionário. Numerosas viagens apostólicas marcaram seu pontificado e incentivaram, na Igreja, o ardor missionário e o diálogo com as culturas. No Grande Jubileu conclamou e encorajou a Igreja a entrar no terceiro milênio cristão, “lançando as redes em águas mais profundas”. Afirmou e promoveu a dignidade da mulher; ampliou o ensino Social da Igreja e confirmou que a promoção humana é parte integrante da evangelização. Valorizou os meios de comunicação social a serviço do Evangelho. A todos cativou pelo seu afeto e sensibilidade humana; crianças, jovens, pobres, doentes, encarcerados e trabalhadores foram seus preferidos.

O Papa João Paulo II estimulou, especialmente, as vocações sacerdotais, religiosas e missionárias. Aos sacerdotes dirigiu, todos os anos, na Quinta-Feira Santa, sua Mensagem pessoal. Leigos e consagrados foram valorizados e encorajados nos Sínodos a eles dedicados, para promover sua dignidade, vocação e missão na Igreja.

Convidamos, portanto, todo o povo a louvar e agradecer a Deus pela beatificação do Papa João Paulo II. “O Brasil precisa de santos”, proclamou ele na beatificação de Madre Paulina. Sensibilizados por essas palavras, confiamos à sua intercessão a santificação da Igreja e a paz no mundo. Fazemos votos de que seu testemunho e seus ensinamentos continuem a animar a grande família dos povos na construção de uma convivência justa, solidária e fraterna, sinal do Reino de Deus, entre nós.

Brasília, na Solenidade da Anunciação do Senhor,

25 de março de 2011

Dom Geraldo Lyrio Rocha
Arcebispo de Mariana
Presidente da CNBB

Dom Luiz Soares Vieira
Arcebispo de Manaus
Vice-Presidente da CNBB

Dom Dimas Lara Barbosa
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro
Secretário-Geral da CNBB

Era digital vai ser discutida pelas dioceses do Brasil




CNBB
Cartaz da cartilha elaborada pela CNBB
O Setor de Comunicação Social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) enviou a todas as dioceses do Brasil, em parceria com a Editora Paulinas, o material - cartilha e cartaz - para a comemoração do 45º Dia Mundial da Comunicaçções (DMC), cujo tema este ano é “Verdade, anúncio e autenticidade de vida, na era digital”. O DMC será celebrado neste ano no dia 5 de junho.

Acesse
.: Cartilha da CNBB enviada às dioceses
O conteúdo da cartilha contém a mensagem do Papa Bento XVI para o Dia Mundial das Comunicaçãões, uma reflexão do presidente da Comissão Episcopal para a Educação, Cultura e Comunicação Social da CNBB, Dom Orani João Tempesta, e uma reflexão da jornalista e doutora em comunicação social, a irmã Joana Puntel sobre o tema da mensagem do Papa, além de algumas sugestões para a celebração e animação do DMC.
Para a assessora do Setor de Comunicação Social da CNBB, irmã Elide Fogolari, o material impresso é uma forma de valorizar a comemoração do DMC, conforme pede o próprio papa.
“Com este material queremos comemorar o 45º Dia Mundial da Comunicação como pede o Papa: com bastante festividade e com reflexão para que nós possamos criar na Igreja no Brasil uma cultura da comunicação, para assim, articularmos melhor as pastorais. A comunicação deve se estabelecer como a alma de todo o anúncio da Boa Nova de Jesus Cristo”, sublinhou a assessora.
Irmã Elide tamém recorda as palavras do Papa Paulo VI que dizia que "e nós não conseguimos compreender a comunicação, fica difícil chegar a todas as pessoas; e vamos nos sentir culpados se a Igreja não usar dos meios de comunicação para a evangelização”, concluiu.

Vaticano estuda milagres para futura canonização de JPII



''Continuamos a receber de todo o mundo relatos de grandes graças atribuídas a ele [João Paulo II]'', conta Dom Angelo Amato.
Colocada num lugar preferencial, a causa da beatificação deJoão Paulo II é seguida com grande atenção e cuidadosa análise processual, também por causa da pressão midiática que exige que esta não seja conduzida de modo superficial, bem como de maneira adequada a personalidade do futuro beato”. Foi o que destacou o prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, Cardeal Angelo Amato.

O cardeal ressaltou que o procedimento seguido pela Congregação é aquele previsto no documento de 1983. “Para a canonização bastaria um outro milagre. Continuamos a receber de todo o mundo relatos de grandes graças atribuídas a ele [João Paulo II]”, conta o prefeito do dicastério.

Dom Angelo Amato explica que para seguir a postulação é necessário discernimento para verificar, com a ajuda dos médicos e cientistas, qual milagre poderia ser escolhido para a realização de examinações jurídicas.

A cerimônia de beatificação do Papa Karol Wojtyla acontecerá no dia 1º de maio na Praça de São Pedro, no Vaticano, presidida pelo Papa Bento XVI. 

Sexo é dom de Deus, afirma pesquisador

“O sexo é um evento religioso”. É desta forma que o pesquisador e docente do Instituto Teologia do Corpo*, Christopher West, define a relação sexual no matrimônio, em seu livro Good News About Sex and Marriage: Answers to Your Honest Questions About Catholic Teaching (tradução livre: “A Boa Nova sobre o sexo e o casamento: Respostas às suas perguntas sinceras sobre o Magistério da Igreja Católica”). 

O autor afirma que o “sexo não é um assunto periférico”, pois, é através dele, que o homem e a mulher expressam o amor matrimonial, numa entrega gratuita, fiel e total. Ele ressalta ainda que o sexo faz com que os esposos participem da vida e do amor divino, uma vez que a relação torna visível e concreto o mistério do amor de Deus.
“Deus nos deu o desejo sexual como um instrumento para aprendermos como Ele nos ama, para participarmos de sua vida divina e alcançarmos o sentido da nossa existência”, explica.
A assessora do setor pré-matrimonial da Pastoral Familiar, na Arquidiocese do Rio de Janeiro, Tatiana Melo, enfatiza, a partir do escritos do Papa João Paulo II, que o corpo tem valor e que este é não uma “carapaça” que impede o ser humano de viver as coisas celestes. “O nosso corpo é parte da nossa identidade, do nosso ser. Com o nosso corpo, masculino ou feminino, nós somos chamados a amar como Deus nos ama”, elucida.


Ela destaca ainda que a prova de que o corpo humano tem valor é a encarnação de Jesus Cristo. Ao recordar as palavras do futuro beato quando destaca que o “Verbo Divino se fez carne e habitou no meio de nós”, a assessora enfatiza que a teologia precisou “abrir as portas” para o corpo humano entrar e transmitir a toda a Igreja que, com o corpo, homens e mulheres podem viver na dignidade de filhos de Deus.
Christopher West reforça a ideia de que o sexo é algo sagrado, criado por Deus e, por isso, o casamento não pode ser visto como algo “relativo”, em que as pessoas escolhem como ele deve ser. “Para que haja, de fato, o matrimônio, é preciso que ele esteja de acordo com a vontade de Deus e não com as minhas vontades”, defende.
E para conceituar o que é verdadeiramente o casamento e se distanciar de qualquer lógica relativista, o docente se utiliza das palavras de João Paulo II:
“O sacramento (do matrimônio), como sinal visível, é constituído da masculinidade e da feminilidade. O corpo, e somente o corpo, é capaz de tornar visível o que é invisível: o espiritual e o divino. Ele foi criado para transferir para a realidade visível do mundo o mistério escondido pela eternidade em Deus e do qual é sinal”.
Como elucida a assessora da Pastoral Familiar, quando o sexo é vivido da forma certa, ele representa uma prévia do que vai se experimentar no céu: “Nós estamos repetindo, começando a experimentar o que é um pouco desse gozo divino, que é esse casamento místico que Deus quer fazer com todos nós”.
Tatiana e o marido Ronaldo Melo são assessores na Pastoral Familiar da Arquidiocese do Rio desde 2009
Sexualidade humana

Tatiana Melo explica que a sexualidade é a capacidade que todo ser humano tem, com suas características psicológicas, biológicas e espirituais, de expressar o amor e de se relacionar com os outros. Ela acrescenta ainda que, para os cristãos, a sexualidade deve ser sempre associada à virtude da castidade, pois é esta que vai ordenar e equilibrar a outra.
“A Igreja sempre nos orienta que, fora do casamento, a castidade requer a abstinência, e no casamento requer fidelidade a todas as promessas que o casal faz, no momento do Sacramento do Matrimônio, aos pés do altar”, complementa.
A assessora destaca também que a palavra "sexo" não é um verbo, mas um substantivo, isto é, é algo que o ser humano “é”, faz parte da sua identidade, da essência criada por Deus: “Deus, aos nos criar homem ou mulher, não nos criou só enquanto indivíduo, mas enquanto seres complementares, que precisam um do outro para exercitar essa capacidade de amar, não só espiritualmente, não só em alma, mas também fisicamente, através do nosso corpo”.
Homossexualidade
“[Deus] nos olha com amor, no momento da concepção, e é Ele quem escolhe de que forma a nossa sexualidade vai nos levar à salvação". É o que ressalta Tatiana, ao afirmar que, no ato da criação, Deus criou o homem e a mulher e foi Ele quem fez esta opção e estabeleceu a união entres eles através do sexo no casamento. 

De acordo com o Catecismo da Igreja Católica, "[a sexualidade] só se realiza de maneira verdadeiramente humana se for parte integrante do amor com o qual homem e mulher se comprometem totalmente um para com o outro até à morte" (CIC 2361).

Deste modo, como também explica o Diácono e teólogo Paulo Lourenço, a homossexualidade não estaria associada a esta essência criada por Deus. "[Esta prática], não está regulada à preservação da dignidade da pessoa humana. Portanto, a relação homossexual, denigre a pessoa humana, criada à imagem e semelhança de Deus", explica.

Ainda segundo o Catecismo da Igreja, os atos de homossexualidade, em caso algum, são aprovados pois seriam "intrinsecamente desordenados. São contrários à lei natural, fecham o ato sexual ao dom da vida, não procedem de uma complementaridade afetiva e sexual verdadeira" (CIC 2357).

Contudo, o documento enfatiza:

"[Os homens e as mulheres com tendências homossexuais] devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á, em relação a eles, qualquer sinal de discriminação injusta. Estas pessoas são chamadas a realizar na sua vida a vontade de Deus e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar devido à sua condição" (CIC 2358).
 
A Teologia do Corpo - A "revolução sexual" em João Paulo II
O Papa João Paulo II dedicou o primeiro grande projeto de ensino de seu pontificado - 129 palestras curtas entre setembro de 1979 e novembro de 1984 - à sexualidade humana e relação sexual no matrimônio. Assim, o projeto foi intitulado por ele "teologia do corpo", em que o Santo Padre busca levar a Igreja e os fiéis ao entendimento da relação íntima entre o sexo e o mistério cristão.
Os estudos sobre o tema também foram evidenciados pelo Sínodo dos Bispos em 1980 sobre a família. Ao fim do Sínodo, os padres conciliares pediram a criação de centros teológicos dedicados ao estudo dos ensinamentos da Igreja sobre matrimônio e família. João Paulo II, de acordo com a proposta, respondeu com o estabelecimento do Instituto Superior para Estudos de Matrimônio e Família e o Conselho Pontifício para a Família.
O Instituto foi fundado, portanto, em 13 de maio de 1981, em Roma, pelo Pontífice, e busca ser o líder na formação de especialistas nas áreas de conhecimento relacionadas à pessoa, matrimônio e família. O organismo oferece programas acadêmicos que contam com uma sólida base filosófica e antropológica, aliando-se aos conhecimentos de psicologia, pedagogia, ciências médicas, bioética, Direito Familiar e outras ciências sociais.
Com a "teologia do corpo" do Papa, como explica Tatiana Melo, os cristãos são chamados a viver uma verdadeira “revolução sexual”, passando de uma sexualidade “reprimida” para uma “redimida”. Ou seja, Cristo ao se entregar na carne pela humanidade fez uma entrega total e, assim, ensina que os esposos são chamados a imitá-Lo, numa doação total, livre e fecunda de si ao outro. 

É urgente a opção pelos jovens, destacam líderanças juvenis




Montagem sobre fotos/Jovens Conectados
Entre os movimentos e novas comunidades, a Canção Nova também estava presente, representada pela missionária Magda Ishikawa
"Podemos colher na imensa riqueza da diversidade gerada pelo Espírito Santo na Igreja a prova viva de que é na unidade que encontramos a força necessária para os desafios deste tempo". Foi com esta motivação que representantes de 28 movimentos, congregações religiosas, organismos e novas comunidades do Brasil elaboraram uma Carta aberta do Encontro Nacional de Coordenadores Juvenis, com o objetivo de se apresentarem para o serviço da evangelização e formação da juventude.
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A Carta é fruto do Encontro Nacional que foi promovido pelo Setor Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e aconteceu em Natal (RN), no último fim de semana. O documento é direcionado a todos os jovens brasileiros, autoridades civis e religiosas, clero e a todo povo de Deus.
No texto, as lideranças afirmam que querem responder aos desafios da evangelização da juventude, através doDocumento 85 - Evangelização da Juventude e ressaltam que a opção pelos jovens é uma urgência e necessidade da Igreja e precisa acontecer nos mais diversos locais em que a instituição se faz presente.
Ao enfatizar a importância de uma formação consistente e de integração dos diferentes modos de evangelizar, a Carta afirma que é, deste modo, que os jovens serão evangelizados e se tornarão “um” com a Igreja. “É preciso novos métodos, é preciso planejar, é preciso líderes com formações sólidas, é preciso o diálogo na diversidade, é preciso que cada expressão seja mais e mais aquilo que o próprio Deus a chamou a ser, é preciso que a riqueza particular seja riqueza universal”, destaca o documento.
E como gesto concreto, as lideranças estabeleceram compromissos para o próximo triênio:
- Acentuar a participação dos movimentos, congregações religiosas, organismos e novas comunidades nos setores diocesanos da juventude
- Realizar um encontro nacional e bianual das expressões juvenis representadas no evento do último fim de semana
- Estimular o trabalho missionário das congregações e organismos que trabalham com a juventude
- Aprofundar e difundir o estudo do Documento 85 da CNBB nas diversas expressões da juventude.
- Participação na petição para que a Campanha da Fraternidade de 2013 tenha como tema “Fraternidade e Juventude”, com data limite para entrega em 17 de abril
Encontro Nacional de Coordenadores Juvenis
Durante o encontro do fim de semana, os jovens se reuniram para momentos de oração, partilha, escuta da Palavra, oração do Santo Rosário e celebração das Santas Missas.
Além da enorme diversidade cultural do Brasil, assim também ocorre com as expressões de carismas dentro da Igreja. Este foi um dos pontos analisados durante a reunião, em que os representantes puderam se conhecer, identificar a pluralidade de serviços e carismas e destacar que, pela primeira vez no Brasil, 28 expressões de evangelização da juventude estiveram reunidas.
Também foram realizados estudos sobre o Documento 85 da CNBB, tendo o assessor do Setor Juventude, padre Carlos Sávio como facilitador. Foi discutida ainda a realidade dos jovens brasileiros, a resposta do Magistério para o desafio da evangelização juvenil e as linhas de ação que auxiliam em uma evangelização efetiva e aprofundada, além de realizarem uma avaliação sobre o 1º Encontro Nacional de Movimentos Juvenis (ENMJ), que aconteceu em dezembro de 2010. 

Quem quer conhecer Deus deve contemplar face de Jesus, diz Papa





Papa cumprimenta as crianças, em sua chegada à Paróquia de São Corbiniano
No domingo, 20, o Papa Bento XVI fez uma visita pastoral à Paróquia de São Corbiniano, em Roma, onde celebrou a Missa do segundo Domingo da Quaresma e de dedicação da nova igreja local.

Em sua homilia, o Santo Padre iniciou falando sobre dois pontos importantes a serem destacados neste dia: a Transfiguração de Jesus no Monte Tabor e a Igreja, como edifício e, sobretudo, como comunidade.

Ao comentar sobre as revelações de Deus feitas a Moisés e Elias, Bento XVI explica que, diferentemente destes dois, Jesus, em sua Transfiguração, não recebe uma revelação de Deus, mas sim é Nele mesmo que Deus se revela e revela a sua face aos apóstolos.

"Quem quer conhecer a Deus, deve contemplar a face de Jesus, a sua face transfigurada: Jesus é a perfeita revelação da santidade e da misericórdia do Pai", acrescenta Bento XVI, ao indicar que o caminho para acolher a face de Cristo e sua misericórdia é através da escuta da Sua Palavra, da participação na Eucaristia e no exercício da caridade.

Antes do segundo ponto do discurso, a Igreja, o Pontífice expressou sua alegria em celebrar na Paróquia de São Corbiniano, pois o santo foi fundador da Diocese de Frisinga, na Baviera, da qual Bento XVI foi bispo por quatro anos.
O Papa contou ainda, em sua homilia, como o seu ministério episcopal está ligado a São Corbiniano:

"No meu brasão episcopal, eu quis inserir um elemento que está estreitamente associado à história deste santo: O urso. Um urso, assim se narra, havia despedaçado o cavalo de Corbiniano, que o estava conduzindo a Roma. Ele o reprovou asperamente, conseguiu amansá-lo e colocou toda a sua bagagem que, até aquele momento estava sobre o cavalo. O urso transportou aquela bagagem até Roma e somente aqui o santo o deixou livre para ir embora".
Em seguida, Santo Padre dirigiu uma calorosa mensagem aos jovens, casais, anciâos e todos os membros da comunidade local, exortando-os a darem seu testemunho de cristãos coerentes e fiéis, a se reunirem para a oração e os Sacramentos, para a formação cristã e para estabelecerem relações de amizade de fraternidade.
Especialmente aos jovens, o Papa quis deixar uma palavra de "afeto e amizade", conforme disse, e os confirmou na missão de zelar pelo hoje e pelo amanhã da comunidade eclesial e civil. "A Igreja espera muito do vosso entusiasmo, da vossa capacidade de olhar à frente e do vosso desejo de radicalidade nas escolhas da vida", enfatizou. 

Confessionário pode ser verdadeiro lugar de santificação, diz Papa



Bento XVI destaca que Sacramento da Penitência possui valor pegógico para confessor e penitente
O Papa Bento XVI recebeu em audiência os participantes do22º Curso sobre Foro Íntimo, promovido pelo Tribunal da Penitenciária Apostólica, na manhã desta sexta-feira, 25, na Sala das Bênçãos, no Vaticano. O curso oferece subsídios aos novos presbíteros para auxiliá-los no exercício de ministrar o Sacramento da Penitência (Confissão).

O discurso do Pontífice destacou um aspecto que, na sua opinião, não seria suficientemente considerado, embora de grande relevância espiritual e pastoral: o valor pedagógico da Confissão sacramental, tanto para o penitente quanto para o confessor.

"A fiel e generosa disponibilidade dos sacerdotes em escutar as confissões indica a todos nós como o confessionário pode ser um verdadeiro 'lugar' de santificação", afirmou.

Para o penitente, a Reconciliação sacramental "é um dos momentos nos quais a liberdade pessoal e a consciência de si mesmo são chamados a se expressar de modo particularmente evidente", salienta o Santo Padre, indicando que a atual época de relativismo e menor consciência do próprio ser diminui a procura pela prática sacramental.

Além disso, o exame de consciência "educa a olhar com sinceridade a própria existência, a confrontá-la com a verdade do Evangelho e avaliá-la com parâmetros não sobretudo humanos, mas tomados da divina Revelação. O confronto com os Mandamentos, com as Bem Aventuranças e, sobretudo, com o Preceito do amor, constitui a primeira grande 'escola penitencial'", ensinou o Bispo de Roma.

Em meio ao rumor, distração e solidão de nosso tempo, a conversa com o confessor pode ser uma das poucas – se não a única – ocasiões em que se pode ser escutado verdadeiramente e em profundidade. "A íntegra confissão dos pecados educa para a humildade, o reconhecimento da própria fragilidade e a consciência acerca da necessidade do perdão de Deus e da confiança de que a Graça divina pode transformar a vida", enfatizou.

Finalmente, o penitente deve acolher os conselhos do confessor e suas exortações como forma de julgar os próprios atos no caminho espiritual e de cura interior. "Escutar as palavras 'Eu te absolvo dos teus pecados' representa uma verdadeira escola de amor e de esperança, que guia à plena confiança no Deus Amor revelado em Jesus Cristo, à responsabilidade e ao compromisso de contínua conversão".


Para o sacerdote

Bento XVI explicou que o Sacramento da Penitência educa antes de tudo o confessor, porque a missão sacerdotal é um ponto de observação único e privilegiado da Misericórdia divina. "Quantas vezes o sacerdote assiste a verdadeiros milagres de conversão, que, renovando o encontro com um acontecimento, uma Pessoa, reforçam a sua própria fé. No fundo, confessar significa assistir a tantas profissões de fé quanto são os penitentes, contemplar a ação de Deus misericordioso na história, tocar com a mão os efeitos salvíficos da Cruz e da Ressurreição de Cristo, em cada tempo e para cada homem".

O Santo Padre salienta que conhecer, visitar o abismo do coração humano, também nas suas faces obscuras, por um lado, coloca à prova a humanidade e a fé do próprio sacerdote, mas, por outro, alimenta nele a certeza de que a última palavra sobre o mal do homem e da história é de Deus, é da sua Misericórdia: "Quanto pode, pois, o sacerdote aprender de penitentes exemplares pela sua vida espiritual, pela seriedade com que conduzem o exame de consciência, pela transparência no reconhecer o próprio pecado e pela docilidade com relação ao ensinamento da Igreja e as indicações do confessor".

Em síntese, para o sacerdote – diz o Papa –, a administração do Sacramento da Penitência possibilita profundas lições de humildade e de fé, é um forte recordar da sua própria identidade sacramental. "Nunca, unicamente por força da nossa humanidade, podemos escutar as confissões dos irmãos! Se esses acorrem a nós, é somente porque somos sacerdotes, configurados a Cristo e tornados capazes de agir em seu Nome e na sua Pessoa, de tornar realmente presente Deus que perdoa, renova e transforma".

"Queridos sacerdotes, não deixem de dar oportuno espaço ao exercício da Penitência no confessionário: ser acolhido e escutado constitui também um sinal humano do acolhimento e da bondade de Deus por seus filhos", concluiu Bento XVI.

Celibato é "questão de radicalidade evangélica", diz Cardeal



O prefeito da Congregação para o Clero, Cardeal Mauro Piacenza
"O celibato é um dom do Senhor que o sacerdote é chamado a acolher e a viver em plenitude", destaca o prefeito daCongregação para o Clero, Cardeal Mauro Piacenza, em artigo que escreveu para a edição desta quinta-feira, 23, do jornal oficial do Vaticano L'Osservatore Romanocom o título "Questão de radicalidade evangélica".
"O celibato é questão de radicalidade evangélica. Pobreza, castidade e obediência não são conselhos reservados de modo exclusivo aos religiosos. São virtudes a se viver com intensa paixão missionária", defende.

Piacenza faz uma crítica às objeções que volta e meia surgem contra o celibato, especialmente as de que essa doutrina seria um resíduo pré-conciliar e mera lei eclesiástica. O Cardeal explica que nenhuma delas têm real fundamento, nem nos documentos do 
Concílio Vaticano II, nem no magistério pontifício. O exame dos textos explicita uma radical continuidade entre o magistério anterior e posterior ao Concílio.

"O ensinamento papal das últimas décadas concorda ao fundar o celibato sobre a realidade teológica do sacerdócio ministerial, sobre a configuração ontológica e sacramental ao Senhor, sobre a participação no seu único sacerdócio e sobre a imitatio Christi que esse implica", diz, explicando que apenas interpretações equivocadas poderiam conduzir a ver o celibato como um resíduo do passado do qual se libertar.

O prefeito da Congregação salienta ainda que o magistério pontifício incentiva a superar a redução do celibato a mera lei eclesiástica. "De fato, é lei somente porque é uma exigência intrínseca do sacerdócio e da configuração a Cristo que o Sacramento da Ordem determina. Nesse sentido, a formação ao celibato, além de todo o aspecto humano e espiritual, deve incluir uma sólida dimensão doutrinal, porque não se pode viver aquilo de que não se compreende a razão", ensina.


Desafios
Piacenza diz que o debate sobre o celibato não favorece a serenidade das jovens gerações no compreender um dado tão determinante da vida sacerdotal.

"Dou-me conta, obviamente, que, em um mundo secularizado é sempre mais difícil compreender as razões do celibato. Acredito, a esse respeito, que o motivado apoio ao celibato e a sua adequada valorização na Igreja e no mundo podem representar algumas das vias eficazes para superar a secularização".

O prefeito da Congregação vaticana justifica que as raízes teológicas do celibato encontram-se na nova identidade que é dada àquele ao qual é concedido o Sacramento da Ordem. "A centralidade da dimensão ontológica e sacramental e a consequente estrutural dimensão eucarística do sacerdócio representam os âmbitos de compreensão, desenvolvimento e fidelidade existencial ao celibato. A questão, portanto, diz respeito á qualidade da fé. Uma comunidade que não tivesse em grande estima o celibato, qual expectativa do Reino ou qual tensão eucarística poderia viver?", questiona.

Por fim, o Cardeal diz que não se pode deixar condicionar ou intimidar por quem não compreende o celibato e gostaria de modificar a disciplina da Igreja nessa questão, abrindo fissuras. "Pelo contrário, devemos recuperar a motivada consciência de que o nosso celibato desafia a mentalidade do mundo, colocando em crise o seu secularismo e o seu agnosticismo e gritando, nos séculos, que Deus existe e está presente", conclui.

Os jovens e Igreja


Nesta postagem perguntamos aos jovens o que eles podem fazer pela Igreja. As reflexões foram muito ricas, e você pode lê-las de forma resumida. O que é uma pena! A Igreja deseja melhorar a evangelização dos jovens, que vivem tudo com grande ardor, amam com intensidade e sofrem também. Eles gostam de desafios, e servir a Deus é um grande desafio, pois, quando os que não participam da Igreja veem os que a seguem, os chamam de "caretas". E continuar na missão, para muitos, é opção por Jesus.

Respostas:

1 - Podem disponibilizar suas energias para testemunhar o amor e o serviço de Jesus, despertando outros jovens a descobrir seus valores.
Silvânia Freire da Silva
Belém - PA
2 - Os jovens têm muita criatividade e força de vontade. Podem ajudar outros jovens a caminhar com Cristo, mostrando que ser jovem cristão é muito bom.
Layse  Soeiro
Belém - PA
3 - O jovem é a força de qualquer comunidade, traz vida e vigor, novas ideias. Pode usar a arte a favor da reflexão, mostrando Deus com seu testemunho.
Amanda Perbeline dos Santos 
Maringá - PR
4 - O jovem é o rosto novo da Igreja. Atua nela de forma direta e integrada. Reflete o Evangelho de maneira dinâmica e criativa.
Acalane Benício
Fortaleza - CE




quinta-feira, 24 de março de 2011

Maria Foi Prenunciada.



Quem é Maria santíssima?
Maria Santíssima é a Mãe de Jesus Cristo, filho de Deus e nosso Salvador.
Para conhecer, em tôda a sua extenção, a vida da Santíssima Virgem, não basta considerar únicamente o tempo que ela passou na terra. É preciso ter em conta, além disso, os muitos anos que precederam o seu nascimento. É mister subir o curso dos séculos anteriores à sua vinda, no decorrer dos quais ela foi prenunciada por diversos profetas. É necessário penetrar nos abismos da eternidade, na época em que esta Virgem já existia, no pensamento do Altíssimo, inseparávelmente ligada a Jesus Cristo Redentor.
Desde tôda a eternidade, Deus previra o pecado do primeiro homem e deliberara que êsse pecado seria reparado mediante a encarnação de seu Filho unigênito. E desde então decretara que tal mistério se haveria de cumprir no seio puríssimo de Maria.

A visão do futuro. O jovem e a estrela do mar!

Era uma vez, um escritor que morava numa praia tranquila, junto a uma colônia de pescadores. Todas as manhãs, ele passeava à beira-mar para se inspirar, e de tarde ficava em casa, escrevendo. 

Um dia, caminhando na praia, ele viu um vulto que parecia dançar. Quando chegou perto, era um jovem pegando na areia as estrelas do mar, uma por uma, e jogando novamente de volta ao oceano.

- Por que você está fazendo isto? - perguntou o escritor.
- Você não vê? - disse o jovem. - A maré está baixa e o sol está brilhando. Elas vãs secar no sol e morrer, se ficarem aqui na areia.
- Meu jovem, existem milhares de quilômetros de praia por esse mundo afora, e centenas de milhares de estrelas do mar, espalhadas pelas praias. Que diferença faz? Você joga umas poucas de volta ao oceano. A maioria vai perecer de qualquer forma.
O jovem pegou mais uma estrela na areia, jogou de volta ao oceano, olhou para o escritor e disse:
- Pra essa, eu fiz diferença.
Naquela noite o escritor não conseguiu dormir nem sequer escrever. De manhãzinha foi a praia, reuniu-se ao jovem e juntos começaram a jogar estrelas-do-mar de volta ao oceano.

Esperamos que você seja um dos que querem fazer deste universo um lugar melhor devido à sua presença. Assim sendo, aguardo a sua chagada para juntos podermos jogar estrelas do mar de volta ao oceano.


quarta-feira, 23 de março de 2011

O TAU DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS


Francisco e a Mística do Tau
Por Frei Aldir Crocoli, OFMCap
Nesta última década o Tau (uma cruz sem a parte vertical acima da linha transversal) está se tornando quase moda. Artistas de telenovelas o usam pendurado ao pescoço, e muitos outros jovens o ostentam em seu peito, no pulso, em forma de brinco nas orelhas. Porque todas essas pessoas o carregam podemos apenas intuir, sem contudo ter certeza do motivo que fez este símbolo como que ressuscitar na história.
Há 50 anos, o tau não era mais que o sinal distintivo dos franciscanos e franciscanas da Ordem Franciscana Secular. Daí passou a ser usado por religiosos franciscanos em substituição ao hábito, por jovens da Jufra e, depois, pelo público em geral. Mesmo que este símbolo seja muito difundido, não resta dúvida que atualmente ele está em estreita relação com o franciscanismo e parece estar carregado de uma mística especial relacionada à pessoa de São Francisco e à família franciscana, ainda que não reservada aos franciscanos e franciscanas.
As origens bíblicas deste símbolo
A inspiração bíblica direta do Tau viria do livro do profeta Ezequiel (9,4), onde Deus pede para percorrer a cidade e marcar na fronte aqueles que não se conformam com a maldade existente dentro dela. Estes eram marcados com o sinal de Tau, isto é, a última letra do alfabeto hebraico. Eles seriam poupados quando passasse o anjo exterminador do mal, enquanto todos os demais seriam mortos.
Os biblistas entendem que o profeta Ezequiel, na verdade, se inspirou na página do Êxodo (12,13), no momento em que os hebreus no Egito, inconformados com o regime de escravidão que lhes era imposto, estavam se organizando para fugir de Faraó. Na véspera da partida, mataram o cordeiro, tingiram com sangue um Tau nos umbrais da porta. Ao passar o anjo exterminador durante a noite, poupou os primogênitos dessas casas. Nas demais havia choro e desespero. Os hebreus aproveitaram a confusão, fugiram e entraram deserto adentro, sem poderem ser alcançados pelo exército do inimigo que os perseguiu. Tornaram-se uma nação com projeto sócio-político de fraternidade e igualdade, e crente no único Deus libertador. Sentiram ser portadores da missão de mostrar a todos que “um outro mundo possível”.
A mesma mística, segundo os exegetas da Sagrada Escritura, pode ser encontrado em outras duas passagens bíblicas, no último livro, o Apocalipse: 7, 3-4 e 14, 1-7. Os 144 mil marcados na fronte (sempre com o mesmo sinal do Tau) foram salvos, porque não se deixaram condicionar pelo modo pervertido da sociedade e se deixaram redimir pelo sangue do Cordeiro imolado (Jesus Cristo).
Como se vê, é sempre a mesma idéia a perpassar os textos: ser marcado (por Deus) com o sinal do Tau porque inconformado com a maldade existente ao seu redor e, ao mesmo tempo, como expressão da opção por levar uma vida diferente, mais coerente com o desígnio de Deus.
Francisco e o Tau
Damien Vorreux, um pesquisador francês de nossos dias, nos informa que na Idade Média o povo usava o Tau como um meio mágico e milagroso para serem preservados da peste e de todo o poder diabólico. Muitos o levavam como anel no dedo, como amuleto ao pescoço ou então o pintavam no umbral da porta. Em 1212, na Cruzada das Crianças contra os muçulmanos, o Tau foi o símbolo escolhido desta luta contra o mal, o que “prova o valor afetivo desta bandeira e seu poder encantador”. Gregório de Tours, outro cronista francês, nos dá notícias de que o Tau era objeto de devoção do povo já em 546 na cidade de Clermont, mediante o qual esperava ser livre de pestes e outros males.
Como Francisco entrou em contato com esta tradição do Tau? Embora os dados não sejam muito abundantes, são mais que suficientes para o objetivo que nos interessa. Francisco nasceu e foi criado em Assis, a 180km de Roma. Mas ele esteve em Roma ao menos umas sete ou oito vezes. Em algumas dessas oportunidades permaneceu muitos dias, mais de mês, hospedando-se repetidas vezes junto ao hospital de Santo Antão, onde os Frades Hospitaleiros, dedicados aos leprosos e outros doentes, usavam ostensivamente esse símbolo do Tau: desenhado no bastão que fazia parte do seu traje, costurado por sobre o hábito, pintado nas portas dos quartos, nas panelas, nos pratos, em toalhas etc. Sempre faziam uso dele também nas orações de cura e nos exorcismos.
Em 1215, quando Francisco se encontrava em Roma participando do IV Concílio de Latrão, no dia 11 de novembro, o papa Inocêncio III fez um solene discurso para os mais de 800 padres conciliares e os convidou a serem “campeões do Tau”, isto é, ser os vanguardas da onda de renovação e conversão da Igreja que Deus esperava. “Com muita probabilidade, escreve ainda D. Vorreux, Francisco se deixou sensibilizar por estas palavras do papa e pela mística deste símbolo, passando a adotá-lo.
Nos escritos do próprio Francisco não encontramos nenhuma referência direta a este sinal bíblico. Ou melhor dizendo, Francisco nunca faz referência com palavras a este sinal. No entanto, a restauração da capelinha de Santa Maria Madalena, em Fonte Colombo, lugar onde Francisco teria feito o primeiro esboço da Regra, sob as camadas sobrepostas de cal, pode-se ver claramente o sinal do Tau desenhado em vermelho no umbral da janela, provavelmente próxima ao local onde costumava se ajoelhar para suas prolongadas orações. Também no bilhete da bênção dado a Frei Leão, Francisco substitui sua assinatura pelo desenho de um Tau. São Boaventura nos informa que “o Tau era um sinal muito querido do santo. Recomendava-o muitas vezes, fazia-o sobre si mesmo antes de iniciar qualquer trabalho e o escrevia de próprio punho no final das cartas que ele enviava, como se quisesse pôr todo o seu empenho em imprimir esse Tau, segundo a palavra do profeta (Ez 9,4) sobre a fronte daqueles que gemem e choram seus pecados, de todos os verdadeiros convertidos a Cristo Jesus”.
Para concluir, poder-se-ia resumir a três as idéias mais importantes da mística do Tau para Francisco.
a) O Tau está associado à cruz. Mas, se por um lado pode ser visto como sinônimo, por outro pode receber uma significação mais abrangente, já que ele já era evocado muitos séculos antes de Jesus Cristo. Luciano Sangermano reconhece no Tau um símbolo religioso ecumênico e aberto ao diálogo inter-religioso. Não é impossível que o espírito de Francisco tenha intuído neste símbolo uma possibilidade de aproximação com as outras crenças religiosas, sobretudo o judaísmo, naquele tempo em aberto contraste com o cristianismo.
b) O Tau aparece na Bíblia sempre em contexto de busca de conversão e de luta por libertação do pecado, as injustas estruturas sócio-políticas de dominação, como expressão de que seja substituído por um regime de verdadeira solidariedade humana.
c) Por fim, o Tau para Francisco seria o símbolo de uma opção por uma radicalidade maior de vida onde o Evangelho se torna a regra máxima do viver. Ou dizendo de forma diferente: uma vida de seguimento real das pegadas de Nosso Senhor Jesus Cristo. Assumir o Tau quer significar estar comprometido com a proposta de Cristo. Caberia nos perguntar, então, se essa “onda” do Tau constatada atualmente na sociedade não é também portadora, ainda que de modo velado, de um acalentado sonho de “um outro mundo possível”, calcado na fraternidade e na paz como Francisco buscou construir com seus irmãos e irmãs? Se assim o é, quem pudera que estivesse presente em todos os lugares e de todas s formas. Mas, caso contrário, ao menos os franciscanos e franciscanas deveríamos ser os portadores desta utopia que, claramente, integra a mística de São Francisco.
rancis
o e a Mística do Tau
por Aldir Crocoli, OFMCap
Nesta última década o Tau (uma cruz sem a parte vertical acima da linha transversal) está se tornando quase moda. Artistas de telenovelas o usam pendurado ao pescoço, e muitos outros jovens o ostentam em seu peito, no pulso, em forma de brinco nas orelhas. Porque todas essas pessoas o carregam podemos apenas intuir, sem contudo ter certeza do motivo que fez este símbolo como que ressuscitar na história.
Há 50 anos, o tau não era mais que o sinal distintivo dos franciscanos e franciscanas da Ordem Franciscana Secular. Daí passou a ser usado por religiosos franciscanos em substituição ao hábito, por jovens da Jufra e, depois, pelo público em geral. Mesmo que este símbolo seja muito difundido, não resta dúvida que atualmente ele está em estreita relação com o franciscanismo e parece estar carregado de uma mística especial relacionada à pessoa de São Francisco e à família franciscana, ainda que não reservada aos franciscanos e franciscanas.
As origens bíblicas deste símbolo
A inspiração bíblica direta do Tau viria do livro do profeta Ezequiel (9,4), onde Deus pede para percorrer a cidade e marcar na fronte aqueles que não se conformam com a maldade existente dentro dela. Estes eram marcados com o sinal de Tau, isto é, a última letra do alfabeto hebraico. Eles seriam poupados quando passasse o anjo exterminador do mal, enquanto todos os demais seriam mortos.
Os biblistas entendem que o profeta Ezequiel, na verdade, se inspirou na página do Êxodo (12,13), no momento em que os hebreus no Egito, inconformados com o regime de escravidão que lhes era imposto, estavam se organizando para fugir de Faraó. Na véspera da partida, mataram o cordeiro, tingiram com sangue um Tau nos umbrais da porta. Ao passar o anjo exterminador durante a noite, poupou os primogênitos dessas casas. Nas demais havia choro e desespero. Os hebreus aproveitaram a confusão, fugiram e entraram deserto adentro, sem poderem ser alcançados pelo exército do inimigo que os perseguiu. Tornaram-se uma nação com projeto sócio-político de fraternidade e igualdade, e crente no único Deus libertador. Sentiram ser portadores da missão de mostrar a todos que “um outro mundo possível”.
A mesma mística, segundo os exegetas da Sagrada Escritura, pode ser encontrado em outras duas passagens bíblicas, no último livro, o Apocalipse: 7, 3-4 e 14, 1-7. Os 144 mil marcados na fronte (sempre com o mesmo sinal do Tau) foram salvos, porque não se deixaram condicionar pelo modo pervertido da sociedade e se deixaram redimir pelo sangue do Cordeiro imolado (Jesus Cristo).
Como se vê, é sempre a mesma idéia a perpassar os textos: ser marcado (por Deus) com o sinal do Tau porque inconformado com a maldade existente ao seu redor e, ao mesmo tempo, como expressão da opção por levar uma vida diferente, mais coerente com o desígnio de Deus.
Francisco e o Tau
Damien Vorreux, um pesquisador francês de nossos dias, nos informa que na Idade Média o povo usava o Tau como um meio mágico e milagroso para serem preservados da peste e de todo o poder diabólico. Muitos o levavam como anel no dedo, como amuleto ao pescoço ou então o pintavam no umbral da porta. Em 1212, na Cruzada das Crianças contra os muçulmanos, o Tau foi o símbolo escolhido desta luta contra o mal, o que “prova o valor afetivo desta bandeira e seu poder encantador”. Gregório de Tours, outro cronista francês, nos dá notícias de que o Tau era objeto de devoção do povo já em 546 na cidade de Clermont, mediante o qual esperava ser livre de pestes e outros males.
Como Francisco entrou em contato com esta tradição do Tau? Embora os dados não sejam muito abundantes, são mais que suficientes para o objetivo que nos interessa. Francisco nasceu e foi criado em Assis, a 180km de Roma. Mas ele esteve em Roma ao menos umas sete ou oito vezes. Em algumas dessas oportunidades permaneceu muitos dias, mais de mês, hospedando-se repetidas vezes junto ao hospital de Santo Antão, onde os Frades Hospitaleiros, dedicados aos leprosos e outros doentes, usavam ostensivamente esse símbolo do Tau: desenhado no bastão que fazia parte do seu traje, costurado por sobre o hábito, pintado nas portas dos quartos, nas panelas, nos pratos, em toalhas etc. Sempre faziam uso dele também nas orações de cura e nos exorcismos.
Em 1215, quando Francisco se encontrava em Roma participando do IV Concílio de Latrão, no dia 11 de novembro, o papa Inocêncio III fez um solene discurso para os mais de 800 padres conciliares e os convidou a serem “campeões do Tau”, isto é, ser os vanguardas da onda de renovação e conversão da Igreja que Deus esperava. “Com muita probabilidade, escreve ainda D. Vorreux, Francisco se deixou sensibilizar por estas palavras do papa e pela mística deste símbolo, passando a adotá-lo.
Nos escritos do próprio Francisco não encontramos nenhuma referência direta a este sinal bíblico. Ou melhor dizendo, Francisco nunca faz referência com palavras a este sinal. No entanto, a restauração da capelinha de Santa Maria Madalena, em Fonte Colombo, lugar onde Francisco teria feito o primeiro esboço da Regra, sob as camadas sobrepostas de cal, pode-se ver claramente o sinal do Tau desenhado em vermelho no umbral da janela, provavelmente próxima ao local onde costumava se ajoelhar para suas prolongadas orações. Também no bilhete da bênção dado a Frei Leão, Francisco substitui sua assinatura pelo desenho de um Tau. São Boaventura nos informa que “o Tau era um sinal muito querido do santo. Recomendava-o muitas vezes, fazia-o sobre si mesmo antes de iniciar qualquer trabalho e o escrevia de próprio punho no final das cartas que ele enviava, como se quisesse pôr todo o seu empenho em imprimir esse Tau, segundo a palavra do profeta (Ez 9,4) sobre a fronte daqueles que gemem e choram seus pecados, de todos os verdadeiros convertidos a Cristo Jesus”.
Para concluir, poder-se-ia resumir a três as idéias mais importantes da mística do Tau para Francisco.
a) O Tau está associado à cruz. Mas, se por um lado pode ser visto como sinônimo, por outro pode receber uma significação mais abrangente, já que ele já era evocado muitos séculos antes de Jesus Cristo. Luciano Sangermano reconhece no Tau um símbolo religioso ecumênico e aberto ao diálogo inter-religioso. Não é impossível que o espírito de Francisco tenha intuído neste símbolo uma possibilidade de aproximação com as outras crenças religiosas, sobretudo o judaísmo, naquele tempo em aberto contraste com o cristianismo.
b) O Tau aparece na Bíblia sempre em contexto de busca de conversão e de luta por libertação do pecado, as injustas estruturas sócio-políticas de dominação, como expressão de que seja substituído por um regime de verdadeira solidariedade humana.
c) Por fim, o Tau para Francisco seria o símbolo de uma opção por uma radicalidade maior de vida onde o Evangelho se torna a regra máxima do viver. Ou dizendo de forma diferente: uma vida de seguimento real das pegadas de Nosso Senhor Jesus Cristo. Assumir o Tau quer significar estar comprometido com a proposta de Cristo. Caberia nos perguntar, então, se essa “onda” do Tau constatada atualmente na sociedade não é também portadora, ainda que de modo velado, de um acalentado sonho de “um outro mundo possível”, calcado na fraternidade e na paz como Francisco buscou construir com seus irmãos e irmãs? Se assim o é, quem pudera que estivesse presente em todos os lugares e de todas s formas. Mas, caso contrário, ao menos os franciscanos e franciscanas deveríamos ser os portadores desta utopia que, claramente, integra a mística de São Francisco.

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