Sejam Bem-Vindos!

"É uma grandiosíssima calúnia dizer que tenho revoltas contra a Igreja. Eu nunca tive dúvidas sobre a Fé Católica, nunca disse nem escrevi, nem em cartas particulares, nem em jornais, nem em quaisquer outros escritos nenhuma proposição falsa, nem herética, nem duvidosa, nem coisa alguma contra o ensino da Igreja. Eu condeno tudo o que a Santa Igreja condena. Sigo tudo o que ela manda como Deus mesmo. Quem não ouvir e obedecer a Igreja deve ser tido como pagão e publicano. Fora da Igreja não há salvação."
Padre Cícero Romão Batista

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Prefeito da Congregação para o Clero REAFIRMA o “não” ao celibato opcional e a ordenação feminina.



O Cardeal Mauro Piacenza (foto) prefeito da Congregação para o Clero, raramente intervém no debate público. Quando o faz, como nesta ocasião, o faz para fechar a porta para o celibato opcional (“mais de 40% dos matrimônios fracassam. Entre os sacerdotes a desistência é de apenas menos de 2%”) ou ao sacerdócio da mulher (“João Paulo IIfechou definitivamente a questão”).
Eminência, com surpreendente periodicidade, há várias décadas, voltam a aparecer no debate público algumas questões eclesiais, sempre as mesmas. A que se deve este fenômeno?
Na história da Igreja sempre houve movimentos “centrífugos” que tendem a “normalizar” a excepcionalidade do Evento Cristo e de seu Corpo vivo na história, que é a Igreja.Uma “Igreja normalizada” perderia toda a sua força profética, não diria mais nada ao homem e ao mundo e, de fato, trairia o Seu Senhor.
A grande diferença da época contemporânea é doutrinal e midiática.Doutrinariamente, pretende-se justificar o pecado, não confiando na misericórdia, mas deixando-se levar por uma perigosa autonomia que tem o sabor do ateísmo prático; do ponto de vista midiático, nas últimas décadas, as fisiológicas “forças centrífugas” recebem a atenção e a inoportuna amplificação dos meios de comunicação que vivem, de certa maneira, de contrastes.
Deve-se considerar a ordenação sacerdotal das mulheres uma “questão doutrinal”?
Certamente, como todos sabem, a questão já foi enfrentada por Paulo VI e pelo beato João Paulo II e este, com a Carta Apostólica Ordinatio Sacerdotalis de 1994, fechou definitivamente a questão.
De fato afirmou: “Para que seja excluída qualquer dúvida em assunto da máxima importância, que pertence à própria constituição divina da Igreja, em virtude do meu ministério de confirmar os irmãos (cf. Lc 22,32), declaro que a Igreja não tem absolutamente a faculdade de conferir a ordenação sacerdotal às mulheres, e que esta sentença deve ser considerada como definitiva por todos os fiéis da Igreja”. Alguns, justificando o injustificável, falaram de uma “definitividade relativa” da doutrina até esse momento, mas francamente esta tese é tão pouco comum que carece de qualquer fundamento.
Então, não há lugar para as mulheres na Igreja?
Pelo contrário, as mulheres têm um papel importantíssimo no Corpo eclesial e poderiam ter outro mais evidente ainda. A Igreja foi fundada por Cristo e não podemos determinar, nós seres humanos, seu perfil, portanto a constituição hierárquica está ligada ao Sacerdócio ministerial que está reservado aos homens. Mas, absolutamente nada impede a valorização do gênio feminino em papéis que não estão ligados estreitamente ao exercício da ordem sagrada. Quem impediria, por exemplo, que uma grande economista fosse chefe da Administração da Sé Apostólica? Ou que uma jornalista competente se convertesse na porta-voz da Sala da Imprensa do Vaticano?
Pode-se multiplicar os exemplos em todos os campos não vinculados à ordem sagrada. Há uma infinidade de tarefas nas quais o gênio feminino poderia dar uma grande contribuição! Outra coisa é conceber o serviço como um poder e querer introduzir, como faz o mundo, as “cotas” de tal poder. Considero, além disso, que o menosprezo do grande mistério da maternidade, que se está realizando nesta cultura dominante, tenha um papel muito importante na desorientação geral que existe em relação à mulher. A ideologia do lucro reduziu e instrumentalizou as mulheres, não reconhecendo a maior contribuição que estas, indiscutivelmente, podem dar à sociedade e ao mundo.
A Igreja, além disso, não é um governo político no qual é justo reivindicar uma representação adequada. A Igreja é outra coisa, a Igreja é o Corpo de Cristo e, nela, cada um é membro segundo o que Cristo estabeleceu. Por outro lado, a Igreja não é uma questão de papéis masculinos ou femininos, mas de papéis que implicam, por vontade divina, a ordenação ou não. Tudo o que um fiel leigo pode fazer, também o pode fazer uma fiel leiga. O importante é ter a preparação específica e a idoneidade; o fato de ser homem ou mulher é secundário.
Mas pode haver uma participação real na vida da Igreja sem atribuições de poder efetivo e de responsabilidade?
Quem disse que a participação na Igreja é uma questão de poder? Se fosse assim se cometeria o grande erro de conceber a própria Igreja não como é, divino-humana, mas simplesmente como uma das muitas associações humanas, talvez a maior e mais nobre, por sua história; e deveria ser “administrada” repartindo-se o poder.
Nada mais distante da realidade! A hierarquia da Igreja, além de ser de direta instituição divina, deve ser entendida sempre como um serviço à comunhão. Só um erro, derivado historicamente da experiência das ditaduras, poderia conceber a hierarquia eclesiástica como o exercício de um “poder absoluto”. Que se pergunte a quem é chamado a colaborar com a responsabilidade pessoal do Papa com a Igreja Universal! São tais e tantas as mediações, consultas, expressões de colegialidade real que praticamentenenhum ato de governo é fruto de uma vontade única, mas sempre o resultado de um longo caminho, em escuta do Espírito Santo e da preciosa contribuição de muitos. Acima de tudo dos bispos e das Conferências Episcopais do mundo. AColegialidade não é um conceito sócio-político, mas deriva da comum eucaristia, do affectus que nasce do alimentar-se do único Pão e do viver da única fé; do estar unidos a Cristo Caminho, Verdade e Vida; e Cristo é o mesmo ontem, hoje e sempre!
O poder que Roma ostenta não é muito grande?
Dizer “Roma” significa simplesmente dizer “catolicidade” e “colegialidade”. Roma é a cidade que a providência escolheu como lugar do Martírio dos Apóstolos Pedro e Paulo e o que a comunhão com esta Igreja significou sempre na história: comunhão com a Igreja universal, unidade, missão e certeza doutrinal. Roma está a serviço de todas as Igrejas, ama todas as Igrejas e, não poucas vezes, protege as Igrejas que estão em dificuldades pelos poderes do mundo e por governos que nem sempre são plenamente respeitosos com o imprescindível direito humano e natural que é a liberdade religiosa.
A Igreja deve ser considerada a partir da Constituição Dogmática Lumen Gentium doConcílio Vaticano II, incluída obviamente a Nota Prévia ao Documento. Ali está descrita a Igreja das origens, a Igreja dos Padres, a Igreja de todos os séculos, que é a nossa Igreja de hoje, sem descontinuidade; que é a Igreja de Cristo. Roma é chamada a presidir na Caridade e na Verdade, únicas fontes reais da autêntica Paz cristã. A unidade da Igreja não é o compromisso com o mundo e sua mentalidade, mas o resultado, dado por Cristo, da nossa fidelidade à verdade e da caridade que seremos capazes de viver.
Me parece sugestivo, a este respeito, o fato de que hoje só a Igreja, como ninguém mais, defende o homem e sua razão, sua capacidade de conhecer a realidade e entrar em relação com isto, em resumo, o homem em sua integralidade. Roma está ao pleno serviço da Igreja de Deus que está no mundo e que é “uma janela aberta” ao mundo. Janela que dá voz a todos aqueles que não a tem, que chama a todos a uma contínua conversão e por isto contribui – muitas vezes no silêncio e com sofrimento, pagando por sua parte, às vezes em impopularidade – para a construção de um mundo melhor, para a civilização do amor.
Esse papel de Roma não cria problemas para a unidade e o ecumenismo?
Nem sequer o que se pressupõe. O ecumenismo é uma prioridade na vida da Igreja e uma exigência absoluta que provém da oração do Senhor: “Ut unum sint”, que se converte para todo cristão em um “mandamento da unidade”. Na oração sincera e no espírito de contínua conversão interior, na fidelidade à própria identidade e na comum tensão da perfeita caridade dada por Deus, é necessário comprometer-se com convicção para que não haja contratempos no caminho do movimento ecumênico.
O mundo precisa da nossa unidade e, portanto, é urgente continuar comprometendo-se com o diálogo da fé com todos os irmãos cristãos, para que Cristo seja o fermento da nossa sociedade. Também é urgente se comprometer com os não-cristãos, ou seja, no diálogo intercultural para contribuir unidos na edificação de um mundo melhor, colaborando com as obras do bem e para que uma sociedade mais humana se torne possível. Roma, também nessa tarefa, tem um papel de motivação única. Não temos tempo para divisões; o tempo e as energias devem ser empregados para nos unir.
Nessa Igreja, quem são e que papel têm hoje os sacerdotes?
Não são nem assistentes sociais, nem funcionários de Deus! A crise de identidade é majoritariamente aguda nos contextos mais secularizados, ali onde parece que não há lugar para Deus. Os sacerdotes, entretanto, são os de sempre, são os de sempre, são o que Cristo quis que fossem! A identidade sacerdotal é cristocêntrica e, portanto, eucarística. Cristocêntrica porque, como recordou tantas vezes o Santo Padre, no sacerdócio ministerial “Cristo nos atrai para dentro de Si”, implicando-se conosco e implicando-nos na sua própria Existência. Esta atração “real” acontece sacramentalmente, portanto, de maneira objetiva e insuperável, na Eucaristia da qual os sacerdotes são ministros, ou seja, servos e instrumentos eficazes.
A lei sobre o celibato é tão insuperável? Não se pode mesmo mudá-la?
Não se trata de uma simples lei! A lei é consequência de uma grande realidade que se toma só na relação vital com Cristo. Jesus disse: “quem puder entender, entenda”. O sagrado celibato não se supera nunca, é sempre novo, no sentido de que através dele, a vida do sacerdote se “renova”, porque se dá sempre em uma fidelidade que tem em Deus, sua própria raiz e no florescer da liberdade humana, o próprio fruto.
O verdadeiro drama está na incapacidade contemporânea de realizar as escolhas definitivas, na dramática redução da liberdade humana que se transformou em algo tão frágil que não persegue o bem nem quando se reconhece ou se intui como possibilidade para a própria existência. O celibato não é o problema, nem podem constituir, as infidelidades e debilidades de sacerdotes, um critério de juízo.
Além disso, as estatísticas nos dizem que mais de 40% dos matrimônios fracassam. Entre os sacerdotes a desistência é de menos de 2%, portanto, a solução não está na opcionalidade do sagrado celibatoNão será, quem sabe, que se deva deixar de interpretar a liberdade como “ausência de vínculos” e de definitividade, e iniciar a redescoberta de que na definitividade a doação ao outro e a Deus consiste na verdadeira realização e felicidade humana?
E as vocações? Não aumentariam caso se abolisse o celibato?
Não! As confissões cristãs, onde não existindo o sacerdócio ordenado não existe a doutrina e a disciplina do celibato, encontram-se em um estado de profunda crise em relação às “vocações” de guia da comunidade. Da mesma maneira que há crise do sacramento do matrimônio uno e indissolúvel.
A crise da qual se está saindo lentamente, na realidade, está ligada fundamentalmenteà crise da fé no Ocidente. É preciso se comprometer com o crescimento da fé. Esse é o ponto. Nos mesmos ambientes está em crise a santificação da festa, está em crise a confissão, está em crise o matrimônio, etc. A secularização e a consequente perda do sentido do sagrado, da fé e de sua prática, determinaram e determinam também uma importante redução do número de candidatos ao sacerdócio.
A estas razões teológicas e eclesiais, se acrescentam algumas de caráter sociológico: a primeira de todas foi a notável diminuição da natalidade, com a conseguente diminuição de jovens vocacionados. Também este é um fator que não se pode ignorar. Tudo está relacionado. Talvez se coloca premissas e depois não se quer aceitar as consequências, mas estas são inevitáveis.
O primeiro e irrenunciável remédio para a diminuição das vocações foi sugerido pelo próprio Jesus: “Rezem ao dono da messe para que mande mais operários à sua messe” (Mt 9, 38). Este é o realismo da pastoral vocacional. A oração pelas vocações, uma intensa, universal, ampla rede de oração e Adoração Eucarística que implique todo o mundo, é a verdadeira e única resposta possível à crise da falta de vocações. Ali onde o comportamento orante é vivido de forma permanente, pode-se afirmar que se leva a cabo uma real recuperação.
É fundamental, além disso, atender à identidade e à especificidade na vida eclesial, de sacerdotes, religiosos – estes na peculiaridade dos carismas fundacionais dos próprios Institutos de pertença – e fiéis laicos, para que cada um possa, verdadeiramente e em liberdade, compreender e acolher a vocação que Deus pensou para ele. Mas, cada um deve ser autêntico e deve diariamente se comprometer para se converter no que é.
Eminência, nesse momento histórico, se fosse dizer uma palavra para resumir a situação geral, o que diria?
Nosso programa não pode ser influenciado por querer estar acima de qualquer custo, por querermos ser aplaudidos pela opinião pública. Nós devemos servir apenas por amor e com amor o nosso Deus no nosso próximo, quem quer que seja, consciente de que o Salvador é só Jesus. Nós devemos deixar que ele passe, que fale, que aja através das nossas pobres pessoas e do nosso compromisso cotidiano. Nós devemos colocar o “nosso, mas também o “dele”. Nós, diante das situações aparentemente mais dramáticas, não devemos nos assustar. O Senhor, na barca de Pedro, parece que dormia, parece. Devemos agir com energia, como se tudo dependesse de nós, mas com a paz de quem sabe que tudo depende do Senhor.
Portanto, devemos recordar que o nome do amor, no tempo é “fidelidade”! O crente sabe que Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida e não é “um” caminho, “uma” verdade, “uma” vida. Portanto, a coragem da verdade às custas de receber insultos e desprezos é a chave da missão em nossa sociedade; é esta coragem que se une com o amor, com a caridade pastoral que deve ser recuperada e que torna fascinante hoje mais do que nunca a vocação cristã. Queria citar o programa que sinteticamente formulou em Stuttgart o Conselho da Igreja Evangélica em 1945: “Anunciar com mais coragem, rezar com mais confiança, crer com mais alegria, amar com mais paixão”.

CF 2012 - Tema: "Fraternidade e saúde pública", Lema: "Que a saúde se difunda sobre a terra!"


Vem aí Ir.Kelly Patrícia em Caruaru/PE


Padre Marcelo Rossi participará do Bote Fé Natal


Padre Marcelo Rossi confirmou presença no show do Bote Fé Natal, que acontecerá dia 10 de fevereiro, a partir das 17 horas, na Arena Bote Fé, Praia do Forte, em Natal. Ele e quase 30 cantores católicos participarão da gravação de um DVD, produzido pela Sony Music, em preparação para a Jornada Mundial da Juventude.

O sacerdote paulista  é conhecido do público católico através das músicas, livros, cinema,  programas de rádio e aparições na televisão. Desde 29 de julho de 2011, ele celebra a “Santa Missa em seu Lar”, transmitida, aos domingos, às 6 horas, pela Rede Globo para todo o Brasil e mais 45 países. Apresenta programa na Rádio Globo, retransmitido, também, em outras emissoras, de segunda a sábado, das 9 às 10 horas. Na Rede Vida de Televisão, diariamente, reza o Terço Bizantino e, aos sábados, concelebra missa, presidida pelo Bispo de Santo Amaro (SP), Dom Fernando Figueiredo.

Na música, é considerado um fenômeno cristão na América Latina, com mais de 12 milhões de CDs vendidos, ao longo da carreira. Em 2001, ele lançou o álbum Paz, que lhe rendeu uma indicação ao Grammy Latino de 2002. Também, em 2002, lançou o CD “Anjos”, pela Sony Music. Em 2006, lançou “Minha Bênção”, sendo o álbum mais vendido daquele ano, recebendo a certificação de diamante e três de platina. Naquele mesmo ano, surgiu o “Momento de Fé para uma Vida Melhor”. Em 2008, Padre Marcelo lançou “Paz Sim, Violência Não”, em dois volumes, ficando entre os mais vendidos do ano.

Em 2011, o sacerdote publicou o livro “Ágape”, que atingiu o recorde de vendas na história da Editora Globo e já vendeu mais de cinco milhões de cópias. Inspirado no livro, Padre Marcelo lançou o disco “Ágape Musical”, com 17 faixas e participação do cantor Belo, na música “Força e Vitória”.

Mais informações sobre o sacerdote, como funcionamento do Santuário Bizantino, notícias, fotos, entretenimento, no site www.padremarcelorossi.com.br.

Em Natal, Padre Marcelo se apresentará no show que faz parte da programação do Projeto Bote Fé. Esse projeto está sendo desenvolvido em todo o Brasil, por ocasião da peregrinação da cruz e do ícone de Nossa Senhora, símbolos da Jornada Mundial da Juventude. Na Arquidiocese de Natal, o Projeto Bote Fé acontecerá nos dias 10, 11 e 12 de fevereiro, com vasta programação, que pode ser conferida no site www.botefenatal.com.br.

Mais informações:
. Cacilda Medeiros – assessoria de comunicação da Arquidiocese de Natal – fone (84) 3615-2800 / 9968-6507
. José Bezerra – assessoria de comunicação da Arquidiocese de Natal – fone (84) 3615-2800 / 9982-9723

Padre Anselmo é eleito novo presidente da CNP



Anselmo
Foi eleito na manhã desta segunda feira 06/02 o novo presidente da Comissão Nacional dos Presbíteros (CNP), padre Anselmo Matias. Sacerdote da diocese de Santo Amaro, que pertence ao Regional Sul 1. A escolha se deu por meio de três escrutínios do qual participaram todos os delegados que estão participando do 14º Encontro Nacional dos Presbíteros (de 1 a 7/02), no auditório do Santuário Nacional de Aparecida.
O padre Anselmo foi o mais votado nos três escrutínios, mas apenas no terceiro atingiu dos dois terços necessários para a escolha. Agora a escolha do plenário deverá ser submetida à aprovação dos presidentes da CNP nos 17 regionais, e posteriormente também ao Conselho Permanente da CNBB.
“Acolho com alegria esta escolha, que reflete a vontade dos padres para que a gente esteja junto com eles”, declarou Anselmo em entrevista. Ele afirma que dará continuidade ao trabalho realizado pela CNP até aqui. “Quero ter sempre o apoio dos membros da comissão em sintonia com os bispos, especialmente com o presidente da Comissão dos Ministérios Ordenados e Vida Consagrada da CNBB, Dom Pedro Brito Guimaraes”.
Para o padre Francisco dos Santos, que está deixando a presidência da CNP, recordou os desafios do novo presidente. “Ele vai dar continuidade nos próximos quatro anos a esta história da comissão, animando a pastoral presbiteral em todas as dioceses, ampliando o trabalho em favor dos padres do Brasil”. A solenidade de posse da nova diretoria está prevista para a manhã de terça-feira, 06/02, após a eleição da vice presidência e do secretário, que deve ser realizada ainda hoje.
Perfil – Padre Anselmo Matias atua na Diocese de Santo Amaro, onde além de pároco é presidente de uma organização não governamental, chamada “Associação Movimento Comunitário de Promoção Humana” que atende em torno de 500 crianças e 60 idosos. Ele também é professor do Centro Universitário Assunção, onde é professor de filosofia e psicologia. Ele também realiza atendimento em psicologia clínica.

Missa de despedida de dom Lorenzo Baldisseri



A Catedral Metropolitana de Brasília lotou na manhã deste domingo, dia 5, em ocasião da Missa em Ação de Graças pelos trabalhos realizados por dom Lorenzo Baldisseri à frente da Nunciatura Apostólica do Brasil.

Dom Lorenzo foi o representante diplomático da Santa Sé em nosso país durante nove anos. Mas, no último dia 11, o religioso foi nomeado pelo Santo Padre, o papa Bento XVI, secretário da Congregação para os Bispos.

O Núncio irá substituir e assumir as funções de dom Manuel Monteiro que será criado cardeal na cerimônia do próximo dia 18, data na qual o ex-arcebispo de Brasília e atual prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica, dom João Braz de Aviz, também receberá o cardinalato.

Durante a Celebração, diante de leigos, fiéis, embaixadores, autoridades políticas e religiosas de toda a parte do mundo, o Núncio demonstrou o apego ao país e, emocionado, agradeceu a Igreja e a nação Brasileira. “Nesta celebração, quero elevar louvores a Deus e a imensa gratidão pelos anos transcorridos no Brasil como Núncio Apostólico. Carregarei o Brasil em meu coração”, assegurou o religioso.

Os presentes demonstravam a reciprocidade no sentimento com intensos aplausos, sorrisos alegres e faixas com mensagens carinhosas em homenagem ao Núncio.

O arcebispo de Brasília (DF), dom Sérgio da Rocha, além de agradecer a dom Baldisseri “pelo bem realizado”, expressou publicamente as felicitações ao bispo pela nomeação. “Essa nova missão, recebida pelo papa Bento XVI, é sinal da confiança, do reconhecimento da competência e da larga experiência diplomática nas diversas regiões do mundo adquirida por dom Lorenzo ao longo de tantos anos”, afirmou dom Sérgio.

Já o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Raymundo Damasceno, relatou sobre o desempenho, a dedicação e o papel de intermediário de comunicação entre a Santa Sé e o Governo do Brasil. “Esteve sempre à frente nas ocasiões em que se fazia necessária a presença do representante do Santo Padre, chefe do Estado da Cidade do Vaticano, junto ao governo brasileiro”.

Em certo momento, dom Damasceno chegou a reproduzir a definição de Núncio Apostólico proferida pelo papa Bento XVI, durante discurso na Escola de Diplomata no Vaticano, comparando a semelhança com as atitudes do novo Secretário da Congregação para os Bispos: “O Núncio é um sacerdote, um bispo, um homem que escolheu viver a serviço de uma palavra que não é a sua. De fato, é um servo da palavra de Deus. Foi investido, como cada sacerdote, de uma missão que não pode ser desempenhada a meio termo, mas precisa que ela seja, como toda a sua vida, uma ressonância da mensagem que lhe esta confiada, a do Evangelho”.

Além das funções diplomáticas, criações de dioceses, visitas às arquidioceses, presença nas reuniões e Assembleias do Episcopado Brasileiro, solicitude nas nomeações de bispos, pronunciamento em livros publicados, contribuição para a visita do papa Bento XVI e a escolha do Brasil como sede da Jornada Mundial da Juventude em 2013, e o emprenho a favor da unidade da Igreja foram algumas das atividades desempenhadas por dom Lorenzo, citadas por dom Sérgio.

Mas, entre essas iniciativas realizadas pelo bispo, de acordo com o Presidente da CNBB, a que mais teve destaque foi a conclusão do acordo do governo brasileiro e a Santa Sé, promulgada pelo presidente Luiz Inácio da Silva, em 11 de fevereiro de 2010.

O acordo estabeleceu o Estatuto Jurídico da Igreja Católica no Brasil. “O seu papel foi decisivo, histórico, de modo a se tornar, para nós, o legado que vai garantir, segundo suas próprias palavras, por ocasião da promulgação do tratado, a estabilidade tanto da continuidade de relações harmoniosa entre Brasília e a Santa Sé, quanto no esclarecimento de uma clara e adequada regulamentação da presença de contribuição da Igreja para o progresso, harmonia e o bem comum da sociedade brasileira”, esclareceu o cardeal Damasceno.

Ao final da celebração, antes da benção final, dom Lorenzo voltou a declarar o seu amor à nação brasileira, garantiu que voltará a este país sempre que puder e se dispôs a ajudar sempre que preciso, mesmo de longe.

Dom Lorenzo deve viajar para Roma nos próximos dias para assumir o Dicastério Romano. Mas antes, ele visitará as diversas arquidioceses do Brasil para se despedir pessoalmente dos membros da Igreja no país.
Fonte: CNBB

CNBB promove curso para diálogo ecumênico e inter-religioso

A Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo inter-religioso promove curso sobre "Diversidade religiosa no Brasil", desafios e possibilidades para o diálogo ecumênico e inter-religioso, de 10 a 12 de fevereiro, no Rio de Janeiro. 

Segundo a organização, os objetivos sãoompreender os aspectos determinantes do pluralismo eclesial e religioso no Brasil, capacitar agentes de pastoral para o diálogo ecumênico e inter-religioso e capacitar professores do ensino religioso em escolas públicas e particulares.
A motivação principal para a realização do curso, descrita no material de divulgação, é “o crescente pluralismo eclesial religioso no Brasil apresenta a necessidade de desenvolvermos posturas de respeito, acolhida, diálogo e cooperação ecumênica e inter-religiosa. Para tanto, faz-se necessária adequada formação, capaz de aprofundar o conhecimento sobre o diálogo já realizado, bem como compreender as exigências e as possibilidades para a continuidade do diálogo ecumênico e inter-religioso no Brasil”.
A metodologia compreende conferências, trabalhos em grupos, plenários e celebrações. O curso será realizado no Centro de Acolhida Missionária Assunção (CENAM).

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Fotos da Festa de São Sebastião - Altinho-PE






























Leitura Indicada


Como podemos constatar, mesmo sendo antiquado na retórica, rigoroso na disciplina, austero no zelo pastoral e, de certo modo, contrário às novidades difusas pelos meios de comunicação, Frei Damião foi ao mesmo tempo um grande comunicador e constante objeto de curiosidade da imprensa, pois virou um mito e um símbolo para o povo.

Adquira este belo livro que relata de forma explícita a vida do nosso ardoroso Frei Damião - O santo do Nordeste, o mesmo é um fruto da defesa da tese, defendida por Frei Francisco Lopes de Souza Neto da Província do Ceará na Pontifícia Universitas Lateranenses de Roma.


Expoentes da Pedagogia Franciscana



Introdução
São Francisco de Assis foi e ainda é um grande expoente para todo o mundo, sobretudo, em nosso caso, para a educação. Pode-se afirmar que ele foi um magno educador, cuja causa motora estava em sua fé cristã, num Deus que se revela como aquele que ama com puro amor toda criatura. O Pobrezinho de Assis deu início a um movimento de tomada de consciência das ações e decisões do homem e, por isso, que se assegura que é São Francisco aquele que principiou uma nova Pedagogia, ao que chamamos de Pedagogia Franciscana.

O fato de São Francisco merecer ser considerado como inspirador de um endereçamento educativo não depende tanto do número ou da qualidade dos seus escritos pedagógicos, mas do fato de ter sido um educador nato, de ter-se tornado uma fonte de ensinamentos teóricos e práticos, de ter fundado, em outras palavras, uma escola pedagógica original e de ter-se tornado, por isso, o formador de uma progênie secular de mestres de vida .(1).



1. Francisco de Assis, pai e mestre
Com toda certeza São Francisco não possui nenhum tipo de instrução pedagógica ou técnicas de ensino. O que tinha de mais precioso em sua vida era o desejo de viver o santo evangelho, como estava escrito e, de certo modo, foi este o grande destaque, a sua radicalidade por viver a Boa Nova de Jesus Cristo. A Pedagogia do Poverello pode ser claramente encontrada nos seus escritos, i.é, suas admoestações, cartas a toda a Ordem, cartas aos fiéis leigos, e demais epístolas, assim como seu Testamento e sua Regra. Nitidamente nestes escritos é possível encontrar um ascendente senso de fraternidade e o serviço no exercício da autoridade.

Francisco de Assis com veemência se mostrou como um Pai e como um Mestre, pois mostrou ao mundo que para o exercício da autoridade se faz necessário o uso da dinâmica da ‘paternidade’, cuja atitude está sempre ligada ao amor-doação, amor que compreende o outro, amor que não parte de uma visão unilateral, mas, sim de uma alteridade. Consequentemente se tornará um mestre, aquele que rege, ordena e compõe harmoniosamente a direção de todas as coisas, partindo do particular de cada uma delas. Em outros termos São Francisco evidencia no seu modo de ver e viver que “a força do seu testemunho, imensa no correr dos séculos, deriva mais daquilo que ele era do que daquilo que se esforçava em dizer e mostrar aos homens” . (2)
O seu primeiro biógrafo, Tomás de Celano, assegura acerca do‘magistério de vida’ de São Francisco, nos seguintes termos:
Com o exemplo, pai, discursava mais suavemente, persuadia com mais facilidade e provavas com certeza maior. Se falarem as línguas dos homens e dos anjos, mas não derem exemplo de caridade, para mim valem pouco, e para si mesmo não valem nada.

A virtude, para o Seráfico Pai, estava antes no fazer e depois no ensinar, pois, o que se torna relevante para tal magistério é mais as ações do que as palavras. Justamente, é este modo de compreender a função de magistério que Francisco desejava sempre mais fazer e ensinar ao mesmo tempo. É a esta atitude que chamamos atenção para perceber que a pedagogia franciscana se concentra antes no viver, testemunhar e, posteriormente, no ensinar, uma vez que testemunhando já é uma forma de ensinar. A isto os modernos chamam de ‘ensinar fazendo’.

O expoente de Assis exerceu a função de mestre com muita simplicidade. Ensinava seus frades com atitudes e com palavras; este modo oral de ensinar “expresso ora em forma de palavras, de paradoxos e de comparações, ora em forma de comparações, ora mediante admoestações, repressões e preceitos”(3). Evidentemente a isto, que se pode perceber que Francisco possui plena consciência de ser para seus confrades o mestre da vida espiritual, o educador da fraternidade franciscana.

A propósito do carisma de Francisco com “pai e mestre”, L. Iriarte sublinha que a “liberdade de espírito” (2Cor 3,17) é fruto legítimo da vida no Espírito. Francisco experimenta plenamente a liberdade dos filhos de Deus; exatamente por isso, se expressa com espontaneidade nas palavras e nos atos e coloca em tudo uma marca totalmente pessoal. Parecia um “homem novo” . (4)

É este “homem novo” que Francisco desejava que seus frades se tornasse, no entanto, isto só é possível mediante uma educação para uma autêntica liberdade de espírito, que por sua vez é condição de possibilidade para a retidão de cada um, que deve ser compreendida a partir da “verdadeira obediência”. Ser verdadeiramente obediente, segundo o próprio Francisco, é estar na sintonia de que tudo aquilo que o frade faz é de própria iniciativa.

Todo este modo de perceber a educação propriamente dita, Francisco apreendeu do “verdadeiro mestre”, Jesus Cristo. E é partindo dele que pode assimilar a pedagogia do evangelho, pois é nela que o Pobrezinho de Assis coloca seu fundamento e vive-a e, vivendo, ensina e incita os seus a vivê-la também. Aqui está o elemento culminante da pedagogia de Francisco, o Evangelho, que por sua si só é sempre atual e, por esta razão, a pedagogia franciscana é sempre atual.

Numa concepção franciscana de educação, o ato de ensinar está para além de uma função meramente mecânica, em que existe um mestre, que ensina, e um discípulo, que aprende. No entanto, Francisco concebeu o desempenho do educador como sendo aquele que emancipa seu educando; como aquele que se coloca a serviço do amor.
Outro elemento fundamental que Francisco vê no vértice da atividade humana, é a vontade. A vontade de conhecer.

Do ponto de vista pedagógico, este primado fundamental da vontade sobre o conhecimento arrasta consigo a consequência de que a educação franciscana se resolve em uma educação para a liberdade. Isto quer dizer que o processo de formação da personalidade total do indivíduo, quando é plenamente alcançado, conduz à conquista da liberdade, [...] Se o objetivo da educação não fosse o de habilitar os jovens ao uso da liberdade, não valeria sequer a pena falar de educação. Francisco, por seu lado, tinha compreendido isso muito bem e o inculcava nos outros sem necessidade de explicá-lo com muitas palavras . (5)

O expoente de Assis compreendeu claramente a necessidade de uma educação para a liberdade. Mais do que uma compreensão usual da liberdade, Francisco afirma que a ‘verdadeira liberdade’ deve vir da liberdade interior, a tal ponto que aquele que possuísse tal virtude deveria sempre agir como lhe parecesse melhor.
Consequentemente a tudo isto, pode-se apreender de São Francisco uma pedagogia do amor que pudesse instigar seus frades a uma educação baseada na liberdade e no exemplo. Portanto, a pedagogia franciscana está intrinsecamente ligada a uma pedagogia do amor. E assim, o “Mestre e Pai” deixa em sua Regra a seus frades a seguinte recomendação:
“onde estão e onde quer que se encontrem os irmãos, mostrem-se mutuamente familiares entre si. E com confiança manifeste ao outro a sua necessidade, porque, se a mãe nutre e ama a seu filho carnal, quanto mais diligentemente não deve cada um amar e nutrir a seu irmão espiritual? E se algum deles cair enfermo, os outros irmãos devem servi-lo como gostariam de ser servidos” . (6). T

O que nos adverte a Catecismo sobre a ADIVINHAÇÃO e a MAGIA?


Adivinhação e Magia

Deus pode revelar o futuro a seus profetas ou a outros santos. Todavia, a virtude cristã correta consiste em entregar-se com confiança nas mãos da providência no que tange ao futuro, e em abandonar toda a curiosidade doentia a este respeito. A imprevidência pode ser uma falta de responsabilidade. - 2115
Todas as formas de ADIVINHAÇÃO hão de ser rejeitadas: recurso a Satanás 
ou aos demônios, evocação dos mortos ou outras práticas que erroneamente se supõe "descobrir" o futuro. A consulta aos horóscopos, a astrologia, a quiromancia, a interpretação de presságios e da sorte, os fenômenos de visão, o recurso a médiuns escondem uma vontade de poder sobre o tempo, sobre a história e, finalmente, sobre os homens, ao mesmo tempo que um desejo de ganhar para si os poderes ocultos. Essas práticas contradizem a honra e o respeito que, unidos ao amoroso temor, devemos exclusivamente a Deus. - 2116
Todas as práticas de MAGIA ou de FEITIÇARIA com as quais a pessoa pretende domesticar os poderes ocultos, para colocá-los a seu serviço e obter um poder sobrenatural sobre o próximo - mesmo que seja para proporcionar a este a saúde -, são gravadamente contrárias à virtude da religião. Essas práticas são ainda mais condenáveis quando acompanhadas de uma intenção de prejudicar a outrem, ou quando recorrem ou não à intervenção dos demônios. O uso de amuletos também é repreensível. O ESPIRITISMO implica frequentemente práticas de adivinhação ou de magia. Por isso a Igreja adverte os fiéis a evitá-lo. O recurso aos assim chamados remédios tradicionais não legitima nem a invocação dos poderes maléficos nem a exploração da credulidade alheia. - 2117

Catecismo da Igreja Católica - 2115/2116/2117

A inspiração originária da forma de vida de Santa Clara


Por Frei João Mannes, OFM

Na presente reflexão tem-se por objetivo fazer algumas considerações acerca do primeiro capítulo da Forma de Vida de Santa Clara, aprovada oficialmente pelo Papa Inocêncio IV, aos 09 de agosto de 1253, dois dias antes de sua morte.

A leitura do primeiro capítulo nos sugere destacar três aspectos fundamentais da Forma de Vida clariana: a origem, o conteúdo central e a obediência e reverência ao senhor Papa (Igreja romana) e ao bem-aventurado pai Francisco (Ordem).

O título do primeiro capítulo da Forma de Vida indica que o processo de conversão de Clara ao Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo tem início em Deus mesmo: “Em nome do Senhor começa a forma de vida das Irmãs Pobres”. Isto quer dizer que o Senhor fixou terna e afetuosamente sobre ela o Seu olhar e suscitou nela uma resposta, consciente e livre, de amor total a Ele (cf. 2In 19-20). Jesus Cristo acendeu nela o ardentíssimo desejo de deixar todas as vaidades desta terra e unir-se ao Cordeiro imaculado como sua digníssima esposa.

Clara reconhece que a sua vocação é, antes de tudo, uma especial graça de Deus, pois “quanto maior e mais perfeita, mais a Ele é devida” (TestC 2s). Por conseguinte, tinha consciência de que não estava nesta Vida por iniciativa particular, sua, nem pressionada por Francisco, mas porque o altíssimo Pai celestial, por sua misericórdia e graça, se dignou iluminar o seu coração para fazer penitência, segundo o exemplo e ensino do bem-aventurado pai Francisco (cf. TestC 24s; cf. RSC 6,1).

No princípio da Forma de Vida clariana estão, portanto, o “nome do Senhor” e o “altíssimo Pai celestial”. O Pai celestial manifestou-se, por excelência, na pessoa de Jesus Cristo, a quem deu o nome de “Senhor” porque “aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de servo por solidarismo com os homens. (…) e humilhou-se, feito obediente até a morte, até a morte da cruz” (Fl 2, 7-8). Paradoxalmente, o Senhor é aquele que incondicionalmente ama, serve e se humilha ao extremo. De modo que, ao iniciar a sua Forma de Vida invocando o “nome do Senhor”, Clara anuncia que o sentido fundamental de sua existência consiste em deixar-se impregnar e conduzir pelo “espírito do Senhor e seu santo modo de operar” (RB 10,9). O que importa para Clara é que o espírito de Deus e sua santa maneira de operar perpasse e inspire toda a sua vida, sem que nada seja excluído disso. De modo que o Senhor-Servo é a fonte inspiradora e modeladora e o fim do seu modo de vida.

Poder-se-ia dizer que a Forma de Vida clariana é, talvez, muito mais ponto de chegada do que ponto de partida. Ou melhor, no modo de vida de Clara coincidem o ponto de partida e o ponto de chegada. Pois, o princípio movente e a finalidade de sua existência é viver em comunhão com o Senhor que por amor a nós se fez pobre, a fim de nos enriquecer com sua pobreza (cf. 2Cor 8,9). A meta é que todos cheguem ao estado de homens perfeitos, que, na maturidade do seu desenvolvimento, é a plenitude de Cristo (cf. Ef 4,13).

Portanto, Clara não teve dúvidas quanto ao conteúdo central da Forma de Vida que voluntariamente professou: “observar o santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo”. O Evangelho não é letra morta, mas é a Pessoa de Jesus. É a Ele que Clara, totalmente vazia e livre, sem nada de próprio, desejou abraçar. Por isso, ao escrever a Santa Inês de Praga, exorta-a a colocar no Espelho (Jesus Cristo Pobre e Crucificado) toda a sua capacidade de compreender (a mente), toda a sua capacidade de amar (o coração) e toda a sua capacidade de viver em Deus (a alma): “Ponha a mente no espelho da eternidade, (…) e transforme-se, inteira, pela contemplação, na imagem da divindade” (3In 12-13).

E o terceiro elemento que se pretende destacar, à luz do primeiro capítulo da Forma de Vida, é a obediência e referência ao Papa (Igreja) e a São Francisco (Ordem). Quanto à obediência ao Papa constata-se que Clara não quis viver o ideal evangélico fora da Igreja, pois estava perfeitamente consciente de que a sua Forma de Vida estava sendo gerada pelo Senhor no seio da Igreja (cf. TestC 46). E, ao obedecer ao Papa, na verdade ela não obedeceu a um indivíduo ou a uma organização hierárquica, mas à autoridade de Jesus Cristo que ela vislumbra na pessoa do Papa e que instituiu a Igreja: “tu és Pedro e sobre esta pedra construirei a minha Igreja” (Mt 16,18). Além disso, sabe-se que Clara e Francisco não teriam ouvido a mensagem do Evangelho caso este não tivesse sido anunciado por um ministro da Igreja. E em relação a Francisco, Clara voluntariamente prometeu obediência não ao ego de Francisco, mas ao Espírito que iluminou e plasmou a existência de ambos (cf. TestC 24s; RSC 6,1). Portanto, Clara obedeceu livremente à intuição originária da Igreja e da Ordem Franciscana.

Por fim, importa frisar que a vida religiosa, sob a inspiração de Clara e Francisco, já é sempre uma resposta a um chamado de Deus. É Deus que convoca à vida religiosa franciscana, e dos que se sentem convocados requer-se o contínuo e intenso esforço espiritual de responder adequadamente ao chamado. Pois, as muitas solicitações do complexo mundo em que se vive, tanto na ordem do ter, do poder, do saber, como na ordem do prazer, são provocações que podem afetar e ofuscar tanto a vocação quanto a decisão pessoal de viver o Evangelho de Jesus Cristo. Nenhuma pessoa, nenhum grupo pode se dizer imunizado do vírus do neoliberalismo.

Ademais, na atualidade, ou na era caracterizada como pós-modernidade, apregoa-se que não existe nenhuma decisão definitiva. De fato, a decisão íntima e pessoal de doar-se livre e responsavelmente aos irmãos e irmãs, a exemplo de Jesus Cristo e sob a inspiração de Francisco de Assis, deve ser continuamente retomada. A promessa de viver em comunhão com Aquele que “assumiu a condição de servo” (Fl 2,7) deve ser reassumida todos os dias para que se torne definitiva. Por isso, a exortação de Clara a Inês de Praga jamais deixará de ser atual e profética: “Olhe dentro desse espelho todos os dias, (…) e espelhe nele sem cessar o seu rosto” (4In 15-16). T

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Show de Fagner...


O Show de Fagner no próximo dia 17 de março, em Recife-PE, em prol da Causa de Frei Damião, já está à venda. Mesas, cadeiras, pista e camarotes estão à disposição. 

Pontos de venda dos ingressos: 
Chevrolet Hall
Lojas Renner em todo o Brasil - onde vc estiver pode adquirir o seu ingresso numa das lojas Renner (aqui vc pode comprar com cartão)
e Convento São Félix.


Cartaz do Show espalhado pela cidade

Planeta Brasileiro