Sejam Bem-Vindos!

"É uma grandiosíssima calúnia dizer que tenho revoltas contra a Igreja. Eu nunca tive dúvidas sobre a Fé Católica, nunca disse nem escrevi, nem em cartas particulares, nem em jornais, nem em quaisquer outros escritos nenhuma proposição falsa, nem herética, nem duvidosa, nem coisa alguma contra o ensino da Igreja. Eu condeno tudo o que a Santa Igreja condena. Sigo tudo o que ela manda como Deus mesmo. Quem não ouvir e obedecer a Igreja deve ser tido como pagão e publicano. Fora da Igreja não há salvação."
Padre Cícero Romão Batista

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Padres de todo país se reúnem em Aparecida


Padre Deusmar Jesus Barreto, assessor da Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e Vida Consagrada
A partir da próxima quarta-feira, 1º, cerca de 500 sacerdotes de todo o Brasil estarão representando suas dioceses no 14º Encontro Nacional dos Presbíteros. O evento será realizado até o dia 7, no auditório do Santuário Nacional de Aparecida, no interior de São Paulo. A coordenação geral do encontro está a cargo da Comissão Nacional dos Presbíteros.

A expectativa para esta edição é bastante positiva de acordo com o padre Deusmar Jesus Barreto, assessor da Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e Vida Consagrada.

“É um momento forte de comunhão de todos os presbíteros do Brasil, que procura refletir temas relacionados à vida do presbítero, e assim ajudar a todos para que vivam o seu ministério com muito mais amor e assim sirvam melhor ao Reino de Deus e a Igreja”, explica o padre.

A temática do encontro deste ano é a "Identidade e a Espiritualidade do Presbítero no processo de mudança de época". De acordo com o padre Deusmar, trata-se de um assunto muito importante e atual, cuja reflexão deve ajudar cada presbítero a ter consciência da sociedade em que atua, e assim uma ação ministerial mais eficaz.

O grande número de inscritos também é uma confirmação da relevância do tema, que será aprofundado no encontro pelos assessores, padres João Batista Libânio e Jésus Benedito dos Santos.

“Nosso objetivo principal é evangelizar, mas fazer isso sabendo em que sociedade estamos atuando”, recorda Deusmar. “Neste tempo de mudança de época, é necessário ter conhecimento da realidade para que você possa atuar bem e realizar um bom trabalho como presbítero”.

Mundo espera sacerdotes santos e santificadores, reforça o Papa


Em encontro com seminaristas, Bento XVI salientou a necessidade de sacerdotes promotores da santidade
Como afirmou o Papa João XXIII, “o mundo espera santos, sobretudo isso. Antes de sacerdotes cultos, eloquentes e informados, quer sacerdotes santos e santificadores”. Nesta perspectiva, o Papa Bento XVI reforça que mais do que nunca, em toda Igreja, é necessário haver “operários do Evangelho, testemunhas com credibilidade e promotores da santidade com suas próprias vidas”.

Ao se encontrar, nesta quinta-feira, 26, na Sala Clementina do Palácio Apostólico Vaticano, com os superiores e seminaristas do Pontifício Seminário Regional Umbro Pio XI, em Assis, do Pontifício Seminário Regional São Pio X, em Catanzaro, e do Pontifício Seminário Inter-regional de Campano, em Nápoles, o Papa falou sobre as exigências atuais na formação dos futuros padres.

















Discurso
Audiência dos Seminários de Campânia, Calábria e Umbra em ocasião dos 100 anos de fundação
Sala Clemantina, Palácio Apostólico Vaticano
Quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Senhores Cardeais, venerados Irmãos, queridos seminaristas!

Estou muito contente em acolher-lhes em ocasião do centenário de fundação dos Pontifícios Seminários de Campânia, Calábria e Umbra. Saúdo os irmãos no Episcopado e no Sacerdócio, os três reitores com os colaboradores e docentes, e, sobretudo, saúdo com afeto vocês, queridos seminaristas!

O nascimento destes três seminários regionais, em 1912, ampliou ainda mais a obra de formação dos candidatos ao sacerdócio, levada pelo Papa São Pio X, em continuidade ao Papa Leão XIII. Para vir ao encontro da crescente exigência formativa, a estrada tomada foi a agregação de novos seminários diocesanos em seminários regionais, juntamente com a reforma dos estudos teológicos, o que produziu um significativo aumento no nível de qualidade, graças a aquisição de uma cultura de base comum a todos e a um período de estudo suficientemente longo e bem estruturado.

Um papel importante, neste contexto, foi desenvolvido pela Companhia de Jesus. Aos jesuítas, de fato, foi confiada a direção dos cinco seminários regionais, entre os quais aquele de Catanzaro, de 1926 a 1941, e aquele de Posillipo, desde sua fundação até hoje.

Mas não foi só a formação acadêmica um dos benefícios, mas a promoção da vida comum entre os jovens seminaristas provenientes de realidades diocesanas diversas favoreceu para um notável enriquecimento humano. Singular é o caso do Seminário Campano de Posillipo, que desde 1935 se abriu a todas as regiões meridionais, depois que se reconheceu a possibilidade de concessão de graus acadêmicos.

No atual contexto histórico e eclesial, a experiência dos seminários regionais ainda parece ser muito apropriada e válida. Graças à ligação com faculdades e Institutos teológicos, consente de haver acesso aos percursos de estudo a nível elevado, favorecendo uma preparação adequada ao complexo cenário cultura e social no qual vivemos.

Além disso, o caráter inter-diocesano se revela uma eficaz “palestra” de comunhão, que se desenvolve no encontro com sensibilidades diversas a se harmonizar num único serviço a Igreja de Cristo. Neste sentido, os seminários regionais fornecem uma incisiva e concreta contribuição ao caminho de comunhão das dioceses, favorecendo o conhecimento, a capacidade de colaboração e o enriquecimento das experiências eclesiais entre os futuros presbíteros, entre os formadores e entre os próprios Pastores das Igrejas particulares.

A dimensão regional também surge como um mediadora eficaz entre as linhas da Igreja universal e as necessidades das realidades locais, evitando o risco de particularismo. As suas regiões, queridos amigos, são ricas de grande patrimôniio espiritual e cultural, mesmo em meio a não poucas dificuldades sociais.
Pensemos, por exemplo, em Umbria, pátria de São Francisco e São Bento! Mergulhada em espiritualidade, Umbria é meta continua de peregrinação. Ao mesmo tempo, esta pequena região sofre, mais que outras, a crise econômica. Na Campânia e na Calábria, a vitalidade da Igreja local, alimentada pelo sentido religioso ainda mais vivo graças as solidas tradições e devoções, deve traduzir um novo chamado a evangelização.

Nestas terras, o testemunho das comunidades eclesiais deve ter em atenção às fortes emergências sociais e culturais, como a falta de trabalho, sobretudo para os jovens, e o fenômeno do crime organizado.

O contexto cultural de hoje exige uma sólida preparação filosófica e teológica dos futuros presbíteros. Como escrivi, na minha Carta aos seminaristas, em conclusão do Ano Sacerdotal, não se trata somente de aprender as coisas evidentemente úteis, mas de conhecer e compreender a estrutura interna da fé na sua totalidade, que não é um sumário de textos, mas um organismo, uma visão orgânica, assim, tudo isso se torna resposta aos questionamentos dos homens, que mudam do ponto de vista exterior, de geração em geração, mas, todavia, permanecem no fundo os mesmos (cfr n. 5).

Além disso, o estudo da teologia deve ter sempre uma ligação intensa com a vida de oração. É importante que o seminarista compreenda bem, que, enquanto ele se aplica neste objetivo, é na realidade um “Sujeito” que o desafia, aquele Senhor que fez sentir sua voz convidando à dar a vida a serviço de Deus e dos irmãos. Assim, poderá se realizar no seminarista de hoje, e no presbítero de amanhã, aquela unidade de vida preconizada pelo documento conciliar Presbyterorum Ordinis (n. 14), onde encontra sua expressão visível na caridade pastoral, «princípio interior, a virtude que orienta e anima a vida espiritual do presbítero, enquanto configurado a Cristo Cabeça e Pastor» (João Paulo IIolo II, Exort. ap. pós-sinodal Pastores dabo vobis, 23).

É indispensável, de fato, a harmoniosa integração entre o ministério com as suas múltiplas atividades e a vida espiritual do presbítero. «Para o sacerdote, que deverá acompanhar outros longos caminhos na vida, até a porta da morte, é importante que ele mesmo tenha colocado em justo equilíbrio o coração e o intelecto, razão e sentimento, corpo e alma, e que seja humanamente “integro” » (Carta aos Seminaristas, 6).

São estas as razões que impulsionam a prestar muita atenção às dimensões humanas da fundação dos candidatos ao sacerdócio. É, de fato, na nossa humanidade que nos apresentamos diante de Deus, para estar diante dos nossos irmãos como autênticos homens de Deus. Realmente, quem quer se tornar sacerdote deve ser, sobretudo, um “homem de Deus”, como escreve São Paulo aos seus discípulo Timótio (1 Tm 6,11). ... Por isso, a coisa mais importante, no caminho ao sacerdócio e durante toda vida sacerdotal é o relacionamento pessoal com Deus em Cristo (cfr Carta aos Seminaristas, 1).

O beato Papa João XXIII, ao receber os superiores e alunos do Seminário Campâno, em ocasião do 50° ano aniversário de fundação, pouco antes do Concílio Vaticano II, expressou esta firme convicção, dizendo: «Nisto tende a vossa educação, à espera da missão que será confiada para a glória de Deus e a salvação das almas: formar a mente, santificar a vontade. O mundo espera santos, sobretudo isso. Antes de sacerdotes cultos, eloquentes e informados, querem sacerdotes santos e santificadores».

Estas palavras ressoam ainda atuais, porque forte mais que nunca em toda Igreja, como nas suas regiões particulares de proveniências, a necessidade de operários do Evangelho, testemunhas com credibilidade e promotores da santidade com suas próprias vidas. Que cada um de vocês possa responder a este chamado! Para isso asseguro a minha oração, enquanto confia à orientação maternal da Virgem Maria, e de coração concedo uma especial Bênção Apostólica. Obrigado.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Conversão de São Paulo


Conversão de São PauloO apóstolo dos gentios e das nações nasceu em Tarso. Da tribo de Benjamim, era judeu de nação. Tarso era mais do que uma colônia de Roma, era um município. Logo, ele recebeu também o título de cidadão romano. O seu pai pertencia à seita dos fariseus. Foi neste ambiente, em meio a tantos títulos e adversidades, que ele foi crescendo e buscando a Palavra de Deus.

Combatente dos vícios, foi um homem fiel a Deus. Paulo de Tarso foi estudar na escola de Gamaliel, em Jerusalém, para aprofundar-se no conhecimento da lei, buscando colocá-la em prática. Nessa época, conheceu o Cristianismo, que era tido como um seita na época. Tornou-se, então, um grande inimigo dessa religião e dos seguidores desta. Tanto que a Palavra de Deus testemunha que, na morte de Santo Estevão, primeiro mártir da Igreja, ele fez questão de segurar as capas daqueles que o [Santo Estevão] apedrejam, como uma atitude de aprovação. Autorizado, buscava identificar cristãos, prendê-los, enfim, acabar com o Cristianismo. O intrigante é que ele pensava estar agradando a Deus. Ele fazia seu trabalho por zelo, mas de maneira violenta, sem discernimento. Era um fariseu que buscava a verdade, mas fechado à Verdade Encarnada. Mas Nosso Senhor veio para salvar todos.

Encontramos, no capítulo 9 dos Atos dos Apóstolos, o testemunho: "Enquanto isso, Saulo só respirava ameaças e morte contra os discípulos do Senhor. Apresentou-se ao príncipe dos sacerdotes e pediu-lhes cartas para as sinagogas de Damasco, com o fim de levar presos, a Jerusalém, todos os homens e mulheres que seguissem essa doutrina. Durante a viagem, estando já em Damasco, subitamente o cercou uma luz resplandecente vinda do céu. Caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: 'Saulo, Saulo, por que me persegues?'. Saulo então diz: 'Quem és, Senhor?'. Respondeu Ele: 'Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Duro te é recalcitrar contra o aguilhão'. Trêmulo e atônito, disse Saulo: 'Senhor, que queres que eu faça?' respondeu-lhe o Senhor: 'Levanta-te, entra na cidade, aí te será dito o que deves fazer'"

O interessante é que o batismo de Saulo é apresentado por Ananias, um cristão comum, mas dócil ao Espírito Santo.

Hoje estamos comemorando o testemunho de conversão de São Paulo. Sua primeira pregação foi feita em Damasco. Muitos não acreditaram em sua mudança, mas ele perseverou e se abriu à vontade de Deus, por isso se tornou um grande apóstolo da Igreja, modelo de todos os cristãos. 

São Paulo de Tarso, rogai por nós!




Celebramos hoje com toda a Igreja a conversão de São Paulo apóstolo, o grande missionário que levou o Evangelho a diversos cantos do mundo, saindo dos limites da Terra Santa, fundando, formando e orientando comunidades cristãs. É conhecida sua mudança de vida: de perseguidor do Evangelho de Cristo a grande evangelizador das nações.
A questão central abordada no Evangelho de hoje é a do papel dos discípulos no mundo, após o retorno de Jesus ao encontro do Pai. O texto consta de três cenas: Jesus Ressuscitado define a missão dos discípulos; parte ao encontro do Pai; os discípulos partem ao encontro do mundo a fim de concretizar a missão que Cristo Ressuscitado lhes havia confiado.
Na primeira cena (vers. 15-18), Jesus Ressuscitado aparece aos discípulos, acorda-os da letargia em que se tinham instalado e define a missão que, doravante, eles seriam chamados a desempenhar no mundo.
A primeira nota do envio e do mandato que Jesus dá aos discípulos é a da universalidade. A missão deles destina-se a “todo o mundo” e não se deve deter diante de barreiras raciais, geográficas ou culturais. A proposta de salvação feita pelo Senhor e que os discípulos devem testemunhar destina-se a toda a terra.
Depois, o Senhor define o conteúdo do anúncio: o Evangelho. O que é o Evangelho? No Antigo Testamento, essa palavra está ligada à “Boa Notícia [Boa Nova]” da chegada da salvação para o povo de Deus. Depois, na boca de Jesus, a palavra “Evangelho” designa o anúncio de que o “Reino de Deus” chegou à vida dos homens, trazendo-lhes a paz, a libertação, a felicidade. Para os catequistas das primeiras comunidades cristãs, o Evangelho é o anúncio de um acontecimento único, capital, fundamental: em Jesus Cristo, Deus veio ao encontro dos homens, manifestou-lhes o Seu amor, inseriu-os na Sua família, convidou-os a integrar a comunidade do Reino, ofereceu-lhes a vida definitiva. Tal é o único e exclusivo Evangelho que muda o curso da história e transforma o sentido e os horizontes da existência humana.
O anúncio do Evangelho obriga os homens a uma opção. Quem aderir à proposta que Jesus faz, chegará à vida plena e definitiva (quem acreditar e for batizado será salvo); mas quem recusar essa proposta, ficará à margem da salvação (quem não acreditar será condenado – vers. 16).
O anúncio do Evangelho que os discípulos são chamados a fazer vai atingir não só os homens, mas toda criatura. Muitas vezes, o homem, guiado por critérios de egoísmo, de cobiça e de lucro, explora a criação, destrói este mundo “bom” e harmonioso que Deus criou. Mas a proposta de salvação apresentada por Deus Pai destina-se a transformar o coração do homem, eliminando o egoísmo e a maldade. Ao transformar o coração do homem, o Evangelho, apresentado pelo Senhor e anunciado pelos discípulos, vai propor uma nova relação do homem com todas as outras criaturas – uma relação não mais marcada pelo egoísmo e pela exploração, mas pelo respeito, pela paz e pelo amor. Dessa forma, nascerá uma nova humanidade e uma nova natureza.
A presença da salvação de Deus no mundo tornar-se-á uma realidade por meio dos gestos dos discípulos de Jesus. Comprometidos com Cristo, os discípulos vencerão a injustiça e a opressão, “expulsarão os demônios em meu nome”, serão arautos da paz e do entendimento dos homens, “falarão novas línguas”,levarão a esperança e a vida nova a todos os que sofrem e que são prisioneiros da doença e do sofrimento. Quando impuserem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados; e, em todos os momentos, Jesus estará com eles, ajudando-os a vencer as contrariedades e as oposições.
Na segunda cena (vers. 19), Jesus sobe ao céu e senta-se à direita de Deus Pai. A elevação de Jesus ao céu (ascensão) é uma forma de sugerir que, após o cumprimento da Sua missão no meio dos homens, Cristo Ressuscitado foi ao encontro do Pai e reentrou-se na comunhão d’Ele.
A intronização de Jesus “à direita de Deus” mostra, por sua vez, a veracidade da proposta de Cristo. Na concepção dos povos antigos, aquele que se sentava à direita de Deus era um personagem distinto a quem o monarca queria honrar de forma especial. Jesus, porque cumpriu com total fidelidade o projeto de Deus para os homens, é honrado pelo Pai e se senta à Sua direita. A proposta que Jesus apresentou – e que os discípulos acolheram e vão ser chamados a testemunhar no mundo – não é uma aventura sem sentido e sem saída, mas é o projeto de salvação que Deus quer oferecer aos homens.
Na terceira cena (vers. 20), descreve-se, resumidamente, a ação missionária dos discípulos: eles partiram a pregar, ou seja, anunciar, com palavras e gestos concretos, essa vida nova que Deus ofereceu aos homens por intermédio de Jesus Nazareno por toda a parte, propondo a todos eles, sem exceção, a proposta salvadora de Deus Todo-poderoso.
O autor desta catequese assegura aos discípulos que eles não estão sozinhos ao longo dessa missão. Jesus, vivo e ressuscitado, está com eles, coopera com eles e manifesta-se ao mundo nas palavras e nos gestos dos discípulos.
É um tremendo desafio testemunhar, hoje, no mundo, os valores do Reino dos Ceús, visto que estes, muitas vezes, estão em contradição com aquilo que o mundo defende e considera como prioridade da vida. Com frequência, os discípulos de Jesus são objeto da zombaria e do escárnio dos homens, porque insistem em testemunhar que a felicidade está no amor, na fé, na paz e no dom da vida. Com frequência, os discípulos de Cristo são apresentados como vítimas de uma máquina de escravidão, que produz escravos, alienados, vítimas do obscurantismo, porque insistem em testemunhar que a vida plena está no perdão, no serviço, na entrega da vida.
O confronto com o mundo gera, muitas vezes, desilusão, sofrimento e frustração nos discípulos. Nos momentos de decepção e de desilusão convém recordar-se das palavras de Jesus: “Eu estarei convosco até ao fim dos tempos”. Esta certeza deve alimentar a coragem com que testemunhamos aquilo em que acreditamos.
Padre Bantu Mendonça

Cardeal celebra Missa pelo aniversário da cidade de São Paulo


Cardeal arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer, durante a Missa da Solenidade de São Paulo
O Cardeal arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer, presidiu uma Missa na Catedral da Sé, nesta quarta-feira, 25, para celebrar a Solenidade da Conversão do Apóstolo São Paulo, padroeiro da cidade. Além desta festividade, a capital paulista comemora hoje 458 anos de fundação.

Na homilia, Dom Odilo recordou que o aniversário de São Paulo nos leva a pensar na sua origem, que começou de forma humilde e despretenciosa, com uma igrejinha e uma escolinha, o que ainda hoje caracteriza a cidade.

"Ao longo da história houve uma interação fecunda entre a vida das comunidades locais e de quem aqui vinha para adotar a cidade como sua. Uma interação fecunda entre a igreja e a cidade. Entre aqueles que anunciavam a boa nova do Evangelho como luz orientadora para vida da cidade, como mensagem de paz, de fraternidade, de respeito e dignidade pela pessoa", destacou.

O cardeal afirmou que o apóstolo São Paulo tem muito para ensinar para a Igreja local e a cidade. "São Paulo nasceu de altos ideais, que ele pregava e pelos quais entregou sua vida. Celebrando sua festa lembramos estes ideias. Que eles possam continuar a inspirar a vida dessa cidade", expressou.

"São Paulo tinha um projeto de vida, como ouvimos, na primeira leitura, o testemunho que ele dá sobre si mesmo, mas quando a luz de Deus se fez em sua vida, quando ele ouviu uma voz que o dizia 'porque me persegues?' ele perguntou 'Senhor o que queres que eu faça?'. Ele teve coragem de se perguntar 'estou fazendo o projeto errado?!' Ele recebeu a luz do Evangelho e mudou de rumo", explicou Dom Odilo.

Segundo o cardeal, quando o projeto humano de Paulo se encontrou com o projeto de Deus, ele não teve dúvidas de abdicar seu projeto para abraçar a luz de Deus, anunciada no Evangelho.

A pergunta do apóstolo também inspira a Igreja de São Paulo, ressaltou Dom Odilo, que frequentemente se questiona: "Senhor, o que queres que eu faça? o que é o melhor? o mais justo, o mais digno para o teu povo".

"A conversão de São Paulo mostra que vale a pena, muitas vezes, mudar de rumo, mudar os planos, para que estes estejam conforme o plano de Deus, que é melhor", explicou.

Para Dom Odilo esta pergunta também deve nos levar a interrogar a vida da própria cidade - "Senhor, o que queres que façamos?" -, para que todos tenham acesso ao necessário para a vida e tenham a dignidade de filhos e filhas de Deus. "É isso que Deus quer para essa cidade", reforçou o cardeal.

Por fim, o prelado convidou os fiéis a pedirem a intercessão de São Paulo, para que junto a Deus, ele rogue por esta cidade que tem o seu nome. "Que ele inspire todos que têm uma responsabilidade, para que procurem soluções dignificadoras que tragam o bem para todos os que vivem nesta imensa metrópole". 

Participaram da Celebração Eucarística outros bispos e sacerdotes, autoridades políticas, como o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e outras autoridades civis e militares. 

Documentos originais do Concílio Vaticano II são expostos em Roma


O Concílio Vaticano II foi aberto pelo Papa João XXIII em 11 de outubro de 1962
A partir desta quarta-feira, 25, a Pinacoteca da Basílica de São Paulo fora dos Muros, em Roma, na Itália, abriga uma mostra com documentos originais do Concílio Vaticano II.

Ainda nesta quarta-feira, o Papa Bento XVI presidirá na Basílica uma celebração ecumênica na conclusão da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, no dia em que se comemora a conversão de São Paulo.

"Justamente para recordar os 53 anos daquele dia 25 de janeiro de 1959, decidiu-se dar um contributo substancial para reviver a essência e a atualidade do Concílio no local onde ele foi anunciado", explicou o Cardeal Francisco Monterisi, Arcipreste da Basílica de São Paulo.

A mostra permanecerá aberta até ao encerramento do Ano da Fé (que tem início em outubro de 2012 e vai até novembro de 2013), como suporte à decisão do Papa de celebrar os 50 anos da abertura do Concílio Vaticano II, no espírito da carta apostólica Porta fidei de 11 de outubro de 2011.

Na mostra, serão expostos textos autógrafos dos discursos preparados pelo Papa João XXIII para o anúncio do Concílio e para a sua abertura, em 11 de outubro de 1962, na Basílica de São Pedro.

Será exposto também o "passaporte de serviço para o exterior" concedido, em 1963, a Karol Wojtyła — com a assinatura do então Substituto da Secretaria de Estado, Angelo Dell’Acqua —, que permitiu ao futuro Papa de participar no Concílio. Naqueles anos, o governo polaco chegou a negar o passaporte ao Primaz da Polônia, Cardeal Estêvão Wyszyński.

Também poderão ser apreciados moedas, medalhas e selos daquele período, assim como paramentos e alfaias litúrgicas. Já a Rádio Vaticano forneceu o áudio para a realização de um vídeo de cerca de 15 minutos com imagens de João XXIII e dos participantes do Concílio. 

Logomarca oficial da JMJ Rio2013 será lançada no dia 1º de fevereiro



O Comitê Organizador Local (COL/Rio) da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) realizará no dia 1º de fevereiro o lançamento da logomarca oficial da JMJ Rio2013. A cerimônia será às 10h no auditório do Edifício João Paulo II, na Glória, onde fica a sede do Comitê. Na ocasião, o presidente do COL e arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani João Tempesta, irá apresentar também o autor da logo, que foi escolhida através de concurso.

A JMJ acontecerá entre os dias 23 e 28 de julho de 2013 na cidade do Rio de Janeiro e atrairá jovens do mundo inteiro para o tradicional encontro com o papa Bento XVI.

A expectativa é grande em torno da divulgação do símbolo de um dos maiores eventos que o Brasil irá sediar. Para chegar ao símbolo atual, foi percorrido um longo caminho, iniciado no dia 27 de setembro de 2011 com o lançamento do edital do concurso para escolher a logo oficial da JMJ. Mais de 200 trabalhos enviados de todas as partes do mundo chegaram ao Comitê e demonstraram, além de criatividade e técnica, a força da fé e da alegria da juventude católica.

Após o encerramento do concurso, no dia 31 de outubro, começou o processo de seleção, onde as logomarcas foram avaliadas por um grupo de designers, por uma comissão do Setor Juventude e também pelos setores pastoral e presidência do COL.

No dia 13 de dezembro as duas logos finalistas foram apresentadas ao Pontifício Conselho para os Leigos (PCL), em Roma, que escolheu a vencedora em comum acordo com os representantes do Comitê Organizador Local. Na ocasião foi também confirmada a data de chegada do Papa Bento XVI no Rio de Janeiro.

JMJ

A Jornada Mundial da Juventude, que se realiza anualmente nas dioceses de todo o mundo, prevê a cada 2 ou 3 anos um encontro internacional de jovens com o Papa – uma grande celebração da juventude, do que significa ser Igreja, Povo de Deus em meio ao mundo, unido na fé e no amor, e enviado a testemunhar Cristo ressuscitado até os confins da terra. O encontro dura aproximadamente uma semana. A última edição internacional da JMJ foi realizada em agosto de 2011, na cidade de Madri, na Espanha, e reuniu centenas de milhares de jovens de mais de 190 paises.

A XXVIII Jornada Mundial da Juventude será realizada de 23 a 28 de julho de 2013 no Rio de Janeiro e atrairá jovens de todo o mundo para o encontro com o Papa Bento XVI.

O Brasil já vive o clima da Jornada, com a peregrinação da Cruz dos jovens e do Ícone de Nossa Senhora pelo país. Os símbolos da JMJ percorrerão todas as dioceses brasileiras e os países do Cone Sul em preparação para a JMJ RIO2013.

Serviço:
Jornada Mundial da Juventude Rio2013
Lançamento da Logomarca Oficial
Data: 1º de fevereiro de 2012, às 10h30
Local: Edifício João Paulo II – Rua Benjamin Constant, 23, Glória.

Assessoria de Imprensa JMJ Rio2013
Jornalista Responsável: Rocélia Santos
Contatos: (21) 31772013
E-mail: assessoriadeimprensa@rio2013.com

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

FAZENDA DA ESPERANÇA É CITADA COMO EXEMPLO DE REABILITAÇÃO



Drogas  
 80% das 20mil pessoas que já passaram pelas comunidades se recuperaram 

As recentes cenas de combate à cracolândia no Centro de São Paulo mostraram em rede nacional a imagem da decadência de pessoas sujeitas ao vício de drogas e, de outro lado, a tremenda dificuldade do poder público em enfrentar o problema. O que precisa ser mostrado com a mesma ênfase é que existem caminhos possíveis para o enfrentamento dessa grande tragédia social e, aí sim, deveria ser aplicado todo o empenho do poder público. Um desses caminhos é a Fazenda da Esperança, que conseguiu a reabilitação de 80% das mais de 20 mil pessoas que passaram por suas comunidades terapêuticas em 28 anos de atividade.

A Fazenda da Esperança, da Diocese de Caruaru, em São Joaquim do Monte, conta com 36 internos, que trabalham em hortas e produzem frutas. Em Garanhuns, a instituição traz esperanças para 80 internos na Fazenda da Esperança Santa Rosa, com trabalhos de padaria, produção de flores, adubos e material de limpeza. Outro centro de atendimento naquele município é voltado para mulheres, na Fazenda Santa Rita de Cássia, onde 50 internas produzem pão, bijuterias e artesanato. Essa organização acolhe pessoas com idade entre 15 e 45 anos e lhes dá moradia, alimentação, e atende a outras necessidades básicas, como trabalho e lazer.

Show em prol da Causa de Frei Damião


Show com Fagner
17 de março no Chevrolet Hall
Recife-PE
Ingressos à venda
Locais: Chevrolet Hall, Lojas Renner,
Convento da Penha, Convento São Félix.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Papa abençoa cordeiros cuja lã será usada em pálios



Rádio Vaticano
Bento XVI abençou os cordeirinhos cuja lã servirá na confecção dos pálios, tradição na festa de Santa Inês.
Um gesto tradicional na festa de Santa Inês . Na manhã do sábado, 21, o Papa Bento XVI abençoou dois cordeirinhos a ele apresentados na Capela Urbano VIII, do Palácio Apostólico.

A lã desses carneiros será usada para a tecelagem dos pálios sagrados, vestes de lã branca decoradas com seis cruzes pretas, mantidas em uma urna na Confissão de São Pedro e impostas pelo Papa todos os anos, no dia 29 de junho, sobre novos arcebispos metropolitanos, durante a Missa solene de São Pedro e São Paulo.

Os cordeiros são tradicionalmente criados pelas religiosas do convento romano de São Lourenço, em Panisperna, e são oferecidos ao Papa pelos Cónegos Regrantes de Latrão no dia da memória litúrgica de Santa Inês, mártir romana, que na iconografia tradicional é muitas vezes representada com um cordeirinho nos braços.

Na sexta-feira, ao receber os seminaristas de um tradicional colégio romano, o Santo Padre falou sobre Santa Inês e aprentou-a como modelo de doação sem reservas a Deus.

Que todos sejam um: Papa pede que fiéis se empenhem pela unidade



AP
No Angelus deste domingo, Bento XVI disse qua a busca pela unidade é conduzida pela transformação pessoal
Neste domingo, às 12h, da janela de seu escritório, no Palácio Apostólico Vaticano, o Papa Bento XVI recitou o Angelus aos fiéis e peregrinos reunidos na Praça de São Pedro. O Papa convidou todos a unirem-se pela Semana de Oração pela Unidade dos Cristão, pois este é um desejo do próprio Cristo expresso na oração de na vigília de Sua paixão.

“Convido cordialmente todos a unirem-se à oração que Jesus dirigiu na vigília de Sua paixão: “Que todos sejam uma coisa só, para que o mundo creia” (Jo 17,21)”, pediu o Papa.


Bento XVI lembrou que o tema da Semana de Oração deste ano foi formulado a partir da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios: Todos seremos transformados pela vitória de Jesus Cristo, nosso Senhor (cfr 1 Cor 15,51-58).

“Somos chamados a contemplar a vitória de Cristo sobre o pecado e sobre a morte, isto é, Sua ressurreição, como um evento que transforma radicalmente aqueles que crêem Nele e se abrem ao acesso a uma vida incorruptível e imortal. Reconhecer e acolher a força transformadora da fé em Jesus Cristo sustenta os cristãos também na busca da plena unidade entre eles”, enfatizou o Papa.

Para Santo Padre, a verdadeira vitória pode ser alcançada somente se acompanhada por uma profunda transformação interior. “Nossa busca por unidade pode ser conduzida de maneira realista se a mudança vier, antes de tudo, de nós mesmos, se deixamos Deus agir, se nos deixamos transformar pela imagem de Cristo, se entramos na vida nova em Cristo, que é verdadeira vitória”, destacou.

A unidade visível de todos os cristãos, recorda Bento XVI, é sempre obra que vem do alto, de Deus, obra que pede a humildade de reconhecer nossa fraqueza e de acolher o dom.

“Porém, vale usar uma expressão que o próprio Beato João Paulo II usava: cada dom se torna também um empenho. A unidade que vem de Deus exige, portanto, o nosso empenho cotidiano de nos abrir uns aos outros na caridade”, reforçou o Pontífice.


Semana de Oração pela Unidade dos Cristão

Há muitas décadas, a Semana de oração pela unidade dos cristãos constitui um elemento central na atividade ecumênica da Igreja. O Santo Padre afirmou que o tempo dedicado à oração para a plena comunhão dos discípulos de Cristo permitirá compreender mais profundamente a transformação pela vitória de Cristo, pela potência de Sua ressurreição.

Na próxima quarta-feira, como é de costume, Semana de oração com a solene celebração das Vésperas da Festa da Conversão de São Paulo, presidida pelo Papa Bento XVI, na Basílica de São Paulo fora dos muros, na qual estarão presentes também representantes das outras Igrejas e Comunidades cristãs.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

DOIS CAPUCHINHOS LIBANESES RUMO AOS ALTARES



BEIRUTE - Os frades capuchinhos e a Igreja do Líbano têm a alegria de anunciar o encerramento do 2º inquérito diocesano, em 15 de dezembro, sobre o martírio de dois missionários capuchinhos Baabdatianos (libaneses), frei Léonard Melki (1881- 1915) e frei Thomas Saleh (1879-1917), martirizados na Turquia. O Tribunal presidido por Dom Paul Dahdad, Vigário Apostólico dos Latinos no Libano e na presença do Vice-Provincial dos capuchinhos frei Tony Haddad, apresentou os dossiês, devidamente autenticados com sigilos de cera vermelha e confi ados ao Vice-Postulador frei Salim Rizkallah, que os levará à Sagrada Congregação. Este inquérito feito sob a instrução diocesana com fi nal positivo, mesmo se a Sagrada Congregação para a causa dos Santos pediu um testemunho suplementar de alguns confrades capuchinhos vivos.
Os dois confrades foram presos e torturados em 1915 quando houve um genocídio no Libano. Frei Léonard Melki antes da chegada da polícia, escondeu o Santíssimo Sacramento e recusou-se a apostatar. Ele foi preso e levado ao deserto, onde com o bispo armênio, o bem-aventurado Ignace Maloyan e mais 415 homens de Mardine, foram executados. Após ter hospedado um padre armênio, quando do genocídio, frei Thomas Saleh foi preso, condenado à morte e deportado em pleno inverno, sob a guarda de um pelotão de soldados. Ele morreu na viagem em 18/01/1917, repetindo com coragem: «Eu tenho plena confi ança em Deus, não tenho medo da morte».
Os capuchinhos do Libano pedem para nos unirmos às suas orações, para apressar a beatifi cação de nossos confrades, a fi m de que eles sejam modelos de caridade fraternal e de zelo apostólico pela Igreja. Pedem para rezarmos especialmente pelos cristãos do Oriente, para que pela intercessão desses dois mártires se obtenha a paz para esta confl ituosa parte do mundo.


Fonte: Site da Cúria geral da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos.

Espiritismo - Uma versão do Demônio


O espiritismo é muito atraente por todo o misticismo que o envolve, a questão da mediunidade, do “sobrenatural” etc, mas não posso deixar de afirmar que se trata de uma doutrina anti cristã e uma falsa doutrina. Cristianismo e espiritismo não se coadunam, nem tão pouco budismo e doutrinas similares. Não se pode ser Católico e Espírita, as duas doutrinas são opostas e uma nega a a outra! Ao ler documentos espíritas como O reformador, órgão máximo da propagação reencarnacionista, em seu número de outubro de 1995, pg 236 veremos o seguinte: “A salvação não se obtém por graça nem pelo sangue derramado no madeiro, mas a salvação é o ponto de esforço individual que cada um emprega, na medida de suas forças.”
Ou seja o sacrifício de Jesus na cruz de nada valeu?
O QUE DIZEM OS LIVROS ESPÍRITAS E ALLAN KARDEC?
Léon Denis em seu livro “Cristianismo e espiritismo”, pg 88 disse: ” Não, a missão de Cristo não era resgatar com o seu sangue os crimes da humanidade. O sangue, mesmo de um Deus, não seria capaz de salvar ninguém. Cada qual deve resgatar-se a si mesmo.”Mais uma vez o espiritismo contradizendo a base do Catolicismo e de todo o verdadeiro cristianismo.  Vejamos o que nos diz a Palavra de Deus:
“Com efeito, quando éramos ainda fracos, Cristo a seu tempo morreu pelos ímpios. Em rigor, a gente aceitaria morrer por um justo, por um homem de bem, quiçá se consentiria em morrer. Mas eis aqui uma prova brilhante de amor de Deus por nós: quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós. Portanto, muito mais agora, que estamos justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. Se, quando éramos ainda inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, com muito mais razão, estando já reconciliados, seremos salvos por sua vida.”( Rom 5,6-10)
Portanto, se com tua boca confessares que Jesus é o Senhor, e se em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. É crendo de coração que se obtém a justiça, e é professando com palavras que se chega à salvação. A Escritura diz: Todo o que nele crer não será confundido (Is 28,16). (Rom 10,9-11)
No “Livro dos espíritos” de Kardec vemos claramente que a base do espiritismo está na evocação dos mortos, no livro dos médiuns traz como subtítulo “Guia dos Médiuns e dos evocadores” e no início do capítulo XXV traz a afirmação que “os espíritos podem se comunicar espontaneamente ou acudir ao nosso chamado, isto é vir por evocação.”
Mais uma grande contradição em relação ao Cristianismo, em especial ao catolicismo.
Nós católicos cremos na Bíblia sagrada como sendo 100% inspirada por Deus e sabemos que nela está escrito:
” Qualquer homem ou mulher que evocar espíritos ou fizer adivinhações será morto. ” (Lv 20,27)
Ainda na Palavra de Deus vemos claramente Deus nos exortando a não praticarmos o espiritismo, a magia, a astrologia, invocação dos mortos etc, dizendo ser tais práticas abomináveis…
“Não se ache no meio de ti quem faça passar pelo fogo seu filho ou sua filha, nem quem se dê à adivinhação, à astrologia, aos agouros, ao feiticismo, à magia, ao espiritismo, à adivinhação ou â invocação dos mortos,porque o Senhor, teu Deus, abomina aqueles que se dão a essas práticas, e é por causa dessas abominações que o Senhor, teu Deus, expulsa diante de ti essas nações. Serás inteiramente do Senhor, teu Deus. As nações que vais despojar ouvem os agoureiros e os adivinhos; a ti, porém, o Senhor, teu Deus, não o permite.”  (Deuteronômio 18, 10-14)
Vemos ainda em (ICr 10, 13-14)o castigo que Saul recebeu por ter desobedecido a Deus consultando uma necromante. Já conheci muitos espíritas afirmando serem todas estas passagens do AT,mas Jesus disse:
“Não julgueis que vim abolir a lei dos profetas. Não vim para abolir, mas sim para levá-los à perfeição” (Mt5,17)
Sabemos que os espíritos ouvidos nas evocações espíritas não são de mortos… lamentavelmente preciso afirmar com toda a certeza de minha alma os espíritos ouvidos e vistos e recebidos por médiuns não são espíritos de parentes falecidos, de bons espíritos etc, mas do próprio demônio… Como está escrito:
” O que não é de se espantar: pois se o próprio satanás se transfigura em anjo de luz” (IICor 11,14)
NÃO SE PODE DIZER SOU ESPÍRITA E CATÓLICO! ISTO É INCOERENTE!
O QUE PREGA O ESPIRITISMO?
O espiritismo nega a criação da alma humana, recusa a união substancial entre corpo e alma humana, afirma que não há anjos e demônios; repudia os privilégios de Maria Santíssima, não admite o pecado original, contesta a graça divina, abandona toda a doutrina sobrenatural, ignora o juízo particular depois da morte, não aceita a existência do purgatório, ridiculariza o inferno, reprova a ressurreição da carne e desdenha o juízo final, em suma renuncia todo o credo cristão.
O espiritismo não vê Jesus como sendo Deus, pessoa da Santíssima Trindade, como pode ainda assim se dizer uma doutrina ou um estilo de vida cristão? O espiritismo não acredita que Jesus é o Salvador, O espiritismo não aceita a Bíblia como palavra revelada pelo Pai não crêem nos Sacramentos de nossa Igreja Acreditam no evangelho segundo Kardec, quando a Palavra nos diz:
“Eu declaro a todos aqueles que ouvirem as palavras da profecia deste livro: se alguém lhes ajuntar alguma coisa, Deus ajuntará sobre ele as pragas descritas neste livro, e se dele alguém tirar qualquer coisa, deus lhe tirará da sua parte da árvore da Vida.” Apo 22,18
O espiritismo leva ainda o homem a uma falsa caridade, já que o mesmo busca fazer o bem para reencarnar melhor… a caridade não busca seus próprios interesses…
Caríssimos irmãos,
Quem sou eu para julgar alguém ou condenar aquele que se encontra iludido pelo espiritismo? Mas como Católica preciso proclamar a verdade, e afirmar que não há verdade fora de Jesus Cristo, que é o Caminho a Verdade e a Vida.
Há muitos anos atrás ouvi muitas pessoas afirmando que eu era médium, era uma jovem totalmente atraída por astrologia e todas estas práticas… via no espiritismo uma explicação para dor, miséria, e ainda via que nele existiam soluções fáceis e rápidas para muitas situações, além de não existirem os Dez mandamentos dizendo o que eu deveria fazer ou não…
Hoje vejo que eu estava muito enganada… que Jesus nos propõe o caminho estreito da Cruz, da fidelidade aos Dez mandamentos e já não vejo tudo como repressão, mas vejo toda a doutrina católica resumida no estímulo ao verdadeiro amor. Amor que se doa ao outro até a morte de Cruz se preciso for (ainda que nós ainda não tenhamos alcançado esta santidade, é o que prega nossa fé)
REENCARNAÇÃO NÃO EXISTE!
É deprimente ver “católicos” que acreditam em reencarnação… Que Deus seria este que nos puniria de tal maneira? Nos mandaria de volta para terra em outro corpo, outra vida e infeliz, para pagarmos o que fizemos de errado em outra vida, sem nem sequer termos o direito de sabermos o que fizemos de errado… Quem acredita em reencarnação ainda não se encontrou com um Deus de Misericórdia que ama e perdoa seus filhos e que luta para vê-los felizes.
Não é obra de Deus toda a miséria do mundo, nem mesmo os desastres naturais que temos visto. Já paramos para pensar o que o homem tem feito com a natureza? Quantos testes de bombas têm acontecido abaixo da terra no oriente?
Se existem pessoas morrendo de fome no mundo, Deus sofre em cada uma delas e se todos nós nos voltássemos de coração contrito para Deus tudo isso mudaria… Deus não interfere em nosso livre arbítrio… Se nos decidirmos viver afastados de Deus o resultado não poderá ser outro: Dor e Miséria! E a sociedade parece estar bem decidida em realmente viver banindo Deus de seu cotidiano.
É muito fácil transferirmos as culpas para Deus e nos isentarmos de tudo. Mas eu desafio que alguém conheça nesta vida alguém que ame a Deus e que viva em sua presença, fiel a Igreja e os mandamentos de Deus e que esteja na miséria! Deus não desampara os que o buscam, Ele tem graças e mais graças para derramar sobre a humanidade, mas ninguém quer recebê-las…
A Palavra afirma categoricamente que morremos uma única vez:
“Como está determinado que os homens morram uma só vez, e logo em seguida vem o juízo”(Hebreus 9,27)
“A passagem de uma sombra: eis a nossa vida, e nenhum reinício é possível uma vez chegado ao fim; porque o selo lhe é aposto e ninguém volta” (Sabedoria 2,5)
Jesus morreu em uma cruz por amor a cada um de nós e hoje está vivo entre nós. Venceu a morte, a dor e o pecado. Ressuscitou para que com Ele também nós ressuscitemos! Não há reencarnação! E só para concluir, falo isto não para ser rude ou amedrontá-los, ou bani-los da Igreja, mas para que todos saibam o que diz a Santa Sé a respeito dos que praticam doutrinas espíritas.
O QUE DIZ A IGREJA SOBRE O ESPIRITISMO?
” É ilícito assistir sessões espíritas, sejam elas realizadas ou não com auxílio de um medium, com ou sem hipnotismo, sejam quais forem estas sessões, mesmo que aparentemente simulem honestidade ou piedade, quer interrogando almas ou espíritos, ou ouvindo-lhes as respostas, quer assistindo a elas com pretexto tácito ou expresso de não querer ter qualquer relação com espíritos malignos. O decreto afirma ainda Os que não querem praticar nem a necromancia, nem a magia, não assistem a sessões espíritas, mas professam a doutrina da reencarnação, como esoteristas, rosacruzes, teósofos e outros ocultistas, são HEREGES FORMAIS e como tais devem ser tratados.” decreto da Santa Sé de 24/04/1917
No catecismo da Igreja Católica podemos ver ainda no Número 2116 e 2117 que a Igreja adverte os fiéis na não praticar nem crer nas práticas e ensinamentos espíritas. Depois de tudo o que escrevi, não espero ter  convencido de absolutamente nada, mas espero que ao menos os leitores que andam por estes caminhos tão “floridos e místicos” que o mundo, e especialmente as novelas têm apresentado que é o caminho do espiritismo e doutrinas semelhantes, possam refletir sobre todo o amor que Jesus tem por nós, por tudo o que Ele passou na cruz para nos salvar, pensar na Santa Eucaristia… Em todos os milagres que acontecem em nossa Igreja…
Em nossa Igreja encontraremos pessoas dos mais diversos tipos, as boas e também as fofoqueiras, os que ainda não se abriram a graça … mas Jesus já havia nos dito que veio para os enfermos e não para os sãos… E na Igreja Católica temos de Fato o Cristo Vivo e Salvador que nos ama, nos cura e que nos leva a amarmos uns aos outros com o seu próprio amor… Deus é amor, só n’Ele encontraremos a verdadeira fonte de todo amor.
Peço perdão se de alguma forma este post foi ofensivo àqueles que se encontram no espiritismo e doutrinas parecidas, mas ainda vivemos em um país democrático e a verdade precisa ser dita em quanto há tempo.
“ Porque se levantarão falsos cristos e falsos profetas, que farão milagres a ponto de seduzir, se isto fosse possível até mesmo os escolhidos” (Mateus 24,24)
Se você deseja ver grandes coisas, milagres e prodígios é ao Espírito Santo que você deve entregar sua alma e toda a sua vida, porque pela ação do Espírito de Deus é que os apóstolos realizaram curas milagres e até ressurreições, é também por Ele que até hoje presenciamos e disso eu sou testemunha grandes milagres em nossa Igreja. Que acreditar verá com seus próprios olhos.
Que Deus e Nossa Senhora abençoe a todos vocês!

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